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Repercussões 5º FISL: Garantia legal liberta o conhecimento

3 de Junho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Deu no JB, Junho 14, 2004

Como surgiu o Creative Commons ?

- A tecnologia permite o uso da criatividade para encontrar pessoas. Mas a lei não deixa você conhecer o trabalho dos outros e produzir a partir dele. Por isso, decidimos remover as barreiras que impedem a criatividade e a mistura de culturas. Muitos ignoram os limites, mas nós construímos uma tecnologia que possibilita aos artistas a liberação de suas obras para o mundo. A intenção do Creative Commons é a globalização do trabalho artístico. Por que escolher o Brasil como um dos primeiros países para o lançamento?

- Os EUA têm um problema sério com a propriedade intelectual e só conseguem tratá-la por extremos, com proteção ou desproteção totais. Os brasileiros enxergam o arco-íris, e acho que o CC será um sucesso e provocará mudanças na proteção à propriedade intelectual em outros países.

Qual é o atrativo para a oferta de trabalho na Rede sem retorno financeiro imediato?

- O ceticismo é normal. Mas assim que um grupo de artistas disponibilizar obras, como Gil fez com sua música, a comunidade pode perceber que tem uma ferramenta simples em mãos para divulgar seu trabalho. O importante é provar com ações e não com argumentos.

Como você avalia o crescimento das lojas online de música, como a iTunes, e o novo projeto da Microsoft para aluguel de canções?

- Isso não é bom para os cidadãos, já que restringem seus direitos e estabelecem apenas uma relação de consumo. O futuro da música pode trazer uma relação muito mais rica entre consumidor e produtor. Você considera que a troca de música na internet prejudique a indústria fonográfica?

- Alguns estudos me parecem significantes. Um deles, do Economist, relaciona os CDs mais baixados e sua vendagem, e conclui que não há relação entre os números. Outro afirma que a queda não é do comércio, mas da produção. Por exemplo, se em um ano a indústria fabrica 1 milhão de CDs e vende 170 mil e no ano seguinte produz 900 mil e comercializa os mesmos 170 mil, afirma que houve queda na vendagem. Curiosamente, gravadoras independentes informam aumento de vendas.

Você considera o seu projeto mais realista que o Alternative Compensation System, de Fisher?

- Sua iniciativa não acontecerá num período curto de tempo. É muito difícil modificar a lei americana agora. Com o CC, os cidadãos reconhecerão a urgência de uma mudança.

Qual é a sua opinião em relação ao sistema de patentes atual e que aprova por exemplo, o registro do duplo clique, feito pela Microsoft há duas semanas?

- Em princípio, não tenho nada contra as patentes, porque muitos trabalhos dependem da propriedade intelectual. O problema é quando o sistema as utiliza para sustentar um monopólio. No caso do software , por exemplo, as patentes são desnecessárias, não trazem bons resultados econômicos. O que você acha da promoção do software livre pelo governo brasileiro, mas sem abrir concorrência com o software proprietário?

- É complicado. Em geral, sou a favor do software livre , mas também da competição. No governo, ele permite a disseminação do conhecimento e transparência. (V.R.)


Tags deste artigo: fisl2004
Fonte: http://www.softwarelivre.org/news/2487

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