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Repercussões 5º FISL: Novos meios definem estética atual

3 de Junho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Deu no JB, Junho 14, 2004

Exposição deixa visitantes experimentar e definir sentido das obras

Vivian Rangel Especial para o JB

PORTO ALEGRE - A exposição Hiper, montada no Santander Cultural, em Porto Alegre, reúne, até 5 de setembro, obras de 35 artistas que mesclam arte e tecnologia e convidam os visitantes a uma imersão na estética contemporânea. Entre mouses, telões, pinturas e grafismos, os espectadores confundem o virtual e o real, a técnica e o abstrato, vivendo a experiência artística através de novos meios. A mostra é composta por obras brasileiras e estrangeiras vencedoras da quarta edição do Prêmio Cultural Sergio Motta que mesclam internet, vídeo, laboratório digital, games, música eletrônica, fotografia e moda. As ligações são feitas pelos visitantes, convidados a conectar tecnologia à arte. De acordo com o espírito da exposição, não há guias, mas mediadores.

- Não explicamos nem atribuímos sentidos às obras. Incentivamos as pessoas a formularem perguntas e estabelecerem seu caminho - conta o mediador André Mubarack, 28 anos.

Os movimentos e a sensação de estar numa roda de capoeira imergem o espectador em Ginga eletrônica, de Kátia Maciel. Quatro telas e cinco projetores criam o ambiente, com ritmo lento e batidas rápidas, para que os visitantes até desviem dos golpes virtuais.

Em Narkes , de Helga Stein, o indivíduo observa num telão o corpo da autora em mínimos detalhes e depois pode se filmar com uma webcam. Os auto-retratos serão usados pela artista em sua próxima criação. Segundo André, muitos levam bastante tempo na brincadeira.

- O nome da obra revela o lado narcisista do ser humano. Os visitantes chegam tímidos, mas depois se animam e fazem vários filmes.

A moda está presente em Vestido de fibra ótica, de Miele. Para os homens aventureiros, o estilista criou a Roupa de fuga, que promete proteção contra fogo e balas e tem mecanismos para enfrentar as alturas. Em tempo real, os visitantes da obra de Giselle Beiguelman, Egoscópio, podem enviar mensagens ou fotos, que são depois exibidas em um telão multimídia ao lado do computador. Os internautas também podem utilizar o sistema, visitando o site e enviando mensagens SMS ou MMS.

- A tentativa de unir arte e tecnologia com qualidade é valiosa- diz, enquanto digita a sua mensagem, o estudante Rodrigo Saraiva, 16 anos.

Videografitagem, do VJ Alexis, convida os visitantes a um mergulho na música eletrônica encapsulada em vídeo.

- É muito interessante se perder na construção dos sons. Sinto uma sensação de construção e quebra de novos horizontes - comenta o técnico de Eletrônica Rodrigo Matzenbacher, 27 anos.

A exposição conta ainda com programações simultâneas de tecnologia, como ocorreu com o 5º Fórum Internacional de Software Livre . O mais importante, segundo os organizadores é que todos possam interagir com as obras.

- Aqui, as pessoas descobrem que a arte não é algo distante, mas está presente no seu dia-a-dia, nos computadores e outras interações com a tecnologia. As obras só ganham significado a partir de cada olhar diferente que se dirige a elas - filosofa André Mubarack.

4www.santandercultural.com.br

4www.desvirtual.com/egoscopio02


Tags deste artigo: fisl2004
Fonte: http://www.softwarelivre.org/news/2488

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