Gustavo Noronha (kov): WebKitGTK+ Debian packaging repository changes
March 10, 2012 - No comments yetFor a while now the git repository used for packaging WebKitGTK+ has been broken. Broken as in nobody was able to clone it. In addition to that, the packaging workflow had been changing over time, from a track-upstream-git/patches applied one to a import-orig-only/patches-not-applied one.
After spending some more time trying to unbreak the repository for the third time I decided it might be a good time for a clean up. I created a new repository, imported all upstream versions for series 1.2.x (which is in squeeze), 1.6.x (unstable), and 1.7.x (experimental). I also imported packaging-related commis for those versions using git format-patch and black magic.
One of the good things about doing this move, and which should make hacking the WebKitGTK+ debian package more pleasant and accessible can be seen here:
kov@goiaba ~/s/debian-webkit> du -sh webkit/.git webkit.old/.git
27M webkit/.git
1.6G webkit.old/.git
If you care about the old repository, it’s on git.webkit.org still, named old-webkit.old. Enjoy!
Vicente Aguiar: Depois da SOPA, entenda porque o Brasil precisa se emancipar quando o assunto é produção de Tecnologia para Internet
March 10, 2012 - No comments yet
Uma das grandes reflexões que ficaram meio que "ocultas" no debate em torno dos projetos de Lei SOPA e PIPA, apresentados nos EUA, está muito além da questão dos diretos autorais e da publicação de conteúdo digital da internet. Sendo bem direto, uma das oportunidades trazidas pelo debate em tornos desses projetos está associada ao motivo pelo qual a aprovação de uma lei nos EUA impactaria tanto, de forma imediata, aqui no Brasil.
No dia 17 de fevereiro de 2012, o site do Instituto Humanitas Unisinos – IHU publicou uma entrevista comigo, onde aproveitei a oportunidade para colocar essa questão [1] em pauta:
A SOPA e todas as leis que estão sendo debatidas nos Estados Unidos em relação ao conteúdo na internet acabam mostrando uma fragilidade: o quanto nós, brasileiros, somos dependentes tecnologicamente das soluções que são oferecidas nos Estados Unidos. “Hoje, do ponto de vista da produção tecnológica, existe um nível de desigualdade muito grande, porque a maioria da infraestrutura que garante o funcionamento da internet é dos Estados Unidos.
Então, hoje, tudo o que impacta nos Estados Unidos em termos de internet acaba também impactando para o mundo de uma forma muito intensa. Para se discutir e para se viabilizar uma governança mais ou menos equânime, dentro de uma geopolítica internacional, é necessário que também os países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia e todos os outros, também entrem nesse processo de emancipação tecnológica, ou seja, precisam ser produtores de serviços e de infraestrutura para a internet"
Não sei exatamente o motivo pelo qual a entrevista foi publicada com o título "Pirataria de software: uma estratégia de marketing das grandes multinacionais" - para mim, esse deveria ser o título de outra entrevista - com todo respeito a simpática jornalista que fez a entrevista desse ano, pois ela entende muito mais sobre entrevistas e produção de notícias do que eu.
Contudo, dentro da liberdade que a internet nos possibilita, eu mudaria o título para algo do do tipo "Depois da 'SOPA', entenda porque o Brasil precisa se emancipar quando o assunto é produção de Tecnologia para internet".
Assim, dando então continuidade nesse ponto do debate, uma blogueira baiana, a Ane Oiticica, publicou um artigo no Blog "Destravando" que fez uma metáfora bem bacana sobre essa questão:
"Imagine algo que você gosta muito. Chocolate! Conheço pouquíssimas pessoas que resistam a guloseima. Pense que hoje em dia, toda sua vida está atrelada ao chocolate. Sua rotina, seu trabalho, até sua diversão. Só que tem um problema: o único lugar que produz chocolate é uma pequena cidade no interior da Suíça e de repente, uma lei considera a produção da especiaria ilegal, atingindo toda população mundial e deixando todo mundo na vontade. O que você vai fazer?"
Achei tão legal essa metáfora, que sugerir para ela publicar esse artigo no Blog da Colivre com o seguinte título: "Chocolate, SOPA e Internet: porque o Brasil precisa se emancipar!" :)
Porém, é incrível como essas questões ainda são marginais quando se fala numa política de desenvolvimento para nosso país, seja dentro das políticas governamentais, seja pelas reivindicações da organizações sociedade civil, do empresariado nacional e, até mesmo, pela nossa comunidade científica.
Infelizmente, em nossa boa terra, ainda predomina-se uma espécie de "síndrome de colônia", histórica, que não nos permite enxergar o potencial criativo (singular!) do povo brasileiro, como uma grande oportunidade (estratégica!) de sermos desenvolvedores de tecnologia seja para internet ou qualquer outra área! Tudo isso, para quem sabe um dia, criarmos condições para falar em "soberania" e autonomia na atual Era da Informação.
Por outro lado, felizmente, existem muitos tecnólogos e hackers (na essência desse termo) brasileiros que pensam e agem, na contra-mão dessa "síndrome" conservadora. Não por caso, grande parte desses indivíduos estão ligados as comunidades inovadoras de uso e desenvolvimento de tecnologias Livres e padrões abertos. Entender, portanto, como podemos superar essa situação de dependência tecnológica por meio desse movimento inovador (pró-tecnologias livres e padrões abertos), singnifica enxergar a grande oportunidade estratégica que temos para viabilizar uma real política de emancipação tecnológica e desenvolvimento nacional.
Entretanto, isso é assunto para um próximo post... ;)
[1] "Programe ou seja Programado" é um livro de Douglas Rushkoff que aborda essa importante temática da autonomia tecnológica.
Og Maciel: Red Hat: Os Primeiros 3 Meses
March 8, 2012 - No comments yet
Este último dia 5 de fevereiro recebi a seguinte mensagem por e-mail:
Congratulations for reaching 90 days of service with Red Hat!
É difícil de acreditar que já se passaram 3 meses desde que eu comecei este novo capítulo na minha carreira! Meus dias têm sido preenchidos com tantas novidades que isso talvez ajude a explicar porque parece que foi somente ontem que eu sai da rPath para ingressar na equipe CloudForms QE aqui na Red Hat!
eu ainda estou passando pela transição de sair de uma companhia startup com um ambiente de trabalho prá lá de ágil e rápido, para uma companhia (beeeem) maior tentando resolver um problema similar. Não tem um dia sequer que eu não conheço alguem novo ou não aprendo mais um novo truque do YUM ou RPM. Tentar lembrar os nomes, rostos, onde que cada um senta e o que fazem tem sido uma árdua tarefa mas acredito que estou progredindo. Por ser uma companhia global, nem sempre é obvio de onde que aquela pessoa que você passou horas trabalhando em um problema pelo IRC é…
Então nestes últimos 3 meses eu tenho aprendido tudo que é possível absorver sobre o zilhão de projetos diferentes que existem por aqui! Sinto que já aprendi bastante mas tem muito, muito mais para aprender ainda, que é muito massa! Quando penso no número de pessoas talentosas que trabalham aqui, e o calibre e entusiasmo das pessoas que trabalham comigo mais a magnitude dos desafios que estão por vir, é difícil nao sentir que estou no lugar certo na hora certa!
Tem como ficar melhor ainda? Tem sim! Pela primeira vez na minha vida posso falar com orgulho que tudo que eu trabalho é realmente código livre e aberto com uma comunidade ativa de colaboradores fora do meu trabalho! Ou seja, qualquer pessoa que seja de fora da Red Hat pode ver quais tarefas eu estou trabalhando, quais estão na minha fila para fazer e até mesmo fazer o download e brincar com o código do projeto!
Não é exagero então que eu falo que os últimos 90+ dias têm sido um período de muito aprendizado e eu estou realmente super animado sobre os próximos meses e todas as coisas bacanas que ainda estão por vir aí! É uma excelente época para ser um membro da Red Hat!
Djavan Fagundes: Foursquare adota OSM
March 7, 2012 - No comments yetO Foursquare anunciou semana passada que estava adotando o OSM em seu website, deixando do Google Maps de lado. Sim, está valendo somente para o site, os aplicativos mobile continuam usando a API do Google.
Na prática pouca coisa mudou e está se discutindo se o Foursquare irá importar seus POIs para o OSM. Enquanto isso, veja como ficou o cabeçalho do serviço, muito mais bonito =)
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© Djavan Fagundes, 2010.
Og Maciel: Castálio Podcast - Ivan Brasil Fuzzer: Ubuntero
March 4, 2012 - No comments yet
Olá pessoal e sejam bem-vindos ao segundo episódio de 2012! Esta última semana tive a oportunidade de conversar com o Ivan Brasil Fuzzer, criador e mantenedor do web site de dicas e tutoriais Ubuntero! Junto com uma equipe de colaboradores, o Ivan escreve artigos sobre todas as áreas relacionadas à tecnologia e tutorias, focando na área de software livre!
A história do Ubuntero me lembra um pouco a história do BR-Linux, começando como um catálogo de informações úteis para o Ivan e eventualmente tornando-se em um ponto de parada para todos aqueles usuários de Linux que procuram dicas e truques para lidarem com suas configurações. Com o passar dos tempos seu projeto deixou de ser somente “mais um blog sobre Linux” e expandiu para outras vias de comunicação, como um canal de vídeos no Youtube e seu mais recente projeto, o Opencast podcast!
Durante nosso bate-papo o Ivan conta sobre como que o site Ubuntero nasceu, de onde ele busca informações, algumas estatísticas do site, e como que depois de um tempo nasceram o canal de vídeos e o podcast. Ele também conta sobre quais ferramentas ele usa para gerar e editar o conteúdo de seus projetos, planos para o futuro, terminando com a sua previsão para o Ubuntu Linux em 2012!
Escute o episódio agora!
Og Maciel: Castálio Podcast - Rodrigo Belém: Ubuntu Brasil
February 19, 2012 - No comments yet
Olá pessoal e sejam mais uma vez muito bem-vindos a mais um novo episódio, este comemorando nosso primeiro ano no ar! Aproveitei a oportunidade então para dar o pontapé inicial em uma nova série, desta vez focada na criação do Ubuntu Brasil!!! Ame-a ou não, a distribuição Ubuntu teve uma história meteórica dentre os usuários de Linux brasileiros, e hoje em dia ainda continua liderando dentre as distribuições mais usadas no país. Mas como foi que tudo começou? Quem foram os responsáveis por “trazer” o Ubuntu ao Brasil e como que eles conseguiram atrair tantos usuários e apoiadores em tão pouco tempo?
Apresento então a vocês o Rodrigo Belém, que junto ao Ian Lawrence, fundaram o Ubuntu Brasil no finalzinho de 2004! Durante nosso bate-papo, o Rodrigo conta como que tudo começou depois de escutar umas palestras no DebConf em Porto alegre, e uma viagem à Espanha! Sobre a visita do Mark Shuttleworth ao Amazonas e os desafios dos primeiros meses de vida da distribuição! Aprenda um pouco sobre os fatores que tornaram o Ubuntu tão popular e o nome de vários usuários que começaram sua vida no mundo de software livre na comunidade Ubuntu Brasil!
Escutem o novo episódio agora!
Og Maciel: Desculpe Pela Bagunça...
February 17, 2012 - No comments yet
Recentemente eu comecei o processo de migrar o meu blog para o Tumblr, e ao importar os posts antigos do WordPress eu sem querer iniciei uma enxurrada onde certos agregadores estão mostrando posts de 2007… Ontem eu também causei um problema similar no Twitter e Facebook…
Por favor aceite os meus mais sinceros pedidos de desculpas pelo incoveniente… depois escrevo mais sobre a migração para o Tumblr!
Og Maciel: Castálio Podcast: Primeiro Ano e Bastidores
February 16, 2012 - No comments yet
No dia 16 de fevereiro de 2011, de forma simples e despretenciosa, foi publicado o primeiro episódio do Castálio Podcast! Veterano de alguns podcast nos últimos anos (quem ainda se lembra do Ubuntu Brasil e Foocast podcasts?), foi com um pouco de incerteza que eu decidi iniciar este projeto “com o objetivo de entrevistar e ao mesmo tempo apresentar pessoas e projetos que sejam fonte de inspiração para os ouvintes”.
“O Castalio é sensacional e muito bem feito. O Og conduz tudo muito bem e as entrevistas são descontraídas, de uma forma bem natural. Os entrevistados também são sempre especiais e interessantes, pois são parte da grupo que realmente fazem algo para a comunidade.
A verdade é que sempre que escuto o Castalio me dá aquela vontade de estar em uma mesa de bar com o Og e o entrevistado. Enfim, esse podcast é extremamente recomendado.
Ah! E, por favor, alguém entreviste o Og algum dia.” - Hugo Doria
Invés de juntar com uns amigos e discutir sobre tecnologia e assuntos do dia, eu queria fazer algo um pouco mais diferente e evitar aquela rotina típica, e fazer um programa no estilo entrevistas, igual aos “talk shows” que passam tarde da noite na televisão. E foi mais ou menos com esta meta que eu iniciei o processo de entrevistar uma pessoa de 15 em 15 dias, e publicar um episódio da forma mais profissional possível.
“Bate-papo informal com nomes de que você encontra facilmente em listas de discussões na Internet? Castalio podcast é o lugar.” - Diego Búrigo Zacarão
Durante o percurso dos últimos 12 meses eu tive de aprender muitas coisas relacionadas ao processo de edição de áudio, uma coisa que até então era “terra incognita” para mim. Dependendo do microfone do convidado, da qualidade da internet e do ambiente onde eu, aqui na Carolina do Norte, e meu convidado, em algum lugar no Brasil na maioria das vezes, eu tinha de aprender um novo truque ou técnica para melhorar a qualidade do áudio, remover ruídos, ou até mesmo fazer o bate-papo mais fluído sem longas pausas.
“Acompanho o Castálio Podcast há algum tempo e o considero uma excelente voz para os membros da comunidade livre brasileira. Informativo, mas sempre na forma de uma conversa agradável! Além disso, também está se tornando um verdadeiro ‘portal do tempo’ que permite aos membros recentes saberem mais sobre os primórdios. Parabéns ao Og pela iniciativa e por todo o esforço!” - Marcelo Hashimoto
Ao mesmo tempo que eu queria publicar um áudio legal, eu também queria providenciar mais informações sobre os tópicos discutidos no episódio para que o ouvinte pudesse depois buscar mais informações na internet. Foi aí que eu comecei a incluir links para todos os termos, assuntos, músicas, filmes, e livros que de uma certa forma compoem a vida do convidado.
Entre a composição do post que acompanha todos os episódios, e a edição do áudio, eu gastava no mínimo umas 4 ou 5 horas. Como isso acontecia de 2 em 2 semanas, até que não era tão ruim, mas como eu ainda estava trabalhando uma média de 60+ horas por semana, e ao mesmo tempo desempenhando o papel de pai para duas filhas que querem (e com razão) a presença e total atenção de seu pai em casa, eu percebi que eu precisava fazer algo para melhorar o meu trabalho.
“O Podcast do OgMaciel é uma contribuição ímpar para as comunidades de Software Livre no Brasil. Sem essas histórias de bastidores, a essência das comunidades se perde pois as comunidades são feitas de pessoas e suas iniciativas e motivações pessoais. Em suma, esta é a verdadeira história do SL no Brasil e você está contando! Parabéns, Og!” - acris
Para quem não sabe, profissionalmente eu trabalho na criação de testes e automatização de máquinas virtuais, e quando não estou lidando com as coisas relacionadas do trabalho, estou sempre criando alguns programinhas (scripts) para simplificar os processos repetitivos do meu dia a dia, por mais insignificantes que elas possam parecer para outros. Se existe algo que eu tenho de executar várias vezes por dia, vários dias na semana, logo, logo eu tento automatizar.
Não demorou muito para eu escrever um programa em Python para automatizar a geração do código HTML que eu uso para escrever o sumário, e adicionar links para todos os termos, músicas (pelo Last.FM), filmes (pelo IMDB), e livros (pelo Amazon.com). Como eu tomo notas de tudo que acontece na entrevista durante a edição do áudio, é só passar estas notas para o meu programa, e pronto!
“Participar do Castálio Podcast foi, sem dúvida, uma das oportunidades mais interessantes que tive na comunidade de código aberto. Entretanto, melhor do que isso foi conhecer meus próprios amigos e colegas sob uma perspectiva diferente, por meio de episódios sempre divertidos e inusitados.” - Igor Soares
Uma vez que eu demorava menos tempo compondo o post, eu tive mais tempo para me dedicar a pesquisar mais sobre os entrevistados, montar uma pauta (se bem que as entrevistas são tão informais que nem precisa de uma) e descobrir algumas coisinhas que não são tão conhecidas do público, como, se a pessoa pratica algum esporte, gosta de cozinhar, sonha em conhecer a Austrália, estes tipos de coisas. Foram várias vezes que eu peguei alguns convidados de surpresa ao perguntar sobre coisas que eles provavelmente pensavam que ninguem sabia. Na minha opinião, isso só ajudou a descontrair o bate-papo e mostrar o lado mais “humano” da pessoa.
Bem, hoje então estou celebrando o primeiro ano de vida do podcast! Publicando um novo episódio a cada 2 semanas, com direito a episódios especias fora de hora (como o episódio em homenagem ao André Gondim e sobre o Conectiva Linux), eu sei que eu não estaria celebrando este marco tão importante se não fosse pela paciência, entusiasmo e disponibilidade dos meus convidados, e sem o apoio dos amigos e de todos vocês que participam com comentários e e-mails desde o primeiro dia de vida!
“Feliz aniversário! O Castálio Podcast foi uma das melhores novidades de 2011, e é bom ver ele evoluindo para trazer séries (como a que conversou com várias pessoas que fizeram o histórico dos tempos áureos da Conectiva, e a próxima série que vai tratar da comunidade nacional de outra distribuição) que expõem detalhes que mesmo os participantes das comunidades em questão geralmente desconhecem, e o fazem de maneira leve e interessante. Continue com o sucesso!” - Augusto Campos
Então muitíssimo obrigado a todos vocês que, de uma forma ou outra participaram do processo deste projeto, e espero poder trazer uma nova série de entrevistados e assuntos neste ano de 2012, e poder compartilhar com vocês um pouco de destes bate-papos prá lá de interessantes e divertidos!
Gustavo Noronha (kov): Montanha: agora de olho nos vereadores de BH e alguns comentários sobre contribuições
February 13, 2012 - No comments yetAlguns dos leitores talvez saibam que eu escrevi no meio de 2010 um programa chamado ‘Montanha’. A ideia original do programa era me ajudar a escolher um candidato a deputado estadual me dando uma ideia geral de como os deputados da época gastavam os recursos da verba indenizatória. O site da Assembléia Legislativa de Minas Gerais publica essas informações, mas de uma forma muito inconveniente, tornando absolutamente impossível ter uma idea geral de como os deputados gastam a bufunfa. Obviamente botei o código online e subi uma instância pública para que outras pessoas pudessem fazer o mesmo. Depois disso o grande tevaum se juntou ao time e já adicionamos uma instância para a nova legislatura, que tomou posse em 2011.
Nos últimos dias decidi que com os belorizontinos prestando atenção nos vereadores, dada a polêmica sobre o aumento de salários e o veto pelo prefeito, seria um bom momento para criar o coletor e subir uma instância nova do Montanha, pra observar os gastos dos vereadores. Quem olhar vai notar rapidamente que o projeto ainda está pela metade: ainda faltam informações de partido dos vereadores, os links falam em ‘deputados’ e por aí vai, mas sou fiel ao princípio de release early, release often, então não quis esperar – quando os dados começaram a encher o banco botei o projeto pra fora.
Agora alguns comentários sobre questões que as pessoas me colocam:
Bacana! Se precisar de ajuda tamos aí!
Obrigado! Esse é um projeto de software livre – o código está sob a Affero GPL3 e sua contribuição é bem-vinda. Eu acredito firmemente em outro princípio: talk is cheap; show me the code. Eu não pretendo organizar/coordenar os esforços de outras pessoas, então não espere que eu peça ajuda para algo específico ou pegue na mão, sinta-se à vontade para clonar o projeto, fazer as modificações que achar que devem ser feitas e propô-las, não posso garantir que alguma coisa será incorporada ao meu branch, mas estou disposto a discutir questões de design/planos e responder dúvidas sobre o código – no canal #linux-bh da freenode, principalmente =).
Quais os planos pro futuro?
O meu TODO imediato é (e sinta-se à vontade pra roubar qualquer um e fazer):
- colocar os dados de partido nos dados da Câmara Municipal de BH
- mudar a interface do montanha para não falar em ‘deputados’, mas em ‘parlamentares’
- escrever um coletor para os dados anteriores a março de 2010 da CMBH
- melhorar a linkabilidade das pesquisas – deixar que você envie um link da visão de todos os gastos, por exemplo, com uma busca já feita
- escrever alguns posts no Observador Político e no Trezentos chamando a atenção para algumas informações expostas pelo montanha
- adicionar mais gráficos – gasto sobre tempo, por exemplo
- melhorar a informação que o sistema dá a respeito do período coberto pelos dados
- aumentar a quantidade de trivia exibida na página de detalhes de parlamentar
- criar uma página com detalhes e trivia para fornecedores
Por que você não coloca esse projeto no Transparência Hacker (ou outro grupo)?
A minha resposta para esse tipo de pergunta tem sido ‘por quê eu deveria’? Não é que eu seja um lobo solitário, mas eu acho que só faz sentido participar de um projeto específico se houver alguma razão para tal. Visibilidade não me preocupa muito – a mensagem sempre acaba chegando em quem se interessa e em quem me interessa que ela chegue.
Eu não acredito que participar de um grupo – qualquer grupo – seja garantia de contribuidores, também; como eu disse, talk is cheap e disso eu tenho certeza de que acharia muito num grupo, mas acredito que as pessoas que quiserem contribuir vão contribuir independente de estar dentro de um grupo (como o Estêvão faz). Se um pedaço grande da contribuição vier de pessoas que fazem parte de um grupo e fizer sentido discutir o projeto dentro dele, aí sim eu veria sentido, por exemplo.
Uma última preocupação, essa específica com o thack, é que o foco do grupo me parece muito diferente do meu. Meu objetivo é que a sociedade tenha uma ferramenta para observar seus parlamentares. Para que isso aconteça é preciso que a ferramenta tenha uma vida mais longa e seja mantida. Os dados sobre a legislatura passada da ALMG, por exemplo, já foram retiradas do site da ALMG, mas o Montanha continua lá, a sociedade continua tendo acesso não só a todos dados, como a uma visualização mais razoável deles. Eu não estou prometendo que vou manter pra sempre, claro, principalmente porque faço isso no meu tempo vago (em que eu também trabalho pro Debian, GNOME, como, durmo e me divirto), mas a minha ideia é focar nesse um problema e ter uma boa solução razoavelmente perene.
A maioria das coisas que eu vi do thack são hacks muito bacanas, mas sua vida parece ser muito curta – assim que um hack está pronto outra ideia legal aparece e aquela é deixava para trás; essa bola já foi levantada por outras pessoas, inclusive, como exemplo de por quê grupos como o thack não são a solução definitiva para o problema de dados abertos e de por quê concursos de criação de app não substituem um trabalho sério dentro do governo; não é incomum achar coisas com dados de anos atrás ou que sequer continuam funcionando. Note que eu não tenho nada contra o thack, per se, muito menos contra as pessoas que o compõe – eu os considero colegas e amigos, eu só acho que nós surfamos ondas diferentes e isso me faz achar que eu não agregaria valor ao grupo e vice-versa. Obviamente posso ser convencido do contrário eventualmente =)
Lucas Rocha: FOSDEM 2012
February 9, 2012 - No comments yetThis year’s FOSDEM was a special one for me. It was the first time I attended it as a Mozillian! I had already met quite a few European community members at MozCamp Europe last year but this FOSDEM was a great opportunity to meet even more Mozillians face-to-face. I stayed at the Mozilla DevRoom most of the conference but also spent some time catching up with my fellow GNOME hackers.
Chris and I gave a “State of Firefox Mobile” talk on Sunday. I usually don’t share my slides because they tend to be too short in content to be useful. However, we wrote some speaker notes that give enough information and context on what we talked about. So, here’s the deck alternating between slides and speaker notes—I wish Speaker Deck had proper support for speaker notes…
All in all, I had a great time at FOSDEM this year! PS: The weather during the conference was quite special too—in a painful way!

