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febrero 11, 2010 0:00 , por Software Livre Brasil - | No one following this article yet.

Francisco Aparecido da Silva: Dia da Liberdade dos Documentos (27/03/2013)

marzo 27, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet

Dia da Liberdade dos Documentos
#dfd
Pensando no dia da liberdade dos documentos, lembro-me dos primeiros editores de textos e das primeiras planilhas eletrônicas. Por exemplo, no MSX (HotBIT Sharp) trabalhava muito bem com o HotCalc, um programa que era carregado de um cartucho inserido no Slot A; O programa para edição de textos, era carregado diretamente do tape recorder através de cabos na entrada "aux", após alguns minutos de leitura e um pouco com sorte. Neste cenário, minhas planilhas e documentos, incluindo coisas profissionais, eram salvos nestas fitas cassete. As coisas profissionais a que me refiro, também eram  impressas em uma impressora eletro-mecânica, que era o caso da Praxis 20, uma Olivetti devidamente adaptada com uma interface paralela. Nos 1980-1990 era assim, todo mundo que aprendeu naquele tempo, tem conceitos. No anos 1990-2000, experimentamos diversas tecnologias para edição de documentos e planilhas, dentre estas tecnologias o Editor Fácil, para texots, EasyCalc para planilhas para citar somente alguns. Empresas com poder econômico e reserva de mercado, transformaram a Fácil Informática em sombra do passado! 

Segundo Maiko Rafael Spiess / Marcos Antônio Mattedi [1] "Enquanto o Fácil para MS-DOS traduzia interesses com uma facilidade espantosa, por justamente “se deixar alistar” pelos interesses alheios, como a adequação à língua portuguesa, o Fácil para Windows encontrou um ambiente muito mais hostil. Enquanto o primeiro, em termos práticos, precisava apenas demonstrar ser um todo coerente e funcional para ser adotado, utilizado e incorporado por outros atores, o segundo precisou envolver-se em traduções de interesses cada vez mais tortuosas e menos favoráveis. Eventualmente, as bem-sucedidas estratégias de translação de interesses empregadas pela Microsoft, envolvendo um novo paradigma de sistema operacional, aplicativos integrados e a opinião especializada, fortaleceram ainda mais uma rede local coerente e estável, a ponto de ela atrair para si a força da grande maioria dos usuários de microcomputadores desde então. Os usuários foram convencidos pela Microsoft que a realização de seus interesses e o futuro da informática passavam necessariamente pelo Windows e pelo processador de textos Word. O Fácil, por outro lado, ainda um produto viável, mas progressivamente com menos destaque na mídia especializada, sem o aparato de marketing e pesquisa da gigante norte-americana, atraía cada vez menos aliados e consumidores. Conforme ele se enfraquecia, menos convincente se tornava em uma futura negociação de interesses. Com seus antigos compradores sendo convencidos pela Microsoft, a força dos processadores de textos Fácil foi rapidamente drenada em direção ao Microsoft Word e seus programas irmãos..."

Dito isto e torcendo muito que você tenha se interessado até aqui, lembro que as fitas citadas acima já não são mais possíveis de  serem lidas e os arquivos não são mais recuperáveis. Então, da mesma forma que somos atores no cenário da tecnologia, somos impactados por ela enquanto cidadãos, empresas ou governos. A experiência, estudos e organizações mostram que cuidados devem ser tomados para que nossos documentos (no sentido amplo) devão ser tratados como um bem que precisa ser preservado. Iniciativas como Document Freedom Day [2] ou Dia da Liberdade dos Documentos [3] devem ser estimuladas como uma grande conquista, ou ainda, uma grande "construção social", mesmo que  pressionada pelos formatos fechados;

Finalizo com o pensamento abaixo do Sr Charles-H. Schulz, Director da Document Foundation e Membro da administração do OASIS Consortium:

"Liberdade Documental é uma parte enorme da nossa liberdade digital, e no entanto a que se presta pouca atenção. Toda a gente devia poder usar, reutilizar e distribuir livremente documentos digitais e os dados contidos neles. Infelizmente formatos fechados e proprietários restringem a nossa liberdade de poder usufruir dessas liberdades e de interoperar bem com outros. Para que se possa permitir e garantir a liberdade documental precisamos de usar, promover e desenvolver verdadeiros standards abertos que não tenham problemas de patentes, e de usar software e tencologias inovativas e inclusivas. O Software Livre pode ter um papel para ajudar muito nestes assuntos." Fonte http://www.documentfreedom.org/testimonials.html

Referências:
[1] (Maiko Rafael Spiess / Marcos Antônio Mattedi pg 463, acesso em 27/03/2013)
[2] http://www.documentfreedom.org/index.pt.html
[3] http://documentfreedom.org.br/



Gustavo Noronha Silva (kov): Discussões sobre a Petrobrás

marzo 25, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet

Assim que a Petrobrás divulgou os resultados do ano calendário de 2012 houve um sem número de controvérsias a respeito. Eu participei de algumas discussões e fiquei animado pra escrever um post explicando de forma mais detida minhas opiniões a respeito. Vou tentar abordar cada um dos argumentos usados nas discussões de que participei.

Está tudo bem, compre Petrobrás!

Vou começar tratando de um post do Paulo Henrique Amorim. O teor do post pode ser dividido em 2 partes: a primeira parte é uma nota oficial da Petrobrás em que ela diz o seguinte:

Em 2012, o lucro líquido foi 36% inferior ao apurado em 2011, refletindo os efeitos da depreciação cambial, maior participação de derivados importados no volume de vendas e aumento das despesas operacionais com maiores baixas de poços secos e subcomerciais;A segunda parte é um comentário feito pelo jornalista em que ele dá a entender que os jornais O Globo, Folha e Estadão deram um viés de má notícia em suas manchetes (que focam na queda de lucro recorde), enquanto a “publicação especializada” InfoMoney dá uma manchete que cita o valor auferido em lucros e indicando que o lucro superou as estimativas. Ele termina sugerindo ao leitor que compre ações da Petrobrás.

Eu considero esse post do Paulo Henrique Amorim uma tentativa pífia de dar um giro positivo numa notícia que não tem nada de positiva. O fato é que o lucro da Petrobrás caiu em 36% – mais que um terço! – em relação a 2011. As expectativas em relação ao lucro da Petrobrás estavam baixas por várias razões (algumas até listadas no texto da Petrobrás, acima) e o fato de o lucro ter superado essas expectativas não ajuda muito.

Valor das ações da Petrobrás de 2008 a início de 2013

As expectativas em relação à saúde financeira da Petrobrás e ao nível de interferência política sofrida pela empresa não é coisa nova. A Petrobrás perdeu mais de 66% do seu valor de mercado desde 2008, como se pode ver no gráfico acima, obtido no Yahoo! Finance. Isso significa que alguém que comprou 100 reais em ações da Petrobrás em 2008 hoje não vende as mesmas ações por mais do que 34 reais. Faz sentido, então, recomendar a compra, como fez PHA? Antes, vamos tentar entender as razões por trás da queda.

E por quê essa perda gigantesca?

As intervenções do governo e as mágicas fiscais

Em 2010 a Petrobrás fez o que o ex-presidente Lula chamou (com razão) de a maior capitalização da história do capitalismo mundial. O que foi isso? A Petrobrás precisava de dinheiro em caixa pra fazer investimentos na extração do pré-sal. Para conseguir esse dinheiro, a Petrobrás aumentou o número de ações que a compõe e as ofereceu na bolsa. Trabalhadores brasileiros puderam usar o dinheiro do FGTS para adquirir ações – e muitos fizeram isso!

Como parte do processo a União fez o que se chamou de cessão onerosa de 5 bilhões de barris de petróleo que se encontravam em lotes do pré-sal. O petróleo que está em território brasileiro é do Estado brasileiro, para que seja extraído de lá e usado comercialmente, a União faz leilões de concessão. Na capitalização a União concedeu, com antecedência, à Petrobrás os direitos sobre esses 5 bilhões de barris e ganhou, em troca, R$ 74,8 bilhões. Desses, R$ 42,9 bilhões foram usados para compra de ações da capitalização da Petrobrás, aumentando a participação da União na empresa. Note que até hoje esses barris estão lá embaixo da terra. O que foi feito foi uma transação sobre direitos futuros.

Com que propósito isso foi feito? Em primeiro lugar para viabilizar a capitalização, claro, mas em segundo lugar, esses bilhões foram usados para fazer o superávit primário de 2010. Esse é um dos exemplos de como o governo tem usado a Petrobrás politicamente, para fingir que cumpre as metas que define para si mesmo. Esse foi um dos fatores que levaram as ações da Petrobrás a continuarem em queda, mesmo depois de ter feito a maior capitalização da história. Vamos falar de outra: o subsídio à gasolina.

O subsídio à gasolina

Outra das razões para a queda do valor de mercado está na nota da Petrobrás citada acima: “maior participação de derivados importados no volume de vendas”. Em 2006, ano eleitoral, Lula foi a um campo de exploração de petróleo da Petrobrás pintar as mãos de preto e anunciar a nossa auto-suficiência em petróleo. Os mais atentos também devem se lembrar de como Lula fazia discursos ufanistas quando falava do etanol brasileiro, de como era o mais eficiente do mundo e coisa e tal.

Acontece que demanda por combustíveis aumentou consideravelmente desde então, em parte impulsionada pelo subsídio dado pelo governo para venda de automóveis, através da redução do IPI, e o setor produtivo brasileiro simplesmente não teve condições de atender à demanda. Resultado: milhões e milhões de barris importados tanto de etanol quanto de gasolina. A auto-suficiência durou bem pouco.

Por si só, o fato de termos que importar etanol e gasolina não seria tão problemático. Acontece que o governo, através da Petrobrás, adotou uma postura de não repassar ao preço local da gasolina os ajustes sofridos pelo preço do petróleo no mercado internacional. Essa postura funcionava quando a auto-suficiência em petróleo era um fato, mas a partir do momento em que nós começamos a importar, a Petrobrás estava pagando muito mais pela gasolina que comprava do que cobrava pela gasolina que vendia, o que levou a uma situação inusitada: quanto mais gasolina vende, mais a Petrobrás perde dinheiro! Como pode ser visto no post linkado, calcula-se que depois do reajuste da gasolina dado no começo de 2013 a Petrobrás está perdendo 1,2 bilhões de reais por mês. Essa é nossa situação atual.

Mas o subsídio à gasolina é do interesse nacional!

Assumindo que faça sentido a Petrobrás destruir sua saúde financeira para estabelecer um subsídio de interesse do país (falo disso mais adiante), resta somente a questão de se é interesse do país o subsídio à gasolina. Será que é? Eu acho difícil decidir sobre uma coisa complexa dessas assim de supetão; Uma das questões que servem como base pra essa é se é do interesse do país o subsídio ao IPI, dado anteriormente, e que levou à alta da demanda.

A redução de IPI para automóveis foi uma medida adotada pelo governo para aquecer a economia e impedir que a crise de 2008 nos atinge com mais força, reduzindo o emprego e a renda. É louvável essa tentativa, mas por quê a indústria automobilística? Uma das razões é possivelmente que essa é uma indústria que emprega muito e que tradicionalmente trabalhou com o governo para evitar reduções de postos de trabalho. OK, até aqui tudo bem. Mas será que não existem diversas outras indústrias que poderiam absorver os trabalhadores que perdessem o emprego nas montadoras? Quem dirá os serviços e indústrias de suporte que certamente surgirão em volta de empreendimentos desse porte?

Além de pensar sobre isso, temos que pensar também nos outros resultados que advem de uma política dessas. Uma delas é óbvia: a quantidade de carros nas cidades aumentou vertiginosamente, aumentando a poluição e os engarrafamentos. Essas são o que a economia chama de externalidades negativas. Imagine se ao invés de incentivar a compra de carros o governo federal tivesse iniciado investimentos consistentes em obras de mobilidade urbana em todo o território brasileiro. Canteiros de obra para metrôs, BRTs, trens poderiam não só absorver os trabalhadores que eventualmente fossem demitidos nas montadoras, mas gerariam uma externalidade positiva significativa. Melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Do meu ponto de vista, o incentivo à compra de carros foi um erro. Mas suponhamos que tenha sido uma boa ideia. Voltemos à questão do subsídio à gasolina: o subsídio vem da Petrobrás, que é uma empresa de capital misto, o que significa que parte dela é do Estado brasileiro, parte de entes privados e indivíduos. Por isso mesmo, parte do dinheiro investido nesse subsídio é público. Ou seja, é dinheiro da pessoa pobre que recebe Bolsa Família, meu e seu.

Faz sentido usar esse dinheiro para beneficiar quem usa carros a gasolina? Eu consigo ver o benefício pra mim, que tenho carro e uso gasolina, mas que benefício à sociedade esse subsídio dá, que justifique usar dinheiro da pessoa pobre que recebe Bolsa Família pra me ajudar? Os argumentos que eu ouvi são de que um aumento na gasolina acarreta aumento de custo e portanto um aumento de preços em cascata no resto da cadeia produtiva. Será? Caminhões e ônibus usam diesel, por exemplo, então não vejo como o custo de transporte de cargas e passageiros seria afetado. Quem tiver alguma ideia, poste aí nos comentários.

A Petrobrás é uma empresa estatal/pública e portanto tem o dever de proteger os interesses nacionais!

Eu argumentei antes que o subsídio à gasolina não é necessariamente do interesse nacional. Acho o mesmo quando se trata de usar mágica contábil… mas vamos supor que fossem interesses nacionais. A Petrobrás tem o dever de protegê-los? Gostaria de voltar à questão da capitalização. Os mais atentos lembrarão que a Petrobrás é uma empresa de capital misto, ou seja, a União é um dos acionistas, mas há outros. Quem são esses outros? Grandes capitalistas que especulam na bolsa? Certamente há. Mas os mais atentos lembrarão que também há inúmeros trabalhadores, que usaram seu rico dinheirinho do FGTS para comprar ações da capitalização. São mais de 70 mil trabalhadores que tem mais de 2 bilhões aplicados na oferta original em 2000 ou na capitalização de 2010. Sem contar investidores individuais, que podemos ser eu e você. Quem comprou 100 reais em ações em 2010 hoje vende por 70. E não há sinal de que a trajetória de queda vai mudar.

É justo a Petrobrás tocar o foda-se para União, trabalhadores e outros acionistas e perseguir o que alguém tirou do Cadastro Único ser do interesse nacional? Eu diria que não. Se for o caso, e acho que, como qualquer outra política pública, o mérito dessa tem sim que ser avaliado, o ideal é fechar o capital da empresa, ou seja, tirá-la da bolsa de valores e trazer o orçamento da empresa pra dentro do orçamento geral da União. Por quê? Porque se vamos usar dinheiro público para fazer subsídio de interesse nacional é essencial que fique claro e transparente para todos que esse subsídio é feito ao invés de outros investimentos. O dinheiro que iria para subsidiar a gasolina poderia talvez ser melhor gasto na educação, por que não?

Conclusão

Respondendo à pergunta original: e aí, faz sentido recomendar a compra de Petrobrás? Do jeito que a coisa está hoje, não acho que faça sentido. É necessário que a empresa e o governo demonstrem que a Petrobrás será gerida como uma empresa séria de novo antes que seja possível confiar nela. Mas eu sou otimista e acho que a Graça Foster foi colocada lá com essa condição: de que ela poderia colocar a empresa nos trilhos. O aumento da gasolina do começo de 2013, apesar de não acabar com a defasagem do preço, é um passo na direção certa. Se você acredita que as intervenções políticas vão acabar e que a empresa vai parar de tomar decisões estúpidas como a de subsidiar a gasolina, compre. Se não acha, não faz sentido comprar.

Atualização (3 de março de 2013)

Só no primeiro bimestre de 2013 o valor de mercado da Petrobrás caiu mais do que em todo o ano de 2012. O aumento insuficiente para corrigir a distorção do preço da gasolina é uma provável explicação.



Antonio Terceiro (terceiro): Ruby 2.0 released, with multiarch support^W^W^W^W

marzo 24, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet

Ruby 2.0 was released today. This new version of the language brings some very interesting features, and according to the core team, an effort has been made to keep source level compartibility with Ruby 1.9.

Debian packaging is under way and should hit NEW soon. During the last few days I gave more attention to getting the new multiarch support fixed upstream than to the packaging bits, but the remaining packaging work should be pretty much about housekeeping.

Next steps from a Debian point of view (after Wheezy is out) include:

  • add Ruby 2.0 support in gem2deb (should be trivial).
  • check what packages need fixing to support Ruby 2.0, and which are broken beyond repair.
  • figure out how to better exploit a multiarch-enabled Ruby.

Now let’s get back to fixing RC bugs and getting Wheezy released. :-)

UPDATE 2013-03-06: actually the multiarch support is broken in 2.0.0, and the bugs I reported were only fixed in trunk. I will probably backport those fixes in the Debian package.



Manoel Aleksandre Filho: Debian Wheezy está às portas

marzo 22, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet



Artigo traduzido do The H Online

A equipe de lançamento do Debian está entrando em uma fase decisiva, em relação ao Debian 7.0, também conhecido como "Wheezy". Na sequência desse lançamento, uma lista de bugs considerados críticos foi reduzida para menos de uma centena. Sendo assim, os desenvolvedores já decidiram ignorar os problemas em questão, e liberarão os pacotes caso os patches não sejam apresentados em breve. No entanto, eles só vão aceitar pequenas correções para os problemas em questão, e não irão mexer em outras partes do sistema, pois estão tentando seguir em frente com o lançamento. 

 Além dos outros trabalhos de desenvolvimento, um Release Candidate para o novo instalador Debian está disponível há mais de um mês. Levando em consideração a atual fase desse trabalho, é possível que o Debian Wheezy possa ser liberado durante o feriado da Páscoa. Para que isso aconteça o bug 703419 precisa ser corrigido, referente ao término do conteúdo das notas de lançamento para o Wheezy.



João Eriberto Mota Filho: Guia dobrável do tcpdump e WinDump

marzo 20, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet

Há alguns dias eu fiz um guia dobrável sobre o tcpdump, que também serve para o WinDump. Ele possui seis páginas e é uma referência para iniciantes e para profissionais.

O guia está disponível em http://eriberto.pro.br/files/guia_tcpdump.pdf.

Espero que seja útil.

[]s!



João Eriberto Mota Filho: Kernels Linux 3.4.35 e 3.8.3 para Debian Wheezy

marzo 19, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet

Pessoal,

Como estou escrevendo o livro de análise de tráfego, tive que compilar kernels mais atuais para fazer algumas experiências. Então, disponibilizei os .deb de tais kernels. São o 3.4.35 e o 3.8.3. Foram compilados para Debian Wheezy (Debian 7) e funcionam perfeitamente.

Por favor, quem for usar, leia o README antes, pois há riscos.

Os kernels estão nesses endereços:

http://eriberto.pro.br/files/linux-3.4.35/

http://eriberto.pro.br/files/linux-3.8.3/

[]s a todos!

Eriberto



Manoel Aleksandre Filho: Bluetooth do DELL Inspiron N4050 no Debian

marzo 17, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet


Já havia tratado desse assunto em um post anterior. Entretanto, o módulo compilado naquela ocasião era muito bugado e o bluetooth funcionava quando queria ou funcionava mal.

Pesquisando por aí descobri que o módulo do pacote linux-firmware mais recentes funciona perfeitamente para o bluetooth do DELL Inspiron N4050.

Mas tal pacote tem que ser buscado direto da fonte; o pegaremos diretamente do git. Sendo assim, instalemos, primeiramente, o git:
sudo aptitude install git
Para não deixarmos lixo em nossa home, façamos a clonagem do git na pasta tmp, siga os comandos na sequência.
cd /tmp
git clone git://git.kernel.org/pub/scm/linux/kernel/git/dwmw2/linux-firmware.git
sudo cp linux-firmware/ath3k-1.fw /lib/firmware
Agora basta reiniciarmos o sistema e usarmos nossos dispositivos bluetooth.



Manoel Aleksandre Filho: Dando um upgrade no Debian Squeeze

marzo 14, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet



É do conhecimento de todos que as versões estáveis do Debian prezam exatamente pela estabilidade e segurança de seu sistema. Por isso mesmo, todo seu conjunto de pacotes são mantidos, durante toda a virgência da stable, em uma mesma versão ocorrendo somente atualizações de correção de segurança e bugs. Entre o congelamento da distribuição ainda no testing até o esgotamento do período da stable pode transcorrer um período próximo dos dois anos e meio. Todo esse tempo no cenário atual da tecnologia significa muita coisa. Para terem uma ideia, o Iceweasel, navegador padrão do Debian, está na versão 3.5.16 no Squeeze, enquanto que, atualmente, ele já está na versão 19 (a mesma versão equivalente do Firefox).

É claro, dispomos de pacotes mais atuais nos repositórios backports e até podemos hibridizar o Debian com repositórios do testing, experimental ou mesmo do Sid. Ainda há, também, a possibilidade de utilizarmos repositório de terceiros, principalmente de distribuições derivadas do Debian em que os seus mantenedores acabam por empacotar pacotes mais recentes para seus sistemas. E é exatamente essa última opção que utilizaremos aqui.

Utilizaremos repositórios da distribuição SolusOS, que é baseada no Debian Stable mantendo toda sua base mas adicionando um conjunto de pacotes mais recentes. Claro, você poderia simplesmente partir para a instalação do próprio SolusOS em seu computador, mas para aqueles que, como eu, não preferem se dispor de seu amado Debian usam os repositórios daquele para atualizar os pacotes deste. Mas vamos aos procedimentos! Estando com o seu Debian Squeeze devidamente instalado, deixe sua /etc/apt/sources.list como esta:
# Debian
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ squeeze main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ squeeze/updates main contrib non-free
# Debian backports
deb http://backports.debian.org/debian-backports squeeze-backports main contrib non-free
# SolusOS
deb http://packages.solusos.com/ eveline main import upstream non-free
# Debian Mozilla Team
deb http://mozilla.debian.net/ squeeze-backports iceweasel-release
Agora devemos criar o arquivo  /etc/apt/preferences com as seguintes linhas:
# SolusOS Packages
Package: *
Pin: release a=eveline
Pin-Priority: 700
# Debian backports
Package: *
Pin: release a=squeeze-backports
Pin-Priority: 650 
Atualizamos a lista de pacotes e instalamos a chave do apt para o SolusOS:
sudo aptitude update
sudo aptitude install solusos-keyring
Agora aplicamos as atualizações existentes e reiniciamos o sistema:
sudo aptitude safe-upgrade
Muitos pacotes do GNOME serão atualizados, além de diversos outros aplicativos. Entretanto, outras aplicações importantes como o Iceweasel, o LibreOffice, gimp, etc, precisarão de uma atualização manual.

O SoluOS utiliza o Firefox (sempre a versão mais recente) como navegador padrão; você pode até instalá-lo, desde que desinstale o Iceweasel. Mas, desejando apenas ter o Iceweasel para a versão corrente apenas digite:
sudo aptitude install -t squeeze-backports iceweasel
Para atualizar a suíte de escritório, basta digitarmos:
sudo aptitude install libreoffice libreoffice3.6-pt-br
Que tal instalarmos um kernel mais atual? O time do SolusOS empacotou as versões 3.3, 3.5 e 3.6. Instalemos essa última:
sudo aptitude install linux-image-3.6
Agora reinicie e inicialize por esse kernel.

Bom, são muitas as possibilidade de se aproveitar os repositórios do SolusOS. Você poderá inicializar a Central de Aplicativos que foi instalada por padrão e dar uma verificada nas opções. Por exemplo, é possível instalar por ela o Skype, drivers mais recentes da Nvídia, o Deluge bittorrent, os temas faenza e elementary, GnoMenu, Minitube, JDownload, LOVEFiLM e Netflix, Pidgin mais recente, VLC 2.x, e vários outros pacotes que você não encontra no Debian original.

Fonte: http://goo.gl/VRS35



Francisco Aparecido da Silva: Screenshots pela linha de comando com Scrot

marzo 11, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet

SCRenn shOT, ou simplesmente "scrot".
Screenshot (foto da tela), é uma função básica para as necessidades diversas de computação, como documentação, mostrar um erro em um programa ou simplesmente exibir sua área de trabalho para os amigos; Particularmente, tenho usado para isso uma função do Gnome, o gnome-screenshot que possui funções muito diversas; O programa "scrot" tem a vantagem de poder ser chamado pela linha de comando pois este não depende de uma interface gráfica para rodar, pois utiliza a imlib2 para manipular imagens; 

A instalação em sistemas GNU/Debian se dá pelo próprio nome do pacote, o qual já instala a imlib2:

aptitude install scrot

Dicas de uso:

Além da man page, o scrot quando chamado com argumento -h apresenta um help muito fácil de entender. Fiz alguns testes para selecionar alguns usos mais comuns os quais listo abaixo para os curiosos testarem:

scrot  -s /tmp/scrot-s.png
A opção -s permite selecionar uma área para seu  scrennshot; O scrot  vai esperar até que seja "clicado" com o mouse uma área, aba, ou qualquer coisa no desktop; Note que neste caso, é indicado o nome para diretório que se deseja arquivar a imagem; Caso não seja indicado, os arquivos serão salvos na área de trabalho do usuário;


scrot  -u /tmp/scrot-u.png
A opção -u vai usar o foco atual do seu terminal:

Uma opção interessante, é poder contar um certo tempo até que seja disparado a captura do Screenshot; por exemplo, você pode desejar chamar o scrot e procurar a tela ou aplicação que deseja capturar; isto pode ser feito da seguinte forma:

scrot  -u -b -d 10 -c /tmp/scrot-border_count.png


Note, que aqui é exemplificado a possibilidade de colocar mais de um argumento na linha de comando,  por exemplo, a opção -d (delay) e  -c  (count) que juntas permitem uma contagem de 10 segundos antes da gravação indicada por -u (focused);

Sendo um programa ao bom estilo de linha de comando (cl); seu uso fica por conta da criatividade de cada um, inclusive, podendo ser usado em um laço for, agendado, utilizado em conjunto Convert que é especialista em manipulação de imagens ou pelo Gimp, para edição etc; Gostou? 

Referências:
man scrot



Manoel Aleksandre Filho: Sincronizando Calibre e Kobo eReader no Debian Wheezy

marzo 10, 2013 0:00, por Software Livre Brasil - 0no comments yet


Quem me conhece sabe que minha maior paixão é a leitura. Estou sempre com um livro na mão ou no notebook lendo de tudo. Bom, estava. Depois de muitos problemas com dores na coluna, ombros, braços e mãos, problemas de visão, etc (não por conta dos livros, mas da leitura frequênte através do notebook) resolvi comprar um eReader. Pesquisei bastante, pesei os prós e contras, cheguei a comprar um tablet de 7" baratinho só pra experimentar a leitura e conclui que o melhor é utilizar um dispositivo próprio para essa finalidade. Enfim, comprei um Kobo Glo. E esse gadget tornou-se meu inseparável companheiro de todas as horas. Adeus dores na coluna, ombros, braços, etc; apesar de não poder mais dar jeito com a visão, pelo menos não a canso mais por conta da luminosidade do notebook. A leitura com o Kobo é muito agradável até mesmo sob o sol em um domingo na praia!

Leitores habituados com ebooks sabem que o melhor gerenciador de biblioteca pessoal é o software livre chamado Calibre. Ele é completíssimo. Além de gerenciar com maestria nossa biblioteca, também permite a conversão entre formatos de ebook e sua sincronização com diversos eReaders do mercado. Mas nesse caso veio um certo desgosto. A versão do Calibre disponível para o Debian Wheezy (0.8.51) não reconhecia o meu Kobo, enquanto que a versão do Ubuntu 13.04 (0.9.18) funcionava perfeitamente. Então, o que fazer? Simples, atualizar a versão do Calibre para a existente nos repositórios Sid (que é a mesma do Ubuntu, claro, já que é onde eles pegam tudo mesmo).

Bom, há algumas maneiras de se fazer isso, como acrescentar o repositório do Sid no sources.list do Wheezy, torná-lo misto, etc. Mas como eu não desejava "violar" o padrão do Testing (estou realmente testando-o), resolvi fazer o download e a instalação manuais dos pacotes necessários. No caso do Wheezy, primeiramente instalamos a versão atual dos próprios respositórios:
sudo aptitude install calibre

Depois de o mesmo estar instalado, vamos fazer download dos seguintes pacotes:

Agora procedemos com a instalação dos mesmos com os seguintes comandos na mesma sequência:
sudo dpkg -i calibre-bin_0.9.18+dfsg-1_amd64.deb
sudo dpkg -i  calibre_0.9.18+dfsg-1_all.deb

Pronto, agora basta gerenciar e transferir seus ebooks para seu Kobo e boa leitura!

Observações:
1. O pacote calibre-bin que passei aí é para 64 bits, se o seu for 32 bits deverá pegar este:  calibre-bin;
2. Esses procedimentos, infelizmente, não servem para o Squeeze. Não sei se existe a versão mais atual, por exemplo, nos backports.



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