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Blog MarceloBranco

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | 1 pessoa seguindo este artigo.

Quinta: Qual o legado das manifestações de junho? Debate nos bancários com transmissão pela internet

29 de Julho de 2014, 20:10, por Marcelo D'Elia Branco

Um ano após as manifestações de junho, o Partido dos Trabalhadores de Porto Alegre me convidou para participar de um debate sobre o tema. Aceitei de pronto o convite do Erick da Silva pois é um tema que tenho me dedicado a tentar compreender e elaborar na perpectiva da tecnopolítica, isto é, qual o papel que a revolução digital e a internet estão tendo neste contexto e os elementos comuns com as demais revoltas interconectadas que sacodem o mundo desde 2011. Minha contribuição para a esquerda tradicional, que marcou muito na minha atual formação, é de tentar compreender e analisar este novo e rico momento. Os movimentos sociais em rede, são horizontais, sem lideranças definidas, encubam na Internet, transbordam pras ruas e viralizam a indignação numa perpectiva massiva e radical. Tentar compreender este momento, além de uma mera disputa eleitoral, é o dever de todo militante político revolucionário. Um momento político de massas-rede onde pela primeira vez milhoẽs de jovens e adolescentes, nativos digitais brasileiros, despertaram para a política numa revolta anti-sistema histórica. Sugiro a leitura de um artigo que trato deste tema publicado pelo "La Vanguardia" de Barcelona.
Estarei acompanhado na mesa por Clarissa Alves da Cunha (vice-presidente nacional do PT) Marcelo Sgarbossa (vereador do PT-POA).

E teremos ainda uma atração cultural com Mari Martinez (voz) e Lucas Hanke (violão) 

Dia 31 (quinta-feira) no Bar Alho Poró do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre 

General Câmara, 424.

 

Ao Vivo pela Internet! 
Caso tu nãos possas comparecer, poderás assistir tudo pela internet por aqui mesmo. 

 

Ou transmita no teu próprio site ou blogue colando este código no editor:

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Ato #AsiloParaSnowden no Brasil!!

16 de Julho de 2014, 10:31, por Marcelo D'Elia Branco
Ao vivo apartir das 11h, ato no Ministério da Justiça pelo #AsiloParaSnowden no Brasil. Participe, compartilhe e tuíte seguindo a hashtag acima.
A poucos dias do vencimento do visto de Edward Snowden na Rússia, dezenas de organizações nacionais e internacionais entregarão ao governo brasileiro uma carta aberta exigindo um posicionamento oficial da Presidenta Dilma Rousseff ao pedido de asilo feito pelo ativista digital.


Governo aberto não é governo eletrônico. TSE congela a participação social!?

10 de Julho de 2014, 10:55, por Marcelo D'Elia Branco


Se tu ainda confundes "governo aberto" com "governo eletrônico" tá na hora de começar a estudar. "Governo eletrônico" é maximizar o uso das TIC's para os processos governamentais existentes...aquele papo de substituir os papéis por arquivos e formulários digitais, mais transparência, etc... (anos 90). "Governo aberto", no conceito, se refere a novas praticas interativas e participativas para que a população, de forma colaborativa, possa ser sujeito na construção das políticas públicas tendo as mídias sociais como plataforma. A diferença não é um detalhe. Numa a internet ajuda na manutenção do status quo da máquina administrativa dando mais agilidade e, no máximo, mais transparência. Aquilo que era feito no papel e na fila do guichê passa a ser feito via internet. Isso é governo eletrônico. Governo aberto deve alterar o status quo e o funcionamento da máquina administrativa, empoderando os indivíduos, questionando os limites da democracia representativa e criando novos canais de participação e tomada de decisões tendo as mídias sociais e a Internet como plataforma. 

Proponho este debate agora em pleno período eleitoral pois fiquei 'de cara" com as interpretações em relação a lei eleitoral que se desdobrou no congelamento dos portais governamentais ou tiraram do ar os espaços e iniciativas de "governo aberto" como a nova plataforma do governo federal participa.br. Claro que fica muito difícil para os gestores governamentais controlar todas postagens e comentários feitos nas mídias sociais comerciais, como o Facebook e Twitter .gov's e na plataforma brasileira Noosfero, escolhida pelo governo para o participa.br para que não desobedeçam a legislação eleitoral, mesmo que o post tenha sido iniciativa do cidadão e não do gestor público.

Em outros espaços pessoais na Internet o TSE já considera legítima as manifestações individuais e posicionamentos relativos a candidaturas e as eleições. Desde 2010 a Internet já é considerada pelo TSE como um espaço de manifestação pessoal, de livre expressão e que não pode ser regrado e enquadrado como os espaços institucionais de cada candidatura ou como é feito acertadamente para a TV e rádio.

Então, eu acho que tá na hora do nosso judiciário se posicionar de forma evolutiva e continuar proibindo posts eleitorais em espaços governamentais, aqueles feitos pelos gestores públicos. Mas na minha opinião, deve liberar ou flexibilizar as manifestações individuais dos cidadãos nestes espaços virtuais como um direito a liberdade de expressão. Se isso não acontecer, em cada período eleitoral a democracia participativa e as inovadoras e ainda incipientes práticas de "governo aberto" ficarão congeladas. Isso compromete a qualidade de nossa democracia. 




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