Com rádio, ‘investigador’ capta interferência do teclado de uma urna. Porém, ele classifica como improvável a violação do sigilo do voto.
O primeiro dia dos testes de segurança das urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2010 foi encerrado na terça-feira (10), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem nenhuma ameaça que pudesse botar em cheque o sistema eleitoral brasileiro.
Único a encerrar seu plano de ação logo no primeiro dia, o especialista em tecnologia da informação Sérgio Freitas, de 35 anos, conseguiu captar interferências eletromagnéticas dos teclados da urna eletrônica, por meio do uso de aparelhos de rádio AM/FM. “Em frequencias FM, ao digitar [no teclado da urna] era possível detectar interferências com o aparelho a uma distância de 5 a 10 centímetros da urna”, explicou.
A partir da captação dos sinais, em tese seria possível detectar o voto do eleitor, pois, segundo Feitas, cada tecla tem um som específico. No entanto, ele classificou como muito improvável a possibilidade de violação do sigilo do voto do eleitor no dia de uma eleição, pois seria inviável captar interferências nas seções eleitorais.
“Essa distância não é significativa em termos de possibilidade de quebra do sigilo do voto. Considero, pela dificuldade, muito improvável que ocorra qualquer violação do voto do eleitor”, disse o especialista.
O hacker citou que até hoje, no mundo, se tem notícia de que interferências semelhantes tenham sido detectadas a uma distância máxima de 20 metros. “No nosso país há muito mais possibilidades para você usar do que essa tecnologia, que seria cara e dependeria de equipamentos e filtros potentes”, afirmou Freitas.
“A segurança é medida sempre em relação ao custo que se vai ter para empreender o ataque. Nesse caso, o custo seria altíssimo”, completou. Sérgio Freitas, no entanto, deixou como sugestão a blindagem das urnas para que o processo se torne 100% seguro no que diz respeito ao sigilo dos votos.
Testes
Ao longo da terça, 17 hackers iniciaram a tentativa de fraudar as urnas. Até sexta-feira (13), um total de 38 “investigadores”, como são chamados pelo TSE, trabalharão nas cinco ilhas montadas na sede do tribunal, em Brasília.
Os hackers inscritos, a maioria especialistas em informática e tecnologia da informação, têm planos de testes que vão desde a quebra do sigilo do voto até a alteração do destino do voto digitado na urna. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, afirmou que não acredita na possibilidade de as barreiras que protegem o sistema eleitoral serem vencidas pelos hackers.
O engenheiro da computação Valter Monteiro, representante de um grupo composto por cinco profissionais da Marinha do Brasil, disse ao G1 que sua equipe “busca a inserção de algum arquivo na urna”. Caso o objetivo seja atingido, em tese a urna eletrônica estaria sujeita a fraudes. O grupo vai participar dos quatro dias de teste. Ou seja, tentarão burlar a urna até sexta-feira (13).
No dia 20, os "investigadores" que apresentarem as três melhores ideias para o aprimoramento do sistema eleitoral receberão prêmios de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil.
Os testes são acompanhados por dois observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA), que vieram de Washington especialmente para acompanharem a tentativa dos hackers burlarem o sistema eleitoral do Brasil. Dentre os observadores brasileiros, há representantes da Federação Nacional das Empresas de Informática, do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), do Tribunal de Contas da União (TCU), do Exército, da Câmara e da Polícia Civil do Distrito Federal.
Fonte: Serpro
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7 comments
(unauthenticated user)
Resultado Testes - visão expectadores presenciais - parte 1
Começaram os testes de segurança no sistema eleitoral eletrônico preparado pelo TSE. Como já era de se esperar e já havia sido previsto aqui, paralelamente
aos teste começou também um verdadeira Operação Pinnochio de distorção
de informações pela assessoria de imprensa da autoridade eleitoral. Tantas são as manipulações de informações que resolvemos iniciar esta
série Operação Pinnochio, para mostrar um pouco melhor o que
está por trás das notas do TSE. O primeiro dado a ser lembrado é que o administrador eleitoral teve
uma atitude corajosa ao permitir estes testes, ainda que
sob regras limitadoras, pois poderá ficar exposto a muitas críticas e
até a inúmeras ações judiciais por indenizações caso se revele
publicamente as falhas de segurança nos sistemas usados nas eleições
anteriores. Por isto, são bastante visíveis (para quem tem olhos para ver) os
cuidados da autoridade eleitoral para já se defender de possíveis ações
futuras, como: 1- todas as notícias que o administrador eleitoral divulga, falam,
repetem e insistem que o que está sendo testado é o que será usado em
2010 para que se evite concluir que eventuais falhas de segurança
existiam nas eleições passadas. A rigor, o "sistema eleitoral 2010" ainda não existe e não está pronto.
Está em andamento uma licitação (a abertura das propostas está marcada
para daqui a uma semana) para compra de 250 mil urnas-e novas para 2010
que implicarão na mudança do software. Destacaremos, mais adiante nesta série Operação Pinnochio, com
exemplos, os cuidados da assessoria de imprensa do TSE para desviar a
atenção das falhas passadas. 2- A autoridade eleitoral gasta algum esforço para vender a idéia de
que as comissões que controlam os testes seriam "independentes" quando,
na verdade, foram montadas "cientificamente" para serem dóceis em seus
relatórios. A não-independencia das comissões de controle e avaliadora se comprova
simplesmente comparando as regras para montagem da comissão que estavam
em discussão no processo com os partidos desde 2006 com a comissão
efetivamente montada. Em dezembro de 2008, através da Informação 002/08-STI, o Secretário de
Informática do TSE, Sr. Guiseppe Janino, informava aos partidos
pleiteantes dos testes que a autoridade eleitoral indicaria apenas 4
membros para compor a comissão avaliadora e que: “
style="font-size: 9pt;" size="2">a
Justiça Eleitoral constituirá minoria no quorum deliberativo pois a
comissão será composta por um representante de cada partido
político (num total de 27 indicados)
face="Arial, sans-serif">” Basta verificar a composição das comissões de controle e avaliação
efetivamente nomeadas, para ver que estão constituidas por 11 membros,
TODOS indicados pelo próprio administrador eleitoral e de sua absoluta
confiança. Não há nenhum só membro nas comissões que tenha sido
indicado de forma independente do TSE. Vejam como é importante para a autoridade eleitoral ter absoluto
controle sobre as comissões, a ponto de não permitir um único membro de
fato independente que pudesse discordar do discurso oficial. Antes de começar a divulgar as notas sobre os testes realizados, a
assessoria de imprensa do TSE cuidou de soltar uma nota tecendo loas ao
independência e capacitação dos membros da comissão avaliadora. A nota
está em: href="agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1250461" target="_blank">agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1250461 e diz: "Todos
os componentes da Comissão Avaliadora dos Testes são de organismos
externos ao TSE" escondendo que: a) na Comissão Disciplinadora (que decide que testes poderão ser feitos
e que de fato acompanha e elabora as fichas descritivas dos testes)
todos os membros são funcionários da STI do TSE; b) na Comissão Avaliadora todos os membros foram escolhidos a dedo pelo
TSE que, contriando suas próprias palavras, recusou permissão para os
Partidos indicarem membros deveras independentes. Ao final da primeira nota sobre os testes, em: href="agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1250465" target="_blank">agencia.tse.gov.br/sadAdmAgencia/noticiaSearch.do?acao=get&id=1250465 a assessoria de imprensa do TSE volta a distorcer a verdadeira
composição da comissão ao dizer: "O
procedimento ainda será analisado pela Comissão Avaliadora, integrada
por pessoas independentes e com grande conhecimento sobre o sistema." Todos estes cuidados para esconder que detém o controle absoluto sobre
as comissões e sobre o que se diz dos testes, desnudam o temor, do
administrador eleitoral, de vasamentos a imprensa que possam revelar
fraquezas no sistema. [ ]s
Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
Adv. Maria Aparecida Cortiz - São Paulo
www.votoseguro.org
-----------------
Se a urna não imprimir, seu voto pode sumir
(unauthenticated user)
resltados testes segurança parte 2
Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
Adv. Maria Aparecida Cortiz - São Paulo
www.votoseguro.org
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Se a urna não imprimir, seu voto pode sumir
(unauthenticated user)
Resultado Testes - visão expectadores presenciais - parte 3
Além disso, caso conseguisse, seria apenas uma primeira etapa, sendo que para violar o voto seria necessário invadir também o sistema de identificação do eleitor, que é independente da urna." O que não é exatamente verdade, pois: 1) blindar as urnas não é tão simples, nem rápido, nem barato. Precisa trocar todas elas por 500 mil novas que contivessem uma "gaiola de Faraday" (nome técnico deste tipo de blindagem) embutida. A licitação das 250 mil novas urnas, que será aberta na semana que vem, não preve a tal blindagem nas urnas e sua inclusão necessariamente aumentará o custo em 500 mil vezes o custo unitário da blindagem. 2) Uma vez identificada a sequência de teclas digitada pelo eleitor não tem a menor necessidade de invadir o sistema de identificação do eleitor, uma vez que ele já está identificado por sua presença ao digitar as teclas. Caso alguém queira mais detalhes do teste do Sérgio Freitas, seu telefone é: (61) 8170 8727. [ ]s
Eng. Amilcar Brunazo Filho - Santos, SP
Adv. Maria Aparecida Cortiz - São Paulo
www.votoseguro.org
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Se a urna não imprimir, seu voto pode sumir
(unauthenticated user)
resultado testes segurança na visao de expectador presencial
Esclarece primeiramente que compareceu ao evento de testes de segurança do sistema eleitoral na condição de visitante, por ter sido excluído das Comissões Avaliadora e Disciplinadora, maneira encontrada pelo administrador das eleições suprimir o contraditório.
Sem alternativa, resignou-se a essa condição, mas não deixa de proclamar que houve violação direta aos ditames do artigo 14 da Constituição Federal, que garante ao eleitor e ao candidato o direito de saber o destino de seu voto, o que é impossível no modelo escolhido pela Justiça Eleitoral.
Em mais essa oportunidade pudemos observar o quanto esse modelo é bom para o administrador eleitoral, e tão ruim para os candidatos e partidos, que admite se divulgue na mídia a oportunidade para que hackers tentassem violar o sistema eleitoral e, para isso sejam convocados servidores públicos sem conhecimentos específicos.
Hackers, os investigadores públicos não são, por isso não conseguiram sucesso nos testes. Mas a campanha publicitária deve ser paga pelo eleitor. Duplo prejuízo: ao eleitor que não sabe o destino dado a seu voto e a democracia ameaçada por um sistema rejeitado em todo o mundo.
Mesmo nessa condição humilhante, com a qual os partidos têm convivido depois da urna eletrônica, esse agente passivo agregado no artigo 14 da CF, não pode deixar de apresentar suas impressões presenciais: I – IMPEDIMENTO DE ATAQUE AO CÓDIGO-FONTE A Comissão Disciplinadora vetou ataques ao código fonte dos programas antes de sua compilação. Esse pedido foi rejeitado ab initio aos investigadores da Marinha e também no curso dos trabalhos, aos investigadores da empresa Cáritas.
Essa medida impediu testes nos procedimentos efetuados no âmbito desse Colendo TSE o que é perfeitamente plausível posto que a Comissão Disciplinadora é composta exclusivamente por servidores da Secretária de Informática do TSE, responsáveis pelo desenvolvimento dos programas das eleições. Decisão contrária levaria ao fiscalizado permitir ao fiscalizador conferir o resultado de seu trabalho, atitude difícil de acontecer.
Essa lacuna fica aberta e já permitiu que. nas eleições de 2008, o STI do TSE deixasse de assinar 16 arquivos das urnas, levando a complementação da tabela de resumos digitais longe das vistas dos partidos e demais fiscais legais. II DESPREPARO DOS INVESTIGADORES – Os investigadores foram selecionados entre servidores públicos – submissos a um superior que os havia convocado. Muitos deles são originários do próprio poder judiciário. Não estavam preparados para executar auditoria, e isso levou ao insucesso das tentativas.
Não se tenha o desconhecimento dos investigadores como ofensa, pois essa tarefa não faz parte de seus misteres. Todos, sem exceção tiveram de ser situados e orientados para só então dar início aos testes que haviam proposto.
Com todo respeito aos profissionais envolvidos nos trabalhos causa estranheza que tenham apresentado plano de testes se nem ao menos conheciam o sistema eleitoral eletrônico que pretendiam atacar.
Tome-se como exemplo o teste proposto pelo Ilustre Professor Nelson Rufino da ONG ISSA, de um vasto e renomado currículo, mas que pretendia investigar a possibilidade de um eleitor votar em duas urnas na mesma eleição. De tão elementar seu teste, fadado ao fracasso, não durou mais que poucos minutos, excluindo-se o tempo que demandou para ser informado sobre como funcionava o sistema. Vê-se por ai que não detinha conhecimentos mínimos sobre os procedimentos que se propôs atacar. INVESTIGADORES DA PGR
O DD MP Eleitoral assumiu o munus de testar o sistema e garantir sua inviolabilidade. A seus investigadores foram disponibilizados 4 dias, dos quais eles compareceram integralmente apenas no dia 10/11/2009, parcialmente no dia 12/11/2009 e 13/11/2009. Não compareceram no dia 11/11/2009. INVESTIGADORES DA CGU
Compareceram apenas no dia 12//11/2009, com o relatório pronto. As sugestões nele encontradas são administrativas, quanto a melhorar a regulamentação das funções dos TRE por exemplo. Não foram tentados ataques aos sistemas da urna. INVESTIGADORES DA POLÍCIA FEDERAL
Compareceu apenas um investigador no dia 13/11/2009. INVESTIGADORES DO STJ
O investigador não dominava os recursos de programação Assembler avançada na profundidade necessária para adulterar flash-cards de forma funcional, por isso não conseguiu sucesso no teste. IINVESTIGADORES DO TST
Compareceu apenas um investigador no dia 13/11/2009, que chegou às 11:00 horas, saiu para almoço às 12:00 horas retornou as 14:00 horas e às 15:00 já tinha terminado sua missão. OBSERVADORES OEA
Esta signatária explicou aos Observadores da OEA o motivo da ausência dos partidos nos testes se segurança, forneceu documentos para comprovar as alegações. Eles demonstraram que já tinham estranhado a ausência dos partidos, mas não haviam sido informados do porquê. OBSERVADOR EDUARDO LUIZ MELLO FREITAS
Como já noticiado a esse Colendo Coordenador, em conversa pessoal no dia 12/11/2009, único dia de seu comparecimento ao evento, obteve-se a informação que ali estivera para compartilhar informações sobre o uso da tecnologia biométrica. Nada envolvendo testes se segurança do sistema. Por todo o exposto fica aqui documentada a presença do Partido Democrático Trabalhista, humildemente colocado como visitante num evento que tanto gostaria de contribuir. Brasília , 13/11/2009 PP
MARIA APARECIDA SILVA DA ROCHA CORTIZ
ADVOGADA OAB – SP 147.214
REPRESENTANTE CREDENCIADA
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Urna
Pode ser possível, a criação de uma estrutura de programa no formato de uma urna Virtual. E Todo esse conteúdo de instruções pode ser lançado na rede na forma de terminal remoto, com endereço clonado, com anulação do verdadeiro. E toda essa estrutura, copiado numa mídia de (CD ou DVD) para descarga em locais vulneráveis na forma de atulização.
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