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Maddog: O FISL é a melhor conferência do mundo sobre o tema

3 de Junho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Por Elenara Vitoria Cariboni Iabel

John "Maddog" Hall afirmou que o Brasil é a maior estrela mundial do software livre? e o Fórum a melhor conferência do mundo sobre o tema. "Vocês são os líderes. Eu nunca vi isso em país nenhum". Junto com os elogios e o reconhecimento ao Brasil pelo avanço no uso de programas de código aberto (software livre), o palestrante reivindicou ao Governo incentivos fiscais para o desenvolvimento de uma indústria de software. Também pediu às universidades que apóiem alunos de Engengharia Eletrônica e Ciência da Computação para desenvolverem programas. "Uma vez desenvolvidos, esses programas podem ser oferecidos à indústria para produção, gerando empregos", salientou. Falando sobre as possibilidades de trabalho, John Hall disse que o momento é de passar do mercado de produto para o de serviços. Segundo ele, é importante entender que nada é de graça. Mesmo sendo programa de código aberto sempre existirá alguém para instalar, ensinar, enfim, prestar o serviço necessário para o bom funcionamento do sistema. "O software livre pode conquistar esse espaço, criar empregos e permitir que vocês ganhem dinheiro." Para Hall, não há o que temer quando se fala em serviços, pois existem muitos caminhos. E dirigindo-se à platéia, disse: "Vocês podem ser consultores, professores, programadores, escrever livros sobre programas de código aberto. Há muito o que fazer."

Eric Raymond, autor de A Catedral e o Bazar desenvolveu sua palestra, a partir desta afirmação inicial: "Os argumentos para a defesa dos programas livres, ou de código aberto, não podem mais ser os aspectos morais, mas sim aspectos práticos para as empresas, como lucro e vantagens em relação à concorrência". Ele afirmou que a estratégia da Open Source? Initiative (OSI), da qual é presidente de honra, tem sido vitoriosa em função desta tática. "Os argumentos morais convencem no máximo 5% das pessoas, mas precisamos alcançar muito mais do que isto", destacou Raymond, explicando que prefere o termo "Código Aberto" ao invés de Software Livre, que pode ser confundido com "de graça ou sem valor e por isso fornecido de graça". Para o programador americano, é importante que a divulgação do movimento seja feita a partir de razões que interessem às organizações e pessoas diretamente. Segundo ele, é possível mudar "primeiro a conduta das pessoas e depois a sua consciência", fazendo uma referência à filosofia da Free Software? Foundation (FSF). "Precisamos dizer ao empresário que a concorrente usará software livre e que terá mais lucro do que ele com o Código Aberto". Raymond destacou ainda a importância da divulgação do movimento na cobertura dos veículos empresariais, locais em que as grandes empresas "formam sua opinião". "Precisamos inundar o ambiente destas pessoas com informações que os façam ter uma opinião favorável aos programas de Código Aberto". Ele elogiou o trabalho da comunidade brasileira tanto em relação aos empresários como em relação ao governo. Para finalizar, Raymond disse que é preciso mudar também a tática de convencer primeiro a base das corporações, para com isso chegar-se aos níveis intermediários e de decisão. "Precisamos convencer os que tomam as decisões nas organizações". Para isso, além da questão financeira, Reymond mostrou outro argumento que, pela sua experiência, tem funcionado: o controle dos negócios não está com a empresa que usa programa com código fechado. "Precisamos provocar o empresário ao dizer a ele que para retomar o controle de sua empresa precisa usar o Código Aberto".

... e, então???


Tags deste artigo: fisl2005
Fonte: http://www.softwarelivre.org/news/4254

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