Ir para o conteúdo
ou

Software livre Brasil

Logotipo

Twitter_logo_s

Facebook-32x32Flickr-32x32Youtube-32x32

pm@paulomarcos.com | msg: 74.9110 4596
Jornalismo no Rádio, TV e Internet

http://www.dotpod.com.ar/wp-content/uploads/2008/06/sonico-logo.jpg

 

 

http://static.wix.com/media/1ff96be45122890f6b04ceeaa7dbd2d3.wix_mp

PM no Twitter

404 Not Found

Este perfil não tem posição geográfica registrada.

Paulo Marcos

Paulo Marcos
Pintadas - Bahia - Brasil
Tela cheia
 Feed RSS

Paulo Marcos no Rádio, TV e Internet

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Paulo Marcos, radiojornalista formado em Rádio e TV pela UNEB. Especialista em rádio, TV e comunicação digital junto a jovens e lideranças do movimento social. Coordenador da Rádio Barreiros/ADASB. É empreendedor individual e através da produtora NaCangaia presta serviços nas áreas de vídeo, fotografias e radiojornalismo.

Participação Feminina na Política Brasileira

4 de Março de 2010, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

1927 – Na cidade de Mossoró (RN), Celina Guimarães torna-se a primeira eleitora brasileira.

1928 – Alzira Soriano é eleita a primeira prefeita do Brasil e da América Latina, no município de Lajes (RN).

1932 – As mulheres ganham o direito ao voto em todo o Brasil com a promulgação do novo Código Eleitoral.

1933 – A paulista Carlota Pereira Queirós é eleita a primeira deputada federal.

1979 – Eunice Michilis torna-se a primeira senadora do Brasil, defendendo, sobretudo, a cidadania feminina.

1988 – As mulheres brasileiras obtêm importantes e significativos avanços na Constituição Federal, entre eles a ampliação da licença-maternidade de 90 para 120 dias.

1990 – Júnia Marise é a primeira eleita para o cargo de senadora da República.

1994 – Benedita da Silva é eleita a primeira senadora brasileira negra. É também considerada a mulher negra que atingiu os mais altos cargos na história política do país.

2003 – A Secretaria dos Direitos da Mulher é transformada na Secretaria de Políticas para as Mulheres, agora com status de ministério.

2004 – Instituído por lei como o Ano Nacional da Mulher. [Fonte: Jornal do Senado, Ano 11, nº 2.092/21, p. 6]

2005 - Ministra-Chefe da Casa Civil - Dilma é a primeira mulher a assumir o cargo na história do País. Quando foi nomeada ministra em 2003, ela disse: “Começo a viver o sonho de toda uma geração de militantes de esquerda do Brasil: estar em um governo popular, que levará o país pelo caminho do desenvolvimento sustentável”.

2009 - Dilma Roussef é economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) , pessoa mais cotada a ser candidata apoiada pelo atual Presidente, Luís Inácio Lula da Silva para as eleições à Presidência da República em 04 de outubro de 2010.



Juiz de Coité leva a Meta 2 a sério

4 de Março de 2010, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

O Juiz de Conceição do Coité publicou em seu blogue o seguinte texto sobre o cumprimento da Meta 2:

Minha Comarca na Meta 2

Foto Valter Campanato / Ag. Brasil
Minha Comarca fica distante de Salvador pouco mais de 200 km, na região norte do Estado e aqui me encontro há mais de 12 anos. O município tem população de pouco mais de 70 mil habitantes e a economia baseada na agricultura, pecuária, extração de fibra de sisal e pequenas indústrias.
Segundo Lei de Organização Judiciária da Bahia, a Comarca de Conceição do Coité é classificada como sendo de entrância intermediária e compõe-se de três varas (duas cíveis e uma crime). Por falta de recursos, no entanto, as varas nunca foram instaladas e a Comarca permanece com estrutura de “jurisdição plena” com apenas um juiz. O número de processos em tramitação – em torno de 3.500 – não é grande em comparação com outras comarcas do mesmo porte.
Com relação ao cumprimento da meta 2, o CNJ divulgou na última sexta-feira (26/02) o resultado final no 3º Encontro Nacional do Judiciário, em São Paulo. Segundo os dados do CNJ, as Cortes Estaduais que apresentaram melhor desempenho no cumprimento da Meta 2 foram os Tribunais de Justiça do Amapá, Rio de Janeiro e Goiás. O último colocado foi o Tribunal de Justiça da Bahia. Leia mais...
Caso a divulgação fosse por unidade judiciária, no entanto, as duas Varas nas quais atuo ficariam em 2º e 4º lugares.
1º) Amapá  - 94%
Vara Crime de Conceição do Coité – 93%
2º) Rio de Janeiro - 85%
Vara Cível de Conceição do Coité – 79%
3º) Goiás - 77%
[...]
Último Lugar - Bahia - 32%
Segundo o site Conjur “o caso da Bahia é o mais dramático. Entrou no desafio da Meta 2 com 624 mil processos e terminou com 425 mil, conseguindo uma redução de apenas 32%. O desempenho dos juízes baianos foi o pior dentre os julgadores dos estados, juntamente com Pernambuco e Minas Gerais (41% de meta cumprida).” Leia mais...
Não quero dizer com isso que sou melhor ou que trabalho mais do que outros juízes. Na verdade, tenho minha Comarca organizada, adoto muitas rotinas que melhoram o desempenho dos cartórios, tenho bons servidores, não me apego a formalismos desnecessários, moro em minha comarca e, sobretudo, trabalho de segunda a sexta-feira com muito afinco.
-----------------------------------------------------

Leia algumas publicações do Juiz onde fala sobre a tal Meta 2:


  1. Minha Comarca na Meta 2

    Com relação ao cumprimento da meta 2, o CNJ divulgou na última sexta-feira (26/02) o resultado final no 3º Encontro Nacional do Judiciário, em São Paulo. ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/2010/03/minha-comarca-na-meta-2.html
  2. Gerivaldo Neiva: Bye bye meta 2: servidores em greve na Bahia

    Bye bye meta 2: servidores em greve na Bahia. Servidores do judiciário baiano em greve. Os servidores do Judiciário Baiano decidiram em Assembleia realizada ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/.../bye-bye-meta-2-servidores-em-greve-na.html
  3. Gerivaldo Neiva: Juízes (não) são cavalos de Schilda

    4 Mar 2010 ... Pois bem, com a mesma estrutura e com o mesmo pessoal, primeiro o CNJ estabeleceu o cumprimento da Meta 2: julgamento de todos os processos ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/.../juizes-nao-sao-cavalos-de-schilda.html - 7 horas atrás
  4. Gerivaldo Neiva: Agora é a vez da AMMA

    Aqui no Amazonas existem 70.000 processos pendetes de julgamento na meta 2. E o Tribunal só se deu conta que precisava julagá-los mês passado. ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/.../normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html
  5. Gerivaldo Neiva: Perguntar não ofende II

    Perguntar não ofende II. Final da rebelião no Carandiru .... Cumprir “Meta 2” na Bahia é missão impossível · Bye bye meta 2: servidores em greve na Bahia ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/2009/04/perguntar-nao-ofende-ii.html
  6. Gerivaldo Neiva: Existem Juízes no Brasil

    26 Ago 2009 ... Se tais recursos – materiais e pessoais – não forem oferecidos aos Juízes, quem deve responder pelo descumprimento da “meta 2” é a ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/2009/08/existem-juizes-no-brasil.html
  7. Gerivaldo Neiva: Julho 2009

    1 Jul 2009 ... 5º, LXXVIII, da Constituição Federal e traduzida na “meta 2”, estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça, no 2º Encontro Nacional do ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/2009_07_01_archive.html
  8. Gerivaldo Neiva: Se Maringá não fosse tão longe

    29 Ago 2009 ... Portanto, foi com muito entusiasmo que li a Nota Pública da AMAPAR sobre o cumprimento da meta 2 estabelecida pelo CNJ e as condições de ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/2009/08/se-maringa-nao-fosse-tao-longe.html
  9. Gerivaldo Neiva: Amor, ódio e indiferença no olhar de Paulo Queiroz

    Ou quem sabe que a troca mesmo pelo vil e tentador metal. ... Cumprir “Meta 2” na Bahia é missão impossível · Bye bye meta 2: servidores em greve na Bahia ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/.../amor-odio-e-indiferenca-no-olhar-de.html
  10. Gerivaldo Neiva: As inquietações da quinta

    O culto dos heróis · Acesso direto supera busca · TJBa suspende férias de magistrados por 'meta 2' d... Um (possível) final melancólico pra os Juizados Es.. ...
    gerivaldoneiva.blogspot.com/2009/07/as-inquietacoes-da-quinta.html



Estudante denuncia gestão de escola de Serrinha

4 de Março de 2010, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Recebi este e-mail de uma estudante de uma das maiores escolas de Serrinha. Imediatamente encaminhei para a Direc 12 pelo e-mail: contato@direc12.ba.gov.br

Com a palavra a Diretoria Regional de Educação.

Segue o texto na íntegra:

"Olá, sou aluna do Colégio Estadual Plínio Carneiro da Silva,
e gostaria de receber informações, de como a DIREC de Serrinha
interfere nesta escola localizada em Teofilândia.
O meu objetivo proncipal ao enviar este e-mail, é, também, fazer uma reclamação:
Hoje, ao chegar na escola os alunos tiveram que esperar mais de 30 minutos para entrar, pois não havia porteiros e pessoa alguma sabia aonde estava a chave. 
Há uma grande desorganização e falta de respeito com os alunos, pois
quando fui procurar a diretora ou vice, não havia ninguém além da secretária na diretoria,
e ao perguntar o porque da ausencia de aulas eles deram a mesma resposta de uma semana atráz, "ESTAMOS NOS ORGANIZANDO, AINDA".
O que acontece com essa escola?
Na minha turma, o máximo de aulas que tivemos em um dia foram 2. Isso está correto?
A  quem recorrer?
Se o Colégio Estadual Plínio Carneiro da Silva, que é o único colégio acessível a mim
se encontra nesta desorganização, quem vai realizar melhoria e impor regras àquela escola?
Eu preciso de conhecimento, e infelizmente precisar do governo para isso. Porque com todos esses transtornos
vividos diariamente, não há estímulo que nos faça ter vontade de estudar.

Obrigada."



Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma

3 de Março de 2010, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda
02/03/2010 |
Bia Barbosa
Agência Carta Maior

Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.

Se algum estudante ou profissional de comunicação desavisado pagou os R$ 500,00 que custavam a inscrição do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais ameaças a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação nesta segunda-feira, em São Paulo.

Promovido por um instituto defensor de valores como a economia de mercado e o direito à propriedade, e que tem entre seus conselheiros nomes como João Roberto Marinho, Roberto Civita, Eurípedes Alcântara e Pedro Bial, o fórum contou com o apoio de entidades como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), ANER (Associação Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). E dedicou boa parte das suas discussões ao que os palestrantes consideram um risco para a democracia brasileira: a eleição de Dilma Rousseff.

A explicação foi inicialmente dada pelo sociólogo Demétrio Magnoli, que passou os últimos anos combatendo, nos noticiários e páginas dos grandes veículos, políticas de ação afirmativa como as cotas para negros nas universidades. Segundo ele, no início de sua história, o PT abrangia em sua composição uma diversidade maior de correntes, incluindo a presença de lideranças social-democratas. Hoje, para Magnoli, o partido é um aparato controlado por sindicalistas e castristas, que têm respondido a suas bases pela retomada e restauração de um programa político reminiscente dos antigos partidos comunistas.

“Ao longo das quatro candidaturas de Lula, o PT realizou uma mudança muito importante em relação à economia. Mas ao mesmo tempo em que o governo adota um programa econômico ortodoxo e princípios da economia de mercado, o PT dá marcha ré em todos os assuntos que se referem à democracia. Como contraponto à adesão à economia de mercado, retoma as antigas idéias de partido dirigente e de democracia burguesa, cruciais num ideário anti-democrático, e consolida um aparato partidário muito forte que reduz brutalmente a diversidade política no PT. E este movimento é reforçado hoje pelo cenário de emergência do chavismo e pela aliança entre Venezuela e Cuba”, acredita. “O PT se tornou o maior partido do Brasil como fruto da democracia, mas é ambivalente em relação a esta democracia. Ele celebra a Venezuela de Chávez, aplaude o regime castrista em seus documentos oficiais e congressos, e solta uma nota oficial em apoio ao fechamento da RCTV”, diz.

A RCTV é a emissora de TV venezuelana que não teve sua concessão em canal aberto renovada por descumprir as leis do país e articular o golpe de 2000 contra o presidente Hugo Chávez, cujo presidente foi convidado de honra do evento do Instituto Millenium. Hoje, a RCTV opera apenas no cabo e segue enfrentando o governo por se recusar a cumprir a legislação nacional. Por esta atitude, Marcel Granier é considerado pelos organizadores do Fórum um símbolo mundial da luta pela liberdade de expressão – um direito a que, acreditam, o PT também é contra.

“O PT é um partido contra a liberdade de expressão. Não há dúvidas em relação a isso. Mas no Brasil vivemos um debate democrático e o PT, por intermédio do cerceamento da liberdade de imprensa, propõe subverter a democracia pelos processos democráticos”, declarou o filósofo Denis Rosenfield. “A idéia de controle social da mídia é oficial nos programas do PT. O partido poderia ter se tornado social-democrata, mas decidiu que seu caminho seria de restauração stalinista. E não por acaso o centro desta restauração stalinista é o ataque verbal à liberdade de imprensa e expressão”, completou Magnoli.

O tal ataque

Para os pensadores da mídia de direita, o cerco à liberdade de expressão não é novidade no Brasil. E tal cerceamento não nasce da brutal concentração da propriedade dos meios de comunicação característica do Brasil, mas vem se manifestando há anos em iniciativas do governo Lula, em projetos com o da Ancinav, que pretendia criar uma agência de regulação do setor audiovisual, considerado “autoritário, burocratizante, concentracionista e estatizante” pelos palestrantes do Fórum, e do Conselho Federal de Jornalistas, que tinha como prerrogativa fiscalizar o exercício da profissão no país.

“Se o CFJ tivesse vingado, o governo deteria o controle absoluto de uma atividade cuja liberdade está garantida na Constituição Federal. O veneno antidemocrático era forte demais. Mas o governo não desiste. Tanto que em novembro, o Diretório Nacional do PT aprovou propostas para a Conferência Nacional de Comunicação defendendo mecanismos de controle público e sanções à imprensa”, avalia o articulista do Estadão e conhecido membro da Opus Dei, Carlos Alberto Di Franco.

“Tínhamos um partido que passou 20 anos fazendo guerra de valores, sabotando tentativas, atrapalhadas ou não, de estabilização, e que chegou em 2002 com chances de vencer as eleições. E todos os setores acreditaram que eles não queriam fazer o socialismo. Eles nos ofereceram estabilidade e por isso aceitamos tudo”, lamenta Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, que faz questão de assumir que Fernando Henrique Cardoso está à sua esquerda e para quem o DEM não defende os verdadeiros valores de direita. “A guerra da democracia do lado de cá esta sendo perdida”, disse, num momento de desespero.

O deputado petista Antonio Palocci, convidado do evento, até tentou tranqüilizar os participantes, dizendo que não vê no horizonte nenhum risco à liberdade de expressão no Brasil e que o Presidente Lula respeita e defende a liberdade de imprensa. O ministro Hélio Costa, velho amigo e conhecido dos donos da mídia, também. “Durante os procedimentos que levaram à Conferência de Comunicação, o governo foi unânime ao dizer que em hipótese alguma aceitaria uma discussão sobre o controle social da mídia. Isso não será permitido discutir, do ponto de vista governamental, porque consideramos absolutamente intocável”, garantiu.

Mas não adiantou. Nesta análise criteriosa sobre o Partido dos Trabalhadores, houve quem teorizasse até sobre os malefícios da militância partidária. Roberto Romano, convidado para falar em uma mesa sobre Estado Democrático de Direito, foi categórico ao atacar a prática política e apresentar elementos para a teoria da conspiração que ali se construía, defendendo a necessidade de surgimento de um partido de direita no país para quebrar o monopólio progressivo da esquerda.

“O partido de militantes é um partido de corrosão de caráter. Você não tem mais, por exemplo, juiz ou jornalista; tem um militante que responde ao seu dirigente partidário (...) Há uma cultura da militância por baixo, que faz com que essas pessoas militem nos órgãos públicos. E a escolha do militante vai até a morte. (...) Você tem grupos políticos nas redações que se dão ao direito de fazer censura. Não é por acaso que o PT tem uma massa de pessoas que considera toda a imprensa burguesa como criminosa e mentirosa”, explica.

O “risco Dilma”

Convictos da imposição pelo presente governo de uma visão de mundo hegemônica e de um único conjunto de valores, que estaria lentamente sedimentando-se no país pelas ações do Presidente Lula, os debatedores do Fórum Democracia e Liberdade de Expressão apresentaram aos cerca de 180 presentes e aos internautas que acompanharam o evento pela rede mundial de computadores os riscos de uma eventual eleição de Dilma Rousseff. A análise é simples: ao contrário de Lula, que possui uma “autonomia bonapartista” em relação ao PT, a sustentação de Dilma depende fundamentalmente do Partido dos Trabalhadores. E isso, por si só, já representa um perigo para a democracia e a liberdade de expressão no Brasil.

“O que está na cabeça de quem pode assumir em definitivo o poder no país é um patrimonialismo de Estado. Lula, com seu temperamento conciliador, teve o mérito real de manter os bolcheviques e jacobinos fora do poder. Mas conheço a cabeça de comunistas, fui do PC, e isso não muda, é feito pedra. O perigo é que a cabeça deste novo patrimonialismo de estado acha que a sociedade não merece confiança. Se sentem realmente superiores a nós, donos de uma linha justa, com direito de dominar e corrigir a sociedade segundo seus direitos ideológicos”, afirma o cineasta e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor. “Minha preocupação é que se o próximo governo for da Dilma, será uma infiltração infinitas de formigas neste país. Quem vai mandar no país é o Zé Dirceu e o Vaccarezza. A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”, alerta Jabor.

Para Denis Rosenfield, ao contrário de Lula, que ganhou as eleições fazendo um movimento para o centro do espectro político, Dilma e o PT radicalizaram o discurso por intermédio do debate de idéias em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, lançado pelo governo no final do ano passado. “Observamos no Brasil tendências cada vez maiores de cerceamento da liberdade de expressão. Além do CFJ e da Ancinav, tem a Conferência Nacional de Comunicação, o PNDH-3 e a Conferência de Cultura. Então o projeto é claro. Só não vê coerência quem não quer”, afirma. “Se muitas das intenções do PT não foram realizadas não foi por ausência de vontades, mas por ausência de condições, sobretudo porque a mídia é atuante”, admite.

Hora de reagir

E foi essa atuação consistente que o Instituto Millenium cobrou da imprensa brasileira. Sair da abstração literária e partir para o ataque.

“Se o Serra ganhasse, faríamos uma festa em termos das liberdades. Seria ruim para os fumantes, mas mudaria muito em relação à liberdade de expressão. Mas a perspectiva é que a Dilma vença”, alertou Demétrio Magnoli.

“Então o perigo maior que nos ronda é ficar abstratos enquanto os outros são objetivos e obstinados, furando nossa resistência. A classe, o grupo e as pessoas ligadas à imprensa têm que ter uma atitude ofensiva e não defensiva. Temos que combater os indícios, que estão todos aí. O mundo hoje é de muita liberdade de expressão, inclusive tecnológica, e isso provoca revolta nos velhos esquerdistas. Por isso tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução. Senão isso se esvai. Nossa atitude tem que ser agressiva”, disse Jabor, convocando os presentes para a guerra ideológica.

“Na hora em que a imprensa decidir e passar a defender os valores que são da democracia, da economia de mercado e do individualismo, e que não se vai dar trela para quem quer a solapar, começaremos a mudar uma certa cultura”, prevê Reinaldo Azevedo.

Um último conselho foi dado aos veículos de imprensa: assumam publicamente a candidatura que vão apoiar. Espera-se que ao menos esta recomendação seja seguida, para que a posição da grande mídia não seja conhecida apenas por aqueles que puderam pagar R$ 500,00 pela oficina de campanha eleitoral dada nesta segunda-feira.

Fonte: Site do FNDC



Tags deste artigo: bahia artes bacia do jacuípe cultura radialista rádio tv esportes