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27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Fariphone 3: lançada a nova versão do 'telefone justo'

27 de Agosto de 2019, 19:48, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Conforme adiantamos na semana passada, foi lançada a nova versão do "telefone justo"

Dimensões do Fairphone 3

A Fairphone, uma empresa social com sede em Amstedam e integrante do movimento internacional de Comércio Justo, apresentou nesta terça-feira, 27/08, a terceira versão de seu smartphone modular e sustentável, o Fairphone3.

A proposta do Fairphone é ser um produto que dure muitos anos, não consuma tantos recursos naturais, respeite o meio ambiente e, principalmente, os Seres Humanos que trabalham na produção das matérias primas e dos aparelhos telefônicos propriamente ditos.

Desta forma a empresa coloca em discussão a obsolescência programada e o consumismo desenfreado estimulados pelas grandes transnacionais do setor.

O Fairphone 3 é para aquelas pessoas que querem um mundo melhor, menos injusto, que respeite os Seres Humanos e o Meio Ambiente.

Por remunerar melhor os Trabalhadores envolvidos em toda a cadeia de produção internacional, o preço do Fairphone é um pouco superior ao de dispositivos de outras empresas com as mesas características técnicas, porém mais baratos que os top de linha da Samsung, Apple ou Motorola e até mesmo que o prometido Librem5 com PureOS - sistema operacional livre, sem Android. O Fairphone3 custa € 450,00 (US$ 500,00 ou R$ 2100,00) e o Librem5 US$ 700,00 (ou R$ 2910,00), em 27 de agosto de 2019.

Modularidade e Reparabilidade

Um dos destques do Fairphone é a modularidade do aparelho que permite que você mantenha seu equipamento sempre atualizado sem precisar gastar fortunas com o "técnico" da esquina. Você mesmo pode trocar as peças de seu Fairphone 3.

Para adquirí-las é só acessar a loja da empresa.

Fairphone3 modularidade

Especificações Técnicas

Sistema Operacional

Android 9

Desempenho

Qualcomm Snapdragon 632
4GB RAM

  • 64-bit Octa-Core processor
  • Velocidade do processor até 2.2GHz
  • Qualcomm Adreno 506 650 MHZ GPU

Armazenamento

64GB de armazenamento interno

Expansível com cartão microSD

  • Armazenamento externo: microSD
  • Volume de armazenamento externo: ilimitado

Bateria

Bateria removível de 3,000mAH

Suporte a Quick Charge™ 3.0

  • 3060 mAH de capacidade
  • 300 horas em stand-by
  • 20 horas de conversação
  • 3.5 horas para carregamento total

Tela

5.65 polegadas Full HD

  • Tela tátil LCD (IPS)
  • Proporção da tela 18:9
  • Resolução: 2160 x 1080 px
  • Densidade dos pixels: 427ppi
  • Proteção do vidro: Gorrilla Glass 5
  • 16 milhões de cores

Cameras

Traseira

  • Resolução: 12MP com HDR
  • Sensor: 1/2.55"
  • Abertura: f1.8
  • Autofocus + detecção de face
  • Sensor IMX363
  • Estabilização digital de imagem
  • Flash de LED duplo
  • Zoom digital 8X
  • Resolução máxima de vídeo: 3840 x 2160
  • 4K video @ 30fps
  • 1080p @ 30fps
  • 720p @ 30fps

Frontal

  • Resolução: 8MP com HDR
  • Sensor: 1/4"
  • Abertura: f2.0
  • Estabilização digital de imagem
  • Zoom digital 8X

Rede sem fio & localização

2.4 & 5 GHz WiFi • Bluetooth® 5 + LE
NFC para pagamentos e mais

  • WiFi com supporte a 802.11 a/b/g/n/ac
  • WiFi direct support
  • GNSS standards: GPS, Glonass, BeiDou, Galileo
  • A-GPS support

Network

Dual Nano SIM

4G (LTE)

  • Nano SIM (4FF)
  • Max SAR head (W/kg @ 10g) = 0.388
  • Max SAR body (W/kg @ 10g) = 1.405

 4G (LTE)

  • Tipo - Cat. 13
  • MIMO - 4x2
  • 2CA Carrier Aggregation
  • VoLTE + VoWiFi
  • Bandas - 1, 2, 3, 4, 5, 7, 13, 20, 26
  • Velocidade máxima de download 450Mbps
  • Velocidade máxima de upload 75Mbps

3G (HSPA+)

  • HSDPA - Cat 24
  • HSUPA - Cat 8
  • Frequencias - 800, 850, 900, 1700, 1900, 2100 Mhz
  • Velocidade máxima de download 42Mbps
  • Velocidade máxima de upload 11Mbps

 2G (GMS, GPRS, EDGE)

  • Tipo - Cat. 33
  • Frequencias - 850, 900, 1800, 1900 Mhz

Conectores e sensores

USB Tipo-C

Leitor de impressão digital

  • Suporte a USB 2.0
  • Luz Ambiente
  • Acelerômetro
  • Giroscópio
  • Proximidade
  • Barometro
  • Bússola

Mídia e áudio

Pulg do donre de ouvido de 3.5mm

Autofalantes Stereo

  • Autofalante externo: 95db @ 10cm
  • Radio FM com RDS
  • Suporte a Miracast

 Codecs de vídeo suportados

  • HEVC, H.264, MPEG-4, MPEG-2, H.263, VP8, VP9

Codecs de audio suportados

  • AAC/AAC+/eAAC+, MP3, WMA (v9, v10), WMALossless, WMAPro 10, AMR-NB, AMR-WB, FLAC, ALAC, Vorbis, AIFF, APE

Desenho

Chassi e capa Escuro Translúcido

  • Comprimento 158 mm
  • Largura71.8 mm
  • Espessura 9.89 mm
  • Peso: 187.4g
  • Certificação IP54

Embalagem

Fairphone 3 embalagem

Na caixa do Fairphone3 vem: Aparelho telefônico Fairphone3, Mini chave de fenda, Bumper, 2 anos de garantia e o guia de início rápido.

Acesssórios como cabo USB-C, carregador e Fones de ouvido podem ser adquiridos na loja da Fairphone.

Com informações da Fairphone. Fotos: Fairphone.



Fairphone 3: Nova versão do telefone justo está pintando por aí!

19 de Agosto de 2019, 21:15, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Recebemos um e-mail da Fairphone comunicando que um grande lançamento deve ocorrer no próximo dia 27 de agosto!

Fairphone 3

(Foto: @Evleaks Twitter)

Tudo indica que se trata da terceira geração do telefone ético, justo e de fácil manutenção, o Fairphone 3, cujas fotos circulam na internet, depois de sua publicação no perfil @evleaks de Evan Blass no twitter.

Segundo o Global Certification Forum, o Fairphone 3 foi homologado em 07 de agosto de 2019 sob Nº 8203. Clique aqui e confira!

Em um webinar para investidores no dia 15 de agosto de 2019, Eva Gouwens, a nova CEO da Fairphone, anunciou que a empresa pretende lançar um novo produto em 27 de agosto de 2019, mas não deu muitos detalhes no mesmo espírito marketeiro do e-mail que recebemos, fazendo suspense e buscando despertar a curiosidade do público.

O projeto Fairphone, como o próprio nome sugere, faz parte do conceito "Comércio Justo", que trabalha com empresas, fábricas e organizações que garantem um pagamento justo aos trabalhadores produtores de matérias primas e produtos finais, garantindo também direitos sindicais e trabalhistas aos Seres Humanos empregados nesta grande cadeia produtiva internacional que se norteia por valores éticos, ecológicos e Humanos.

estrutura modular dos aparelhos Fairphone permite uma rápida e eficaz manutenção do equipamento, além da Liberdade de escolher o sistema operacional que você deseja rodar em seu aparelho, garantindo ao seu equipamento uma longa e atualizada vida, sem o consumismo de trocar o telefone a cada um ou dois anos devido a obsolescência programada, prática comum nas grandes empresas do setor eletrônico.

As gerações anteriores do Fairphone, o FP1 e FP2, tem peças de reposição à venda no site da empresa. No Fairphone 2 é possível instalar 4 sistemas operacionais diferentes. O Android 7.1.2, o FairphoneOpen, o LineageOS (todos baseados em Android) e o Ubuntu Touch, a versão mobile do famoso sistema operacional livre para desktop.

Cerca de 175 mil Fairphones já foram vendidos no mundo e pelo menos dois exemplares do Fairphone 2 se encontram em operação no Brasil.

A nova geração do Fairphone deve aumentar o número de aparelhos justos e sustentáveis vendidos no mundo, assim como aumentar a quantidade de pessoas felizes com um aparelho que oferece durabilidade, reparabilidade e que respeita o planeta e as pessoas, tratando quem os produz com dignidade.



Os ráquis de Moro e a burrice brasileira!

28 de Julho de 2019, 13:40, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Republico aqui artigo de Manoel Neto que recebi de um amigo pelo Telegram.

No geral, com este artigo Manoel sistematiza o que já venho conversando com vários amigos e, principalmente, no trabalho de formiguinha que faço junto a porteiros, garçonetes, atendentes, manobristas, diaristas, motoboys e outros trabalhadores precarizados que se acham livres por não terem direitos trabalhistas nem horários fixos de trabalho...

Infelizmente, o camarada publicou isso naquela rede hegemônica, fonte de dados da direita norteamericana e seus serviços de espionagem, vigilantismo e bisbilhotismo.

Então, para você que não frequenta lugares perigosos, disponibilizo aqui o artigo do Manoel.

Trechos do texto em laranja são destaques desta edição.

Ráquis russos de araraquara

 

A Caixa de Pandora. Ou o exibicionismo matou a esquerda ingênua.

Por Manoel Neto

Resumo do caso, da Vaza Jato aos Hackers de Taubaté.

O The Intercept, teve acesso ao vazamento de conversas de membros do judiciário (não de autoridades do governo), em diálogos ocorridos entre 2016 e 2018 que sempre envolveram de alguma forma Dalagnoll e o juiz Sérgio Moro com membros do Ministério Público Federal no Paraná.

Esses vazamentos, ao que tudo indica, foram entregues ao jornalista de renome internacional Glenn Greenwald, do The Intercept, ainda em 2018. A manobra entre Jean Willys e David Miranda, marido de Glenn Greenwald, para assumir mandato federal, levantam suspeitas nesse sentido, pois ao que tudo indica foi de caso pensado e se foi, ocorreu há mais de um ano.

No mês de maio de 2019, Gleen procurou a Globo para fazerem o lançamento da série de artigos em conjunto, não tendo acordo, forçando o The Intercept, num primeiro momento, fazer solo as matérias. Logo, Folha, Veja, Reinaldo Azevedo e outros somaram nos esforços, confirmando a existências de milhares de comunicações autênticas.

Uma semana depois da reunião entre Glenn Greenwald e Globo, Moro declara ter sido hackeado, ato que teria ocorrido supostamente 6 de junho de 2019, mas a qual não entregou celular para perícia e não pode ser confirmado.

O suposto hacker na mesma época liga para Manuela D´avila, que não vendo se tratar de uma falseflag, armada provavelmente pelo próprio Moro, ouve e acredita no suposto hacker e dá o contato de Glenn Greenwald ao farsante.

Na mesma época, o The Intercept, que já tinha o material em mãos anteriormente ao suposto hackeamento do celular de Moro, passa a publicar série de artigos com vazamentos.

Moro, primeiro declara que não pode confirmar, depois assume que podem existir, mas não confirma a veracidade das declarações que ele e outros teriam feito, e diz que se existirem não tem nada demais (ainda que viole o código de ética da magistratura), para em seguida, surgir com a tese dos "hackers", tentando o enquadramento de crime contra a segurança nacional.

Nessa tese, ele aproxima o caso de crime, manda investigar os jornalistas o que viola a constituição, artigo 5, mudando os fatos de vazamento para imprensa, de atos terroristas, violação da segurança nacional, buscando relacionar o caso ocorrido no Paraná há 3 anos, com o atual governo, algo que é absurdamente fantasioso e inverossímil.

Para este fim de propaganda, uma conta no twitter O Pavão misterioso surge com documentos claramente forjados atribuindo a invasão a um dos hackers mais procurados do mundo chamado Slavic, onde alegam que The Intercept, Jean Willys, David Miranda e outros estariam envolvidos numa conspiração, onde teriam atacado autoridades, cometido crimes contra a segurança nacional e vazado material adulterado. Bastava ter escrito no editor de texto se quisessem adulterar conversas, escrever qualquer coisa e publicar, alegando ser do Moro. Versão que deixa essa história cada vez mais sem pé nem cabeça.

Surgem alegações de que esses hackers teriam invadido o Telegram, que nem o serviço secreto do Putin conseguiu, tanto que ao se recusar de entregar dados de usuários do aplicativo ao governo, o Telegram se tornou ilegal naquela nação e seus proprietários, para aumentar sua reputação, criaram prêmio de 300 mil dólares para quem conseguir invadir a criptografia do aplicativo.

Em seguida, Moro acuado e visivelmente perturbado nas audiências públicas que participou, some, vai para os EUA com agenda secreta. Retorna e uma semana depois são presos supostos hackers.

Um dos "hackers" é bolsonarista e fez campanha eleitoral, o outro filiado no DEM, ainda que tenha apelido de "vermelho", motivo provável da escolha dele pra bode expiatório.

Todos tem fichas policiais, condenados por porte de armas, tráfico, pequenos golpes que não exigem muito conhecimento. Ainda assim, sem acesso a tecnologia e nem qualificação saem declarando ter hackeado números de mil autoridades.

Um deles, o DJ, diz ter visto em tela uma conversa de Moro, e abalado, confirma às autoridades ter alertado o amigo do risco, mas que não teria participado.

Moro se recusa em confirmar a lista das tais 1.000 autoridades citadas, que não tem relação com a Lava Jato, nem com Vaza Jato, mas com o atual governo, PSL, e DEM e o presidente, portanto, não tendo um assunto relação com o outro.

Os supostos hackers, pretendiam segundo os advogados vender para o PT, sendo eles um do DEM e outro bolsonarista, uma versão que nem criança aceitaria. Se o objetivo era dinheiro, porque venderiam aos inimigos da esquerda, ao invés de ganhar o prêmio de 300 mil dólares do Telegram?

Em seguida, declaram ter entregue o material ao Glenn Greenwald de forma anônima e que conseguiram o contato do jornalista com a Deputada Manuela D´avila (PCdoB-RGS).

Os advogados já declararam que os hackers tem problemas psiquiátricos, familiares se dizem surpresos. Claro que estão, afinal, precisa ser pós doutor no MIT e um dos 10 maiores gênios do mundo para quebrar com a criptografia do Telegram.

Os familiares não ficaram surpresos pelo hackeamento, mas porque o golpe é inverossímil. Primeiro, porque fere as posições políticas dos mesmos, segundo, porque todos ali sabem que eles não tem essa capacidade. São meros trambiqueiros de uma das regiões mais pobres da cidade insignificante do interior paulista, pegos diversas vezes em pequenas armações, portanto pessoas com capacidade intelectual limitada para serem os responsáveis por invasões dignas de gênios.

Ainda assim, a PF e Moro sustentam, que a esses trapalhões de Araraquara, que sequer conseguem proteger os próprios IPs e foram facilmente localizados pela PF, são os "hackers", uma piada que tomou conta de listas de hackers, desenvolvedores, programadores, e mesmo profissionais tecnólogos de TI de operadoras telefônicas, até lojistas de consertos de celulares, todos estão abismados com a ofensa a inteligência coletiva.

Esses hackers de Taubaté, ops, digo, Araraquara, no máximo conseguem movimentar bitcoins, ligar o celular, baixar apps pela playstore. Mas e quanto a clonar cartão de crédito? Bem isso, se encontra em tutoriais que se encontram até no Youtube, feitos por adolescentes de 12 anos em alguma comunidade pobre no RJ. Golpes de cartões, são 1000 x mais fáceis do que lidar com criptografia, que somente Alan Turing conseguiria.

Diante desta farsa Dantesca, o vermelho, não é comunista, o DJ é bolsonarista, o Pavão é Carlito, mentiu que o "hacker" era Russo, os celulares supostamente hackeados não tem relação com a Vaza Jato publicados pelo The Intercept.

O The Intercept está agindo na lei, protegidos pela constituição, e Moro perdeu a mão ignorando que fere a República e a democracia agindo em causa própria, criando novas mentiras para sustentar as velhas.

E Manuela D´avila nessa história? Não viu que o hacker, não era hacker, deu um contato, que consta da própria página do site The Intercept, e sem notar que estava de frente de uma Falseflag, que mudava a narrativa do jornalismo que revelava erros de conduta do ex juíz para crime contra a segurança nacional, acabou acreditando que este suposto hackeamento alardeado pela PF seria verdadeiro.

Manu, a Poliana Socialista padrão UJS, muito movimento (Gramsci), pouca capacidade de analise dialética (Marx), acreditando, que teria feito um bem ao fazer ponte do anônimo "hacker" com o jornalista que revelou a farsa de Moro contra Lula, vendo que seu papel seria relevante nessa história, ao ser supostamente citada como articuladora da defesa da inocência de Lula, confirma ingenuamente essa versão, do "hacker", fora do tempo. Posto que a ligação de um hacker em junho de 2019, de materiais que já estavam nas mãos de Glenn Greenwald anteriormente, revelam, que a ligação foi uma armação que ela caiu.

O que Manu não viu, é que este tal hacker, não tendo nada com o caso do The Intercept, na verdade estaria fazendo acordo de delação premiada com a PF, para serem inocentados dos crimes em que já são condenados, assumindo novos, mas imputando aos vermelhos e ao The Intercept crimes que não cometeram. Só precisavam de alguém inocente para confirmar uma ligação, que comprovasse a narrativa.

O que ela ainda não entendeu (nem o PT, PCdoB, etc) é que toda essa farsa foi criada, para mudar a narrativa e os fatos, apontando para ligação dos comunistas com suposto crime contra a segurança nacional, relacionado ligações entre The Intercept e supostos criminosos, que teriam supostamente invadido o celular até do Presidente, fatos que em nada tem relação com a Vaza Jato. Portanto, não pretendem assumir as falas ditas por Sérgio Moro (2016-2018), que provariam inocência de Lula, ou ao menos, que o julgamento foi parcial, mas mudar a história, para crimes terroristas contra a segurança nacional (2019).

Então, na pressa de assumir liderança na relação entre hackers e The Intercept, pensando que com isso iria provar de que mensagens são verdadeiras e de que Lula seria inocentado, (Manu) se antecipou e sem pensar, revelou que certo dia teria recebido ligação de supostos hackers, e que sim, queriam o contato de Glenn Greenwald.

O que fez foi macular a isenção e seriedade de Glenn Greenwald, associando a esquerda a criminosos comuns no caso do vazamento que até aqui era legítimo. Deu munição para o governo e população para condenação e criminalização da esquerda.

O problema é que ao abrir essa conexão, entre ela, hacker e The Intercept, não deve ter lido a portaria 666 de 25 de julho de 2019, onde Moro cria a expulsão em rito sumário, sem processo, de estrangeiros do Brasil por simples suspeita de crimes contra a nossa constituição.

Não deve ter lido também as leis e decretos recentes e aquelas que estão tramitando no congresso, que criminalizam movimentos sociais, e que tentam enquadrar partidos e movimentos vermelhos como terroristas.

Manu, abriu a caixa de Pandora, achando que estava recebendo um presente, algo que poderia usar perante seus eleitores e os Lulistas. Mas o que ela fez, foi dar as armas ao Moro, para a criação dos atos institucionais, do novo regime autoritário que surge.

Quem conta para ela?

*A esquerda ainda não entendeu a Guerra Híbrida, sua dinâmica, e enquanto não fizer essa capacitação, seguirá sendo o tempo todo pautada, e perdendo todas as batalhas, por erros grosseiros de estratégia e desconhecimento.



Decanse em paz, Camarada Lúcio Bellentani!

19 de Junho de 2019, 18:28, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Fiquei sabendo pelo Zacharias*, um amigo de Moscou, que o camarada Lúcio Antonio Bellentani faleceu nesta madrugada de 19 de junho de 2019.

Lucio bellentani

Conheci Lúcio na fábrica da Ford Ipiranga, onde ambos trabalhávamos. Ele um ferramenteiro experiente e eu um garoto de SENAI fazendo meu primeiro estágio prático na fábrica. Sem me conhecer, nosso chefe nos colocou para trabalhar juntos. Eu já sabia quem era Lúcio e o que ele estava organizando na fábrica. Ele não me conhecia. E logo no primeiro diálogo o moleque de 15 anos pergunta ao velho ferramenteiro:

- Diz uma coisa, Lúcio, você é prestista, comunista, petista, social-democrata ou eurocomunista. 

Trostskista ou igrejeiro eu já sabia que ele não era.

- Caraio, muleque, que papo é esse?, me respondeu Lúcio intrigado com questionamento na lata vindo de um moleque de SENAI.

Discutimos cada um dos conceitos questionados e conversamos horas a fio sobre o que rolava no mundo, no sindicalismo e, claro, sobre o processo de organização e conquista da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na Ford, da qual Lúcio era coordenador e um dos articuladores do movimento que levou os trabalhadores do chão de fábrica a se organizar e conquistar seu instrumento de luta e representação sindical no local de trabalho.

Vivíamos ainda a ditadura militar, em sua fase de distensão, a tal da abertura lenta gradual e segura como diziam os milicos. A mesma ditadura que prendeu e torturou Lúcio Bellentani e que lhe deixou sequelas psicológicas como ele sempre nos contou e conta no vídeo abaixo.

Aprendi muita coisa com Bellentani. Militamos na mesma trincheira durante anos, em 1987 fui eleito secretário da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na Ford na chapa encabeçada por Lúcio e Peninha, respectivamente, coordenador e vice. Juntos organizamos no mesmo ano a primeira greve dos trabalhadores na recém criada Autolatina, quando denunciamos os planos de desindustrialização promovido pelas montadoras Ford e VW, a remessa de lucros para o exterior e a desqualificação da mão-de-obra brasileira com a eliminação de postos de trabalho em áreas que exigiam profissionais altamente qualificados, como a modelação e ferramentaria.

Tivemos divergências. E não poucas. Mas sempre soubemos respeitar os saberes de cada um e lutar pelo objetivo comum da classe.

Os medos e visão de futuro de Lúcio seriam responsáveis pela minha mudança para Moscou, onde conclui o bacharelado e mestrado em Filosofia Social, discutindo com os soviéticos/russos o futuro da organização dos trabalhadores, da indústria e da economia a partir das mudanças que ocorriam no mundo do trabalho devido às chamadas filosofias japonesas de administração, tema que aprendi na fábrica e passei a estudar estimulado pelo camarada Lúcio Antonio Bellentani.

O velho também cometia erros e não poucos. Na acima citada greve, convenceu a companheirada a estender o movimento por mais uma semana. Tomamos um preju. Anos mais tarde, tomaria a decisão de deixar a oposição sindical metalúrgica e se juntar à pelegada que controlava o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Divergimos por isso também.

Sempre que nos encontrávamos conversávamos sobre política e sindicalismo, mas, embora ele tivesse ciência de minha discordância em relação a se juntar ao pelegos de Sampa, ele acabou por não me contar, como prometido, quais foram seus verdadeiros motivos para aquela mudança de lado.

Anos mais tarde Lúcio seria uma das peças chaves na denúncia da VW como colaboradora do Regime Militar brasileiro. Me orgulhava muito em saber que ele e Sebastião Neto estavam trabalhando juntos nesta empreitada, uma prova de maturidade política e de classe.

O mesmo já não posso dizer de outros que se acham bagaraio, mas não tem a mesma dignidade e companheirismo. Fiquei sabendo da morte do camarada Lúcio através de um amigo de Moscou. Antes de escrever este artigo, chequei meus e-mails, redes sociais, caixas de mensagens e não havia uma só mensagem,  um só recado, avisando sobre a morte de Lúcio. Isso mesmo, não houve um brazuka sequer que se desse ao trabalho de me avisar, para que pudesse me deslocar até São Paulo e prestar as últimas homenagens a Lúcio, afinal não moro mais na República Paulistana. Se não fosse o Zacharias, estaria sem saber até o momento. E, claro, um dito muito popular no chão de fábrica não sai da minha cabeça neste momento: "Companheiro é companheiro, feladaputa é feladaputa."

Lucio foi um camarada. Zacharias é outro. Os demais que busquem para si mesmos o adjetivo que lhes pertence.

Obrigado, Zacharias por ter me avisado e possibilitado este artigo.

Obrigado, Lúcio por tudo que me ensinou, por teus erros e acertos, pelas longas conversas e reuniões. Aproveite agora, companheiro, para desfrutar a paz que os milicos te tiraram em 1972. Descanse em Paz.

Seguimos na luta!

Avanti, popolo!

 

* Conheci Zacharias em São Paulo, no inverno de 1990, um pouco antes dele embarcar para Moscou. Nesta época ele não conhecia Bellentani pessoalmente. Conversaríamos muito sobre as oposições sindicais metalúrgica e eletricitária, sobre a organização dos trabalhadores, sobre os pelegos dos sindicatos e sobre a necessidade da organização de base dos trabalhadores. Obviamente, Zacharias não é o nome do companheiro moscovita. É o apelido que lhe demos quando a Moscou chegou. Como ele achava tudo lindo e maravilhoso na decandente URSS, nós o apelidamos assim por causa de um comercial de uma rede de lojas de pneus, cujo bordão era "o Zacharias é uóóóóótimo". E mais uma vez o companheiro Zacharias comprovou que ele é uóóóóótimo. Valeu, parça! #tamojunto

PS.: Estava terminando este artigo quando tocou o meu celular. Era George Patrão, sim este é o sobrenome dele, ex-funcionário da Ford que trabalhou no departamento de treinamento na época que eu estudava no SENAI e anos mais tarde viria a ser gerente de RH da empresa norteamericana. Pois, foi um ex-representante da empresa a segunda pessoa a me avisar da morte de Lúcio Antonio Bellentani...



Troque seu adesivo!

10 de Junho de 2019, 10:26, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

The real 171



Libre Software

14 de Maio de 2019, 15:52, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

O texto a seguir me foi enviado pelo amigo Jurubeba Digital. É um chamado à reflexão, coisa difĩcil nestes tempos bicudos das certezas e convicções com menos de 140 caracteres.

Software livre1

Por Anahuac

Este artigo foi escrito em 08 de agosto de 2018​​, mas somente agora me pareceu que valia a pena publicar…

Em 2012 eu vaticinei o fim do movimento software livre: a geração Ubuntu havia dominado praticamente todos os espaços. Nesses 6 anos o cenário piorou, e muito. Finalmente, todos os objetivos da OSI se concretizaram, ou seja, Open Source sobrepujou o Free Software como termo de uso regular para definir programas de computador com código livre, a fagocitose das comunidades e seus expoentes pelo mercado e suas empresas, a lógica do desenvolvimento colaborativo para reduzir custos, a remoção do ranço filosófico do movimento e o enfraquecimento contundente dos poucos defensores remanescentes da velha escola filosófica do GNU.

Numa tentativa de reação um pequeno grupo de pessoas fez um contraponto contundente mostrando que Open Source e Software Livre não são a mesma coisa. A metodologia era clara: denunciar os falsos ativistas que propagam a filosofia Open Source dizendo se tratar de Software Livre – os OSIstas – ao mesmo tempo que explicava incansavelmente quais as diferenças entre os movimentos. Nasceu o #ultraGNU

Depois de uma longa conversa com os mais renomados ativistas do Movimento Software Livre ficou claro que eles não compartilham dessa metodologia. Segundo seu ponto de vista denunciar nominalmente os OSIstas é muito agressivo. Inclusive o próprio termo OSIsta é considerado agressivo. Portanto nenhum apoio, suporte ou colaboração.

Não há qualquer dúvida que o Open Source venceu, e essa é a prova de que a metodologia seguida e defendida pelas FSF e seus ativistas mais empenhados simplesmente se tornou ineficiente. Hoje, com seu discurso amigável e sua aproximação dos defensores do Open Source eles estão ajudando a cavar a própria cova.

Considerar o Open Source como uma evolução natural do Software Livre é uma aberração filosófica, mas se mostrou algo concreto e factual pela competência dos primeiros e pela incompetência dos segundos em conquistar corações e mentes. A lógica do mercado prevaleceu e não será o “bom mocismo” que conseguirá reverter o quadro.

Tendo o extermínio da filosofia do Software Livre como algo eminente e sem poder contar com o apoio da ala moderada, creio que está na hora de aceitar o fim, mas não para encerrar, mas para recomeçar, reiniciar, ou por assim dizer, dar reboot.

Temos que recomeçar. Devemos adotar a filosofia original do Software Livre como base e estendê-la para dar a ênfase necessária ao quesito filosófico. Se o que define um Software Livre é o respeito as 4 liberdades, e essa definição permitiu sua cooptação por um movimento neoliberal pro mercado, então é hora de criar um adendo que torne a definição não cooptável: uma quinta cláusula.

Nasceria assim o Libre Software.

Sua definição estaria composta pelas 4 Liberdades do Software Livre mais a não aceitação, sob nenhuma circunstância, de Softwares não livres como parte integrante, dependente ou distribuível.

No campo filosófico o Movimento Libre Software condena o Open Source pela sua complacência com os softwares não livres e com o mercado, em detrimento do usuário final. Condena de forma mais veemente os falsos ativistas que induzem as pessoas a confundirem Open Source com outros conceitos. E condena a metodologia amistosa com a qual os ativistas do Software Livre tratam seus algozes.

Ainda há esperança de agrupar pessoas dispostas a reagir de forma eficiente pela filosofia libertária da tecnologia democrática, acessível, compartilhável e redistribuível, sem permitir a cooptação pelos interesses econômicos, de mercado e do capital.

O Libre Software pode seguir de onde o Software Livre parou, virar o jogo e fazer do Mundo um lugar melhor.

Fonte: Libre Software



Qual é o seu bando?

30 de Abril de 2019, 0:17, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

O meu é dos cachaceiros!

LulaLivre

Qual é o seu bando



Convergência: Telinha do celular na telona da TV

6 de Abril de 2019, 20:01, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Uma das grandes novidades anunciadas pela Canonical quando do lançamento do Ubuntu Phone era a convergência de telas/dispositivos.

Segundo a Canonical, a partir do smartphone com sistema operacional Ubuntu Phone, poderíamos trabalhar com monitores externos como em um desktop normal, entre outras possibilidades.

Pois bem! Testamos a tal da convergência no Ubuntu Touch, a continuidade do Ubuntu Phone mantida pela comunidade UBports depois que a Canonical desistiu do projeto de desenvolvimento de sistema operacional para smartphones.

Usamos os seguintes equipamentos:

  • Ultra mini teclado/mouse bluetooth
  • Ubuntu Touch 16.04 - OTA-8
  • Smartphone LG Nexus 5
  • Adaptador Slimport
  • TV Samsung 32"
  • Cabo HDMI


Convergencia 04Ultra mini teclado/mouse Bluetooth


Convergencia 05
Adaptador Slimport

 

Seguimos estes passos:

1) Pareamos o Ultra mini teclado/mouse bluetooth com o Nexus 5.

2) Através do aplicativo UT Tweak Tool configuramos o Usage Mode em Automatic. Pode ser também Windowed.
O aplicativo UT Tweak está disponível na OpenStore, a loja oficial do Ubuntu Touch.

3) Conectamos o adaptador Slimport à saída microUSB do celular.

4) Conectamos o carregador do celular na rede elétrica

5) Conectamos o adapator Slimport ao carregador do celular

6) Ligamos a TV

7) Conectamos o cabo HDMI na TV

8) Selecionamos na TV a entrada HDMI à qual conectamos o respectivo cabo

9) Conectamos o cabo HDMI ao adaptador Slimport.

Eis o resultado:

a) Tela para seleção de aplicativos em uso

Convergencia 01

b) Tela do Scope com os aplicativos disponíveis no sistema

Convergencia 03

c) Terminal Linux rodando no celular

Convergencia 02

d) Tela de configuração do Bluetooth

Convergencia 00

Resumindo: A convergência é uma realidade e a tendência de futuro.

Atualmente é funcional, mas algumas coisas precisam ser melhoradas.

Os processadores de arquitetura ARM que equipam os celulares atualmente esquentam muito quando trabalham em modo convergência. O consumo de energia também é alto (para os padrões dos smartphones) e por isso a necessidade de ter o adaptador Slimport conectado ao carregador do celular. Os fabricantes de hardware precisam desenvolver processadores ARM voltados a convergência, que não esquentem tanto, nem consumam tanta energia, entre outras coisas.

Também é preciso que sejam produzidos acessórios de melhor qualidade. Em nosso testes usamos acessórios simples cujo preço total foi de cerca de R$ 90,00. Como se tratam de equipamentos chineses, eles não devem custar mais que 15 ou 20 reais para o consumidor final chinês, ou seja, o custo de produção desses caras é menos de R$ 10,00... Logo, não se pode exigir que sejam hi-tech. São bons e servem para as experiências que estamos realizando, mas para o trabalho pesado não acoselhamos usá-los.

É preciso fazer ajustes no software. Funciona, mas contém alguns bugs e precisa de investimento e muitas horas de desenvolvimento de códigos.

Estamos seguros que assim que a comunidade UBports conseguir recursos (humanos, financeiros e computacionais) para solucionar os problemas existentes, a convergência será o grande diferencial do Ubuntu Touch.

Imagine você, com um celular no bolso, um tecladinho minúsculo, um adpatador microusb/HDMI e um cabo HDMI na bolsa, e ter consigo seu computador com peso total de aproximadamente 250g? E mais! Podendo usá-lo em qualquer lugar do mundo onde haja um monitor ou TV com entrada HDMI? Genial!

Seguiremos com nossos testes, desejando muito sucesso ao Ubuntu Touch e a todos os desenvolvedores de software livre que hoje tratam de trazer segurança, liberdade e convergência para o mundo dos smartphones.

 



Importando contatos para o Ubuntu Touch

23 de Março de 2019, 20:40, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Se você instalou o Ubuntu Touch em seu celular talvez esteja se perguntando como transferir contatos de seu antigo telefone Android para o UT.

Android para ubuntu touch

É bastante fácil importar contatos no Ubuntu Touch. Existem três maneiras:

  • importar contatos da sua conta do Google
  • importar contatos do SIM (Sim, esse recurso funciona agora)
  • importar contatos do arquivo .vcf (vCard)

Aqui falaremos do terceiro método.

Crie um arquivo .vcf em seu antigo aparelho Android. Para isso:

  • Entre em Contatos
  • Clique na opção de configurações
  • Selecione exportar para cartão SD / dispositivo de armazenamento

Copie o arquivo .vcf criado no Android para a pasta de Downloads de seu novo dispositivo Ubuntu Touch.

Abra a pasta Downloads, clique sobre o arquivo, selecione o aplicativo Contatos e pronto! Todos os contatos que estavam no antigo celular já estão disponíveis em seu novíssimo Ubuntu Touch!

Divirta-se!

 



Meizu Pro 5 Plus: como se livrar do Android e instalar o Ubuntu Touch

23 de Março de 2019, 19:58, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Lançado em maio de 2015 o smartphone chinês Meizu Pro 5 Plus trazia FlymeOS 5.0 (uma versão do Android 5.1 Lollipop customizada pela empresa chinesa), hardware de smartphone top de linha e preço de intermediário, com um excelente custo benefício, chegando a ser considerado o Android mais rápido na época.

Meizu pro 5

Meses depois foi lançada a versão Ubuntu Edition, que como o nome já diz vinha com o sistema operacional da Canonical para dispositivos móveis.

O sucesso foi tremendo e as unidades produzidas logo desapareceram das prateleiras. Desconhecemos os motivos que levaram a Meizu e a Canonical a deixar de fornecer o Pro 5 Ubuntu Edition. Porém, no mercado de segunda mão há muitos dispositivos do modelo equipado com o Flyme OS. E muitos se perguntam se não é possível instalar o Ubuntu Touch nestes dispositivos Meizu.

A resposta é sim, porém precisa trabalhar um pouco para desencapetar o chinês e convertê-lo ao mundo livre.

Primeiro porque a empresa chinesa bloqueia o bootloader do aparelho, para que a substituição do sistema operacional dela não seja fácil e leve os menos perseverantes à desistência.

Segundo porque os tutoriais disponíveis na internet ou estão desatualizados ou fazem referência a links que já não mais estão ativos, gerando assim dores de cabeça para o cidadão que tentar hackear seu celular com o objetivo de usar um sistema operacional livre.

Mas vamos lá. Lembramos que não nos responsabilizamos por qualquer dano ou perda que o uso (ou mal uso) deste tutorial venha lhe causar. Mas não se assuste. Tome uma maracugina e mãos à obra.

O processo que usamos, por nossa conta e risco, para exorcizar o Meizu Pro foi o seguinte:

1) Instalar os pacotes adb e fastboot no Ubuntu Linux instalado em seu computador pessoal. Estes pacotes serão necessários fazer a comunicação entre o celular e o computador e transferir arquivos do computador para o celular.
a) Abra um terminal (konsole) e digite
sudo apt-get update

sudo apt-get install adb fastboot

2) Ativar o mode desenvolvedor no celular Android
a) Entre em Configurações
b) Entre em Opções do desenvolvedor
c) Ative Depuração USB

3)  Verificar se o modelo do smartphone  é internacional ou chinês.

Alerta de Spoiler: Se chinês, procure outro tutorial, pois este só funciona com o modelo internacional. Infelizmente, não temos grana para comprar um Meizu chinês para testes e elaborações de tutorais. Aceitamos doações. :-)

Para verificar se o modelo é internacional ou chinês abra o terminal (konsole) no PC e digite

adb shell

e tecle enter

Um shell do celular será aberto no terminal (konsole) do PC e você verá a seguinte linha

shell@PRO5:/ $

Digite após o cifrão:  getprop | grep hardware.version e a linha completa ficará assim:

shell@PRO5:/ $ getprop | grep hardware.version

O resultado esperado é o seguinte:

M576_mobile_public para o aparelho destinado ao mercado chinês e

M576_intl_official para o aparelho destinado ao mercado internacional

Continue usando este tutorial se o resultado que você obteve é M576_intl_official

Caso o resultado tenha sido M576_mobile_public ou desista, ou procure outro tutorial ou nos doe seu aparelho para que possamos fazer os testes e criar um novo tutorial se tudo der certo!

Saia do shell digitando exit e enter

4) Desbloquear o bootloader no celular.

Faça o back-up de seus dados que estão no celular. Você pode instalar o firmware e desbloquear o bootloader sem medo de ter seus dados apagados, mas é sempre bom ter uma cópia de segurança de seus dados.

Para desbloquear o bootloader no celular você precisará:

a) Baixe firmware do versão RC do FlymeOS. Para isso use o seguinte link:
http://www.mediafire.com/download/om2hc051g46sm47/update.zip  (acessado em 09.04.2019)

b) Copie o arquivo baixado para o armazenamento interno do celular

c) Desligue o smartphone

d) Desconecte-o do computador

e) Pressione power e volume-up ao mesmo tempo

f) Assim que o smartaphone entrar no modo de recuperação, selecione atualize o sistema e apague todos os dados do smartphone (wipe all data). O smartphone reiniciará e usará o arquivo update.zip para fazer a atualização do sistema operacional. Você precisará desligar o aparelho novamente.

g) Conecte o aparelho desligado no computador

h) Pressione longamente o botão liga/desliga (power) e o botão de abaixar volume (volume-down) simultaneamente até que o smartphone inicie no modo fastboot.

i) Abra um segundo terminal (konsole) no computador e digite o seguinte comando

sudo fastboot devices

em seguida digite

sudo fastboot oem unlock

para desbloquear o bootloader

j) Saia e retorne ao mode fastboot.

Mais uma vez pressione longamente o botão liga/desliga (power) e o botão de abaixar volume (volume-down) simultaneamente até que o smartphone inicie no modo fastboot.

Aparecerá a informação na parte inferior da tela

unlocked

k) Baixe no computador o recovey TWRP_3.0_m86.img usando o seguinte link
http://xep.8800.org/pro5/  (acessado em 09.04.2019)

l) Entre na pasta onde baixou o TWRP_3.0_m86.img

m) Flasheie (substitua) a imagem de recovery do Meizu que veio de fábrica pela imagem que acabamos de baixar.

Não se esqueça que o smartphone deve estar no modo fastboot!!!

Digite o comando:
sudo fastboot flash recovery TWRP_3.0_m86.img

n) Se tudo correu bem e não apareceu nenhuma mensagem de erro, saia do modo fastboot e entre em modo recovery. Pressione os botões liga / desliga (power) e aumentar volume (volume-up) ao mesmo tempo.

o) No celular, vá para settings (configurações) e selecione a opção use rm -f instead to formatting e deslize para a direita para confirmar a seleção

p) Vá para wipe e em seguida para advanced wipe e selecione tudo exceto a última opção microSD card e deslize o opção swipe to wipe, da esquerda para a direita.

q) Vá para backup e selecione tudo

r) Vá para selecionar armazenamento e escolha armazenameto interno e deslize da esquerda para a direta.

Pronto. Seu celular está pronto para receber o Ubuntu Touch 16.04.

5) Instalar o Ubuntu Touch 16.04

a) Em seu computador baixe o arquivo de backup da versão 16.04 do UT:
https://drive.google.com/open?id=1Zkh-nORwB8571V3LyGN7QzeaxD94ar49
  (acessado em 09.04.2019)

b) Copie o arquivo baixado para o aramazenamento externo do celular e ali descompacte-o.

c) Via terminal (konsole) acesse o armazenamento interno do celular, vá para a pasta

twrp/backup/*/m86

e apague todos os arquivos.

d) Copie o conteúdo do arquivo que você descompactou (conforme descrito no ponto "b") para a pasta que você acabou de esvaziar (conforme descrito no ponto "c"):

twrp/backup/*/m86

e) Vá para restore e restaure o backup

Durante o processo de restauração do backup, o sistema criará as partições de acordo com o as necessidades do UT 16.04.

Para que seu sistema seja iniciado você precisa instalar o recovery do Ubuntu Touch.

f) Baixe para o seu computador o recovery do UT no site do UBports

http://cdimage.ubports.com/devices/recovery-turbo.img  (acessado em 09.04.2019)

g) Flasheie (substitua) a imagem de recovery que está no celular pela imagem que acabamos de baixar.

Não se esqueça que o smartphone deve estar no modo fastboot!!!
Pressione os botões liga / desliga (power) e aumentar volume (volume-up) ao mesmo tempo.

h) No terminal (konsole) do computador, digite o comando:
sudo fastboot flash recovery recovery-turbo.img

O sistema operacional Ubuntu Touch 16.04 será transferido para o celular e ao término da transferência o dispostivo será reiniciado automaticamente. Você precisará sair do modo fastboot. Para tanto pressione os botões Home e Liga/Delisga (power) ao mesmo tempo.

Seu aparelho será reiniciado novamente e quando voltar das trevas já estará exorcizado com o Ubuntu Touch instalado e rodando.

Verifique se há atualizações, as instale e divirta-se com seu novo sistema operacional livre e seguro.

Veja outras informações que lhe podem ser úteis nos seguintes links

https://forums.ubports.com/topic/665/meizu-pro-5-without-any-os/4

https://forum.xda-developers.com/meizu-pro-5/how-to/unlocking-meizu-pro-5-chinese-t3734317

https://forum.xda-developers.com/meizu-pro-5/how-to/tutorial-unlock-bootloader-meizu-pro-5-t3303127

https://forum.xda-developers.com/meizu-pro-5/how-to/how-to-ubuntu-to-android-meizu-5-pro-t3395995

https://forum.xda-developers.com/meizu-pro-5/how-to/how-to-android-to-ubuntu-meizu-5-pro-t3396191

https://www.youtube.com/watch?v=nIvhHcJ2LCI

https://www.youtube.com/watch?v=R1CTme8_-u0

https://forums.ubports.com/topic/1610/meizu-pro-5-16-04-stable-backup-for-restoring-with-twrp

Notas: 
1) O trabalho de pesquisa foi realizado Marcoaurélio PC, o processo de desencapetamento foi feito por S.L. Bertoni e Marcoaurelio PC, a descrição dos processos executados e a elaboração deste artigo, ora feita por Marcoaurelio, ora por Bertoni.

2) Caso você tenha alguma informação útil a acrescentar, deixe seu comentário abaixo para que possamos atualizar o presente artigo.

3) Este artigo é publicado sob licença Copyleft.



José de Abreu, autoproclamado presidente do Brasil, é recebido pelo povo no aeroporto

9 de Março de 2019, 12:21, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

José de Abreu, auto proclamado presidente do Brasil, retornou ao país nesta sexta-feira 08 de março e foi ovacionado ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão de onde seguiu diretamente para a Cinelandia!

Zé de abreu na cinelandia

Ao som de

"Sem caixa dois
Sem “feique nius”
José de Abreu
Presidente do Brasil!

José de Abreu, autoproclamado presidente do Brasil, foi recepcionado calorosamente por populares que o aguardavam no aeroporto.

No saguão do aeroporto internacional do Galeão, o presidente do Brasil jurou cumprir a Constituição Brasileira, segurando um exemplar da mesma:

"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, resgatar a união, a integridade e a independência do Brasil"

Em resposta os populares cantaram

"O Bolsonaro mete o pé
Brasil pra frente
José de Abreu
É o nosso presidente"

Aos meios de comunicação de massa o presidente José de Abreu declarou que seu governo irá "mobilizar o Brasil contra o estado de coisas que estamos vivendo".

Já na Cinelandia o presidente José de Abreu se confraternizou com os presentes e posou para fotos ao lado de brasileiros e brasileiras

Zé de abreu stf

Zé de abreu lula livre



Mancha Verde ganha carnaval de Sampa com incentivo da Lei Rouanet

6 de Março de 2019, 2:13, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

A Mancha Verde, escola de samba nascida de uma das torcidas organizadas do Palmeiras, é campeã do grupo especial do carnaval paulistano em 2019.

Mancha verde 2019

A super-campeã e tradicionalíssima Vai - Vai, escola que mais vezes venceu o carnaval paulistano (15 vezes), foi rebaixada e desfilará no grupo de acesso em 2020.

A Mancha foi a terceira a desfilar na madrugada de sexta-feira, 1°, para sábado, 2, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.

Nas cores verde, branco e vermelho, a escola cantou, sambou e desfilou em homenagem à saga de uma guerreira negra. O samba-enredo, "Óxala, Salve a Princesa! A Saga de uma Guerreira Negra!", é um canto às tradições de origem africana: citou maracatu, Iemanjá, África e Zumbi dos Palmares.

Por meio da Crefisa, Leila Pereira doou R$ 3,4 milhões para o desfile da Mancha Verde neste ano via Lei Federal de Incentivo à Cultura (a popular Lei Rouanet). O montante foi significativamente maior do que os R$ 2,3 milhões de 2018...

Pois é, a Mancha Verde se sagrou campeã com a ajuda da lei Rouanet, tão criticada pelo Bozo e seus asseclas. A Mancha Verde torce pro mesmo clube que o Bozo diz torcer.

Será que os aloprados minions facistas vão acusar a Mancha Verde de petralha?

De artistas comunistas???

Seria a Crefisa um banco socialista?

Seria Leila Pereira uma agente estrangeira infiltrada a serviço do comunismo chinês?

Agente da KGB?

Ou a vitória da Mancha nada mais é que a confirmação do velho dito popular "Quem paga escolhe a música!" já que a Crefisa também é patrocinadora do Carnaval Paulistano?



Certezas da estupidez!

19 de Fevereiro de 2019, 15:19, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Certezas da estupidez 1



Será culpa dos lúmpens?

18 de Fevereiro de 2019, 0:57, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

São Paulo, Moóca, sábado, 15:30h, em frente a um popular restaurante do bairro paulistano, três motoboys e um senhor de classe média debatem acaloradamente se a rádio JovenPan é do José Serra ou não.

Lumpens

O senhor se declara ouvinte da rádio e defende Serra.

Os motoboys afirmam que a rádio protege tucano e que a prisão de Lula é perseguição.

Os saintes do restaurante passam a prestar atenção no debate.

Um dos motoboys defende a liberdade do ex-presidente dizendo que sua prisão é perseguição dado que não prendem e nem prenderão Serra, Aécio, Maia, Temer, Gedel e outros.

Seu colega corrobora e aumenta a lista, enquanto o terceiro motoboy fica na sua, meio que em cima do muro, fazendo piadas.

O senhor desanda a defender as privatizações e o estado mínimo, coerente para um ouvinte e admirador do Villa.

Os motoboys defendem o Estado, os direitos trabalhistas, a liberdade dos cidadãos. Os saintes se juntam a conversa e se posicionam ao lado do motoboys, num verdadeiro 5 contra um. O senhorzinho então se levanta e com isso sobe o tom da voz também para contestar os lúmpens estatizantes, portanto, corruptos.

Os motoboys mantiveram o nível e se sentiram mais fortes ao contar com o apoio dos saintes.

O senhorzinho perdeu a compostura e desandou a repetir os chavões próprios dos midiotas eleitores de Bozo, enquanto os motoboys buscavam argumentar racionalmente.

Os saintes se despediram e finalmente seguiram o seu caminho, perguntando-se se realmente foram os lúmpens, que formam a classe social realmente excluída, aquela que estaria não só à margem, mas abaixo da pirâmide social, destituída não apenas dos meios de produção, mas também de consciência política, sendo facilmente utilizada como massa de manobra, os que votaram no bozo e elegeram o maior desastre da história eleitoral brasileira?

Pela conversa relatada acima, parece que não foram os lúmpens os culpados pelo que está a ocorrer no Brasil.

Ou será que no Brasil o lúmpen é de classe média???



Como instalar o Ubuntu Touch no smartphone Nexus 5

26 de Janeiro de 2019, 18:12, por Feed RSS do(a) Bertoni - 0sem comentários ainda

Todos os sábados a equipe do Blogoosfero se reune para estudar códigos, desenvolver funcionalidades e falar mal dos outros.

Ut 004

Neste sábado, porém, um de nossos colegas estava mal humorado, outro não apareceu e os demais resolveram, então, se meter a instaladores de sistema operacional em celulares.

Nosso propósito era instalar o sistema operacional livre Ubuntu Touch (UT) no smartphone LG Google Nexus 5 recentemente adquirido por um de nossos colegas especificamente para este fim.

Primeiro passo foi baixar o instalador do Ubuntu Touch do site da UBports, a comunidade responsável pela portabilidade para celulares do sistema operacional Ubuntu, uma das distribuições Linux mais usadas no planeta.

No site da UBports existem versões do instalador para Linux, Apple e Windows. Baixamos a versão para Linux, a instalamos em nosso KDE Neon 5.14.5 e tentamos instalar o cara! No meio do caminho a instalação parou, o celular travou e o instalador deixou de reconhecer o dispostivo Nexus 5 espetado na porta USB do computador.

Nosso colega Marco, exímio pesquisador de internet, saiu em busca de soluções. Descobriu-se então que o instalador UBports para Ubuntu (UBports Installer 0.1.21-beta) está com problemas. 

Fuçando um pouco mais encontramos e baixamos direto do github a imagem do Aplicativo Instalador UBPorts em https://github.com/ubports/ubports-installer/releases/download/0.1.21-beta/ubports-installer-0.1.21-beta-x86_64.AppImage.  Este cara é um AppImage que permite que você rode um aplicativo em qualquer distribuição Linux, independentemente de sua versão ou tipo de empacotamento de softwares. Ele contém todas as bibliotecas necessárias para rodar o UBports-installer, o aplicativo da UBports para instalação do Ubuntu Touch.

Com ele conseguimos instalar o Ubuntu Touch 16.04 estável no Nexus 5. Com o Aplicativo Instalador do UBports a instalação do Ubuntu Touch é super fácil ou, como diriam antigamente, mamão com açucar. É só seguir as instruções que não tem erro.

O UT está rodando no Nexus 5 e tem um visual bem legal. Agora é preciso se acostumar com a interface. Finalmente temos um celular sem Android. Já estamos no lucro.

Quis a ironia do destino que o Nexus 5, um celular da Google, fosse o melhor adaptado para rodar sem o Android, o SO da monopolista norteamericana, adaptando-se perfeitamente ao Ubuntu Touch, um sistema operacional livre GNU/Linux.