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7 de Dezembro de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Aqui serão replicados todos os artigos publicados originalmente no sítio do grupo Software Livre Educacional.


Software livre na educação é bom e eu gosto!

8 de Junho de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Muitas vezes, ao falarmos de software livre em alguns ambientes, as pessoas torcem o nariz. E na escola isso não é diferente. Definições como “difícil”, “voltado para técnicos” ou “foi feito para programadores” são comumente associadas ao software livre. Assim, não é de se estranhar que a simples menção de se adotar esses softwares em escolas provoque calafrios e destrua o sono de muitos professores. Entretanto existe muita confusão, tanto nessas definições quanto nos motivos de temor por parte das pessoas. O software livre hoje é não só uma opção viável para uso em ambientes educacionais como também a única eticamente aceitável. Vejamos porque.

Em primeiro lugar, algumas considerações, para quem ainda tem dúvidas sobre o assunto. Os softwares livre são um contraponto aos softwares proprietários. Estes, como o nome indica, são propriedade de alguém – uma pessoa ou uma empresa – e não podem ser alterados por outros que não seus proprietários. Ou seja, você o utiliza do jeito que ele é, sem poder mudar nada. Isso significa que se o software apresentar qualquer problema, você tem que esperar que seu desenvolvedor o conserte. Mesmo que você saiba a solução, não pode tocar no produto. Além disso, a maioria dos softwares proprietários possuem diversos níveis de restrição de distribuição. Alguns podem ser distribuídos somente pelos seus produtores, através do comércio de suas licenças. Outros até são distribuídos gratuitamente, mas mesmo essa distribuição pode possuir regras restritivas – como, por exemplo, terem seu uso vetado em determinados países. E aqui é bom destacar uma distinção: software gratuito não é sinônimo de software livre. Existem muitos programas que são gratuitos e proprietários. Para ser considerado livre, o software tem que atender a quatro premissas básicas: não possuir nenhuma restrição de uso (nem técnica nem geográfica), ter o seu código-fonte disponibilizado e permitir a alteração e a distribuição desse código.

Outra distinção importante é que software livre também não é sinônimo de GNU/Linux (ou Linux, como é, erroneamente, mais conhecido). O GNU/Linux é um sistema operacional e um dos mais famosos softwares livres. Mas não é o único exemplo. Além disso, nem todo software livre precisa do GNU/Linux para funcionar. Existem vários programas que funcionam sob sistemas proprietários, como o Microsoft Windows ou o MacOS da Apple (o navegador Firefox e o pacote de escritório BrOffice.org são dois exemplos, entre muitos outros).

Mas aí vem a pergunta: por que mudar? Se a maioria das pessoas já utiliza determinado produto, não seria muito mais fácil continuar com o que já existe? Bom, nesse caso, temos que ampliar a discussão para o fato de que as tecnologias, assim como qualquer outra atividade humana, possuem uma ideologia, uma intenção. Ao adotarmos um software que não pode ser livremente manipulado, mas somente utilizado, estamos trabalhando em uma lógica de “software para consumo”. Ou seja, você o adquire, utiliza para aquilo que ele foi planejado e, caso ele não atenda suas expectativas, você adquire outro (ou abre mão do seu uso). Sua interação com o software é passiva: você o utiliza e pronto, nada além disso. Até mesmo alterações mínimas, como a sua tradução, são vetadas. Por fim, todo o conhecimento relativo ao software proprietário pertence à empresa que o desenvolveu. Por exemplo se duas pessoas pretendem produzir, cada uma, um software proprietário para edição de música, ambas terão que partir do zero e produzir trabalhos independentes (com uma duplicação de esforços), pois a natureza do seu licenciamento impede que elas troquem informações sobre seu trabalho.

Já o software livre, pelas suas características, pode ser livremente manipulado. Assim sai-se de uma lógica de consumo (unilateral) para uma lógica “interativa” (bi ou mesmo multilateral). É comum alguns softwares livres envolverem, em seu desenvolvimento, dezenas, centenas ou até mesmo milhares de colaboradores, espalhados pelo mundo inteiro. Com isso, ele e capaz de atingir um número maior de expectativas e formas de uso, pois pode ser adaptável a cada uma delas. O botão de “Salvar” não está no lugar que você gostaria? Mude-o! A tradução possui um erro? Corrija-a! Essas são algumas possibilidades de interação com o software livre. Ainda nessa lógica de manipulação do código – e usando o exemplo apresentado acima – dois desenvolvedores que trabalhem com software livre podem produzir produtos distintos com muito menos esforço, uma vez que eles podem trocar trechos de código entre si, o que economiza esforço de desenvolvimento. O trabalho passa a ser dividido entre os dois.

Em relação à produção do conhecimento, a distinção entre o software livre e o proprietário é ainda mais significativa. Todo conhecimento produzido com e pelo software proprietário pertence ao seu desenvolvedor. Já o produzido pelo software livre pertence, literalmente, ao mundo. Toda tecnologia desenvolvida sob um licenciamento livre pode ser reutilizada por qualquer pessoa do planeta para ser melhorada ou incorporada a outras tecnologias – que, obrigatoriamente, também tornam-se livres. Isso garante o avanço tecnológico da humanidade como um todo e não somente de determinados grupos/países/empresas.

Com tudo isso percebe-se que o software livre possui uma forte carga ideológica, que tem muito a ver o ideal das escolas, que é a formação de cidadão críticos e atuantes. Isso porque o software livre estimula a solidariedade, através do seu compartilhamento de código, o engajamento em projetos, através do seu desenvolvimento distribuído, e o respeito às diferenças, ao não fazer distinção das suas formas de uso. Além disso, como o software livre é distribuído livremente, torna-se financeiramente viável a produção de laboratórios de informática. Isso porque, muitas vezes, o custo necessário para a aquisição somente das licenças de uso dos softwares proprietários é o equivalente ao de um computador novo. Ou seja, pode-se utilizar o dinheiro que seria gasto na aquisição de softwares proprietários para comprar mais equipamentos para a escola.

Portanto, se você quer defender uma educação ética e de qualidade, que tal começar divulgando e defendendo o software livre? Ou ainda faltam motivos pra isso?  Wink

(esse artigo foi originalmente publicado por mim no blog coletivo Trezentos)



Projeto Software Livre Educacional de cara nova

23 de Maio de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Sejam tod@s muito bem-vind@s ao novo sítio do grupo Software Livre Educacional! Na verdade esse é um retorno ao Drupal, uma vez que o nosso primeiro sítio também foi construído nessa plataforma. Usamos durante algum tempo o software livre de redes sociais Elgg, mas resolvemos voltar para nossa antiga "casa". O Elgg é uma excelente plataforma, mas percebemos que nossos trabalhos estavam ficando bastante dispersos e pouco acessíveis aos usuários novatos e visitantes. Por isso estamos de volta ao Drupal, onde poderemos sistematizar melhor nossos trabalhos.

Ainda estamos em fase inicial de organização. Pretendemos criar alguns tutorias para guiar os novos usuários, bem como organizar nossos recursos. Mas seguindo a máxima do software livre de "libere logo, libere sempre" (muito apregoada pelo nosso colega Sérgio Lima), resolvemos colocar a nova estrutura no ar, para irmos acertando-a progressivamente.

Contamos com sua visita e críticas. Os comentários podem ser enviados através do nosso link "Fale conosco". Ah, e quem quiser colaborar com o projeto, é só se cadastrar através do link "Criar nova conta"



Pedagogas e programadores juntando esforços

26 de Junho de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Pessoal, ao conversar com o Rainer num evento que participamos percebi que faltava um espaço no qual a gente pedagoga e ligado a educação mas não muito expert em programação, pudesse colocar as necessidades no que diz respeito aos softwares para os programadores. Acredito que fica mais fácil acontecer a conciliação dos interesses do que eles podem fazer e do que precisamos de verdade. Acredito que as idéias abaixo vão de encontro também com o que já conversei com o Rô. Saber o que precisamos exatamente e em detalhes é o primeiro passo para iniciar, auxiliar ou solicitar um software ou ferramenta aos desenvolvedores.

Por isso , resolvi colocar aqui  algumas lacunas que eu sinto e que pude detectar com os professores em termos de ferramentas e softwares livres:

Software no estilo Print artist: aquele da Sierra e com o qual a gente conseguia fazer calendários, cartões, certificados, folders, essas coisas. Uma sugestão seria a de pensar em como a gente poderia utilizar as imagens e ferramentas do tuxpaint e a partir daí adicionar  algum tipo de editor que tivesse uns templates. Estou colocando minhas idéias aqui, talvez estejam um pouquinho confusas mas é um início né?

Software que trabalhe ciências, simulação de experiências de laboratório, microscópio virtual: Os professores de ciência sentem bastante necessidade de um software que tenha essas funcionalidades, sei que existem alguns mas em outras línguas...

Software para criação de slideshows e editor de vídeo simplificado semelhante ao Moviemaker: os professores e alunos gostam bastante e realmente existem muitas possibilidades para o uso desse tipo de software, nas minhas experiências usando Manslide e kdenlive não fui muito feliz... Mas tem o software gerador de video que o Sergio fez, agora é ficar no pé dele para modificá-lo um pouquinho :-)  Acho que não será difícil...

E finalmente um software para criação de histórias em quadrinhos livre. É livre, por isso o hagaquê não vale... Ele é freeware, bem fechado. Sobre essa idéia, acho que vai rolar alguma coisa, até usando desenho vetorial, uia que chique! Wink

E vocês? Concordam com essas necessidades? Tem alguma sugestão? Aguardo pitacos e comentários...