Ir para o conteúdo
ou

Software livre Brasil

Tela cheia
 Feed RSS

SAVEPOINT

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Canção do Sal

9 de Fevereiro de 2021, 21:09, por Savepoint - 0sem comentários ainda

Há uns 20 anos atrás eu dava aula de alfabetização de adultos numa creche cravada dentro de uma favela perto de onde eu morava. Uma vez por semana eu ia lá dar aula. Provavelmente eu estava longe de ser um bom alfabetizador, mesmo nas aulas de matemática eu não era lá essas coisas. Tem gente que acha que dar aula é algo simples, que qualquer um faz, mas não é beeem assim. Mesmo assim, uma das situações mais emocionantes que eu já passei em sala de aula aconteceu lá.

A Vilma era uma mulher batalhadora, ia de bicicleta para o trabalho e fazia faxina uma empresa de alimentação. Ela foi se alfabetizar depois que seu filho que tinha se formado em engenharia dizia que ela era burra, pois nem sabia ler e escrever. Eu achei essa história bem triste e fiquei com ela na cabeça por dias até que eu lembrei da música do Milton Nascimento, chamada “Canção do Sal”. Depois eu coloco a música aí embaixo pra você ouvir, na mesma versão da Elis Regina que eu usei para levar na sala de aula. Mas em resumo uma das estrofes diz assim:

Trabalhando o sal pra ver a mulher se vestir

E ao chegar em casa encontrar a família a sorrir

Filho vir da escola problema maior é o de estudar

Que é pra não ter meu trabalho e vida de gente levar

Imprimi cópias da letra, arranjei um aparelho de som e fui eu lá para a minha aula. Ouvimos a música, trabalhamos as palavras chave, a leitura da letra, etc. Tive que explicar o que era uma salina, como se extraia o sal da água do mar, pois eles nunca tinham ouvido falar sobre isso. E de onde vinha a expressão de “estar no sal”. Sobre o quão sofrida é a vida de quem trabalha no sal.

E no final falamos sobre o trabalho duro que os pais fazem para que os filhos possam ter uma vida melhor, que possam estudar e ter uma vida digna. E claro, olhei pra Vilma e disse abertamente na sala de aula que ela não era burra. Pois uma pessoa burra jamais teria se empenhado tanto para oferecer a oportunidade que ela não teve para o próprio filho. Que o amor aos filhos, o sacrifício de todos os dias não pode tirar o orgulho deles de ter feito o melhor com o que tiveram. E se hoje eles estão estudando numa sala de aula de uma creche improvisada para adultos depois de um dia duro de trabalho, isso deveria ser motivo de maior orgulho ainda. Me curvei para a turma e disse que eu ali, tenho muito orgulho de todos eles e era uma honra para mim que tive a oportunidade de estudar, poder dividir um pouco do que eu aprendi com eles.

E essa turma chorou e se abraçou como nunca vi numa sala de aula na minha vida. Nunca me esqueci da Vilma, que pra mim é a cara do Brasil que eu acredito. Risonha, batalhadora e sofrida também. As Vilmas são as nossas verdadeiras heroínas anônimas do dia-a-dia.



CHAR para VARCHAR

16 de Dezembro de 2020, 1:48, por Savepoint - 0sem comentários ainda

Há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante… lá na era do COBOL, os dados eram armazenados de forma tabular e os dados eram armazenados em uma tabela onde cada coluna ocupava espaços fixos nessa tabela. Assim, o CEP ocupava a posição de 1 a 7, o número de 8 a 12, o logradouro de 13 a 33 e assim por diante. Quando criaram os bancos de dados relacionais foram criados, criaram tipos de dados para strings com tamanho fixo que funcionam de forma semelhante, o CHAR. Infelizmenteo CHAR armazena desnecessariamente espaços em branco e foi substituido posteriormente pelo VARCHAR que são strings com tamanho variável bem mais flexível e se tornou padrão.
Por motivos que não vem ao caso, muita gente ainda usa CHAR em bancos de dados. Vou demonstrar aqui de forma simples, como converter numa simples tabela um campo CHAR para VARCHAR pode economizar imediatamente 40% do espaço da tabela:

CREATE TABLE t (n integer, v char(100));
CREATE TABLE
INSERT INTO t SELECT n, repeat('x',round(random()*100)::integer)       
    FROM generate_series(1,1000000) n;
SELECT * FROM t limit 10;
n | v
--+-------------------------------------------------------------------------------------
1 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
2 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
3 | xxxxxxx
4 | xxxxxxxxxxxxxx
5 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
6 | xxxxx
7 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
8 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
9 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
10 | xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
(10 rows)
\dt+ t
                List of relations
Schema | Name | Type  | Owner    | Size   | Description
-------+------+-------+----------+--------+-------------
public | t    | table | postgres | 135 MB |
(1 row)
ALTER TABLE t ALTER v TYPE varchar(100);
ALTER TABLE
\dt+ t
               List of relations
Schema | Name | Type | Owner     | Size  | Description
-------+------+-------+----------+-------+-------------
public | t    | table | postgres | 83 MB |
(1 row)

Como se vê, a tabela, mesmo sem índices, caiu de 135MB para 83MB. Agora eu montei um script rápido para listar as tabelas com colunas do tipo CHAR:

SELECT n.nspname, c.relname, a.attname, a.attnum, atttypmod
FROM
    pg_type t
    JOIN pg_attribute a ON a.atttypid = t.oid
    JOIN pg_class c ON c.oid = a.attrelid
    JOIN pg_namespace n ON n.oid = c.relnamespace
WHERE
    t.typname = 'bpchar' AND
    n.nspname NOT IN ('pg_catalog', 'pg_toast', 'information_schema')
ORDER BY 1,2,3
;

Por fim, montei um script para alterar todos os campos CHAR para VARCHAR, tomando o cuidado para alterar vários campos num único ALTER TABLE para não ter que reescrever tabelas mais de uma vez:

SELECT 'ALTER TABLE ' || n.nspname || '.' || c.relname || string_agg ($$ ALTER $$ || a.attname || $$ TYPE varchar($$ || a.attnum || $$)$$,',') || ';'
FROM
    pg_type t
    JOIN pg_attribute a ON a.atttypid = t.oid
    JOIN pg_class c ON c.oid = a.attrelid
    JOIN pg_namespace n ON n.oid = c.relnamespace
WHERE
    t.typname = 'bpchar' AND
    a.attnum > 1 AND
    n.nspname NOT IN ('pg_catalog', 'pg_toast', 'information_schema')
GROUP BY n.nspname, c.relname
ORDER BY n.nspname, c.relname
;

Vale a recomendação: teste antes de usar isso em produção!



Sem título

6 de Outubro de 2020, 0:57, por Savepoint - 0sem comentários ainda

Há uns dias atrás eu li um post no Facebook daquelas poucas pessoas que eu conheço e admiro à distância. Nunca tive uma relação muito próxima, mas sempre acho que deveria. Enfim, admiro o trabalho e o posicionamento. Ele era “o cara que desenhava bem”. Fez mais de uma vez a capa do jornal do grêmio, que provavelmente fizeram muito mais sucesso do que o resto do jornal. Também fez o logo da nossa empresa, a Timbira, um trabalho pelo qual eu tenho um carinho enorme. Ele realmente manda muito bem. Enfim, nesse post ele discorre sobre os motivos pelos quais ele parou de desenhar. E isso me impactou de forma que eu não poderia prever.

Eis que hoje eu estava comentando na terapia como é bom poder voltar para a academia, mesmo com todos os cuidados, usando máscara etc e tal. Deixo aqui minha eterna gratidão ao pessoal da Equipe3, a academia que eu frequento que além de ser uma academia que eu consigo dizer que não detesto, montou um esquema de horário agendado, com espaço reservado, material de limpeza individual e descartável, etc, etc, etc. Chegar às 7h da manhã na academia definitivamente não é fácil. Tem dia que chove, tem dia que faz sol, tem dia que faz frio, tem dia que você quer que o mundo se phoda mesmo. Mas sair da academia é uma sensação incrível. O mundo fica mais leve. Depois de uns 2 meses a vida toda fica mais leve, mais flexível, e claro, eu perco peso. Mas a gente vive se sabotando. E sempre tem um bom motivo para faltar aquele dia, aquele outro, etc. Eu sei que me faz bem, mas é muito fácil parar. E a pandemia foi a desculpa ideal.

No começo da pandemia eu realmente fiquei com medo. E não foi só paranoia. Dia sim, dia não, ligava um cliente pedindo desconto. E vimos o nosso faturamento cair uns 40% de uma hora pra outra. O resultado é que eu parei com tudo que não era essencial, e nisso a academia foi a primeira a dançar. Além disso, minha relação com a academia é como São Paulo, quase todo mundo odeia e ama essa cidade. Bom, pra mim, é assim.

Foi um grande exercício para largar um emprego formal e acordar todos os dias e atender os clientes sem um chefe no cangote. Me dedicar a várias coisas da empresa como marketing, comercial, emitir notas, cuidar de contratos, etc e tal. Isso exigiu uma disciplina. Mas é uma disciplina meio imposta. Se não faz isso, morre na praia em menos de 6 meses.

Se você para de cuidar do seu corpo, você não morre em 6 meses, mas começa a sofrer e toda a sua qualidade de vida vai se perdendo, não importa o quanto sucesso você faça no trabalho.

Toda essa lenga-lenga, pra dizer que decidi voltar a escrever. Por puro prazer, por ser algo que eu gosto de fazer. Eu confesso que sou vaidoso com o que escrevo. Adoro ser lido. Eu escrevo para mim, mas escrevo para ser lido também. Podem me julgar. Mas além da preguiça que é o que me deixa muitas vezes longe da academia, eu tenho lá meus motivos para parar por tanto tempo…

  • Ter uma empresa, boletos e participar de comunidades de software exigem uma postura mais neutra. Nesse clima de extremos no nosso país se acirrando cada vez mais, se você assume ardorosamente uma posição, você pode sacrificar o seu negócio, pode sacrificar também a sua posição como mediador na comunidade.
  • Escrever muitas vezes tem a ver com experiências pessoais que eu acredite que são ricas para mim mesmo a ponto de querer compartilhar. Não tenho o menor saco de escrever texto motivacional e ficar costurando frases feitas. Ok, ok… eu sei. Eu uso chavão pra caraleo quando escrevo, mas para mim pelo menos é algo genuíno, é apenas um defeito de não saber expressar algo de forma mais original.
  • Escrever artigo técnico é chato pra cacilda. Dá um puta trampo pra fazer lab, testar, documentar, etc. E honestamente, o ritmo de trabalho acaba me tirando um pouco desse pique no dia-a-dia. Espero que volte o pique, como quando a gente passa a frequentar a academia por mais tempo e sai fazendo as coisas com menos esforço, como se fosse algo natural.

Enfim, provavelmente não vou escrever nada que preste por um bom tempo, mas quero tentar escrever pelo menos uma vez por semana. Algo que faça sentido para mim. Eventualmente pode fazer sentido para você também, eventualmente pode sair algo bom. Mas por enquanto, quero apenas voltar a escrever. Quero poder conversar com as pessoas. Sinto falta gente. Sinto falta de vocês. E tá na hora de voltar a fazer o que a gente gosta, mesmo que dê trabalho. Eu gosto pacas do meu trabalho, fazer bancos de dados rodarem mais rápido é divertido sim. Mas escrever… escrever pra mim é uma experiência e tanto.

E você, o que acha de deveria voltar a fazer?



Home Office de A a Z

14 de Agosto de 2020, 22:49, por Savepoint - 0sem comentários ainda

Com o COVID-19, o home office veio pra muita gente que nunca trabalhou em casa. Aqui na Timbira, isso já é regra há algum tempo, cada colaborador trabalha na sua casa, ou não. Fica a critério de cada um. Mas leva um tempo até se acostumar com tudo isso e não é fácil montar um ambiente de trabalho descente em casa. No entanto, se por um lado a pandemia ainda leva um tempo, muita gente sabe que chegou o novo normal e trabalhar em casa pode não ser algo passageiro. No meu caso eu levei anos aperfeiçoando tudo. Vou contar um pouco da minha saca e a minha experiência pessoal nisso tudo.

Home Office todo dia?

Eu gosto muito de trabalhar em casa. Inicialmente eu comecei a trabalhar 2x ou 3x por semana quando estava ainda num emprego formal numa multinacional. Depois passei a trabalhar direto em casa só na Timbira. Vou dizer que acho que ficar 7 dias por semana em casa é ruim. Você deveria sair pelo menos 1x ou 2x por semana de casa e ir trabalhar fora. Algumas opções:

  • Procure alguma cafeteria, padaria, etc e separe uma tarde ou manhã com tarefas menos críticas para fazer e leve o seu notebook.
  • Alugue um coworking
  • Encontre a empresa de algum amigo e vá visitá-lo de vez em quando. Aproveita e marque um happy hour no final do dia. Até o início da pandemia eu estava visitando o pessoal da Necto lá no Pq Tecnológico de SJC.
  • Monte um escritório com alguns amigos, compre um frigobar e dividam o aluguel. Em cidades menores você consegue fazer isso com um custo relativamente baixo.

Sobre a rotina do dia-a-dia

A coisa mais fácil do mundo é virar ogro trabalhando em casa. Logo, é importante criar algumas rotinas. Tomar banho cedo, se trocar, tomar café-da-manhã, coisas assim. Nada de trabalhar com roupa de dormir. Além das conferências durante o dia, é bom separar o momento de lazer do momento de trabalho. As pessoas na sua casa também vão entender melhor o seu momento e respeitar o seu horário de trabalho.

Outra coisa que para mim é fundamental é sair de casa todos os dias. Seja para almoçar, ir caminhar, ir na academia ou dar uma volta na praça. Saia de casa. A sua qualidade de vida agradece.

O espaço físico

Sem dúvida a parte mais difícil é escolher um local adequado de trabalho. Ainda mais se você tem várias pessoas morando na mesma casa, crianças, cachorro, etc. A vizinhança também é um fator que pesa, particularmente no nível de barulho.

Eu comecei trabalhando no meu quarto mesmo, como a maioria das pessoas. Tinha uma mesa com bom tamanho, mas trabalhar no quarto está longe de ser algo desejável. Se for por pouco tempo OK, mas se for por mais tempo, melhor pensar em alternativas. A solução para mim foi me mudar. Me mudei para um apartamento maior, com um quartinho pequeno mas bem arrumado com bom espaço, armários e uma mesa enorme feita sob medida. Além disso a parede tinha um fundo falso com passagem embutida para cabos. Foi um grande avanço na época. O andar era alto, os vizinhos silenciosos e eu tinha um espaço separado no apartamento só para trabalhar.

Meu primeiro escritório de verdade.

Mas além do quarto não ser muito grande, havia algo que me incomodava. Não havia uma janela e o quarto era muito abafado e quente no verão. Tinha que trabalhar com um ventilador ligado direto às vezes. Foi quando eu decidi mudar para o interior de SP e ir para São José dos campos, dessa vez para morar numa casa e não num apartamento. Com o aluguel que eu pagava no apartamento e condomínio, eu podia pagar por uma casa maior num bom bairro de SJC. Assim, eu escolhi uma casa que tivesse um quarto só para o meu escritório ao invés de um quarto de empregada adaptado.

Com mais espaço, janela, uma boa vista eu depois incorporei um ar condicionado desses quente e frio que melhorou muito minha qualidade de vida. Eu não ligo o ar condicionado o tempo todo, só quando está muito frio ou muito quente. E dificilmente o dia todo, mas ajuda muito.

Escritório atual

Ok, não é todo mundo que tem esse tipo de oportunidade. No entanto, durante a pandemia, vi pessoas que se mudaram para a praia por exemplo. Quando você não depende mais de ir até a empresa com frequência, algumas coisas mudam na sua forma de pensar. Foi assim que eu decidi mudar de cidade.

Alguns critérios que eu levei em consideração foram a disponibilidade de serviços como internet, iFood, Uber, etc. Sem isso minha vida fica bem mais complicada. Algo que deixei de ter também foi um carro próprio. Estar próximo de São Paulo e de um bom aeroporto também foi importante para mim. É comum ter que viajar à trabalho e temos alguns clientes grandes em São Paulo. Não ir morar longe demais me descomplica a vida.

Mobiliário

Antes de pensar em equipamento, você deveria pensar nos móveis. Não adianta ter equipamentos de última geração e não ter onde enfiar tudo ou ficar desconfortável o tempo todo. Ter bons móveis faz toda a diferença.

A mesa

Ter uma boa mesa, com altura, profundidade e largura suficientes ajuda muito. Já tive mesas altas, mesas apertadas, etc. Eu realmente gosto da sensação de ter espaço. Isso varia para um pouco de pessoa para pessoa. A primeira coisa que eu penso ao olhar para uma mesa é o suporte dela. Existe alguma chance da mesa balançar? Você pode parafusar a mesa direto na parede para ter mais firmeza? Quanto peso ela aguenta? O suporte da mesa atrapalham a circulação das pernas? Vai por mim, antes de olhar por cima da mesa, olhe por baixo. Elimine de cara qualquer modelo que limite a circulação das pernas.

O material e o acabamento é algo que deve ser levado em consideração. Quando eu cheguei na casa onde estou hoje, já havia um móvel de escritório antigo aqui. E eu acabei utilizando ele por um tempo até encomendar a minha própria mesa com um marceneiro. Mas logo de cara eu tive que remover o tampo de vidro sobre a mesa. Nada contra o acabamento em si, mas o mouse não funciona bem com o tampo de vidro e eu não gosto de usar mouse pads, apedar de estar na moda os desk pads, bem maiores alguns em couro, onde você coloca o teclado e o mouse. Uma opção a se considerar para a sua mesa. Alguns materiais também podem grudar na sua mão ou no seu braço se você transpirar. . Seja como for o acabamento deve ser relativamente resistente a riscos e confortável para as mãos. Bordas arredondadas no tampo também são importantes, pois os seus braços vão repousar sobre a mesa e o teclado com frequência. Será bastante desagradável se a borda da mesa machucar os seus braços ou punhos.

Independente do tamanho, a altura é realmente importante. Uma mesa deve ter altura de até 75cm. Pode variar um pouco com a sua altura, mas essa é a medida padrão de móveis para escritório. Você pode achar outras mesas muito simpáticas, mas se forem mais altas, serão bastante desconfortáveis. Outra opção mais moderna e que vem ganhando adeptos são as mesas com altura regulável, que permitem você mudar de postura e até trabalhar de pé também. Um exemplo é a Geniodesk, uma opção bem interessante e fabricada no Brasil.

Leve em consideração também furos para passagem de cabos, calhas organizadoras por cima ou por baixo da mesa, suporte para tomadas, etc. Existem pessoas especialistas em organizar cabos, utilizando diferentes acessórios. Pra mim, o mais importante é que os cabos não fiquem espalhados sobre a mesa e não atrapalhem a livre circulação das pernas por baixo da mesa. Um mínimo de organização será necessária. Se você tiver um desktop por exemplo, ficará bem feliz em conseguir colocar a CPU debaixo da mesa e livrar um bom espaço, mas talvez precise comprar cabos mais longos. Existem também suportes para colocar a CPU pendurada debaixo da mesa, pode ser uma opção interessante. Se você tiver um gabinete ATX como eu, talvez não se sinta muito seguro com algo tão grande e pesado pendurado debaixo da mesa…

A cadeira

Durante muito tempo eu utilizei cadeiras de escritório bastante razoáveis. Não duram muito mas são OK. Uma boa cadeira é mais do que uma questão de conforto, tem haver com a sua capacidade de trabalhar horas sem ficar com dores nas costas por exemplo. Tem haver com ergonomia. Existem sim boas cadeiras de escritório com boa ergonomia. A Flexform por exemplo oferece cadeiras com encosto alto e ajustes de inclinação etc e tal. Você pode optar por um modelo com revestimento couro ecológico mais conhecido como poliuretano (PU) como a Klass black leather que vai esquentar mais no verão, particularmente se você não tiver um ar condicionado. Você também tem opções como a que eu utilizei um bom tempo que são com tela mesh que prometem esquentar menos e costumam ser um pouco mais baratas.

Se você estiver disposto a investir numa cadeira de escritório realmente incrível e tiver bala na agulha, certamente vai acabar olhando as cadeiras da Herman Miller vendidas pela Atec como a Aeron Chair ou a Embody. São cadeiras incríveis, mas com preços também incríveis, ainda mais com o dólar alto. Recentemente a Hermam Miller se juntou com a Logitech para fazerem uma versão gamer da Embody. Eu acho interessante, mas o preço…

Enfim temos as cadeiras gamers que foram adotadas pela maioria da turma de TI. Eu resisti por muito tempo e acabei comprando uma também, um pouco mais discreta, sem cores chamativas. Mas confesso que gostei muito. No meu caso eu optei por uma Noble Chair modelo Hero, que não foi barata, mas tem uma qualidade realmente muito boa.

Seja uma cadeira de escritório, seja uma cadeira gamer, você tem que ficar de olho mais ou menos nas mesmas coisas:

  • A altura do encosto deve cobrir toda as suas costas. O encosto para a cabeça é bem opcional, não faz muita diferença na prática
  • O material com que é revestido o encosto e o assento, faz muita diferença no conforto e no calor que você vai sentir.
  • O peso que a cadeira suporta, particularmente o mecanismo e a espuma do assento. A DX Racer por exemplo tem BOSS B121-N que eu considerei muito comprar e suporta até 200Kg. Se você está acima do peso… lembre-se disso ou sua cadeira vai para o lixo em pouco tempo.
  • Os mecanismos de ajustes como altura e inclinação do encosto são bem importantes para conseguir uma boa postura de trabalho.

Fora isso, o seu gosto pessoal importa também claro. Cadeiras são alvo de adoração por qualquer pessoa que se interessa por design, então é bem possível que você ache algo que tenha um pouco da sua personalidade também.

Suporte para monitores

Não é besteira não. Além de ajudar a liberar espaço na sua mesa, suportes articulados ajudam muito a você posicionar seus monitores na altura e posição ideal. Se você tem mais de um monitor então, vai ver que sua vida muda completamente ao adotar um suporte duplo desses. E você pode utilizar um desses também para apoiar o seu notebook. Uma solução elegante que pra mim melhorou muito o meu local de trabalho. No meu caso, o meu terceiro monitor, já velho de guerra está apoiado na minha coleção de livros do “Guia do Mochileiro das Galáxias”, mas os 2 principais eu uso com suportes a gás mesmo.

Gaveteiros, armários, estantes & Cia

Eu tenho um certo horror a deixar papeis espalhados pela mesa. Além de me distraírem, dão a impressão constante de bagunça. Há quem diga que você será mais produtivo se tiver um ambiente de trabalho mais organizado. Então algumas gavetas, um armário, prateleiras, o que for. Tenha um lugar para guardar a papelada de forma minimamente organizada. Não precisa gastar muito nisso. Eu comprei um gaveteiro simples de madeira num desses sites de móveis para montar por um preço muito razoável. Ele fica debaixo da minha mesa e quase não aparece na minha frente. Pra mim resolve. OK, eu tenho prateleiras com bidulaques variados com canecas, livros, etc. Não é necessário. No meu caso, as prateleiras já estavam aqui quando eu cheguei.

Outros móveis

Eu não sei você, mas na minha lista ainda tem algumas coisas que eu gostaria de acrescentar com o tempo no meu escritório. Nada fundamental, mas sonhar não custa nada…

  • Um sofá-cama para receber pessoas e poder utilizar o escritório como um quarto de hóspedes ocasionalmente;
  • Um frigobar… esse dispensa comentários. Vai me dizer que você não gosta da ideia?
  • Uma rede… eu tenho uma varanda anexa ao escritório. A varanda já estava lá quando eu cheguei… não custa nada colocar a rede!
  • Um aparador com água e café…. eu sei que todo mundo tem sua garrafa d’água, mas uma máquina de café ou um galão de água poderia ser uma boa, não?

Equipamentos

Agora vem a parte mais fácil da brincadeira…. mas há alguns cuidados importantes. Se você priorizou os móveis, pode não estar com um orçamento folgado para investir em equipamentos, então vamos pensar em termos de prioridades…

Internet

Um link de pelo menos 50Mbps é o que se espera da maioria das pessoas que trabalham em casa. Com 10Mbps suas conferências serão um inferno. Sério. Quem tiver a graça de ter disponível uma internet como a Vivo fibra, pegue, antes que alguém pegue antes de você. É uma das melhores opções disponíveis hoje. Minha vida com Vivo fibra de 300Mbps é bemmm tranquila. Sim, eu pesquisei antes de me mudar. E não, eu não sou fã da Vivo, mas esse serviço costuma funcionar bem por um preço razoável.

Outra coisa para se pensar é ter um plano de contingência. Eu tenho um plano de 4G de outra operadora que não a Vivo para situações de emergência. Também coloquei uma placa de Wifi no meu desktop só para poder usar o 4G do meu celular nesses casos. Em quase 2 anos, só aconteceu uma vez, mas vai que você está atendendo um cliente crítico e fica sem internet?

Microfones, fones de ouvido, headsets

Trabalhar em casa significa muitas vezes participar de muitas conferências. A câmera pode não ser o mais importante, mas o áudio sim. Então você tem algumas opções. Se você tem um ambiente com muito barulho em volta, vai preferir certamente utilizar um headset para conseguir ouvir melhor as pessoas e para que o microfone capte a sua fala bem próximo da sua boca. Essa brincadeira pode ir longe, existem headsets com cancelamento de ruído ativo que lhe dá um excelente isolamento dos barulhos externos.

Não utilize o microfone e o autofalante do seu notebook. Sério. O microfone do seu notebook em 99% dos casos é bem ruim e você vai ouvir bem mal as pessoas. Quebra um galho uma vez ou outra. Mas utilizar o áudio do seu notebook todo dia é um sofrimento. Você não entende direito o que as pessoas falam, as pessoas não entendem direito o que você fala e você pode ficar até com dor de cabeça no final de uma conferência com mais de 30 minutos.

Outra opção é ter um microfone externo USB. Existem opções excelentes por aí. Eu comprei um muito bom, mas que tem um defeito grave: ele capta o som em todas as direções. Com isso ele facilmente provoca eco nas minhas conferências. É ótimo para gravar, mas ruim numa conferência. Um microfone excepcional são os microfones da Yeti. Eles tem uma qualidades excelente e você pode trocar o tipo de captador por um direcional para evitar eco por exeplo. Existe inclusive uma versão com braço articulado e suporte que elimina vibração, o Yeticaster.

Eu realmente não faço questão de caixas de som externas. No meu caso eu uso um monitor com auto-falantes embutidos que são o suficientes para mim. Se você é um entusiasta, recomendo as caixas de som de madeira com entrada USB da Edifier que são muito boas. Você vai trocar de computador algumas vezes e suas caixas de som continuarão lá, com um som limpo e claro.

Algo mais em conta pode ser utilizar uma câmera com microfone integrado como o famoso C920 da Logitech. Funciona sem você pagar uma fortuna. A câmera é boa e o microfone também.

A última opção que você pode utilizar se não está disposto a gastar muito e se não participa de muitas conferências é utilizar um fone de ouvido com microfone desses que vem junto com o seu celular. Não funciona tão bem nem é muito confortável, mas quebra o galho.

Câmera

Você não precisa de uma uma grande câmera. Você pode utilizar a do seu notebook. A não ser que você seja um streamer profissional, não gaste com isso. Uma C920 como citei antes, resolve bem.

Mouse

É impressionante como as pessoas dão pouca atenção ao mouse que utilizam. Mas quem fica mais de 4h por dia na frente de um computador, deveria se preocupar sim. Mesmo que você passe mais tempo digitando. Você não precisa de um mouse gamer super incrementado. Mas um mouse confortável, ergonômico e pra mim, sem fios. Uma mesa com menos fios é uma mesa mais saudável para se trabalhar. Hoje vou aqui fazer a propaganda da Logitech, pois 3 dos meus mouses favoritos são deles:

  • MX Ergo: Não é um mouse, é um trackball na verdade. Mas é a coisa mais ergonômica que você pode encontrar. Pode levar um tempo para se acostumar. Se você tem mais de um monitor, às vezes pode ficar meio perdido. Mas é uma experiência muito boa, particularmente usando ele inclinado.
  • MX Vertical: é inclinado como o Ergo, mas é um mouse normal. Muito confortável e ergonômico. Muito mesmo. Existem outros mouses inclinados como ele…. mas acho que a qualidade deste é muito boa.
  • MX Master 3: Não é inclinado como os anteriores, é um pouco menor e bem confortável. A roda de scroll dele é como sempre deveria ser em todo mouse.

Eu particularmente gosto de mouses onde a mão se encaixa nele. Alguns gostam de mouses menores, ou que você possa trocar de mão facilmente. Enfim… mas experimentar mouses topo de linha é algo que vale à pena.

Teclado

Aqui a coisa complica um bocado. Antigamente eu gostava de dizer que as únicas coisas que eu tinha da Microsoft eram teclado e mouse. Eles tinham produtos acima da média. Quando eu aposentei o meu Microsoft Sculpt Comfort Desktop, prometi que seria o meu último teclado da Microsoft. Além de não ser tão confortável assim, a qualidade anda bem questionável. Não duraram 2 anos direito comigo. Outros não duram sequer um ano e entregam uma qualidade mais questionável ainda.

Hoje você tem opções bem mais variadas. Os teclados mecânicos ficaram populares com os gamers. Tem teclados muito bons mesmo. Eu tive um Razer BlackWidow Lite que eu considero uma ótima opção: compacto, robusto, relativamente silencioso e confortável de usar. Existem duas coisas que me incomodavam nele: o barulho e o cabo. Mesmo os mais silenciosos fazem uma quantidade razoável de barulho e eu realmente tenho a mão pesada… sou daqueles que aprenderam a datilografar em máquinas de escrever manuais. Quando você está numa conferência e ouve alguém digitar num teclado mecânico, percebe como isso incomoda. Imagina num escritório com outras pessoas. Eu não quero um teclado competindo com a minha voz enquanto estou dando uma consultoria, uma aula ou palestrando. Mas se você tem mãos de fada, é só evitar os teclados mecânicos cherry blue (que podem ser muito agradáveis mas são realmente barulhentos).

Se você está decidido a comprar um teclado mecânico e quer entrar nesse universo, recomendo começar com os vídeos do Fábio Akita sobre o assunto. Eu desta vez optei por um teclado mais fino, parecido com um teclado de notebook, sem fio e com bateria ao invés de pilhas. Comprei um Logitech MX Keys. Ele tem lá seus defeitos… não tem layout ABNT2, e as teclas mais largas às vezes fazem um pouco mais de barulho. Fora isso é um excelente teclado e acho que é bem confortável. OK, eu sei…. parece que eu estou fazendo propagando para a Logitech. Confesso que antigamente eu torcia o nariz para os produtos deles. Uma coisa bacana de optar por vários dispositivos da mesma família MX deles é que eu posso utilizar 2 mouses e um teclado com apenas um receptor espetado na porta USB. Menos fios e menos portas utilizadas.

Monitor

Ter um notebook é quase uma obrigação para quem trabalha com home office. Mas usar só a tela do notebook às vezes não é a coisa mais confortável do mundo. A ideia do notebook é permitir mobilidade: ser leve e ocupar pouco espaço. Mas para trabalhar todo santo dia nele… pode não ser a melhor opção. Ter uma segunda tela parece um pouco confuso para algumas pessoas mas é uma ótima opção em N situações. Se você estiver numa conferência por exemplo, você pode compartilhar uma tela e deixar a conferência rolando em outra.

Se você sofre de hipermetropia ou tem vista cansada…. vai preferir uma tela maior também. Telas de 24″ para mim são um bom tamanho. Ter pelo menos uma tela com auto-falantes pode ser uma boa também, assim você não precisa de caixas de som externas. Se você pretende ter apenas um monitor principal, considere a possibilidade de utilizar um ultrawide e/ou curvo. A experiência é bem interessante. Só acho chato quando alguém compartilha uma tela ultrawide numa conferência: uma parte da tela fica cortada e as letras ficam pequenas para todos os demais que não utilizam uma tela desse tipo. Se você for fazer stream ou grava vídeos compartilhando a sua tela, também vai ter que tomar cuidados com isso.

Não sou muito exigente com monitores, talvez esteja na hora de ficar mais… existem opções muito interessantes com preços variados. Uma opção que eu achava legal era ter um suporte que permitisse virar o monitor na posição vertical, mas com suportes a gás eu não uso mais o suporte original do monitor então isso deixou de ser um requisito para mim. Mas existem suportes de diversos tipos e com diversas regulagens. Então se você não pretende usar um suporte externo com um braço articulado à gás (que eu realmente recomendo), fique de olho no suporte que vem integrado para ver as opções disponíveis. Você vai precisar pelo menos ajustar a altura do monitor, ou então vai começar a colocar livros embaixo dele…

Desktop / Notebook

Acho que todo mundo deve ter um notebook à mão. Em algum momento você vai ter que participar de uma reunião externa, viajar ou mesmo trabalhar num café pra variar. No entanto eu não dispenso um bom desktop. Você tem muito mais opções de processadores, memória, placa de vídeo, etc. No entanto como boa parte de tudo que a gente roda hoje está na nuvem, eu sinto mesmo é falta de 2 coisas: discos SSD de qualidade razoável e memória. Eu não considero comprar um notebook ou desktop com menos de 16GB hoje em dia. Você se acostuma rapidamente a trabalhar com muitas abas e janelas abertas sem dificuldades. Ter máquinas virtuais e outras coisas rodando ao mesmo tempo. Enfim, com 32GB de memória você tem folga para trabalhar sem muita preocupação e testar coisas mirabolantes. Placas de vídeo não fazem muita diferença para o tipo de trabalho que eu executo. Um bom gabinete e uma boa fonte são um investimento que garantem uma longa vida para o seu conjunto, com boa ventilação e pouco barulho. Eu compro uma máquina pensando numa vida útil de 3 a 5 anos. Por isso acho que gastar um pouco mais e ter algo que dure vale à pena. Mas isso é um critério pessoal, de quem precisa de uma máquina para trabalhar, não para se exibir…

Quando fui organizar o home office da minha mãe eu optei por um computador all-in-one. A CPU fica acoplada atrás da tela e o design disso é realmente muito bom ocupando pouco espaço na mesa. Ela realmente adora esse layout, se sente mais confortável com algo integrado sobre a mesa. Diz ela que é algo “menos assustador” que o meu ambiente de trabalho…

Nobreak

Mesmo que você não tenha um desktop, ter um nobreak pode salvar a sua vida. Se a luz acabar o seu roteador vai desligar, seu monitor, etc. Ter um nobreak pode dar tempo para você reagir adequadamente numa situação de emergência. Eu gosto muito dos nobreaks da SMS e APC, de preferência com pelo menos 1.2KVA. Se tiver um desktop, pode ser que algo um pouco maior seja uma boa ideia.

Impressora e scanner

Eu uso cada vez menos essas coisas, mas é bom ter. O problema é que ocupam um baita espaço na mesa. Como eu uso pouco a impressora, uma jato de tinta parece uma opção mais flexível que uma laser. Minha mãe é professora, para ela eu comprei uma impressora laser pequena que dá conta de um volume maior com mais velocidade. Eu uso uma boa jato de tinta com cartuchos de tinta independentes do cabeçote de leitura. Toda vez que organizamos um evento eu levo ela e papeis fotográficos. Dá pra fazer coisas incríveis nela. Seja como for, fuja das impressoras muito baratas. Em geral os cartuchos de tinta duram muito pouco, custam caro, aguentam um volume muito pequeno de impressão além de serem bem lentas.

Eu desisti de ter um scanner no escritório. Além de ocupar muito espaço, as opções mais simples tem uma qualidade horrível. Aquelas opções de scanner e impressora num mesmo equipamento então… são sofríveis no mínimo. Como eu uso pouco, eu optei por utilizar celular mesmo, com um bom app, o CamScanner. Mas se você realmente precisa de um scanner, uma opção que eu gosto muito são os Fujitsu ScanSnap. Compactos, robustos e precisos. Embora a as pessoas estejam mais acostumadas com outras marcas de scanners, eu vi milhares deles trabalhando na digitalização de cheques em agências bancárias. São muito bons mesmo. Claro, existem opções específicas para necessidades especiais, mas aí é outra história.

E aí, vale à pena?

Olha, a Timbira é uma empresa que tão cedo não terá um escritório formal. Todos os nossos colaboradores são DBAs seniores ou especialistas. A maioria trabalha em casa mesmo. Todos nós investimos um tempo e dinheiro nos nossos escritórios. Há tempos atrás eu lembro de ter que brigar para ter uma cadeira descente no local de trabalho. Agora eu escolho a que eu quero. Pago caro por isso, claro. Mas mesmo empresas maiores que estão adotando o trabalho remoto tem ajudado seus funcionários a montar um ambiente mais saio de trabalho. Nós fazemos isso com nossos colaboradores…

E você como está se adaptando? Já trabalha faz tempo em casa? Tem alguma dica para compartilhar?



Home Office

14 de Agosto de 2020, 22:49, por Savepoint - 0sem comentários ainda

Com o COVID-19, o home office veio pra muita gente que nunca trabalhou em casa. Aqui na Timbira, isso já é regra há algum tempo, cada colaborador trabalha na sua casa, ou não. Fica a critério de cada um. Mas leva um tempo até se acostumar com tudo isso e não é fácil montar um ambiente de trabalho descente em casa. No entanto, se por um lado a pandemia ainda leva um tempo, muita gente sabe que chegou o novo normal e trabalhar em casa pode não ser algo passageiro. No meu caso eu levei anos aperfeiçoando tudo. Vou contar um pouco da minha saca e a minha experiência pessoal nisso tudo.

Home Office todo dia?

Eu gosto muito de trabalhar em casa. Inicialmente eu comecei a trabalhar 2x ou 3x por semana quando estava ainda num emprego formal numa multinacional. Depois passei a trabalhar direto em casa só na Timbira. Vou dizer que acho que ficar 7 dias por semana em casa é ruim. Você deveria sair pelo menos 1x ou 2x por semana de casa e ir trabalhar fora. Algumas opções:

  • Procure alguma cafeteria, padaria, etc e separe uma tarde ou manhã com tarefas menos críticas para fazer e leve o seu notebook.
  • Alugue um cooworking
  • Encontre a empresa de algum amigo e vá visitá-lo de vez em quando. Aproveita e marque um happy hour no final do dia. Até o início da pandemia eu estava visitando o pessoal da Necto lá no Pq Tecnológico de SJC.
  • Monte um escritório mesmo com alguns amigos, compre um frigobar e dividam o aluguel. Em cidades menores você consegue fazer isso com um custo relativamente baixo.

Sobre a rotina do dia-a-dia

A coisa mais fácil do mundo é virar ogro trabalhando em casa. Logo, é importante criar algumas rotinas. Tomar banho cedo, se trocar, tomar café-da-manhã, coisas assim. Nada de trabalhar com roupa de dormir. Além das conferências durante o dia, é bom separar o momento de lazer do momento de trabalho. As pessoas na sua casa também vão entender melhor o seu momento e respeitar o seu horário de trabalho.

Outra coisa que para mim é fundamental é sair de casa todos os dias. Seja para almoçar, ir caminhar, ir na academia ou dar uma volta na praça. Saia de casa. A sua qualidade de vida agradece.

O espaço físico

Sem dúvida a parte mais difícil é escolher um local adequado de trabalho. Ainda mais se você tem várias pessoas morando na mesma casa, crianças, cachorro, etc. A vizinhança também é um fator que pesa, particularmente no nível de barulho.

Eu comecei trabalhando no meu quarto mesmo, como a maioria das pessoas. Tinha uma mesa com bom tamanho, mas trabalhar no quarto está longe de ser algo desejável. Se for por pouco tempo OK, mas se for por mais tempo, melhor pensar em alternativas. A solução para mim foi me mudar. Me mudei para um apartamento maior, com um quartinho pequeno mas bem arrumado com espaço armários e uma mesa enorme e customizada. Além disso a parede tinha um fundo falso com passagem embutida para cabos. Foi um grande avanço na época. O andar era alto, os vizinhos silenciosos e eu tinha um espaço separado no apartamento só para trabalhar.

Meu primeiro escritório de verdade.

Mas além do quarto não ser muito grande, havia algo que me incomodava. Não havia uma janela e o quarto era muito abafado e quente no verão. Tinha que trabalhar com um ventilador ligado direto às vezes. Foi quando eu decidi mudar para o interior de SP e ir para São José dos campos, dessa vez para morar numa casa e não num apartamento. Com o aluguel que eu pagava no apartamento e condomínio, eu podia pagar por uma casa maior num bom bairro de SJC. Assim, eu escolhi uma casa que tivesse um quarto só para o meu escritório ao invés de um quarto de empregada adaptado.

Com mais espaço, janela, uma boa vista eu depois incorporei um ar condicionado desses quente e frio que melhorou muito minha qualidade de vida. Eu não ligo o ar condicionado o tempo todo, só quando está muito frio ou muito quente. E dificilmente o dia todo, mas ajuda muito.

Escritório atual

Ok, não é todo mundo que tem esse tipo de oportunidade. No entanto, durante a pandemia, vi pessoas que se mudaram para a praia por exemplo. Quando você não depende mais de ir até a empresa com frequência, algumas coisas mudam na sua forma de pensar. Foi assim que eu decidi mudar de cidade.

Alguns critérios que eu levei em consideração foram a disponibilidade de serviços como internet, iFood, Uber, etc. Sem isso minha vida fica bem mais complicada. Algo que deixei de ter também foi um carro próprio. Estar próximo de São Paulo e de um bom aeroporto também foi importante para mim. É comum ter que viajar à trabalho e temos alguns clientes grandes em São Paulo. Não ir longe demais me descomplica a vida.

Mobiliário

Antes de pensar em equipamento, você deveria pensar nos móveis. Não adianta ter equipamentos de última geração e não ter onde enfiar tudo ou ficar desconfortável o tempo todo. Ter bons móveis faz toda a diferença.

A mesa

Ter uma boa mesa, com altura profundidade e largura suficientes ajuda muito. Já tive mesas altas, mesas apertadas, etc. Eu realmente gosto da sensação de ter espaço. Isso varia para um pouco de pessoa para pessoa. No meu caso eu mandei um marceneiro fazer uma mesa para mim. Demorou um pouco mas ficou bem próximo do que eu queria. Tem espaço suficiente para ocasionalmente duas pessoas trabalharem juntas, bordas arredondadas, boa profundidade, estabilidade e algo importante: espaço para as pernas embaixo.

Outra opção mais moderna e que vem ganhando adeptos são as mesas com altura regulável, que permitem você mudar de postura e trabalhar de pé também. Um exemplo é a Geniodesk, uma opção bem interessante e fabricada no Brasil.

A cadeira

Durante muito tempo eu utilizei cadeiras de escritório bastante razoáveis. Não duram muito mas são OK. Uma boa cadeira é mais do que uma questão de conforto, tem haver com a sua capacidade de trabalhar horas sem ficar com dores nas costas por exemplo. Tem haver com ergonomia. Existem sim boas cadeiras de escritório com boa ergonomia. A Flexform por exemplo oferece cadeiras com encosto alto e ajustes de inclinação etc e tal. Você pode optar por um modelo com revestimento couro ecológico mais conhecido como poliuretano (PU) como a Klass black leather que vai esquentar mais no verão, particularmente se você não tiver um ar condicionado. Você também tem opções como a que eu utilizei um bom tempo que são com tela mesh que prometem esquentar menos e costumam ser um pouco mais baratas.

Se você estiver disposto a investir numa cadeira de escritório realmente incrível e tiver bala na agulha, certamente vai acabar olhando as cadeiras da Herman Miller vendidas pela Atec como a Aeron Chair ou a Embody. São cadeiras incríveis, mas com preços também incríveis, ainda mais com o dólar alto. Recentemente a Hermam Miller se juntou com a Logitech para fazerem uma versão gamer da Embody. Eu acho interessante, mas o preço…

Enfim temos as cadeiras gamers que foram adotadas pela maioria da turma de TI. Eu resisti por muito tempo e acabei comprando uma também, um pouco mais discreta, sem cores chamativas. Mas confesso que gostei muito. No meu caso eu optei por uma Noble Chair modelo Hero, que não foi barata, mas tem uma qualidade realmente muito boa.

Seja uma cadeira de escritório, seja uma cadeira gamer, você tem que ficar de olho mais ou menos nas mesmas coisas:

  • A altura do encosto deve cobrir toda as suas costas. O encosto para a cabeça é bem opcional, não faz muita diferença na prática
  • O material com que é revestido o encosto e o assento, faz muita diferença no conforto e no calor que você vai sentir.
  • O peso que a cadeira suporta, particularmente o mecanismo e a espuma do assento. A DX Racer por exemplo tem BOSS B121-N que eu considerei muito comprar e suporta até 200Kg. Se você está acima do peso… lembre-se disso ou sua cadeira vai para o lixo em pouco tempo.
  • Os mecanismos de ajustes como altura e inclinação do encosto são bem importantes para conseguir uma boa postura de trabalho.

Fora isso, o seu gosto pessoal importa também claro. Cadeiras são alvo de adoração por qualquer pessoa que se interessa por design, então é bem possível que você ache algo que tenha um pouco da sua personalidade também.

Suporte para monitores

Não é besteira não. Além de ajudar a liberar espaço na sua mesa, suportes articulados ajudam muito a você posicionar seus monitores na altura e posição ideal. Se você tem mais de um monitor então, vai ver que sua vida muda completamente ao adotar um suporte duplo desses. E você pode utilizar um desses também para apoiar o seu notebook. Uma solução elegante que pra mim melhorou muito o meu local de trabalho. No meu caso, o meu terceiro monitor, já velho de guerra está apoiado na minha coleção de livros do “Guia do Mochileiro das Galáxias”, mas os 2 principais eu uso com suportes a gás mesmo.

Gaveteiros, armários, estantes & Cia

Eu tenho um certo horror a deixar papeis espalhados pela mesa. Além de me distraírem, dão a impressão constante de bagunça. Há quem diga que você será mais produtivo se tiver um ambiente de trabalho mais organizado. Então algumas gavetas, um armário, prateleiras, o que for. Tenha um lugar para guardar a papelada de forma minimamente organizada. Não precisa gastar muito nisso. Eu comprei um gaveteiro simples de madeira num desses sites de móveis para montar por um preço muito razoável. Ele fica debaixo da minha mesa e quase não aparece na minha frente. Pra mim resolve. OK, eu tenho prateleiras com bidulaques variados com canecas, livros, etc. Não é necessário. No meu caso, as prateleiras já estavam aqui quando eu cheguei.

Outros móveis

Eu não sei você, mas na minha lista ainda tem algumas coisas que eu gostaria de acrescentar com o tempo no meu escritório. Nada fundamental, mas sonhar não custa nada…

  • Um sofá-cama para receber pessoas e poder utilizar o escritório como um quarto de hóspedes ocasionalmente;
  • Um frigobar… esse dispensa comentários. Vai me dizer que você não gosta da ideia?
  • Uma rede… na verdade eu já tenho uma varanda com uma rede anexa ao escritório. A varanda já estava lá quando eu cheguei… não custava nada colocar a rede.
  • Um aparador com água e café…. eu sei que todo mundo tem sua garrafa d’água, mas uma máquina de café ou um galão de água poderia ser uma boa, não?

Equipamentos

Agora vem a parte mais fácil da brincadeira…. mas há alguns cuidados importantes. Se você priorizou os móveis, pode não estar com um orçamento folgado para investir em equipamentos, então vamos pensar em termos de prioridades…

Internet

Um link de pelo menos 50Mbps é o que se espera da maioria das pessoas que trabalham em casa. Com 10Mbps suas conferências serão um inferno. Sério. Quem tiver a graça de ter disponível uma internet como a Vivo fibra, pegue, antes que alguém pegue antes de você. É uma das melhores opções disponíveis hoje. Minha vida com Vivo fibra de 300Mbps é bemmm tranquila. Sim, eu pesquisei antes de me mudar. E não, eu não sou fã da Vivo, mas esse serviço costuma funcionar bem por um preço razoável.

Outra coisa para se pensar é ter um plano de contingência. Eu tenho um plano de 4G de outra operadora que não a Vivo para situações de emergência. Também coloquei uma placa de Wifi no meu desktop só para poder usar o 4G do meu celular nesses casos. Em quase 2 anos, só aconteceu uma vez, mas vai que você está atendendo um cliente crítico e fica sem internet?

Microfones, fones de ouvido, headsets

Trabalhar em casa significa muitas vezes participar de muitas conferências. A câmera pode não ser o mais importante, mas o áudio sim. Então você tem algumas opções. Se você tem um ambiente com muito barulho em volta, vai preferir certamente utilizar um headset para conseguir ouvir melhor as pessoas e para que o microfone capte a sua fala bem próximo da sua boca. Essa brincadeira pode ir longe, existem headsets com cancelamento de ruído ativo que lhe dão um isolamento dos barulhos externos incríveis.

Não utilize o microfone e o autofalante do seu notebook. Sério. O microfone do seu notebook em 99% dos casos é bem ruim e você vai ouvir bem mal as pessoas. Quebra um galho uma vez ou outra. Mas utilizar o áudio do seu notebook todo dia é um sofrimento. Você não entende direito o que as pessoas falam, as pessoas não entendem direito o que você fala e você pode ficar até com dor de cabeça no final de uma conferência com mais de 30 minutos.

Outra opção é ter um microfone externo USB. Existem opções excelentes por aí. Eu comprei um muito bom, mas que tem um defeito grave: ele capta o som em todas as direções. Com isso ele facilmente provoca eco nas minhas conferências. É ótimo para gravar, mas ruim numa conferência. Um microfone excepcional são os microfones da Yeti. Eles tem uma qualidades excelente e você pode trocar o tipo de captador por um direcional para evitar eco por exeplo. Existe inclusive uma versão com braço articulado e suporte que elimina vibração, o Yeticaster.

Algo mais em conta pode ser utilizar uma câmera com microfone integrado como o famoso C920 da Logitech. Funciona sem você pagar uma fortuna. A câmera é boa e o microfone também.

A última opção que você pode utilizar se não está disposto a gastar muito e se não participa de muitas conferências é utilizar um fone de ouvido com microfone desses que vem junto com o seu celular. Não funciona tão bem nem é muito confortável, mas quebra o galho.

Câmera

Você não precisa de uma uma grande câmera. Você pode utilizar a do seu notebook. A não ser que você seja um streamer profissional, não gaste com isso. Uma C920 como citei antes, resolve bem.

Mouse

É impressionante como as pessoas dão pouca atenção ao mouse que utilizam. Mas quem fica mais de 4h por dia na frente de um computador, deveria se preocupar sim. Mesmo que você passe mais tempo digitando. Você não precisa de um mouse gamer super incrementado. Mas um mouse confortável, ergonômico e pra mim, sem fios. Uma mesa com menos fios é uma mesa mais saudável para se trabalhar. Hoje vou aqui fazer a propaganda da Logitech, pois 3 dos meus mouses favoritos são deles:

  • MX Ergo: Não é um mouse, é um trackball na verdade. Mas é a coisa mais ergonômica que você pode encontrar. Pode levar um tempo para se acostumar. Se você tem mais de um monitor, às vezes pode ficar meio perdido. Mas é uma experiência muito boa, particularmente usando ele inclinado.
  • MX Vertical: é inclinado como o Ergo, mas é um mouse normal. Muito confortável e ergonômico. Muito mesmo. Existem outros mouses inclinados como ele…. mas acho que a qualidade deste é muito boa.
  • MX Master 3: Não é inclinado como os anteriores, é um pouco menor e bem confortável. A roda de scroll dele é como sempre deveria ser em todo mouse.

Eu particularmente gosto de mouses onde a mão se encaixa nele. Alguns gostam de mouses menores, ou que você possa trocar de mão facilmente. Enfim… mas experimentar mouses topo de linha é algo que vale à pena.

Teclado

Aqui a coisa complica um bocado. Antigamente eu gostava de dizer que as únicas coisas que eu tinha da Microsoft eram teclado e mouse. Eles tinham produtos acima da média. Quando eu aposentei o meu Microsoft Sculpt Comfort Desktop, prometi que seria o meu último teclado da Microsoft. Além de não ser tão confortável assim, a qualidade é questionável.

Hoje você tem opções bem mais variadas. Os teclados mecânicos ficaram populares com os gamers. Tem teclados muito bons mesmo. Eu tive um Razer BlackWidow Lite que eu considero uma ótima opção: compacto, robusto, relativamente silencioso e confortável de usar. Existem duas coisas que me incomodam nos teclados mecânicos: o barulho e o cabo. Mesmo os mais silenciosos fazem uma quantidade razoável de barulho e eu realmente tenho a mão pesada… sou daqueles que aprenderam a datilografar em máquinas de escrever manuais. E quando você está numa conferência e ouve alguém digitar num teclado mecânico, percebe como isso incomoda os demais. Eu não quero um teclado competindo com a minha voz enquanto estou dando uma consultoria, uma aula ou palestrando. Mas se você tem mãos de fada, é só evitar os teclados mecânicos cherry blue e ser feliz.

Se você está decidido a comprar um teclado mecânico e quer entrar nesse universo, recomendo começar com os 2 vídeos do Fábio Akita sobre o assunto. Eu desta vez optei por um teclado mais fino, sem fio e com bateria ao invés de pilhas. Comprei um Logitech MX Keys. Ele tem lá seus defeitos… não tem layout ABNT2, e as teclas mais largas às vezes fazem um pouco mais de barulho. Fora isso é um excelente teclado e acho que é bem confortável. OK, eu sei…. parece que eu estou fazendo propagando para a Locitech, e e confesso que antigamente eu torcia o nariz para os produtos deles. Uma coisa bacana de optar por vários dispositivos da mesma família MX deles é que eu posso utilizar 2 mouses e um teclado com apenas um receptor espetado na porta USB. Menos fios e menos portas utilizadas.

Monitor

Ter um notebook é quase uma obrigação para quem trabalha com home office. Mas usar só a tela do notebook às vezes não é a coisa mais confortável do mundo. A ideia do notebook é permitir mobilidade, ser leve e ocupar pouco espaço. Mas para trabalhar todo santo dia nele… pode não ser a melhor opção. Ter uma segunda tela parece um pouco confuso para algumas pessoas mas é uma ótima opção em N situações. Se você estiver numa conferência por exemplo, você pode compartilhar uma tela e deixar a conferência rolando em outra.

Se você sofre de hipermetropia ou tem vista cansada…. vai preferir uma tela maior também. Telas de 24″ para mim são um bom tamanho. Ter pelo menos uma tela com auto-falantes pode ser uma boa também, assim você não precisa de caixas de som externas.

Não sou muito exigente com monitores, talvez esteja na hora de ficar mais… existem opções muito interessantes com preços variados. Uma opção que eu achava legal era ter um suporte que permitisse virar o monitor na posição vertical, mas com suportes a gás eu não uso mais o suporte original do monitor…

Desktop / Notebook

Acho que todo mundo deve ter um notebook à mão. Em algum momento você vai ter que participar de uma reunião externa, viajar ou mesmo trabalhar num café pra variar. No entanto eu não dispenso um bom desktop. Você tem muito mais opções de processadores, memória, placa de vídeo, etc. No entanto como boa parte de tudo que a gente roda hoje está na nuvem, eu sinto mesmo é falta de 2 coisas: discos SSD de qualidade razoável e memória. Eu não considero comprar um notebook ou desktop com menos de 16GB hoje em dia. Você se acostuma rapidamente a trabalhar com muitas abas e janelas abertas sem dificuldades. Ter máquinas virtuais e outras coisas rodando ao mesmo tempo. Enfim, com 32GB de memória você tem folga para trabalhar sem muita preocupação e testar coisas mirabolantes. Placas de vídeo não fazem muita diferença para o tipo de trabalho que eu executo. Um bom gabinete e uma boa fonte são um investimento que garantem uma longa vida para o seu conjunto, com boa ventilação e pouco barulho. Eu compro uma máquina pensando numa vida útil de 3 a 5 anos. Por isso acho que gastar um pouco mais e ter algo que dure vale à pena. Mas isso é um critério pessoal, de quem precisa de uma máquina para trabalhar, não para se exibir…

Nobreak

Mesmo que você não tenha um desktop, ter um nobreak pode salvar a sua vida. Se a luz acabar o seu roteador vai desligar, seu monitor, etc. Ter um nobreak pode dar tempo para você reagir adequadamente numa situação de emergência. Eu gosto muito dos nobreaks da SMS e APC, de preferência com pelo menos 1.2KVA. Se tiver um desktop, pode ser que algo um pouco maior seja uma boa ideia.

E aí, vale à pena?

Olha, a Timbira é uma empresa que tão cedo não terá um escritório formal. Todos os nossos colaboradores são DBAs seniores ou especialistas. A maioria trabalha em casa mesmo. Todos nós investimos um tempo e dinheiro nos nossos escritórios. Há tempos atrás eu lembro de ter que brigar para ter uma cadeira descente no local de trabalho. Agora eu escolho a que eu quero. Pago caro por isso, claro. Mas mesmo empresas maiores que estão adotando o trabalho remoto tem ajudado seus funcionários a montar um ambiente mais saio de trabalho. Nós fazemos isso com nossos colaboradores…

E você como está se adaptando? Já trabalha faz tempo em casa? Tem alguma dica para compartilhar?