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Liberdade na Fronteira

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Ainda a busca da narrativa dos heróis da ciência brasileira

29 de Março de 2017, 16:46, por Filipe Saraiva's blog - 0sem comentários ainda

Semanas atrás fomos brindados com uma importante notícia para a ciência brasileira: João Moreira Salles, documentarista e cineasta, herdeiro da família controladora do antigo Unibanco, e sua esposa Branca Vianna Moreira Salles, linguista e professora da PUC-RJ, lançaram o primeiro instituto privado de fomento à ciência, a Serrapilheira.

Os diversos textos sobre o lançamento do instituto dão a entender que a Serrapilheira apoiará pesquisadores já estabelecidos e com potencial para realizar contribuições relevantes que terão grande impacto em suas respectivas áreas de atuação. O instituto concentrará apoios para pesquisadores das áreas de ciências exatas e naturais, engenharias, e ciências da vida.

Do texto da Folha linkado anteriormente, destaco o seguinte trecho que tem comentário de João Moreira Salles:

Ficaram de fora do guarda- chuva do Instituto Serrapilheira as ciências humanas. A explicação, diz Moreira Salles, é que a área das ciências naturais carece de personagens no imaginário brasileiro e na dramaturgia do país.

“Na cabeça dos jovens, tornar-se um cientista não é algo tão empolgante ou descolado”, diz. Ele cita um ano em que se formaram 30 alunos de cinema na PUC-RJ e apenas dois matemáticos na mesma instituição. “O Brasil será uma tragédia. Uma tragédia bem filmada, mas ainda assim uma tragédia.”

Dos grifos, percebe-se que João Moreira Salles, talvez como alguém ligado às “artes da narrativa” – cinema, literatura – é um adepto da ideia de que a ciência brasileira terá mais atenção, se tornará popular e terá consequentemente mais investimentos, quando tivermos mais “heróis” na área: cientistas reconhecidos pelo público em geral, famosos, cujos trabalhos tem impacto e estão com presença frequente na mídia.

Isso talvez explique o suporte midiático que João Moreira Salles deu a Artur Avila quando o matemático venceu a Medalha Fields. Naquela época, o documentarista realizou diversos curtas como Artur tem uma mala, Artur tem uma gravata e Artur tem uma medalha. Somado a edição especial comemorativa da Piauí (que também é de propriedade de João) sobre o tema, podemos concluir que a experiência com Avila já foi uma tentativa de João colocar em prática a ideia da construção da narrativa de um herói para a ciência brasileira.

Artur Avila mostra como se faz matemática, por João Moreira Salles

A ideia de construirmos narrativas de heróis da ciência brasileira já foi defendida por iminentes cientistas e mesmo ministros de estado. Em 2015 durante reunião da SBPC em São Carlos, o então ministro da ciência e tecnologia (sim, uma vez tivemos um ministério de ciência e tecnologia!) Aldo Rebelo (sim, ele foi ministro dessa pasta) ao comentar um resultado muito ruim de uma pesquisa sobre a popularidade da ciência no país – que dizia que apenas 6 em cada 100 brasileiros lembravam o nome de um cientista – respondeu “Não temos celebridades da ciência”.

No mesmo evento, a presidente da SBPC Helena Nader disse:

“Fico muito triste, nada contra o esporte, mas você fala com meninos e eles querem ser jogadores de futebol. Se a gente conseguir romper essa barreira, as famílias, os jovens, vão falar ‘vou querer ser cientista’, ‘vou querer ser professor’.”

E para finalizar, o matemático ex-presidente do IMPA e presidente da ABC Jacob Palis falou:

“Eu acho que nós precisamos mais de celebridades. Parece uma coisa fútil, cientista não gosta de celebridade, mas a difusão da ciência brasileira passa por aí. Precisamos de heróis.”

Cabe ressaltar que Jacob Palis é muito próximo de João Moreira Salles, também reconhecido como grande doador e divulgador dos trabalhos do IMPA. Os dois, portanto, compartilham a ideia de que precisamos de heróis para a ciência nacional.

Na blogosfera científica o tema é controverso. A época do evento da SBPC, diversos blogueiros questionaram a ideia da necessidade de heróis, outros concordaram, outros disseram que ela pode ser interessante mas não é o suficiente para resolver os problemas da área. Uma coleção de links e extratos de opiniões sobre o tema podem ser encontrados nesse post do Gene Repórter.

Do exposto, a Serrapilheira certamente será um veículo de grande importância para a aplicação da ideia de se criar narrativas de heróis da ciência brasileira. Se esse é o caso, certamente João Moreira Salles, documentarista que sabe bem o poder que uma boa história pode ter, é a pessoa mais indicada para colocar esse plano em movimento.



Mestrado em Ciência da Computação na UFPA: Sistemas Multiagentes e Smart Grids

20 de Dezembro de 2016, 14:28, por Filipe Saraiva's blog - 0sem comentários ainda

Ainda não divulguei por aqui (é mais um de tantos textos pendentes) mas me tornei Professor Adjunto na Universidade Federal do Pará, campus Belém. Estou vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Naturais, Faculdade de Computação.

O ritmo de trabalho está bem rápido e já fui cadastrado no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação do instituto. Com o início do processo seletivo para ingresso de novos alunos no período 2017.1, tive 1 vaga alocada para minha supervisão. Será meu primeiro aluno ou aluna de mestrado.

Essa vaga está vinculada ao tema Inteligência Computacional. Especificamente, procuro alguém com interesse em inteligência computacional distribuída (sistemas multiagentes) e suas aplicações para sistemas elétricos de potência no cenário das redes elétricas inteligentes (smart grids). Desenvolvi estudos nesse tema durante meu mestrado e doutorado, e espero continuar a pesquisá-lo através da criação de um grupo de pesquisa sobre o tema na UFPA.

O candidato irá realizar trabalhos relacionados com o desenvolvimento de funcionalidades esperadas para os smart grids através da modelagem de equipamentos das redes elétricas como agentes em um sistema multiagente. As análises e simulações ocorrerão em uma rede computacional formada por computadores Raspberry Pi conectados entre si. O candidato deverá ter disponibilidade para estudar temas relacionados com engenharia elétrica e há a possibilidade de parcerias com outras instituições de ensino e empresas de energia para desenvolvimento dos estudos.

A pesquisa será desenvolvida em Belém, portanto o candidato deverá morar na cidade durante o período. As bolsas serão distribuídas apenas ao final do processo de seleção.

Aos interessados, todas as informações sobre o ingresso e processo seletivo estão disponíveis no edital. Maiores informações sobre a área de pesquisa, por favor verifique artigos publicados na minha página pessoal. Para qualquer informação ou dúvida, por favor me contate via e-mail através do endereço saraiva em ufpa.br.



Senhor Filipe a TIM tem uma oferta especial para o senhor

2 de Dezembro de 2016, 11:13, por Filipe Saraiva's blog - 0sem comentários ainda

A história abaixo é real

14:35h de um primeiro de dezembro nublado em Belém. Toca o telefone, o número é 031973001065. Vem de Minas Gerais.

— <tuuuuuuuuuu> Alô boa tarde senhor Filipe?

— Olá boa tarde, sou eu sim.

— Boa tarde senhor Filipe aqui é da TIM tudo bem com o senhor?

— Sim, tudo bem.

— Senhor Filipe estou analisando no meu sistema o senhor usa muito internet e faz ligações interurbanas?

— Nem sempre mas algumas vezes sim.

— Pois senhor Filipe a TIM tem uma oferta especial para o senhor, baseado em seu perfil de…

— Desculpe, não tenho interesse.

— Mas senhor Filipe é uma ofert…

— Desculpe, realmente não tenho interesse.

— Mas o senhor nem quer ouvir a oferta?

— Olha prefiro nem ouvir, realmente não tenho interesse tá?

— Tudo bem então boa tarde e muito obrigada pela sua falta de educação.

— Ei!

— <tu> <tu> <tu> <tu> <tu> <tu> <tu>



A PEC 55 e a Ciência

29 de Novembro de 2016, 11:21, por Filipe Saraiva's blog - 0sem comentários ainda

Estamos a poucas horas da votação em primeiro turno da PEC 55, projeto de emenda constitucional popularmente conhecido como “PEC do Teto dos Gastos”. O líder do governo no Senado, Romero “tem que mudar o governo para estancar essa sangria” Jucá, estima que a proposta será aprovada por 62 à 65 votos.

Poderíamos alterar o nome popular do projeto para termos maior clareza do tipo de impacto que ele terá no país. A PEC congelará por 20 anos não só os gastos mas também os investimentos em todos os setores do poder público federal exceto o pagamento da dívida. Nesse intervalo de tempo, o reajuste no orçamento em cada setor será realizado tomando-se por base apenas o IPCA – índice da inflação – do ano anterior.

Quando aprovado, a lei ficará em vigor por 20 anos mas poderá ser reavaliada em 10 anos, apenas para alterações no índice de reajuste estabelecido – ou seja, nada muito significativo. Uma ausência também chama atenção no texto da PEC, onde não há qualquer dispositivo que permita aumento nos investimentos mesmo no caso do país voltar a crescer e exibir números positivos na economia – estaríamos ainda presos ao reajuste exclusivo pela inflação do ano anterior.

Isso significa que importantes investimentos no país passarão duas décadas sem reajuste real, não importa o que aconteça com nossa sociedade e economia. As famílias que dependem de escola e saúde públicas serão as mais afetadas, principalmente porque aquelas que hoje não utilizam esses recursos passarão a demandá-los a medida que o desemprego continuar em alta, impactando significativamente esses sistemas. O aumento no número de idosos também exigirá mais investimentos na saúde, enquanto a redução nos investimentos do Estado em infraestrutura poderá nos legar mais atrasos em desenvolvimento econômico e mais desemprego.

Sendo muito claro, estamos diante de uma lei excessivamente radical. Nem digo que a estratégia de congelar investimentos seja de todo equivocada, mas o prazo estipulado, o índice utilizado, a falta de um dispositivo para aumentar investimentos em um cenário de crescimento econômico, fazem dessa proposta uma das mais radicais que já acompanhei desde quando me interessei por política. Por que não uma lei que limitasse os investimentos por 2~5 anos, para em seguida ser avaliada e realizar correções? Por que não aumentar significativamente o orçamento quando o país registrar 2 anos consecutivos de crescimento econômico positivo? Enfim, há muitas possibilidades de alterações na lei que poderiam deixá-la menos radical, mais palatável e realista, mas a pressa em aprová-la e a submissão de um legislativo implicado em todo tipo de escândalo, junto com um presidente tampão que com seus principais assessores dificilmente estará aqui para ver as consequências dessa lei, fazem o perfeito cenário para um triste desastre que nós pagaremos.

Como professor universitário me interessa sobremaneira o impacto da PEC 55 na ciência do país. Em reportagem para o blog de ciência do Estadão, o jornalista Herton Escobar escreveu duas matérias especiais sobre a crise na ciência brasileira. Na parte I o jornalista trata do corte no orçamento que ocorreu esse ano e o impacto no que restou do ministério da ciência fundido ao das comunicações, além de órgãos relacionados como os laboratórios de luz síncotron e o de computação científica. A parte II investiga a situação do CNPq e da FINEP. Atentem que essas matérias foram escritas em agosto, meses antes da proposta da PEC.

Um diferencial das reportagens citadas é a presença de gráficos com os valores do orçamento para diversas entidades que compõe o setor de ciência no Brasil de 2006 para cá, devidamente corrigidos pela inflação. E a constatação não poderia ser mais lamentável: os investimentos em ciência hoje no Brasil estão menores que 10 anos atrás.

Na última década tivemos um aumento expressivo no ensino superior no país, tanto na graduação quanto na pós. Diversas novas universidades foram criadas, novos programas de pós-graduação foram instalados, os Institutos Federais se adensaram e promoveram um forte programa de interiorização, foram formados milhares de novos mestres e doutores, houveram recursos para internacionalização da ciência produzida aqui. E depois de todas essas mudanças positivas, estamos sustentando um sistema com menos recursos do que o que tínhamos disponível quando ele era muito menor, 10 anos atrás.

Agora as projeções: com a aprovação da PEC 55, esse irrisório orçamento da ciência que é o menor em 10 anos e que não sustenta o atual sistema de ciência do país, será congelado por mais 20 anos.

O orçamento da ciência representa recursos que estão bem próximos de quem trabalha na área. São nossas taxas de inscrição, passagens e diárias para participarmos de congressos, são nossas diárias para participarmos de bancas de trabalho de conclusão de curso, mestrado e doutorado, são os valores disponíveis para compra de material e equipamentos, expansão e manutenção de laboratórios, construção de estruturas físicas nos campi universitários, são nossas bolsas de produtividade e também as bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado de nossos alunos, entre outros investimentos.

Passar as próximas duas décadas com esse orçamento congelado em um nível tão baixo representará o desmonte da ciência no país. Sem incentivos para renovar laboratórios e equipamentos, sem bolsas para os alunos, como fazer ciência? A perspectiva é que, nesse cenário, o país terá uma nova onda de “fuga de cérebros”, quando cientistas deixam seus postos para trabalhar em ambientes mais propícios em outros países. Inclusive isso já acontece hoje, com o caso recente mais emblemático sendo o da Suzana Herculano-Houzel.

Contra a PEC 55 diversas reitorias estão ocupadas, técnicos e professores estão em greve, e as principais sociedades científicas como ABC e SBPC estão pressionando senadores a votarem contra o projeto. Estou perfilado ao lado desses companheiros nessa luta justa e necessária dado a radicalidade dessa lei, ainda que infelizmente eu seja um dos poucos professores a encampar a greve na faculdade de computação da UFPA.

Caso a PEC venha mesmo a ser aprovada do jeito que está, vamos acompanhar o impacto em nossa sociedade e ver o que acontece. Espero não ter que recorrer a um aeroporto para trabalhar com dignidade no que gosto e me preparei anos para fazer.



Meu QtCon + Akademy 2016

29 de Outubro de 2016, 3:13, por Filipe Saraiva's blog - 0sem comentários ainda

De 31 de agosto à 10 de setembro estive em Berlim participando de duas fantásticas conferências: QtCon e Akademy.

QtCon reuniu cinco diferentes comunidades para que elas realizassem suas respectivas conferências em um mesmo tempo e espaço, criando assim um grande e diversificado evento. As comunidades participantes foram o Qt, KDAB, KDE (celebrando seu aniversário de 20 anos), VLC e FSFE (ambas comemorando 15 anos de atividades).

bcc

Principal sala de conferência do QtCon no bcc

Esta diversidade de temas foi uma interessante característica do QtCon. Realmente gostei muito de assistir apresentações de pessoas do Qt e KDAB, e também fiquei surpreso com os temas relacionados à comunidade do VLC. Os avançados aspectos técnicos de apresentações sobre Qt em mobile, Qt em IoT (incluindo carros autônomos), o futuro do Qt, Qt + Python, como contribuir para o Qt, e mais, chamaram minha atenção durante a conferência.

Sobre o VLC eu fui surpreendido pelo tamanho da comunidade. Nunca imaginei que o VLC teria tantos desenvolvedores… de fato, nunca pensei que a VideoLAN na verdade é um guarda-chuva para vários projetos relacionados com multimídia, como codecs, ferramentas de streaming, ports do VLC para dispositivos específicos (incluindo carros via Android Auto), e mais. Apreciei bastante encontrar este pessoal e assistir às suas apresentações.

Estava na expectativa que o VLC 3.0 fosse lançado durante a QtCon, mas infelizmente isto não ocorreu. É claro, o time de desenvolvedores está melhorando este novo release, e quando ele estiver finalizado terei um VLC para utilizar junto com meu Chromecast. Portanto, mantenham o bom trabalho cabeças de cone!

As apresentações da FSFE foram interessantes também. No Brasil é comum termos palestras sobre os aspectos políticos e filosóficos do software livre em conferências como o FISL e Latinoware. Na QtCon, FSFE trouxe este tipo de apresentação no “estilo europeu”: algumas vezes as apresentações pareciam ser um pouco mais pragmáticas em suas abordagens. Outras apresentações da FSFE falaram sobre a infraestrutura e aspectos organizacionais da fundação, uma visão geral interessante para compararmos com outros grupos como a ASL.org no Brasil.

E claro, também tivemos várias apresentações dos nossos companheiros cabeças de engrenagens. Destaco as palestras sobre a história do KDE, as novidades do Plasma, o estado do Plasma Mobile, KF5 no Android, a experiência do Minuet no mundo mobile, entre outras.

O anúncio da KDE Store foi uma novidade interessante e espero que ela trará mais atenção para o ecossistema do KDE quando pacotes multidistros (snap/flat/etc) estiverem disponíveis na loja.

Outro software que chamou minha atenção foi o Peruse, um leitor de quadrinhos. Espero que os desenvolvedores resolvam os atuais entraves para lançarem o quanto antes uma versão mobile, pois assim esse software poderá alcançar uma boa base de usuários nessas plataformas.

Ao final do QtCon, o Akademy teve início na universidade TU Berlin, em um belo e confortável campi. Esta fasse da conferência foi repleta de sessões e discussões técnicas, hacking e diversão.

Eu participei dos BoFs sobre Flatpack, Appstream, e Snapcraft. Houveram avançadas discussões técnicas sobre estes temas. Em todo Akademy fico impressionado com o avançado nível das discussões empreendidas pelos hackers do KDE. Esses caras são foda!

O BoF do Snapcraft foi um tutorial sobre como usar esta tecnologia para criar pacotes crossdistro de software com suas respectivas dependências. Foi muito interessante e gostaria de testar um pouco mais e também dar uma olhada no Flatpak, de forma que eu possa selecionar algum deles parar criar um pacote do Cantor.

Infelizmente perdi o BoF do Kube. Desejo muito um projeto PIM alternativo para o KDE, focado em E-Mail/Contatos/Calendário, e que seja mais econômico em termos de demanda de recursos computacionais. Estou mantendo minha atenção e expectativas nesse projeto.

Nos demais dias basicamente passei meu tempo trabalhando no Cantor e conversando com colegas do KDE de várias partes do mundo sobre diversos tópicos como KDE Edu, melhorias na nossa infraestrutura do Jabber/XMPP, KDE 20 anos, Plasma em computadores pequenos (valeu sebas pelo Odroid-C1+ 😉 ) WikiToLearn (seria interessante uma maneira de importar/exportar planilhas do Cantor do/para WikiToLearn?), e claro, ceveja e comida alemã.

Sobre Berlim? Esta foi minha segunda vez na cidade, e como na primeira fiquei bastante animado com a atmosfera multicultural da cidade, a comida (<3 porco <3), e as cervejas. Ficamos em Kreuzberg, um bairro hipster, onde pudemos visitar diferentes restaurantes e bares mantidos por imigrantes. Os eventos da QtCon+Akademy também foram interessantes, como a celebração da FSFE no c-base e o dia de descanso do Akademy na Ilha do Pavão.

Portanto, gostaria de dizer obrigado ao KDE e.V. por auxiliar na minha participação nos dois eventos, valeu Petra por nos ajudar com o hostel, e obrigado a todos os voluntários pelo trabalho duro que realizaram, fazendo esse Akademy uma verdadeira celebração da comunidade KDE.

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Alguns brasileiros na QtCon/Akademy 2016: KDHelio, Lamarque, Sandro, João, Aracele, Filipe (eu)