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Blog MarceloBranco

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | 2 pessoas seguindo este artigo.

Acordo do governo @DilmaBR com o Facebook mobiliza ativistas contrários em todo mundo

20 de Abril de 2015, 12:40, por Marcelo D'Elia Branco

 

O plano do Facebook, Internet.org, em parceria com as operadoras de telecomunicações globais é oferecer aos pobres dos países em desenvolvimento uma Internet sem o acesso universal. Uma Internet onde a corporação e o governo nacional escolhem por onde os pobres poderão navegar. Em outras palavras, é a quebra da neutralidade da rede. Alguns governos seduzidos pela proposta, chamam isso de inclusão digital.

Além disso, não podemos esquecer as denúncias de Edward Snowden e Julian Assange, em que a plataforma do Facebook é uma das principais portas de entrada para a espionagem em massa da #NSA.

O recente anúncio, durante 7ª Cúpula das Américas, de um acordo do governo brasileiro com o Facebook, deixou ativistas do mundo todo com os cabelos em pé e mobilizados priorizando a batalha que está aberta aqui no Brasil. Numa entrevista a blogueiros no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff disse que não assinou nada e que vai discutir o tema em junho, quando Zuckeberg visita o país. O blogueiro Renato Rovai perguntou se ela chamaria o movimento social da internet livre pra discutir o projeto. Ela garantiu que sim. E disse que só assinará qualquer acordo depois de muito debate.

Ativistas e organizações sociais brasileiras escreveram um carta a Dilma, esclarecendo a posição contrária a um possível acordo com o Facebook nos termos da Internet.org e solicitando participação efetiva na discussão. Graças ao ‪#‎marcocivil‬ da Internet, no Brasil acordo nos moldes da Internet.org não podem acontecer pois fere um dos princípios basilares da carta magna da Internet que é a neutralidade da rede.

Referências:

Carta Capital: Por que criticar, desde já, uma parceria entre o Governo Federal e o Facebook?

Sérgio Amadeu: Acordo Dilma-Zuckerberg concentra o tráfego da rede e pode violar Marco Civil

 

El Diário: Ativistas da América Latina e Índia se levantam contra acordo Internet.org

¿Tú también, Brasil? - EFF
La Iniciativa de Facebook y sus Aliados Nos Dejan SinInternet.org

 

An open letter to Mark Zuckerberg on Net neutrality

Internet.org, Dilma e Facebook: não é sobre exclusão digital e sim presença de mercado

Da neutralidade da rede ao feudalismo na rede

Neutralidade de rede: um forte motivo para Dilma não curtir o Internet.org

 



Manuel Castells: Brasil la calle neoliberal (15 de marzo)

27 de Março de 2015, 19:32, por Marcelo D'Elia Branco

BRASIL: LA CALLE NEOLIBERAL
(publicado originalmente no jornal La Vanguardia - Barcelona em 28/03/2015)

Manuel Castells


Volvieron a las calles de Brasil, por cientos de miles, el 15 de marzo,­­­­­­­-­­­­­ como en junio del 2013. Pero no es la misma calle, aunque la corrupcion politica sigue siendo el centro de la protesta. No es la misma calle por lo que piden ni por quienes lo piden.

Piden la destitucon de la Presidenta Dilma Roussef, del PT, re-elegida en octubre pasado. Piden menos intervencion del gobierno, menos impuestos, menos sistema publico, mas privatizacion economica. Y piden un cambio del sistema politico, incluyendo a todos los partidos en la corrupcion, aunque algunos sectores salvan a Aecio Neves, derrotado opositor de Dilma Roussef. En una franja minoritaria del movimiento hay llamamientos a un golpe militar como unica forma de salvar a Brasil de los politicos. Paradojicamente, al tiempo se denuncia el autoritarismo de un estado bolivariano y se llama a la protesta fuera de las instituciones.

No son los mismos. Los principales nucleos de las redes sociales de las movilizaciones del 2013 son poco activos. Segue...



“A internet veio para bagunçar o coreto do intermediário” – Entrevista JornalismoB

9 de Dezembro de 2014, 11:28, por Marcelo D'Elia Branco

 

“A internet veio para bagunçar o coreto do intermediário” – Entrevista com Marcelo Branco

Publicado originalmente aqui

 05 dez 2014 

 

Alexandre Haubrich

Aos 53 anos e trabalhando na área de tecnologia da informação desde os 16, Marcelo Branco é um dos mais respeitados pensadores – e ativistas – das redes sociais digitais e de seus usos políticos. Acompanhou de perto a virada do que eram os sistemas analógicos para a digitalização e, militante petista, com a ascensão da luta pelo Software Livre passou a misturar o trabalho profissional com o ativismo político. Organizou os primeiros Campus Party no Brasil, e, em 2010, coordenou a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) nas redes sociais. Diz estar curioso com os movimentos sociais de novos formatos, desafiado por compreender o que há de comum entre as mobilizações que ocorreram no mundo árabe, na Espanha, em Wall Street, no México e no Brasil, “que nascem na internet, se encubam na internet, se fortalecem nas ruas, se alimentam nas redes e, em algum momento, viralizam como um viral de internet, e a revolta generaliza”. É a partir daí que começa a entrevista que concedeu ao Jornalismo B:

Se colocam assim potencialidades e limitações desse tipo de movimento. No Brasil, por exemplo, explodiu rápido e também recuou rápido. Isso é um pouco característico da própria internet?

Esses movimentos só foram possíveis porque existe a internet, no mundo inteiro, todos eles. Se não tivesse a internet, isso não teria acontecido. Segundo: a força dos movimentos mais organizados – Movimento Passe Livre, Bloco de Lutas, Mídia Ninja –, que são grupos organizados ativos, que tiveram um papel bastante importante no Brasil, ela não é o único fator que determinou aquela explosão, falando no nosso campo, o campo popular de esquerda....

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junho de 2013 e as eleições presidenciais

19 de Setembro de 2014, 21:06, por Marcelo D'Elia Branco
Legado de junho de 2013 e as eleições presidenciais V0.8
(uma atualização do artigo, Brasil 2013: as ruas e a Presidenta)


No texto que escrevi ano passado especialmente para o “Dossiê La Vanguardia”terminei com uma avaliação positiva da proposta que a presidenta Dilma fez durante as manifestações de junho, propondo uma assembléia nacional constituinte e um plebiscito pela reforma política: "Meu governo está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudanças", garantiu. Na ocasião, Dilma defendeu um “grande pacto ”por maiores investimentos nos serviços públicos de saúde, educação, transporte coletivo e propôs um plebiscito sobre a realização de uma reforma política através da convocação de uma assembléia nacional constituinte.

Avaliei, no final, que “o êxito político da presidenta Dilma dependeria em muito da forma como resolveria, na prática, o tensionamento gerado pelas velhas estruturas, alianças e práticas políticas que pressionam o governo contra as reformas anunciadas e os novos ventos e furacões que vêm das ruas gritando por mais participação e democracia direta.”



Quinta: Qual o legado das manifestações de junho? Debate nos bancários com transmissão pela internet

29 de Julho de 2014, 20:10, por Marcelo D'Elia Branco

Um ano após as manifestações de junho, o Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre me convidou para participar de um debate sobre o tema. Aceitei de pronto o convite do Erick da Silva pois é um tema que tenho me dedicado a tentar compreender e elaborar na perpectiva da tecnopolítica, isto é, qual o papel que a revolução digital e a internet estão tendo neste contexto e os elementos comuns com as demais revoltas interconectadas que sacodem o mundo desde 2011. Minha contribuição para a esquerda tradicional, que marcou muito na minha atual formação, é de tentar compreender e analisar este novo e rico momento. Os movimentos sociais em rede, são horizontais, sem lideranças definidas, encubam na Internet, transbordam pras ruas e viralizam a indignação numa perpectiva massiva e radical. Tentar compreender este momento, além de uma mera disputa eleitoral, é o dever de todo militante político revolucionário. Um momento político de massas-rede onde pela primeira vez milhoẽs de jovens e adolescentes, nativos digitais brasileiros, despertaram para a política numa revolta anti-sistema histórica. Sugiro a leitura de um artigo que trato deste tema publicado pelo "La Vanguardia" de Barcelona.
Estarei acompanhado na mesa por Clarissa Alves da Cunha (vice-presidente nacional do PT) Marcelo Sgarbossa (vereador do PT-POA).

E teremos ainda uma atração cultural com Mari Martinez (voz) e Lucas Hanke (violão) 

Dia 31 (quinta-feira) no Bar Alho Poró do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre 

General Câmara, 424.

 

Ao Vivo pela Internet! 
Caso tu nãos possas comparecer, poderás assistir tudo pela internet por aqui mesmo. 

 

Ou transmita no teu próprio site ou blogue colando este código no editor:

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Ato #AsiloParaSnowden no Brasil!!

16 de Julho de 2014, 10:31, por Marcelo D'Elia Branco
Ao vivo apartir das 11h, ato no Ministério da Justiça pelo #AsiloParaSnowden no Brasil. Participe, compartilhe e tuíte seguindo a hashtag acima.
A poucos dias do vencimento do visto de Edward Snowden na Rússia, dezenas de organizações nacionais e internacionais entregarão ao governo brasileiro uma carta aberta exigindo um posicionamento oficial da Presidenta Dilma Rousseff ao pedido de asilo feito pelo ativista digital.


Governo aberto não é governo eletrônico. TSE congela a participação social!?

10 de Julho de 2014, 10:55, por Marcelo D'Elia Branco


Se tu ainda confundes "governo aberto" com "governo eletrônico" tá na hora de começar a estudar. "Governo eletrônico" é maximizar o uso das TIC's para os processos governamentais existentes...aquele papo de substituir os papéis por arquivos e formulários digitais, mais transparência, etc... (anos 90). "Governo aberto", no conceito, se refere a novas praticas interativas e participativas para que a população, de forma colaborativa, possa ser sujeito na construção das políticas públicas tendo as mídias sociais como plataforma. A diferença não é um detalhe. Numa a internet ajuda na manutenção do status quo da máquina administrativa dando mais agilidade e, no máximo, mais transparência. Aquilo que era feito no papel e na fila do guichê passa a ser feito via internet. Isso é governo eletrônico. Governo aberto deve alterar o status quo e o funcionamento da máquina administrativa, empoderando os indivíduos, questionando os limites da democracia representativa e criando novos canais de participação e tomada de decisões tendo as mídias sociais e a Internet como plataforma. 

Proponho este debate agora em pleno período eleitoral pois fiquei 'de cara" com as interpretações em relação a lei eleitoral que se desdobrou no congelamento dos portais governamentais ou tiraram do ar os espaços e iniciativas de "governo aberto" como a nova plataforma do governo federal participa.br. Claro que fica muito difícil para os gestores governamentais controlar todas postagens e comentários feitos nas mídias sociais comerciais, como o Facebook e Twitter .gov's e na plataforma brasileira Noosfero, escolhida pelo governo para o participa.br para que não desobedeçam a legislação eleitoral, mesmo que o post tenha sido iniciativa do cidadão e não do gestor público.

Em outros espaços pessoais na Internet o TSE já considera legítima as manifestações individuais e posicionamentos relativos a candidaturas e as eleições. Desde 2010 a Internet já é considerada pelo TSE como um espaço de manifestação pessoal, de livre expressão e que não pode ser regrado e enquadrado como os espaços institucionais de cada candidatura ou como é feito acertadamente para a TV e rádio.

Então, eu acho que tá na hora do nosso judiciário se posicionar de forma evolutiva e continuar proibindo posts eleitorais em espaços governamentais, aqueles feitos pelos gestores públicos. Mas na minha opinião, deve liberar ou flexibilizar as manifestações individuais dos cidadãos nestes espaços virtuais como um direito a liberdade de expressão. Se isso não acontecer, em cada período eleitoral a democracia participativa e as inovadoras e ainda incipientes práticas de "governo aberto" ficarão congeladas. Isso compromete a qualidade de nossa democracia. 




Teaser oficial da #ArenaNETmundial. Gostou? Então compartilhe!

6 de Abril de 2014, 19:04, por Marcelo D'Elia Branco

Teaser oficial da #ArenaNETmundial
Gostou? Então compartilhe!

 



Pra ficar informad@, confirme tua participação no "evento" do Face. 
https://www.facebook.com/events/1409067379357178/?fref=ts



Primeira Pessoa na @tve_publica_rs: Ivete Brandalise entrevista @MarceloBranco

4 de Abril de 2014, 17:24, por Marcelo D'Elia Branco

Entrevista para o programa "Primeira Pessoa" de Ivete Brandalise que foi ao ar em fevereiro na TVE-RS. Falo um pouco da minha carreira profissional e do meu ativismo político.
Confere! 

 

 

 

Confira as outras 3 partes do programa aqui



1º de abril: 50 anos do golpe militar. Uma homenagem ao meu pai

1 de Abril de 2014, 10:24, por Marcelo D'Elia Branco

Neste dia de descomemoração de 50 anos de golpe militar, gostaria de homenagear postumamente o meu pai, Alcides João Branco. O pai, um militar de carreira, participou ativamente da resistência a tentativa de golpe militar de 1961 (ano em que nasci) e que entrou na história como a "campanha da legalidade". 

Perseguido dentro dos quartéis de 1961 até o golpe de 1964. Em abril de 1964, numa emboscada em que dirigia um caminhão do exército para serviços de rotina, foi detido na rua Caldas Júnior, em Porto Alegre, por militares golpistas. Nossa casa, numa operação militar espetacular, foi invadida pelos gorilas golpistas. Minha mãe e minhas irmãs mais velhas fizeram a defesa da casa, mas não conseguiram impedir que os milicos levassem vários livros e trabalhos escolares como prova do “comunismo” do meu pai.



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