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Blog do Marcelo Soares Souza

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Licenciado sob CC (by)

Bacharel em Informática pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Consultor, Desenvolvedor, técnico, tradutor e docente em tecnologias da informação e comunicação (TIC). Atuou em Programas de Inclusão e Cultura Digital do Governo Federal como Casa Brasil (ITI/CNPq), GESAC (Ministério das Comunicações) e no Pontão de Cultura Digital juntaDados.org (Universidade do Estado da Bahia). Nestes participou do desenvolvimento e customização das distribuições GNU/Linux utilizada pelo programa GESAC e juntaDados.org e realizou oficinas e palestras técnicas sobre desenvolvimento de software, planejamento e montagem de infraestrutura. Ministrou aulas no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) da Bahia nos cursos de Certificação Linux LPI-1 e Certificação Conectiva/Mandriva. Já trabalhou com infraestrutura de redes de computadores, administração de servidores, desenvolvimento e analise de sistemas, pesquisa e desenvolvimento científico, docência técnica dentre outros.

Meus Projetos: https://gitlab.com/marcelo-soares-souza


Itália abrindo caminho para o código-fonte aberto

17 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Tux ItalyOriginalmente: http://h-online.com/-1709553

Em 7 de Agosto, uma lei foi aprovada pelo Parlamento Italiano que requer o uso de Software de código-fonte aberto (Software Livre) pela administração pública onde for possível. O artigo 68 do Código  Italiano de Administração Digital (Codice dell'amministrazione digitale) diz que, a partir de 12 de Agosto, as administrações públicas que estejam procurando uma nova solução de Software devem ou usar uma aplicação desenvolvida internamente (in-house), desenvolver seu próprio programa, usar software de código-fonte aberto (Software Livre) ou qualquer combinação destas.

Como observado pelo procurador Simone Aliprandi, as agências Italianas só estão autorizadas a comprar software proprietário como uma exceção, se uma análise técnica e econômica demonstrar que nem o software desenvolvido internamente (in-house) e nem uma solução aberta atendem os requisitos das agências com um baixo custo.

Um grande número de regiões na Itália aprovaram lei similar, incluindo Piemonte, Apúlia e Trentino.



Em breve no Kernel Linux 3.6 - Parte 3 - Arquitetura

17 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Tux GeniusAutor: Thorsten Leemhuis (Copyright (c) 2012 Heise Media UK Ltd.)
Traduzido: Marcelo Soares Souza (Dúvidas e melhorias na tradução envie por E-mail)
Originalmente: http://h-online.com/-1708541

 
O Kernel do Linux versão 3.6, esperado para ser lançado em uma ou duas semanas, pode colocar dispositivos PCIe no "deep sleep states" "D3cold"; isto é suportado por alguns computadores moderno e permite o desligamento completo de dispositivos PCIe (1[1], 2[2], 3[3]). O subsistema Libata[4] pode colocar portas ATA neste mesmo estado de economia de energia; esta é a base para o código que esta sendo preparado[5], para versões futuras do kernel, e que provera suporte ao "deep sleep states" em drivers óticos, uma tecnologia que é chamada ZPODD (Zero-Power Optical Disk Drive).
 
O driver intel_idle pode agora controlar[6] acessos ao "sleep state" na geração atual de processadores Intel Ivy Bridge; isto pode ser relevante[7] quando um firmware do sistema não suporta os "sleep states" muito bem. Em adição ao Linux 3.6, a ferramenta turbostat que é incluída com o kernel e provê analise de uso do turbo e dos sleep states de processadores modernos foi exaustivamente revisado[8] para corrigir vários problemas e aprimorar o suporte a processadores mais novos.
 
Virtualização
 
Outra adição ao Kernel[9] é o Grupo IOMMU[10] que melhora o isolamento de dispositivos PCI e PCIe usando as tecnologias de virtualização de E/S tais como a AMD-Vi[11] e Intel VT-d[12]. A funcionalidade de Grupo IOMMU é também base para o VFIO[13] (Virtual Function I/O), framework para drivers do userspace (1[14], 2[15], 3[16]); principalmente para o KVM, esta funcionalidade é projetada para trocas, através de dispositivos PCI e PCIe, para o sistemas virtuais convidados (guests), permitindo a estes acessarem estes dispositivos com baixa latência e alta taxa de transferência de dados, e sem risco para o sistema host. Detalhes sobre o VFIO estão disponíveis na documentação[17] e no artigo no LWN.net[18]. Extensões que provêm VFIO via QEMU ainda estão em desenvolvimento[19].
 
O KVM agora inclui várias modificações que reduzem a carga de trabalho (workload) para a manipulação de interrupção e portanto aumenta a performance (1[20], 2[21], 3[22]). Xen agora suporta[23] o registro de erros nas máquinas usando o mcelog. Uma nova interface do sysfs[24] também permite aos convidados Xen (Xen guests) se desvincularem de núcleos do processador, o que pode ser relevante em termos de gerenciamento/economia de energia.
 
Plataformas
 
Com os processadores Intel Nehalem e Sandy Bridge EP, a infraestrutura perf agora oferece informações de performance e sobre o comportamento de outras áreas além do núcleo do processador, o que inclui o controlador de memória e o cache L3 (1[26], 2[27]). Ingo Molnar resume vários outras novas funcionalidades do perf e de suas ferramentas associadas em um email[28] com sua requisição de git pull para este subsistema.
 
Os desenvolvedores fizeram varias otimizações especificamente para processadores para um grande número de drivers do crypto; em sistemas x86-64, por exemplo, os módulos para os algorítimos Serpent e Twofish podem acessar as instruções AVX, o que em certos casos trabalham muito mais rapidamente do que o código anterior, como demonstrado em testes realizados (1[29], 2[30]).
 
O código ARM agora suporta os SoCs Marvell Armada XP e Armada 370[31] assim como a plataforma Altera[32] com o núcleo Coretex A9; o kernel agora pode endereçar o SoC OMAP5 da Texas Instruments (1[33], 2[34], 3[35], 4[36], 5[37]).
 
O código do MIPS agora suporta o Loongson 1B (1[38], 2[39]).
 
Links deste artigo
[1] http://git.kernel.org/linus/448bd857d48e69b33ef323739dc6d8ca20d4cda7
[2] http://git.kernel.org/linus/71a83bd727cc31c5fe960c3758cb396267ff710e
[3] http://git.kernel.org/linus/4f9c1397e2e80e52b17ec4e39760caa807bd15c7
[4] http://git.kernel.org/linus/3bd46600a7a7e938c54df8cdbac9910668c7dfb0
[5] http://thread.gmane.org/gmane.linux.acpi.devel/55479
[6] http://git.kernel.org/linus/6edab08c24f9141d69cfa4683a0a027d86ab303e
[7] http://lwn.net/Articles/390427/
[8] http://git.kernel.org/linus/c98d5d9444732a032bc55d1a496bfa8439da9199
[9] http://git.kernel.org/linus/d72e31c9374627068df29da8085ca18c92ae35d3
[10] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel.iommu/1006
[11] http://git.kernel.org/linus/9dcd61303af862c279df86aa97fde7ce371be774
[12] http://git.kernel.org/linus/abdfdde2534c48d7a761fc437ad3d840a5947dbc
[13] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel.iommu/1009
[14] http://git.kernel.org/linus/cba3345cc494ad286ca8823f44b2c16cae496679
[15] http://git.kernel.org/linus/89e1f7d4c66d85f42c3d52ea3866eb10cadf6153
[16] http://git.kernel.org/linus/73fa0d10d077d9521ee2dace2307ae2c9a965336
[17] http://git.kernel.org/linus/4a5b2a20ec87384eeb19e70991e7e15a00cad87b
[18] https://lwn.net/Articles/474088/
[19] http://thread.gmane.org/gmane.comp.emulators.qemu/165451/
[20] http://git.kernel.org/linus/ae7a2a3fb6f8b784c2752863f4f1f20c656f76fb
[21] http://git.kernel.org/linus/ab9cf4996bb989983e73da894b8dd0239aa2c3c2
[22] http://git.kernel.org/linus/c1af87dc96cd0f8f17694d0cd9be01b80b2c7a6a
[23] http://git.kernel.org/linus/cef12ee52b054282461a6d5fe7742755fa6e3bd3
[24] http://git.kernel.org/linus/f65c9bb3fb725551d3e405f4d092caf24929cebe
[25] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1359526
[26] http://git.kernel.org/linus/087bfbb032691262f2f7d52b910652450c5554b8
[27] http://git.kernel.org/linus/7c94ee2e0917b2ea56498bff939c8aa55da27207
[28] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1331342
[29] http://git.kernel.org/linus/7efe4076725aeb01722445b56613681aa492c8d6
[30] http://git.kernel.org/linus/107778b592576c0c8e8d2ca7a2aa5415a4908223
[31] http://git.kernel.org/linus/9ae6f740b49f933eeff972a79fd2a8b7e4592cf5
[32] http://git.kernel.org/linus/66314223aa5e862c9d1d068cb7186b4fd58ebeaa
[33] http://git.kernel.org/linus/35eb429875cedb6689ccd0c4d11cf219f07e0a9d
[34] http://git.kernel.org/linus/0c1b6fac9416a4b662f5b23572729120b7ae8074
[35] http://git.kernel.org/linus/283f708ca846903ee045e9f9374d627f7b47a711
[36] http://git.kernel.org/linus/6b5de091213cc305d9db4c55819ac9e8270f68cf
[37] http://git.kernel.org/linus/05e152c76a1efaa3165afecf5acf535c8283f386
[38] http://git.kernel.org/linus/ca585cf9fb818bfcfcac6968c2b242dcd0693b08
[39] http://git.kernel.org/linus/2fa36399e63c911134f28b6878aada9b395c4209



Redmine 2.1.0 e 2.0.4

17 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Logo RedmineOriginalmente: http://www.redmine.org/news/70

O Redmine 2.1.0 foi lançado com muitas novas funcionalidades e esta disponível para download no Rubyforge. Este lançamento contém grandes e exclusivas funcionalidades, assim como muitas melhorias e correções. Entre as principais novidades estão:

Melhorias em Tarefas e workflow: você pode agora configurar campos de tarefas obrigatórios e de leitura apenas por perfil (role), tipo e situação. Você também pode desabilitar campos básicos que você não utiliza por tipo.

Lista de tarefas e filtros: tarefas podem ser filtradas por campos customizados definidos no seu projeto (ex. digamos que você tenha um campo customizado "Cliente" em seu projeto, será possível filtrar uma tarefa por este)

Thumbnails: você pode habilitar a visualização automática de thumbnails para imagens anexadas a uma tarefa. E um novo macro permite adicionar thumbnails clicáveis em qualquer formato de texto (ex. página wiki, novidades...).

Projetos Fechados: uma nova permissão foi adicionado para permitir que membros de um projeto feche/reabra projetos. Ao contrários de projetos arquivados, projetos fechados ainda são visíveis, porém o projeto e todos os seus dados (tarefas, wiki, ...) são apenas de leitura.

Cópia de Sub-Tarefas: ao copiar uma tarefa, uma opção permite copiar todas as sub-tarefas também.

REST API: Grupos podem agora ser gerenciados através da API resp. E a REST API agora suporta JSONP a fim de recuperar dados do servidor em diferentes domínios.

Macros: macros agora aceitam bloco de texto, tornando fácil a customização de processadores de texto.

Mudança Interna: Redmine agora usa JQuery ao invés de Prototype + scriptaculous

Você pode encontrar a lista completa de mudanças (74 mudanças) em: http://www.redmine.org/projects/redmine/wiki/Changelog

O Redmine 2.0.4 é a última versão de manutenção da série de lançamentos 2.0.x. O Redmine 1.4.x será mantida apenas para correções de segurança até o fim de 2012.



Feliz Aniversário Occupy!!!

17 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

1st Birthday Occupy Movement



Oracle VM VirtualBox 4.2 lançado oficialmente

13 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Logo VirtualBoxOriginalmente: http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=MTE4Mzg

Entre as principais novidades do Oracle VirtualBox 4.2 estão a melhoria na eficiência (performance) das virtualizações, suporte a grupos de máquinas virtuais, maior flexibilidade nas opções de inicialização das VMs, melhorias no suporte a rede e adição de suporte a novas plataformas (Oracle Linux 6.3, Windows 8 e Mac OS X 10.8).

Além destas funcionalidades, relatadas no comunicado para imprensa da Oracle, há outras melhorias. Alguns dos detalhes mais finos incluem melhorias na interface do usuário, suporte para até 36 placas de rede, suporte a limitação da largura de banda da rede, suporte experimental a drag 'n' drop do host para sistemas convidados em Linux, melhorias de troca de contexto para CPUs Intel, melhorias no suporte a CPUs AMD Bulldozer e muito mais.

O VirtualBox 4.2 já esta disponível para download em VirtualBox.org.

Benchmarks do VirtualBox 4.2 realizado pela Phoronix
http://www.phoronix.com/scan.php?page=article&item=virtualbox_42_preview&num=1

Notas de lançamento
http://www.oracle.com/us/corporate/press/1842885



Stephen Fry: "Eu uso Ubuntu"

12 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Originalmente: http://www.omgubuntu.co.uk/2012/08/stephen-fry-i-use-ubuntu

Stephen Fry é muito mais do que um reverenciado ator, roteirista e comediante: ele é também um usuário do Ubuntu. O ator revelou sua escolha de distribuição Linux em uma entrevista pré-gravada para o evento OggCamp 12, que ocorreu na semana passada em Liverpool, UK.

A conferência anual que ocorre durante dois dias celebra o Software Livre e a Cultura Livre.

"Ubuntu é o mais amigável"

Questionado se ele utiliza o Linux em algum de seus dispositivos, Fry respondeu:

"Se eu utilizo Linux em algum dos meus dispositivos? Sim - Eu uso Ubuntu; parece-me o mais amigável"

A escolha de Fry por uma distribuição Linux não é uma surpresa para quem é familiar com o ponto de vista do ator sobre o copyright e a cultura digital. Ele tem sido um defensor da filosofia open-source, inclusive atuando em um famoso vídeo online que celebra o décimo aniversário do GNU/Linux.

Mas o Linux não é o seu único amor quando  se trata de tecnologia.  O ator do filme 'Hobbit' é também um conhecido fan da Apple. Na entrevista ao OggCamp ele fala sobre a 'preocupação' que tem sobre a abordagem de "jardim murado" que a companhia esta tomando:

"Ás vezes eu me preocupo que ela [a Apple] seja um pouco tirânica e um pouco boba"

Junto com sua escolha de Sistema Operacional, Fry falou sobre sua jornada com os computadores - desde o seu primeiro BBC Micro, e primeiras brincadeiras em programação; e  o porque ele sente que a adoção do Linux tem sido um pouco lenta.

O vídeo completo (16 minutos) de Stephen Fry pode ser encontrado em: http://www.youtube.com/watch?v=nefPAXvMSKk



Cinelerra 4.4

11 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Logo CinelerraOriginalmente: http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=MTE4MTY

Enquanto muitos estão aguardando o lançamento do Lightworks para o Linux no próximo mês, a equipe de desenvolvimento do Cinelerra disponibilizou uma nova versão do seu editor de vídeo não linear.

O Cinelerra foi atualizado na semana passada para a versão 4.4. Funcionalidades desta primeira atualização do Cinelerra em mais de um ano incluem uma inicialização mais rápida, melhorias gerais de performance, um osciloscópio de áudio, atualizações no histograma, suporte a remoção de "gap" (lacunas) em trilhas de áudio, melhorias na gravação usando webcam, melhorias no processamento de áudio e um novo tema.

O Cinelerra continua sendo disponibilizado sobre a licença GPL e  é desenvolvido a mais de dez anos.

Notas de lançamentos
http://heroinewarrior.com/cinelerra.php#news



PostgresSQL 9.2, mais rápido e inteligente

10 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Logo PostgreSQLOriginalmente: http://h-online.com/-1703901
 
Um novo PostgreSQL, versão 9.2, foi disponibilizado, quatro meses após a primeira versão beta. O novo lançamento inclui melhorias na performance de leitura e escrita, adição de uma nova forma de busca que pesquisa apenas no índice (index-only scanning), novas funcionalidades orientadas a aplicações web e suporte para novos tipos de dados.
 
Como demonstrado na versão beta, a nova versão promete ser muito mais rápida de que seus predecessores, principalmente devido ao "index-only scanning", que possibilita que as buscas evitem ler tabelas subjacentes e procure apenas nos índices destas. Esta nova funcionalidade é usada automaticamente, embora haja ressalvas o quanto esta pode ser efetiva em todas as situações possíveis, porém onde o dado requerido esta indexado, por exemplo em cenários de “big data”, o aumento em performance pode ser enorme.
 
Em data warehouse a funcionalidade de "index-only scans" pode trazer melhorias de até vinte vezes. Combinando o "index-only scanning" com a escalabilidade linear para até 64 núcleos e outras melhorias de performance no gerenciamento de lock, e outras operações de baixo nível, os desenvolvedores do PostgreSQL dizem enxergar melhorias de até quatro vezes em operações de leitura - até 350,000 consultas de leituras por segundo - para conjuntos de dados genéricos e até 14,000 escritas de dados por segundo (cinco vezes mais rápido).  
 
As melhorias na escrita incluem commit em grupo e melhorias para reduzir o consumo de energia da CPU. PostgreSQL 9.2 também aprimora a escalabilidade horizontal com replicação em cascata, que permite que correntes de servidores de replicação sejam criados para ajudar a reduzir o tráfego de dados entre servidores.
 
Desenvolvedores de aplicação encontrarão um grande número de novas funcionalidades no PostgreSQL 9.2 que devem simplificar o desenvolvimento de novos tipos de aplicativos. Um novo tipo de dados, JSON, permite dados JSON, JavaScript Object Notation conforme descrito em RFC 4627, seja armazenado no banco de dados. Embora armazenado como texto, a vantagem de um tipo JSON é que este garante que o dados seja um JSON válido. Este é complementado por funções JSON que permite arrays e entradas sejam facilmente convertidas para o formato JSON. Uma nova extensão PL/V8 JavaScript e PL/Coffee permite que o JSON seja facilmente consumido por aplicações do tipo web.
 
Novos tipos[8] "range" também foram disponibilizados e permitem uma representação mais compacta de inteiros (INT4RANGE e INT8RANGE), valores numéricos (NUMRANGE), timestamps (TSRANGE e TSTZRANGE) e datas (DATERANGE). O comando CREATE TYPE também possibilita a criação de tipos customizados de "range", específicos para análises complexas. As melhorias no "range" devem reduzir a complexidade de esquemas de qualquer banco de dados e de códigos que lidam com faixas de valores e deve possibilitar o gerenciamento deste tipo de dados de forma mais simplificada.
 
Para atualizar o PostgreSQL 9.2 é necessário um dump e restore usando o pg_dump, ou rodar o pg_upgrade, para migrar o banco de dados para uma nova versão. Mais detalhes sobre o PostgreSQL 9.2, incluindo mudanças que afetam a compatibilidade com versões anteriores, estão disponíveis nas notas de lançamento [9].



Liberdade do Software - Software Freedom Day

6 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

GNU TuxTraduzido (Livremente) de: http://www.softwarefreedomday.org/en/sfd/software-freedom

Em um momento em que nossas vidas estão cada vez mais dependentes das tecnologias é importante que tomemos algum tempo para refletimos sobre o impacto da tecnologia em nossas vidas, e na importância de garantimos que estas não sejam utilizadas para nos impor limites, mas sim para nos levar por caminhos de oportunidades, inovação e liberdade para todas as pessoas.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos [1] é um conjunto básico de direitos humanos, os quais a maioria das pessoas devem concordar que são apenas o minimo. Muitas vezes nossos direitos básicos não são pensados no contexto da tecnologia, porém mais e mais nossas vidas dependem das tecnologias, tornando-se uma preocupação crescente.

Tecnologias que são importantes para garantir a nossa liberdade, são utilizada em nossos sistemas de votação, nosso lazer, nosso trabalho, educação, arte e comunicação. O que isto significa para você? Isso significa que as liberdades básicas, que todos nós possuimos são tão livres quanto as tecnologias utilizadas por nós.

Tecnologias transparentes e sustentáveis são vitais para garantirmos nossa liberdade. Pense sobre os sistemas de Governo Eletrônico tal como o voto eletrônico. Quando estes sistemas, registram nossos votos, em plataformas proprietárias ou fechadas nós não podemos ter certeza de como o software utilizado funciona, então como podemos confiar nos resultados?

Os problemas com o sistema de voto eletrônico Diebold [2] nos Estados Unidos é a prova [3] e aponta para a necessidade de sistemas transparentes e que sejam confiáveis.

Pense sobre outros softwares que utilizamos todos os dias e que são proprietários e perceba que você não tem como ter certeza sobre o que realmente esta acontecendo!

Será que seu sistema de e-mail não esta enviando uma cópia de suas mensagens para um terceiro? Será que seu navegador web não esta registrando e automaticamente enviando seu histórico de navegação para alguém? Um dos casos mais recentes e interessantes se deu quado a Sony propositadamente adicionou um spyware [4] em seus CDs de música, este silenciosamente e automaticamente se instalava dentro do sistema Microsoft Windows para procurar por violações de direito autoral. Este comportamento gerou uma nova onda de vírus que se aproveitaram da brecha aberta, e é uma grosseira violação de privacidade.

Então, o que eu quero dizer com transparência? Bem, alguns softwares lhe dão acesso ao código-fonte, tais como os Softwares Livres e de Código-Fonte Aberto (Open Source Software (FOSS)) e que lhe garante que você pode conhecer o que exatamente um software irá e pode fazer.

Estes podem evitar surpresas desagradáveis, spywares, armações e todo tipo de problema que nós não temos como ter certeza de como evitar em software proprietário e fechados. Software Proprietário mantém o código-fonte fechado longe do escrutínio público o que significa que não há nenhuma maneira de saber exatamente o que o software realmente faz, e não há nenhuma maneira de confiar neste para a proteção do seus direitos humanos. Tecnologias transparentes dizem respeito a garantia de que você pode confiar nos resultados e operações de uma ferramenta tecnologica.

Tecnologias sustentáveis também são importantes, e o melhor exemplo desta questão são os formatos proprietários de dados. Por que as gerações de hoje não deveriam ter acesso às cartas de amor, ensaios e poemas da sua juventude? Com tantos aplicativos usando formatos de dados proprietários, nós não podemos acessar a informação em outros programas ou até mesmo em futuras versões do mesmo aplicativo.

Quando os dados são armazenados em formatos baseado em padrões abertos [5], existe a possibilidade para que todas as pessoas, em todos os lugares, facilmente usem e implementem estes padrões e assim tenham seus dados acessíveis por mais aplicações. Tecnologias sustentáveis dizem respeito a garantia de acesso ao conhecimento para sempre.

À medida que mais e mais a população mundial começa a utilizar tecnologia, se conectando e desenvolvendo a próxima grande mudança do futuro (tal como a Internet foi para muito de nós), a garantia de abordagens abertas, transparentes e sustentáveis devem ser consideradas como melhores práticas.

Isto é importante para o futuro onde a tecnologia empodera a todos igualmente, onde o conhecimento é eterno e onde as nossas liberdades básicas são fortalecidas pelas tecnologias e não prejudicadas.



X Server 1.13

6 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

X.OrgOriginalmente: http://h-online.com/-1701627
 
O X Server 1.13 foi lançado[1] pelo projeto X.Org com suporte aprimorado[2] para placas gráficas hot-pluggable e hibridas. Este inclui suporte a tecnologia DisplayLink que funciona através de uma conexão USB e tecnologias de gráfico hibrida tal como a Optimus da NVIDIA[3], uma funcionalidade que é utilizada, principalmente, em notebooks. O Optimus possibilita que placas gráficas NVIDIA dedicadas funcionem sobre demanda e trabalhe com placas gráficas integradas.
 
Para configurar dispositivos gráficos hot-pluggable, os desenvolvedores estenderam o protocolo RandR (Extensão para Redimensionar e Rotacionar) para o X Server 1.13; este protocolo é utilizado pelo gerenciamento de configuração do GNOME e KDE e pelo comando xrandr. Porém, para utilizar a tecnologia de gráficos hibrida através do X Server 1.13 e RandR 1.5, o resto dos componentes também devem suportar dispositivos gráficos hot-pluggable.
 
Estes componentes incluem o libdrm e seus drivers, assim como os drivers das placas gráficos e o subsistema DMA no kernel, o qual foi incluído a partir da versão 3.5 do Kernel do Linux[4]. As extensões foram desenvolvidos coletivamente sobre o nome de "PRIME" e estão sendo incluídas nas distribuições Linux em desenvolvimento. A NVIDIA também planeja estender seu driver proprietário[5] para suportar a tecnologia Optimus usando a infraestrutura PRIME.
 
No X Server 1.13, os desenvolvedores X.org também removeram[6] o código de suporte a XAA (XFree86 Acceleration Architecture[7]), uma tecnologia de aceleração 2D que já a algum tempo apenas provê funcionalidades limitada. Drivers gráficos modernos oferecem suporte a EXA[8] ou UXA[9].
 
Como algumas versões anteriores do X Server, a versão atual modificou o ABI. O driver proprietário da NVIDIA foi adaptado, semanas atrás, para trabalhar com a nova ABI do "Iced Tea[10]". O driver proprietário da AMD ainda não oferece suporte a este lançamento.
 
Links para este artigo

[1] http://lists.x.org/archives/xorg-announce/2012-September/002068.html
[2] http://www.h-online.com/news/item/X-Server-1-13-to-offer-better-support-for-hybrid-graphics-1635760.html
[3] http://www.nvidia.com/object/optimus_technology.html
[4] http://www.h-online.com/open/features/What-s-new-in-Linux-3-5-1637461.html
[5] http://www.h-online.com/news/item/Hybrid-graphics-support-in-NVIDIA-s-Linux-driver-1697756.html
[6] http://cgit.freedesktop.org/xorg/xserver/commit/?id=e191e296e6e7861978ea4a0ae9aa7b780e52732b
[7] http://en.wikipedia.org/wiki/XFree86_Acceleration_Architecture
[8] http://en.wikipedia.org/wiki/EXA
[9] http://en.wikipedia.org/wiki/UXA
[10] http://cgit.freedesktop.org/xorg/xserver/commit/?id=f0bad69edd57facd6cffde8cb0863d1a735e2492
[11] http://www.x.org/wiki/Events/XDC2012
[12] http://www.h-online.com/news/item/Running-X11-applications-under-Wayland-1619051.html



Casa Branca disponibiliza código-fonte de aplicativos e site para dispositivos móveis

4 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Traduzido de: http://h-online.com/-1698985Open Source

A Casa Branca lançou um novo site para dispositivos móveis juntamente com aplicativos dedicados para Android e iPhone/iPad. E imediatamente abriu o código-fonte destes aplicativos em seu repositório GitHub onde também esta hospedado sua plataforma de Petição desenvolvida em PHP.  
 
Os aplicativos coletam dados dos feeds RSS, agregam e exibem o conteúdo como galerias de fotos, notícias ilustradas ou vídeos. Este também inclui suporte a cobertura ao vivo de eventos do governo americano. Já houve, anteriormente, aplicativos fechados para iPhone, porém a Casa Branca aproveitou a oportunidade para reconstruir completamente, a partir do zero, o aplicativo para adicionar novas funcionalidades e suporte para iPad e Android.
 
A criação dos aplicativos para plataformas móveis e o site fazem parte de uma iniciativa que pretende ter todos os principais serviços do governo disponíveis para dispositivos móveis até a primavera de 2013.
 
A Casa Branca também espera que ao disponibilizar o código permita que outros governos e organização aprimorem o seu envolvimento e comunicação com os cidadães e eleitores.
 
Foi disponibilizado o código fonte para dois aplicativos multimídia de alta qualidade, para as duas mais populares plataformas móveis, o que deve auxiliar a aqueles que desejam criar projetos similares. Ambos os aplicativos foram disponibilizados sobre a licença MIT.



Em breve no Kernel Linux 3.6 - Parte 2 - Redes

4 de Setembro de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Kernel Log PenguinAutor: Thorsten Leemhuis (Copyright (c) 2012 Heise Media UK Ltd.)
Traduzido: Marcelo Soares Souza (Dúvidas e melhorias na tradução envie por E-mail)
Originalmente: http://h-online.com/-1697920

Pequenos buffers são projetos para evitar bufferbloat. "TCP Fast Open" promete acelerar conexões HTTP. a infraestrutura do netfilter agora utiliza programas do espaço do usuários para rastrear conexões.
 
A funcionalidade TCP Small Queues[1] (TSQ) faz com que o Kernel do Linux 3.6 utilize pequenos buffers[2] de não mais que 128KB por socket de rede por padrão. Assim como várias outras [3][4] modificações recentes no kernel, esta medida é projetada para evitar bufferbloat[5], um termo usado para problemas relacionados ao surgimento de grandes latências e de conexões interrompidas na rede causadas pelo excesso de buffering durante a transferência de dados. De acordo com alguns testes disponibilizados pelo desenvolvedor da solução, os buffers pequenos por socket não afetam o rendimento da transferência de dados[6]; se necessário, os administradores podem utilizar o arquivo /proc/sys/net/ipv4/tcp_limit_output_bytes para ajustar estes valores em tempo de execução.
 
Estabelecendo conexões
 
O kernel agora inclui suporte, do lado da aplicação cliente, para o TCP Fast Open[7] (TFO) (1[8], 2[9], 3[10], 4[11], 5[12]); o suporte para o lado servidor esta planejada para se incorporada na versão 3.7 do Kernel do Linux. TFO é uma extensão do TCP e que ainda não foi aprovada pela Internet Assigned Numbers Authority (IANA). Esta extensão é projetada para reduzir o overhead no estabelecimento de conexões fazendo com que requisições de dados sejam realizadas durante a inicialização da conexão TCP. Esta técnica combina os dois primeiros passos do previamente utilizado "TCP three-way handshake" em um e é esperado que, esta solução, acelere as conexões HTTP. Mais informações sobre esta tecnologia estão disponíveis no artigo "TCP Fast Open: expediting web services[13]" no LWN.net.
 
Drivers
 
O driver bnx2x, que lida com vários chips Ethernet da Broadcom, agora suporta [14] o padrão Energy-Efficient Ethernet[15] (EEE) que é especificado em IEEE 802.3az[16]; o driver stmmac para controladoras Ethernet embarcadas da STMicro agora é capaz[17] de utilizar esta tecnologia para configurar parâmetros de hardware que influenciam o consumo de energia em chips Ethernet. Usuários podem ler ou definir os parâmetros EEE através da ferramenta[18] ethtool 3.5.
 
O driver Ethernet r8169 agora suporta os chips Realtek RTL8168G[19] e RTL8106E[20].

O driver de "team" agora oferece[21] um modo de broadcast que permite a este enviar todos os pacotes através de todas as portas/interfaces disponíveis.

O driver rt2800pci Wi-Fi agora suporta os chips Ralink RF5360[22] e RT5392[23]; este também inclui um novo suporte experimental[24] para a família RT3290 de chips Wi-Fi.
 
Diversos
 
A infraestrutura do netfilter, que é utilizada na solução de firewall do Linux, pode agora acessar programas auxiliares[26], que operam no espaço do usuários, para rastrear conexões[27]. Isto deve ajudar no desenvolvimento de ferramentas auxiliares especificas que não seriam facilmente adicionadas dentro do kernel.
 
Uma nova interface de túnel virtual (Virtual Tunnel Interface[28] (VTI)) permite “tunelar”, no Linux 3.6, fluxos de dados IPSEC.
 
Diversas modificações[29] realizadas pelo empregado da Volkswagen Oliver Hartkopp permitem ao Linux suportar CAN FD (CAN com Flexible Data-rate) - uma extensão patrocinada pela Bosch para o Fieldbus CAN (Controller Area Network[30]) que é basicamente utilizada em carros e em automação industrial. Mais informações sobre esta extensão e sobre o suporte ao Linux a esta estão disponíveis no artigo[31] no newsletter CAN.
 
Outra adição é o suporte [32] para traffic shaping baseado em ematch para mensagens CAN, que também é patrocinada pela Volkswagen. Este código é projetado para ajudar a aliviar o problema que ocorre quando múltiplos usuários escrevem no barramento do CAN simultaneamente; mais detalhes podem ser encontrados no estudo intitulado "SocketCAN and queuing disciplines[33]PDF" e no documento "CAN frame traffic shaping" [34].
 
David Miller, o mantenedor do código de redes, explica várias outras mudanças no e-mail[35] sobre sua requisição de git pull para o Kernel Linux 3.6. entre elas estão a remoção do cache de roteamento que estava em desenvolvimento já a algum tempo; aparentemente, o cacheamento de roteamento é vulnerável a ataques de denial-of-service (DoS).
 
Links referenciados neste artigo:
[1] http://git.kernel.org/linus/46d3ceabd8d98ed0ad10f20c595ca784e34786c5
[2] http://lwn.net/Articles/507065/
[3] http://www.h-online.com/open/features/Kernel-Log-Coming-in-Linux-3-5-Part-1-Networking-1625047.html
[4] http://www.h-online.com/open/features/Kernel-Log-Coming-in-3-3-Part-1-Networking-1421959.html
[5] http://www.bufferbloat.net/
[6] http://thread.gmane.org/gmane.network.routing.codel/90
[7] http://tools.ietf.org/html/draft-ietf-tcpm-fastopen-01
[8] http://git.kernel.org/linus/2100c8d2d9db23c0a09901a782bb4e3b21bee298
[9] http://git.kernel.org/linus/783237e8daf13481ee234997cbbbb823872ac388
[10] http://git.kernel.org/linus/aab4874355679c70f93993cf3b3fd74643b9ac33
[11] http://git.kernel.org/linus/8e4178c1c7b52f7c99f5fd22ef7af6b2bff409e3
[12] http://git.kernel.org/linus/1fe4c481ba637660793217769695c146a037bd54
[13] http://lwn.net/Articles/508865/
[14] http://git.kernel.org/linus/c8c60d88c59cbb48737732ba948663a3efe882aa
[15] http://en.wikipedia.org/wiki/Energy-Efficient_Ethernet
[16] http://www.ieee802.org/3/az/index.html
[17] http://git.kernel.org/linus/d765955d2ae0b88781a0db3a5bacfe4241925e09
[18] http://thread.gmane.org/gmane.linux.network/239075
[19] http://git.kernel.org/linus/c558386b836ee97762e12495101c6e373f20e69d
[20] http://git.kernel.org/linus/5598bfe5191d09cdd622aeac39badc42508b227f
[21] http://git.kernel.org/linus/5fc889911a99043a97da1daa0d010ad72cbc3042
[22] http://git.kernel.org/linus/ccf91bd678d74e1e98a153539cd07a62991d6610
[23] http://git.kernel.org/linus/cff3d1f0931d0e6189f5ee718112b235bad1bf99
[24] http://git.kernel.org/linus/a89534edaaa7008992b878680490e9b02a665563
[25] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1351737
[26] http://thread.gmane.org/gmane.linux.network/232382
[27] http://git.kernel.org/linus/12f7a505331e6b2754684b509f2ac8f0011ce644
[28] http://git.kernel.org/linus/1181412c1a671ed4e8fb1736f17e6ec617c68059
[29] http://git.kernel.org/linus/ea53fe0c667ad3cae61d4d71d2be41908ac5c0a4
[30] http://en.wikipedia.org/wiki/Controller_Area_Network
[31] http://can-newsletter.org/engineering/standardization/nr_stand_can-fd_linux3.6_120703/
[32] http://git.kernel.org/linus/f057bbb6f9ed0fb61ea11105c9ef0ed5ac1a354d
[33] http://rtime.felk.cvut.cz/can/socketcan-qdisc-final.pdf
[34] http://www.can-cia.org/fileadmin/cia/files/icc/13/hartkopp.pdf
[35] http://article.gmane.org/gmane.linux.network/238256



Rede Social Diaspora se tornara um projeto voltado a comunidade

29 de Agosto de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Logo Diaspora Social NetworkOriginalmente: http://h-online.com/-1677021

A rede social Diaspora, concebida como uma alternativa aberta e livre ao "consumidor" de dados pessoais e privados Facebook, se tornara um projeto orientado a comunidade. O Diaspora foi lançado a dois anos atrás por quatro estudantes da Universidade de Nova Iorque, Ilya Zhitomirskiy, Daniel Grippi, Maxwell Salzberg e Raphael Sofaer, através de uma campanha de crowdfunding do KickStarter. Após o amadurecimento do desenvolvimento da ferramenta e da criação de uma rede, os fundadores remanescentes anunciaram que irão entregar o controle do projeto a comunidade numa transição realizada em estágios.
 
O plano para entregar o projeto para a comunidade parece ter sido desenvolvido antes dos fundadores terem participado, no verão, de uma startup. Em uma entrevista para a Bloomberg, antes de irem para a Y-Combinator, eles falaram sobre os planos para tornar a condução do projeto do Diaspora aberto ao público.
 
"Como um Projeto de Software Social e Livre, nos temos a obrigação de levar este projeto adiante, pelo bem da comunidade que se formou em torno deste" disse Grippi e Salzberg, que dizem que continuarão envolvidos no projeto. O projeto do Diaspora é baseado em torno de "pods", os pods são servidores independentes onde os usuários podem compartilhar ou se tornarem usuários únicos destes, também podem criar conexões com outros usuários e seus pods.
 
Como os servidores rodam independentes, os usuários tem maior controle sobre seus dados pessoais, especialmente comparado ao Facebook que regularmente revisa suas regras sobre privacidade e permissões. De acordo com estatísticas do projeto, existem 125 pods rodando com mais de 381,649 usuários e 1,856,969 de conexões entre eles.
 
A transição para a comunidade começou com a abertura do projeto Pivotal Tracker, usado para rastrear histórias (postagens) dos usuários. Os desenvolvedores também lançaram uma ferramenta que permite que o Diaspora seja instalado através de apenas um click no serviço de host Heroku. A mudança para um projeto orientado a comunidade será conduzido por Sean Tilley, gerente da comunidade aberta para o Diaspora. Salzberg e Grippi estarão trabalhando no seu projeto recentemente lançado makr.io.
 
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Conheça o Pod da Rede Social Diaspora juntaDados
https://diaspora.juntadados.org/users/sign_up

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FreeBSD 9.1 RC1

24 de Agosto de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Logo FreeBSDOriginalmente: http://h-online.com/-1674398

Um mês após o que era originalmente previsto, o primeiro candidato de lançamento do FreeBSD 9.1 foi publicado[1] pelos desenvolvedores do FreeBSD[2]. O candidato de lançamento segue-se após uma versão beta também atrasada[3] e que foi disponibilizada em Julho. O FreeBSD 9.1 será um lançamento importante de atualização em relação ao versão de Janeiro do FreeBSD 9.0[4].

Novas funcionalidades no FreeBSD 9.1 incluem suporte a inicialização por partições ZFS usando o beadm[5], e uma pilha gráfica KMS/GEM portada. O suporte ao padrão de rede 802.11n também foi aprimorado nesta atualização.
 
Usuários que desejem ajudar a testar este candidato de lançamento podem fazer o download[6] da imagem ISO ou do código fonte que estão disponíveis para 64-bit e 32-bit x86, 64-bit PowerPC e 64-bit SPARC, porém é bom lembrar, que como todo lançamento de desenvolvimento, este não deve ser usado em ambiente de produção. Esta previsto[7] mais um candidato de lançamento RC2 para 7 de Setembro e o lançamento final em 19 de Setembro.
 
Os desenvolvedores do projeto PC-BSD[8] - uma distribuição baseada no FreeBSD - lançaram o PC-BSD 9.1 RC1[9]. Os desenvolvedores do PC-BSD dizem que a sua versão 9.1 irá incluir, em adição as melhorias do FreeBSD 9.1 , um novo instalador com uma opção de "PC-BSD Server", integração com o sistema de gerenciamento Warden jail e suporte ao Linux jails, uma nova interface de configuração de som e uma interface de compatibilidade de Hardware. O PC-BSD 9.1 RC1 esta disponível para download para 64-bit e 32-bit x86[10].
 
Links deste artigo
[1] http://lists.freebsd.org/pipermail/freebsd-stable/2012-August/069233.html
[2] http://www.freebsd.org/
[3] http://www.h-online.com/news/item/FreeBSD-9-1-enters-beta-1643621.html
[4] http://www.h-online.com/news/item/FreeBSD-9-0-released-1412628.html
[5] http://sourceforge.net/projects/beadm/
[6] http://www.freebsd.org/where.html#helptest
[7] http://www.freebsd.org/releases/9.1R/schedule.html
[8] http://www.pcbsd.org/
[9] http://blog.pcbsd.org/2012/08/pc-bsd-9-1-rc1-now-available/
[10] http://www.pcbsd.org/getmirrors.php?url=9.1-RC1



Em breve no Kernel Linux 3.6 - Parte 1 - Sistemas de Arquivos e Armazenamento

22 de Agosto de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil

Tux WorkerAutor: Thorsten Leemhuis (Copyright (c) 2012 Heise Media UK Ltd.)
Traduzido: Marcelo Soares Souza (Dúvidas e melhorias na tradução envie por E-mail)
Originalmente: http://h-online.com/-1672027

Linux 3.6 introduz funcionalidades de quota e backup ao Btrfs assim como melhorias de segurança. Uma nova interface possibilita ao Kernel saber de mudanças no tamanho das partições.
 
Na última Sexta-Feira, Linus Torvalds lançou[1] o segundo candidato de lançamento da versão 3.6 do Linux. As férias de verão do Torvalds fizeram com que este lançamento fosse disponibilizado em duas semanas, ao invés de uma como é usual, após o primeiro candidato de lançamento[2]. O volume de mudanças encontrados na árvore de desenvolvimento continua em um nível normal.
 
Como usual, Torvalds e seus companheiros desenvolvedores adicionaram todas as principais funcionalidades para o Linux 3.6 no inicio do ciclo de desenvolvimento; é muito raro os desenvolvedores do kernel adicionarem, ou reverterem, qualquer grande mudança ou nova funcionalidade durante a fase de estabilização.
 
O "Em Breve no Kernel Linux", pode portanto provê uma visão geral e compreensiva das principais mudanças e das mais importantes funcionalidades no Linux 3.6, que é esperado para a segunda metade de Setembro. Como sempre, o "Em Breve no Kernel Linux" sera apresentado em uma série de artigos que irão cobrir as várias áreas do Kernel. O primeiro artigo descreve as principais mudanças no sistema de arquivos e no suporte de armazenamento; os próximos artigos irão olhar para os drivers gráficos, suporte a redes, código de arquitetura e outros drivers.
 
Btrfs

 
O sistema de arquivos ainda experimental Btrfs agora suporta quotas para sub-volumes[3] (áreas separadas dentro de um sistema de arquivos), possibilitando a definição de quanto espaço é permitido ocupar dentro de uma partição (1[4], 2[5] e outros). Uma nova funcionalidade adicional no Btrfs é "send/receive" (1[6] e outros). Estas funcionalidades permitem que programas do espaço do usuário determinem a diferença entre dois snapshots, salve estas diferenças para um arquivo e restaure estas backups conforme necessário. Isto é particularmente útil para backups incrementais e atômicos. Uma explicação mais detalhada desta função, que também esta presente no ZFS[7], pode ser encontrado em um artigo em LWN.net [8]. A ferramenta [9] para se fazer uso desta funcionalidade ainda esta confinada na árvore de desenvolvimento das ferramentas da Btrfs[10]. Detalhes sobre isto e outras mudanças relacionadas ao Btrfs estão sendo discutidas[11] pelo mantenedor do Btrfs Chris Mason em sua principal requisição de git pull.
 
Ext4
 
De acordo com os comentários de commit [12], o código do ext4 não mais armazena informações de quota em arquivos visíveis, em vez disto armazena estas informações na forma de inodes escondidos nos metadados. O resultado disto é que o suporte a quota foi promovido para "funcionalidade de primeira classe". Uma mudança adicional ao [13] código do ext4 melhora o desempenho de sobrescrita de arquivos, conforme explica Theodore Ts'o[14].
 
Não siga!
 
Uma das novas funções implementadas [15] no Linux 3.6 é baseada em uma ideia que remonta 1996 - o kernel agora pode ser configurado para não seguir hardlinks e softlinks em diretórios com um "sticky" bit (tais como /tmp/), quando esses links apontam para algum lugar mais alto na árvore de diretório. Como o artigo da LWN.net explica[16], esta funcionalidade que pode ser ativada através da sysctl, coloca um fim a um truque comum de invasores para ganhar privilégios usando serviços em segundo plano como root.
 
Redimensionando
 
Uma nova interface[17] permite aos programas no espaço do usuários notificarem[18] o kernel quando uma partição muda de tamanho, permitindo ao kernel se tornar ciente das mudanças do tamanho nas participações durante a execução. O programa resizepart, que fará uso desta nova interface , foi incluído[19] no lançamento recente[20] do util-linux 2.22-rc2.
 
Diversos
 
Mudanças[21] ao código do RAID por software no subsistema do MD deve aprimorar o desempenho dos arranjos RAID na qual um ou todos os dispositivos são SSD.
 
O Device mapper agora pode[22] utilizar a funcionalidade de RAID 10 fornecida pelo subsistema MD.
 
Depois de muitos anos de desenvolvimento, uma grande coleção de patches[23] foi adicionada dentro do código de gerenciamento de memória e sistema de arquivos no Linux 3.6, que resulta na possibilidade de salvar arquivos swap em compartilhamento NFS com segurança (1[24] e outros). Isto é útil em thin clients sem armazenamento local.
 
O driver virtio-scsi, adicionado dentro do kernel na versão Linux 3.4[25], agora suporta[26] hotplugging, permitindo que discos sejam adicionados para, ou removidos de, sistemas virtualizados durante a execução.
 
Mais de uma semana após a janela de merge ter sido fechada, Linus Torvalds adicionou[27] o driver tcm_vhost. O código é considerado em avaliação, porém não esta "vivendo" dentro da área de avaliação do kernel. Este permite que dispositivos SCSI em um sistema host sejam usados com um minimo overhead[28] por sistemas convidados virtualizados usando KVM. Nicholas A. Bellinger publicou [29] alguns resultados de benchmarking obtida usando o novo driver.
 
Aacraid, um driver para um adaptador de armazenamento Adaptec (entre outros), agora suporta o modo[30] "async (performance)" oferecido pela série 7.
 
Trabalhos de reestruturação no VFS (virtual filesystem) e no código do sistema de arquivos baseado neste possibilitou aos desenvolvedores removerem[31] o daemon pdflush, que anteriormente[32] acionava a escrita para um superblock a cada cinco segundos quando mudanças[33] eram feitas aos dados armazenados. Este chamada regular atrapalhava principalmente do ponto de vista de economia de energia.
 
Reportes de atualizações no XFS em Julho 2012[34] mencionam um grande número de mudanças para o XFS que foram adicionadas[35] dentro do Linux 3.6, incluindo melhorias de performance para o alocador de inode.
 
Links deste Artigos
[1] http://article.gmane.org/gmane.linux.kernel/1344692
[2] http://www.h-online.com/news/item/First-release-candidate-of-Linux-kernel-version-3-6-1659576.html
[3] http://www.h-online.com/open/features/Snapshots-and-subvolumes-747029.html
[4] http://git.kernel.org/linus/8ea05e3a4262b9e6871c349fa3486bcfc72ffd1a
[5] http://git.kernel.org/linus/bcef60f249034f69e89e544461cbfecb68975595
[6] http://git.kernel.org/linus/31db9f7c23fbf7e95026143f79645de6507b583b
[7] http://docs.oracle.com/cd/E19963-01/html/821-1448/gbchx.html
[8] http://lwn.net/Articles/506244/
[9] http://git.kernel.org/?p=linux/kernel/git/mason/btrfs-progs.git;a=commitdiff;h=f1c24cd80dfd037407cdee85181646adca6dd5bb
[10] http://git.kernel.org/?p=linux/kernel/git/mason/btrfs-progs.git;a=summary
[11] http://article.gmane.org/gmane.linux.kernel/1333887
[12] http://git.kernel.org/?p=linux%2Fkernel%2Fgit%2Ftorvalds%2Flinux-2.6.git&a=commitdiff&h=7c319d328505b7781b65238ae9f53293b5ee0ca8
[13] http://git.kernel.org/linus/4bd809dbbf177ad0c450d702466b1da63e1b4b7e
[14] http://article.gmane.org/gmane.comp.file-systems.ext4/33519
[15] http://git.kernel.org/linus/800179c9b8a1e796e441674776d11cd4c05d61d7
[16] http://lwn.net/Articles/503660/
[17] http://git.kernel.org/linus/c83f6bf98dc1f1a194118b3830706cebbebda8c4
[18] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1325114
[19] http://www.kernel.org/pub/linux/utils/util-linux/v2.22/v2.22-rc2-ChangeLog
[20] http://article.gmane.org/gmane.linux.kernel/1343738
[21] http://git.kernel.org/linus/9dedf60313fa4dddfd5b9b226a0ef12a512bf9dc
[22] http://git.kernel.org/linus/63f33b8dda88923487004b20fba825486d009e7b
[23] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1326658
[24] http://git.kernel.org/linus/a564b8f0398636ba30b07c0eaebdef7ff7837249
[25] http://www.h-online.com/open/features/Kernel-Log-Coming-in-3-4-Part-1-Infrastructure-1561840.html
[26] http://git.kernel.org/linus/365a7150094114a0f8ef0b6164e6b04b519039e8
[27] http://git.kernel.org/linus/057cbf49a1f08297877e46c82f707b1bfea806a8
[28] http://wiki.qemu.org/Features/VirtioSCSI/TCM_Overview
[29] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel.virtualization/16469
[30] http://git.kernel.org/linus/85d22bbf6787c240921539bba224eb221bfb8ee1
[31] http://git.kernel.org/linus/f0cd2dbb6cf387c11f87265462e370bb5469299e
[32] http://git.kernel.org/linus/6601fac822778aa6003aed37d8ba7acdc9a4f369
[33] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1333054
[34] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1341898
[35] http://thread.gmane.org/gmane.linux.kernel/1335249



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