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Banda larga e direitos humanos em debate na Bahia

25 de Julho de 2011, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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A Bahia no Plano Nacional de Banda Larga, mídia e direitos humanos foram os temas abordados na tarde desta quinta-feira (21/7) no seminário que debate marco regulatório e políticas de comunicação da Bahia. Uma das exposições mais esperadas foi a do professor cearense Fernando Carvalho, que falou sobre a experiência do Cinturão Digital do Ceará, projeto que ampliou a rede, a rapidez e o acesso à internet banda larga no estado.

 

A professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Maria Bonilla,iniciou a tarde de debates com um panorama sobre a questão do acesso a internet banda larga nas escolas. Segundo a professora, os dados mostram que menos da metade das escolas baianas têm de fato acesso à internet, seja por problemas técnicos ou pela falta de estrutura da rede ou por falta da instalação adequada dos equipamentos. Para ela, é necessária a adoção de medidas urgentes para a universalização do serviço, que tem função primordial na área de educação.

 

O debate prosseguiu com o diretor da Empresa de Tecnologias da Informação do Ceará, Fernando Carvalho, que falou um pouco da experiência cearense para quebrar o monopólio na transmissão de dados e ampliar o acesso à internet no estado. “Temos que estabelecer como critério básico o compartilhamento do tráfego de dados nos cabos de fibra ótica, pois a forma como isso é feito hoje só favorece o monopólio de algumas empresas privadas. É possível disponibilizar em um mesmo cabo dados e serviços de diversas operadoras e também seviços diferentes. Isso pode baixar o custo e potencializa os benefícios da rede”, afirma Carvalho.

 

Segundo Carvalho, sem a ajuda dos governos dos estados, o Plano Nacional de Banda Larga não terá muitos benefícios, pois o ideal seria usar a rede do governo para potencializar as redes secundárias locais, levando o serviços para as localidades e a população que não podem pagar pelo serviço. “O empenho do governador do estado foi fundamental para a implantação do Cinturão Digital, seja na tomada de decisão política para a implentação do projeto ou na prospecção de recursos para a implementação do mesmo”, acrescentou.

 

A primeira mesa foi encerrada por Marcos Aguiar, da Secretaria de Ciências e Tecnologia da Bahia, que é a resposnável pela política de inclusão digital do estado. “A Secretaria tem 183 Centros Digitais de Cidadanias em mais de 300 cidades. A idéia é levar conteúdo para estes Centros. Mas, temos também a intenção de usar os cabos do Plano Nacional de Banda Larga e ampliarmos o acesso á internet banda larga no estado. Para isso, nós estamos conhecendo a experiência de outros estados, como o Ceará. O entendimento da Secretaria é de que internet banda larga é infraestrutura e infraestrutura é função do governo”, ressaltou. 

 

Mídia e direitos humanos

 

A segunda mesa da tarde debateu mídia e direitos humanos e reuniu o secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Almiro Sena; o professor do Departamneto de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina, Marcos Ferreira; e a professora da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Suzy Santos.

 

Pesquisadora do conteúdo da mídia, Suzy falou da influência da tv aberta e da indústria musical do país, mostrando através de exemplos como a televisão contribui para naturalizar comportamentos preconceituosos e prejudiciais, principalmente em realção às mulheres e as crianças. A erotização precoce das crianças, a violência dioméstica e a desvalorização das mulheres foram alguns dos exemplos mostrados nos vídeos apresentados pela professora da UFRJ, que terminou sua apresentação conclamando os baianos a se manterem na vanguarda do debate sobre a mídia e começar a criar mecanismos para regulamentar o conteúdo da tv e das músicas, evitando assim os abusos.

 

O debate prosseguiu com a exposição de Marcos Ferreira, que também abordou a influência do conteúdo televisivo na sociedade brasileira, principalmente a propaganda voltada para o público infantil. O primeiro dia do seminário foi fechado pelo secretário de Justiça da Bahia, Almiro Sena, que em sua exposição mostrou vários exemplos de como a mídia é preconceituosa também em relação aos negros e às minorias.

 

O Seminário marco regulatório e políticas locais de comunicação na Bahia prossegue nesta sexta-feira (22/7), com mais duas mesas. A primeira sobre a participaçãoo social e Conselhos de Comunicação e a segunda, sobre radiodifusão pública. Entres os debatedores do turno da manhã, estão o secretário estadual de Comunicação da Bahia, Robinsom Almeida e o professor Venício Lima que realiza a sua segunda exposição no evento. O encontro será finalizado com uma plenária da Frente Baiana pelo Direito à Comunicação.

 

De Salvador,

Eliane Costa para o Portal Vermelho


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