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Meninas conquistam espaço na área da robótica

14 de Julho de 2015, 1:14 , por Mariel Zasso - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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 Por Enfato Comunicação.

 

 

A professora Christiane Borges Santos destacou a importância de incentivar as meninas a desbravarem a área de tecnologia e apresentou o Projeto Robótica e Metareciclagem para Meninas.

Você está fazendo isso como uma menininha, faz como homem. Já ouvi muito isso. Eu faço jiu-jitsu, então eu luto como uma menina, mas isso não quer dizer que eu lute pior ou não”. Essa foi uma das declarações feitas pela professora, pesquisadora e membro do Comitê Gestor do Grupo Mulheres na Tecnologia (MNT), Christiane Borges Santos, durante a palestra “Robótica: uma forma lúdica de atrair meninas a tecnologia”.

Que as mulheres conquistam cada vez mais o seu espaço no mercado de trabalho, isso não há a menor dúvida. Christiane atua no Instituto Federal Goiano (IFG) de Luziânia, a quinta cidade mais populosa do estado de Goiás. No entanto, a instituição não oferece cursos de ensino superior nas áreas de engenharia. “Para quem deseja seguir esse caminho, fazer uma engenharia, por exemplo, só tem a Universidade de Brasília (UnB)”, afirma.

Segundo dados de 2010 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoas de Nível Superior (Capes), a porcentagem de homens e mulheres matriculados em cursos de graduação era de 43% homens e 57% mulheres. Em relação às bolsas de pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a maior porcentagem de mulheres é nas áreas biológicas e de saúde, enquanto os homens ocupam maior número nas exatas e engenharias. “Fiz um curso em que eu era uma das poucas mulheres. No mestrado, eu era a única mulher. Como tentar mudar um pouco isso?”, questionou Christiane. Foi então que, por meio de um edital que envolveu diversas instituições federais, com o objetivo de ampliar o número de estudantes mulheres nas profissões de ciências exatas, engenharias e computação, surgiu o projeto Robótica e Metareciclagem para Meninas.

A iniciativa envolve robótica e metareciclagem, que é a utilização de equipamentos de informática, celulares e outros eletrônicos que seriam jogados fora. Assim, alunas do Ensino Médio da Escola Estadual Vasco dos Reis Gonçalves, aprendem com o desafio de dominar os recursos da robótica e construir os seus próprios projetos. Para incentivar as estudantes, Christiane utiliza exemplos de aplicação prática dos estudos, como, por exemplo, na automação residencial e industrial, além das possibilidades que o mercado profissional oferece. “Nossos próximos trabalhos a serem desenvolvidos são a participação na Olímpiada Brasileira de Robótica, a construção de robôs para identificação de gases e a utilização da robótica como mecanismo de acessibilidade para pessoas com deficiência visual”, salienta Christiane.

 

Assista a palestra.

 

Robótica em alta na educação

 

Na foto ao lado, Clarice (esquerda) e a colega Elizabeth, membros do GT Educação do FISL e funcionárias da Secretaria de Educação de Porto Alegre, respondem a enquete sobre quais seus softwares livres favoritos. Elizabeth e Clarice utilizam Inkscape, Scribus, Gcompris e OpenShot

No sábado (11), o Grupo de Trabalho de Educação do Fórum Internacional Software Livre se reuniu na sala Paulo Freire para fazer uma avaliação das atividades realizadas durante os quatro dias de evento. Na ocasião, os membros dos GTs Robótica e Educação anunciaram um evento na área de educação e robótica que deve ocorrer no segundo semestre de 2015.

Durante o FISL, nossos espaços voltados para a área estão sempre cheios, pois o conceito de educação está se ampliando e se transformando. Por isso, surgiu a ideia de fazermos um evento focado em robótica e educação e que seja itinerante”, explicou a coordenadora do GT Educação, Clarice Abrahão. 

Ainda pouco trabalhada nas escolas brasileiras, a robótica permite que a criança exercite além da criatividade, a lógica, muito necessária em todas as outras áreas do conhecimento. “Atualmente, os materiais didáticos que temos não são muito acessíveis e próximos da realidade educacional brasileira. A robótica está muito presente em nossas vidas, mas não estamos trabalhando com a mesma intensidade nas escolas”, explicou um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de Robótica Livre do FISL, Eloir Rockenbach.

 

*Na foto acima, Clarice (esquerda) e a colega Elizabeth, membros do GT Educação do FISL e funcionárias da Secretaria de Educação de Porto Alegre, respondem a enquete sobre quais seus softwares livres favoritos. Elizabeth e Clarice utilizam Inkscape, Scribus, Gcompris e OpenShot.

 

 

 

 

 

 

 

 


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