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4G x banda larga fixa: Operadoras refazem plano estratégico

23 de Março de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Atualmente o único serviço wireless 4G no mercado americano, o 4G WiMAX da Clearwire, oferece velocidades médias de download de 3 Mbps a 6 Mbps, comparáveis a muitos serviços de banda larga fixa DSL ou cable modem.

Como resultado, os consumidores nos 27 mercados onde o serviço é ofertado contam com uma opção em banda larga. E muitos têm preferido fazer a troca. Segundo o chefe da área comercial da Clearwire, Mike Sievert, metade dos assinantes da empresa utiliza o 4G como substituto dos serviços DSL e cable modem.

É uma primeira indicação de que as redes 4G já podem efetivamente competir no mercado de banda larga. Com as velocidades se aproximando daquelas oferecidas pelos serviços tradicionais, o serviço vai se tornando interessante para quem não quer em assinar os pacotes conjuntos com telefone, TV e internet, o triple-play.

De fato, outros serviços 4G vão oferecer velocidades similares às já obtidas pela Clearwire. A Verizon Wireless está construindo sua própria rede 4G utilizando a tecnologia LTE e espera-se que o serviço esteja disponível entre 25 a 30 mercados nos Estados Unidos até o fim do ano. Segundo a Verizon, os testes mostram velocidades médias entre 6 Mbps e 12 Mbps.

Ainda assim, tanto a Verizon quanto a AT@T, que vai testar o 4G LTE ainda este ano, têm sido cautelosas sobre a banda larga 4G como substituta dos serviços tradicionais de banda larga. Até porque são empresas que também vendem acessos DSL por redes de fibras óticas nas quais investiram bilhões de dólares.

Tampouco têm falado de como será a política de preços para os serviços 4G sem fio. Há alguns indícios de que as empresas planejam adotar cobranças baseadas no consumo, o que deve desencorajar a substituição do DSL pelo 4G.

Mas pelo que se viu no Plano Nacional de Banda Larga delineado pela FCC, o órgão regulador de comunicações americano acredita que o 4G será, sim, um competidor no acesso rápido.

Atualmente, 95% dos americanos têm acesso a pelo menos um provedor de banda larga, segundo relatório da FCC. Cerca de 13% contam com apenas um provedor, enquanto 78% têm acesso a dois, por cabo e DSL. Apenas 4% têm acesso a três ou mais provedores.

Para a FCC, não se trata de oferecer banda larga apenas para quem ainda não têm acesso, mas garantir maior competição naqueles mercados que contam com apenas um provedor.

O problema é que construir a infraestrutura de banda larga custa caro. E as tentativas anteriores de forçar competição no mercado de telecomunicações via regulação não foram bem sucedidas. A FCC parece ter entendido que levar uma terceira rede de fios para a casa dos consumidores é pouco provável. Daí ter voltado sua atenção para as redes sem fio 4G.

“A redução dos custos de entrada e competição em redes banda larga sem fio, facilitando acesso a espectro e backhauls de alta capacidade podem incentivar a competição”, diz o Plano Nacional de Banda Larga dos EUA.

Esse tipo de conexão tem outros atrativos. Assim como os celulares permitem conversar ao telefone de qualquer lugar, não vai demorar para que as pessoas também passem a apreciar ter acesso à banda larga de qualquer ponto. A partir da expansão das redes wireless, é de se esperar que muitos resolvam manter apenas o acesso móvel, como se viu na telefonia.

Naturalmente, manter apenas o serviço de banda larga wireless não será atraente a todos os consumidores, especialmente àqueles que consomem muito. Como há limitações em qualquer rede sem fio, é de se imaginar que esse serviço não consiga acompanhar todos os serviços em altíssima velocidade possível via fibras óticas.

Mas os consumidores médios que estiverem interessados em reduzir suas contas mensais com telecomunicações podem ver na banda larga sem fio uma alternativa aos pacotes triple play que prometem acesso barato à internet em troca dos serviços conjuntos com TV e telefonia.

Já a capacidade das redes 4G wireless em reduzirem preços dos competidores deve depender do sucesso da FCC em disponibilizar a faixa de 500 MHz, como previsto no plano. Isso pode levar a uma mexida no mercado de empresas wireless, levando à existência de quatro, cinco ou até mesmo seis competidores de banda larga em qualquer mercado.

Por enquanto, o mercado ainda está longe de grandes mudanças nos preços. Os valores cobrados pela Clearwire são competitivos, mas a empresa não chega a afetar profundamente os mercados de banda larga tradicional.

O acesso ilimitado residencial, que oferece 6 Mbps em dowloados e 1Mbps em uploads tem preços comparáveis ao serviço DSL da AT&T, de US$ 40. A Verizon, que oferece DSL de 7 Mbps cobra US$ 55. Já os operadores de cabo em geral oferecem conxões mais rápidas por preços semelhantes aos da Clearwire.

Claramente a empresa não está mirando na competição por preço. “Pode haver algumas pessoas que assinam nosso serviço para economizar”, diz Mike Sievert, da Clearwire. “Mas não creio que seja a principal motivação. Acho que as pessoas gostam da conveniência da mobilidade”, completa.

Um dos motivos para a Clearwire não se lançar numa guerra de preços pode estar no fato de que dois dos maiores provedores de banda larga dos Estados Unidos serem investidores na empresa. Time Warner Cable e Comcast contribuíram com bilhões de dólares na construção da infraestrutura da Clearwire. Como parte do negócio, ambas estão revendendo serviços 4G como um adicional a clientes da banda larga tradicional.

Fonte Convergência Digital


Tags deste artigo: 4g wimax wireless banda larga clearwire

55 comentários

  • F34bc37830728490d054b2455c7370ad?only path=false&size=50&d=404EmS(usuário não autenticado)
    23 de Março de 2010, 20:59

    WiMAX <> 4G

    Não é consenso que o padrão WiMAX é o sucessor do 3G. A tecnologia LTE se sai melhor, pois preserva investimentos já feitos pelas operadoras atuais de 3G. Notem que os investidores da ClearWire são empresas de cabo e não de telefonia celular. Por isso muitos dizem que o WiMAX está morto, vide alguns fabricantes de equipamentos que já o abandonaram em prol do LTE, ou seja, 4G = LTE, WiMAX é outra coisa e seja o que for, já era.


  • 2b26d64a26894d80eeea158f6e6dc555?only path=false&size=50&d=404João Vitor(usuário não autenticado)
    23 de Março de 2010, 21:01

    Internet 4G

    É maravilhoso ver o avanço as redes de internet móvel, eu sou um usuário de rede 3G, por mais que o sinal seja horrível, com conexões lentas e preços absurdos, eu não poderia me conectar ao mundo digital sem ela. Existem lugares em que a distribuição da internet de forma tradicional não é possivel (DSL, Modem). Espero que quando essa tecnologia chegar no Brasil, os preços sejam mais acessíveis, sem falar em uma maior transparência sobre o contrato, cumprindo a velocidade assinada e o ilimitado que é limitado.


  • 07d96ed0d5833e6cb8de05d61abf5938?only path=false&size=50&d=wavatarOrenilton
    24 de Março de 2010, 12:54

    4G x Inclusão sócio Digital

    Quem trabalha com inclusão sócio digital no Brasil só tem uma preocupação, como podemos aplicar essas novas tecnologias para incluir as pessoas que estão a margem desses processos e que se encontram jogadas nas periferias sem perspectiva.

    Como Utilizar essas tecnologias para otimizar e fortalecer as comunidades numa perspectiva de geração de trabalho e renda nas periferias e aproveitar as potencialidades locais.


  • 3a6fd8269c20b320ce78061aca9ace53?only path=false&size=50&d=404Arthur wanderley(usuário não autenticado)
    4 de Abril de 2010, 20:22

    4G

    quando a tecnologia 4G chegara no brasil, sera mais eficiente ou deficiente comparado a 3G, varios são os problemas da 3G, sera menos lenta do que as autais tecnologias 3G.obrigado


  • 72a69353f3558e431fc28449a9d06f7e?only path=false&size=50&d=404Pedro Rossenberg(usuário não autenticado)
    15 de Maio de 2010, 17:15

    Para que 4G no Brasil...?

    Gente para que pensar em 4G quando nem o 2G funciona direito. O 3G existe, ou seja, temos sinal mas não tem estrutura por tras para fornecer trafego, alguem acha que com o 4G vai ser diferente ?, as operadoras "mentem" (Ou alguem ganha por acreditar) para a Anatel sobre a capacidade das redes, e a Anatel deixa continuar as coisas assim. Ate que não tenhamos um órgão competente nem adianta tentar colocar mais tecnologia para bancar esta farsa, que todos nos estamos bancando com os preços mais caros do mundo em Telecom...


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