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Seria a vez do desktop GNU-Linux, finalmente?

28 de Junho de 2012, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Steven J. Vaughan-Nichols
Do ZDNet [em inglês]

Da Linux Magazine

A Microsoft tem saído do seu caminho usual para competir com seus parceiros no mercado. Primeiro, foi o Windows 8, com uma interface, Metro, que só usuários "iniciantes" poderiam gostar: o Metro irá exigir que os usuários do Windows reaprendam tudo o que sabem sobre como usar o Windows. Em seguida a Microsoft anunciou o Surface, um tablet que deixa todos seus parceiros de Windows 8 em desordem. E finalmente, adicionando ainda mais insulto à injúria, a Microsoft deixou para trás seus parceiros de smartphones ao anunciar o Windows Phone 8 (que tornou obsoleto todos os antecessores que executavam Windows). Então, se uma empresa estiver no ramo de PCs e quiser realmente trabalhar com a Microsoft, seria finalmente o momento de procurar um parceiro com quem seja realmente possível trabalhar?

Fato é que agora é a hora para Dell, HP, Lenovo e todos os outros grandes fornecedores de PCs finalmente começarem a levar o desktop Linux a sério. É claro que a agenda da Microsoft já não está sendo executada em paralelo com os planos dessas empresas[http://www.zdnet.com/blog/btl/hardware-the-backlash-to-the-backlash/80606]. Mudar para o Linux, contudo, não vai ser fácil. Em 2012 só existem ainda dois importantes parceiros a se considerar em uma possível parceria: a Canonical, pela fama originada com o Ubuntu, e o Google, com o Android e o Chrome.


Ubuntu 12.04 versus Windows 8


Sim, existem muitas outras distribuições desktop Linux. E algumas delas pode ser melhores; como, por exemplo, o Mint 13. Pequenos distribuidores Linux ainda não são grandes o suficiente para serem levados a sério pelos principais fornecedores de OEMs ("Original Equipment Manufacturer" ou modalidade diferenciada de distribuição de produtos originais, na qual eles não são comercializados aos consumidores finais). As outras grandes organizações pos trás do Linux, como a Red Hat e a SUSE, estão agora focadas em servidores.

O Ubuntu, por outro lado, tem estado associado a laptops e desktops de empresas como a Dell por anos. Quando Mark Shuttleworth, CEO da Canonical, afirmou recentemente que ele esperava 20 milhões de PCs executando Ubuntu este ano, não estava falando da boca para fora; mas ele não estava também referindo-se apenas ao mercado norte-americano e europeu, mas ao mercado mundial. É na China e na Índia, por exemplo, que a Canonical, com sua parceira Dell, descobriu que as pessoas poderiam realmente comprar PCs sem o Windows. É fato, portanto, que a Canonical teria um provável êxito em trabalhar com outros fabricantes e trazer o Ubuntu desktop Linux para os mercados ocidentais.

Os principais OEMs já tem experiência em trabalhar com Google e Android. Sendo o Android um dos sistemas operacionais para smartphones mais populares do planeta, o Google deve estar fazendo algo certo. Logo, não há nenhuma razão para que Chromebooks executando Chrome OS não possam ser o próximo passo na evolução dos desktops. O Chrome é mais popular navegador da web executando Linux. Sabendo usar um navegador na Internet pode-se perfeitamente usar um Chromebook. Ao contrário do Metro do Windows 8, não há curva de aprendizado para isso.

O grande problema do Chrome OS é que ele requer uma conexão à Internet para mostrar a que veio. É, portanto, o primeiro grande sistema operacional baseado em nuvem para desktops. Mas quanto trabalho pode ser feito agora com o seu PC Windows sem conexão de Internet? Sabemos que infelizmente a resposta é "não muito". Além disso, os recursos offline do Chrome OS estão melhorando. Já é possível, por exemplo, usar o Gmail estando offline. Também parece que o Google deverá lançar uma versão offline para o Google Docs nesta semana em seu evento anual Google I/O.

Paralelamente a isso tudo, a Microsoft tem demonstrado que não é amiga de seus parceiros e o Windows 8, como o Vista antes dele, parece ter começado mal. Mas, se os fornecedores de hardware começarem a ofertar linhas de produtos baseados em Linux, deverão aumentar suas margens de lucros, trabalhando com parceiros que querem trabalhar com eles, obviamente, e serem capazes de oferecer aos clientes sistemas operacionais atraentes e seguros que realmente necessitam de menos treinamento ou aprendizado para uso que o Windows 8.


Tags deste artigo: desktop mercado

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