A espionagem dos dados dos brasileiros foi o ‘estopim’ para o debate sobre a construção de datacenters localmente para ‘assegurar’ que os dados dos brasileiros estejam armazenados no Brasil, e não em outros países.
Durante o o 5º congresso de crimes eletrônicos e formas de proteção, da Fecomercio, em São Paulo, Nelson Wotsman, diretor da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) disse que é preciso sim, investir em datacenters localmente, mas que o investimento, sozinho não garante a segurança de dados.
“É preciso tratar o assunto datacenters com uma visão mais tecnológica. A espionagem sempre aconteceu, mas agora acontece através da internet. O que temos que fazer é desenvolver ferramentas, sofwares, criptografias, ou seja, ter em nossa defesa inteligência para que isso não aconteça”, afirmou Wortsman.
Na apresentação, o diretor ressaltou os custos de uma operação local como a principal barreira para a construção de centros de dados. Baseado em um estudo da Frost&Sullivan, o gestor comentou que a construção de um datacenter de médio porte no Brasil custaria US$ 60 milhões, enquanto nos EUA, US$ 43 milhões; e a manutenção mensal seria em torno de US$ 950 mil, e nos EUA, US$ 510 mil. “Os deputados dizem que é preciso conversar e chegar a uma solução, mas quando se trata de desoneração a gente se arrasta”, pontuou.
O diretor da Brasscom afirmou que o Brasil, portanto, precisa fazer acordos bilaterais com outros países para acessar dados ‘fora de casa’, e avaliou a capacidade do país em se tornar um hub natural de datacenters na América Latina, mas lembrou que é preciso resolver o custo da operação localmente. “Temos a maior carga tributária do mundo para consolidação de datacenters”.
Por Mayra Feitosa.
Com informações da IPNews.
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