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12ª Oficina de Inclusão Digital e Participação Social

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Carta de abertura

13 de Dezembro de 2013, 10:26 , por Mariel Zasso - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Leia na íntegra o documento lido pela organização da 12º Oficina de Inclusão Digital e Participação Social durante a abertura do evento.

Histórico

Início em 2000, em Porto Alegre (Telecentro Vida - realização PROCERGS) e em 2001, em São Paulo (Projeto Telecentros - Sampa.Org).

Evoluções

Várias ações nas gestões Lula:

CRC's
Pontos de Cultura
Telecentros SERPRO, BB, CAIXA, CVT's, Casas Digitais, etc.
Banda Larga nas Escolas
Casa Brasil
Computadores para Inclusão
Oficina para Inclusão Digital
ONID
Projeto Cidadão Conectado - Computador para Todos
Programa GESAC
Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais
Programa de Inclusão Social e Digital
ProInfo Integrado
Programa Telecentros Comunitários
Telecentros BR
Territórios Digitais
Um Computador por Aluno

Barreiras

Problemas decorrentes: faltou sustentabilidade administrativa, econômica e, consequentemente, política. Causa primária principal: inexistência de capilaridade do governo federal. Causa secundária principal: complexidade da prestação de contas.

Problemas estruturais

_ Queda de velocidade na implementação do PNBL, impedindo o acesso na última milha (somente agora o PNBL projeta alcançar 90% dos municípios nos próximos dez anos);
_ Aumento acentuado da mobilidade através de dispositivos móveis (celulares e tablets, que passaram de 46 milhões em 2003 para 267 milhões em 2013, um aumento de 580%), tirando o foco do acesso básico através de telecentros;
_ Ausência de uma política unificada na pedagogia, no método e nos objetivos (muitas ações autônomas, muita dispersão);
_ Fragilidade do movimento social inicialmente potente, mas absorvido pela demanda de execução (tomado pela tarefa operacional, não cresceu),


Oportunidades atuais

_ Apesar da expressiva redução de pessoas abaixo da linha da pobreza e em miséria quase absoluta (segundo o IPEA, hoje são cerca de 15,7 milhões de pessoas vivendo na pobreza no Brasil, dos quais 6,53 milhões continuam abaixo da linha de pobreza), não há como superar a gravíssima exclusão econômica e social permanentes, sem eliminar o abismo educacional e, principalmente, cognitivo. Somente um processo poderoso de inclusão digital para todos, sem exceção, com uma política unificada e um esforço concentrado de União, Estados, Municípios e sociedade, permitirá que a sociedade brasileira, na sua totalidade, salte do século 19 para século 21, superando as crises e consequências do século 20 e recupere de maneira duradoura sua condição de país em desenvolvimento. O momento de escolha é agora e a decisão necessária é esta.

_A audácia de Snowden, a petulância da NSA, a arrogância paranóide e vigilantista do chamado "primeiro mundo", a potência inexorável do conhecimento livre, provada através das indiscutíveis qualidades dos softwares livres e a existência de um número cada vez maior de pessoas determinadas a dar um basta a esta "ordem econômica vigente" e a lutar com unhas e dentes (ou seja, inteligência e redes), podem fazer a derradeira diferença, acompanhando e sustentando o posicionamento já manifesto pelo governo brasileiro.

Nossos objetivos neste "momento Oficina", que durará três dias:

          _ Analisar nossa estratégia recente, identificar nossos erros e buscar os "Consensos de Superação";
          _ Reconstruir os eixos fundamentais para uma proposta de Inclusão Digital, agora e mais que nunca com Participação Social, que permitam vertebrar a política social (e econômica) relacionada ao tema, ao longo da próxima década, com indicadores claros e metas a serem perseguidas, entre as quais "pleno acesso físico e funcional, disponível como bem púbico, em toda a parte e a qualquer hora, para todas as brasileiras e brasileiros", como modo de promoção efetiva da democracia, da liberdade e dos direitos humanos para todas e todos;

        _Fomentar a promoção de uma sociedade do conhecimento, autônoma e sustentável, a partir da ampliação da capacidade de acesso à cultura e à informação mas também aos processos, aos sistemas, aos dados públicos (ou privados que digam respeito ao público); e, porque não, à capacidade de pensar e construir soluções singulares e coletivas.
        _ Com sua capacidade criativa e inovadora, o Brasil pode ser uma potência intelectual, pode tornar-se em uma década o maior país em desenvolvimento de softwares livres, ou um dos principais, por exemplo. Para isso, é preciso que todos os 200 milhões de brasileiras e brasileiros tenham acesso e tenham clareza da "arma" que representa este acesso, trabalhem com ela, aprendam com ela, criem com ela e constituam com ela, o maior arranjo produtivo nacional da história presente - e futura - do mundo. Hoje, no ranking global de inclusão digital, o Brasil está na metade do caminho, no 72º lugar, entre 156 países pesquisados, diz pesquisa do ano passado, feita pela FVG. Construir este cenário é uma possibilidade concreta, se assim o desejarmos.


Boa Oficina a nós todas e todos!


Tags deste artigo: brasília 12º oid oficina de inclusão digital carta política

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