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27 de Maio de 2009, 0:00 , por Antonio Terceiro - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Licenciado sob CC (by)

Sobre advogados do diabo

12 de Janeiro de 2015, 13:21, por Valéria Barros - 22 comentários

Original aqui.

Certa vez participei da organização de um evento com a presença do Sr Richard Stallman. Em muitos sentidos foi chocante, mas um grande aprendizado. Durante sua apresentação, li uma frase no twitter que refletiu na forma como tenho lidado com comunidades: Somos um ecossistema.

Como em qualquer ecossistema, temos animais (por favor, levem no bom sentido) exóticos, assustadores, calmos e alguns bastante peculiares. E é isso que faz de nós seres diferentes.

Algumas das características marcantes podem ser percebidos em várias comunidades, e é incrível como se assemelham.

Um dos mais notados — e para mim mais importantes — é o advogado do diabo. Vamos discorrer sobre.

Os advogados do diabo desenvolvem papéis necessários a qualquer comunidade. Segundo recentes pesquisas, são conhecidos também por xiitas, presunçosos, radicais, fundamentalistas, ditadores e outros termos bem simpáticos.

É fácil identificá-los. São os menos amados, mais polêmicos, e serão deles as mensagens inflamadas de amor a causa. Mensagens carregadas de CAPS LOCK, exclamações e você pode até imaginar as gotas de suor e veias saltando a testa.

Você pode, assim como eu, ser uma bandeira branca, do tipo que evita ao máximo defender um lado só ou tomar partido. Mas entenda algo: Os advogados são necessários.

Uso software livre à cerca de 6 anos, quando conheci o querido Ubuntu em meados de 2009 — e foi paixão a primeira vista. Conheci a comunidade de software livre logo depois, em 2010, e entendi que era necessário defender a causa.

Desde então organizei, palestrei e trabalhei em diversos eventos. Iniciei minha carreira baseada nos princípios que aprendi dentro da comunidade. Me envolvi em várias discussões, quer seja lendo ou opinando, e conheci outras frentes a se defender, como o cyberativismo.

Não conto quantas vezes li emails de militantes criticando o uso de redes devassas (querido Anahuac), a preocupação com a privacidade e, principalmente, a coerência com aqueles que levantam a bandeira.

Foram 6 anos mastigando todas essas preocupação e afirmações lógicas e congruentes até notar que precisava fazer algo a respeito. Foram necessários 6 anos para entender o que minha privacidade, enquanto usuária, vale.

É fácil entender porque a maioria das pessoas usa Gmail. É fácil entender porque as pessoas usam Windows. É fácil entender porque 99,4% (segundo estudos) dos usuários não fazem ideia de como seus dados são tratados e invadidos, mesmo com tantas notícias e medidas ao redor.

Estou certa de uma coisa: meus pais não se preocupam e nem se preocuparão com isso. Nem eles e nem a maioria dos usuários comuns — e quem irá dizer que estão errados?

Particularmente não perco tempo explicando a uma pessoa que usa seu computador para acessar ao Facebook que os dados dela estão inseguros. Ela não está nem aí.

Minha preocupação é com quem levanta bandeiras. O que nós temos defendido? Como temos aplicado nossos princípios?

Se houver uma medida em coerência, ainda estou (sendo otimista) nos 20%. E minha missão não é julgar outros incoerentes.

Meu objetivo é que saibam que não é um processo fácil.

Migrar seu gmail — aquele bonitinho, focado em usabilidade e que nunca te deixa na mão — para um serviço particular, com aspecto um pouco mais grotesco, não é uma caminhada fácil.

Sair do Facebook e enfrentar as dificuldades da #redmatrix não é simples. Utilizar diáspora* não é prático. Mas é um bem necessário. (Que almejo conseguir).

Precisamos, antes de tudo, ser coerentes com as bandeiras que carregamos. Cada um sabe até que ponto pode ou consegue abrir mão — do conforto, da praticidade, dos princípios — e isso é essencial para saber quanta energia você está disposto a gastar.

Então, antes de enviar emails propagando ódio contra xiitas, antes de chamá-los de chatos e ignorantes, pense. Ele está fazendo o papel de nos tirar da zona de conforto e repensar nossos objetivos.

Que esse papel se perpetue e nos faça diariamente pensar como temos carregado nossa bandeira.

A luta é grande, a luta é árdua. Mas alguém precisa fazer isso.

Aos advogados do diabo, vida longa.



Sobre estar no centro

7 de Novembro de 2014, 16:17, por Valéria Barros - 0sem comentários ainda

Originial aqui.

Sempre tive dificuldades em posicionamentos. Nunca me identifiquei com todos os pontos e por isso me sentia reclusa de todos os movimentos que participava.

Fui de esquerda e feminista até os 19 anos. Virei reaça e machista simbólica. E cá estou, refletindo sobre lados e posições - e tentando encontrar um ponto sadio. Acredito muito em posicionamentos políticos e em como eles refletem uma grande parte de você. É claro que julgo um rapaz misógino como um idiota - e provavelmente ele me julgará como #feminazi (que diabos de termo é esse?). É ótimo e ok se posicionar. Admiro quem consegue fazer isso diariamente e de cara limpa.

Quem não se posiciona se conforma. 

O problema é que sou muito plural para me posicionar em apenas uma bandeira. Você pode chamar isso até de covardia , mas prefiro originalidade.

Todas as vezes que quis estar por inteiro em um movimento social, me senti infeliz. Não consigo defender um lado só com unhas e dentes - minha visão é ampla demais para isso.

Temos grandes dificuldades para lidar com diferentes pontos de vista. Fico extremamente chateada com chorumes políticos e machistas na minha linha do tempo. Por vezes tento ignorar e não me posicionar, mas meu espírito polêmico se debate. Não é só porque quero. Eu realmente PRECISO falar.

Temos uma responsabilidade social com a internet. Temos em mãos ferramentas que podem mudar visões e pensamentos - se usados da maneira correta.

Por favor, entenda uma coisa: Não é incoerência alguém acreditar em uma economia liberal e ser a favor de políticas assistenciais. Não é errado ser feminista , gostar de sexo e depilar as pernas. Não é errado duvidar de um deus e acreditar em centenas de outros.

Luto por uma liberdade muito mais ampla da que temos. Pela liberdade de pensar o que quiser e como quiser. Eu quero expressar minhas opiniões políticas sem me preocupar com julgamentos errôneos.

Incoerência é não aceitar opiniões múltiplas e diferentes da sua.

É ok acreditar no Batatismo. É ok ser quem você quiser. O que não é ok é acreditar que todos os simbolismos que você acredita e representa são verdades naturais e todos deveriam acreditar.

Não espere que defenda alguma bandeira veementemente. Sempre terei minhas ressalvas, pois nenhum movimento (até hoje) conseguiu ser amplo o suficiente.

Posso ficar no centro por muito tempo - e talvez seja meu lugar de comodismo. Mas assumo o que sou: geral demais para especifidades.



Seja um inspirador! Ou: A inspiração deveria ser a base da comunidade colaborativa

24 de Setembro de 2014, 10:23, por Valéria Barros - 22 comentários

 Original aqui.

 

Sou uma esponja. Leituras dinâmicas, discussões e infelizmente pouca reflexão sobre conteúdo. Com tanta informação, adquiri o hábito de descobrir as histórias de vida de quem eu sigo.

Se me perguntarem quem me inspira, de cabeça te diria 5, do âmbito espiritual ao profissional. É normal nos inspirarmos em histórias alheias e tentar nos aproximar ao máximo do sucesso retratado.

Histórias inspiradoras me motivam a ir em frente.

Um dos conselhos sobre carreira que mais me tocaram foi o do Davi Ferreira. É incrível o quanto as pessoas se esforçam para trazer algo bom e positivo para você, em um mundo em que ser pessimista é moda. E esse cara é apenas um desses.

Pessoas como ele me motivam a continuar em frente e a ter um norte.

Faço questão de falar sobre quem me inspira nas palestras que participo. Afinal de contas, devo muito da coragem em aceitar desafios ao brilho nos olhos que eles me proporcionaram.

A grata surpresa do dia é: você também é inspirador.

Acredite em mim. Estou certa de que se não já, em algum momento da sua vida alguém irá desejar ser como você. Seja seu irmão mais novo ou seu filho.

Talvez você se ache o “zé-ruela” na sua área de atuação. E se estou certa, você nunca irá se achar bom, porque seus ídolos são pica-das-galáxia.

Olha só: Sempre existirá alguém com menos conhecimento que você.

Essa foi uma das lições mais gratas de se aprender, a qual devo muito a comunidade de software livre.

É ótimo ter um comparativo alto para nos mostrar que dá pra melhorar. Mas é bom não se esquecer que existem outros querendo subir também.

Uma das coisas mais chatas e desnecessárias que acompanhamos hoje é discussão-em-forum-após-pergunta-chata. É uma zoeira daqui, outra patada de lá. Já pensou que um dia você também teve necessidades básicas? Que um professor teve paciência para te explicar coisas simples?

Já vivemos dias tão pesados. Não faz mal dar uma mãozinha à quem usa muletas (não a metáfora pesada e negativa).

Todo mundo já teve que começar de baixo. Todo mundo já deu a sorte (acredito) de encontrar um mentor que te inspirou.

Meu desafio é: Esteja disponível para esse papel.

Como prêmio final, você receberá um dia a gratidão de alguém que, assim como eu, foi inspirada por alguém.

A quem me inspira:

Obrigada pelas respostas à perguntas inoportunas. Obrigada por estarem sempre online e disponíveis as 03:00 am.

Aos meus mentores de antes e de sempre, gratidão.

Saudações!



Software Livre e Mercado de Trabalho - Parte I

18 de Agosto de 2014, 14:37, por Valéria Barros - 0sem comentários ainda

Original aqui

Muita gente me pergunta sobre a minha decisão de participar tão efusivamente do movimento de software livre (isso significa dar o sangue para fazer eventos saírem do papel, investir tempo e dinheiro em projetos e afins).

Minha resposta vem em forma analítica. Basta olhar minha vida profissional.

Quando entrei na comunidade, era apenas uma adolescente apaixonada por programação, mas sem saber nada além do que me ensinaram no curso.

Por sorte, conhecia muita gente da comunidade, na época grande, em Goiânia. Fui ao primeiro FLISOL com 15 anos e de lá pra cá, decidi me firmar cada vez mais.

Atualmente, com 20 anos, organizo/participo da organização/palestro em todos os eventos de Software Livre de Goiás, entre outras segmentações.

A maior prova de que foi uma excelente escolha é: Aos 20, já passei por 3 grandes empresas, conheci pessoalmente grandes ícones da área e vez ou outra chegam indicações ou propostas para novas vagas em outros estados.

É claro que você pode conseguir esses resultados sem estar dentro de uma comunidade, mas ter pessoas experientes ao seu redor para endossar seu currículo só prova que você deseja se diferenciar.

Cá entre nós, em um mercado cada vez mais saturado de gente ruim, cada passo seu em busca de algo melhor te coloca em posição de destaque.

Mas o resultado mais importante é: satisfação pessoal. A sensação de dever cumprido filosoficamente e tecnicamente é o melhor parâmetro de sucesso para mim.

Assim como um dia alguém me fez acreditar nessa ideia e ser uma profissional melhor, quero levar outras pessoas à essa mesma direção.

E é por isso que você, dentro da faculdade deveria pensar em Software Livre.

Para conhecer eventos de SL em Goiás, temos listas de discussões sobre os eventos. É só pesquisar FGSL ou Flisol Goiânia no Google Groups.

Sugestões, café ou dinheiro, manda um tweet para @barros_val =)



Tags deste artigo: software livre movimento software livre mercado de trabalho eventos