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Lixo Eletrônico.

23 de Fevereiro de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 44 comentários | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Reciclagem de lixo eletrônico na USP aproveita até último parafuso de PCs antigos

Se você está familiarizado com o conceito de reciclagem, já sabe que a coleta seletiva do lixo deve ser feita em latas com cores diferentes: verde (vidro), amarelo (metal), vermelho (plástico) e azul (papel). Apenas quatro divisões, no entanto, estão longe – muito longe -- de atender às necessidades da reciclagem de eletrônicos. Foi isso o que descobriram profissionais da Universidade de São Paulo (USP), após iniciar em dezembro de 2009 um projeto de coleta de lixo tecnológico. A iniciativa, ainda restrita à USP, está prevista para ser aberta ao público em 1º de abril.

No chamado Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), que conta com cinco funcionários e teve investimento inicial de R$ 250 mil, três técnicos trabalham para desmontar toneladas de equipamentos. Essas peças -- que vão desde cobiçadas placas com fios de ouro até parafusos -- serão utilizadas em computadores remanufaturados ou vendidas para empresas de reciclagem de materiais específicos.

Para isso, é importante fazer uma triagem daquilo que ainda funciona, além de separar os diferentes tipos de cabos, plásticos e metais, entre outros elementos que compõem um computador. As placas, por exemplo, têm diferentes quantidades de metais (alguns deles preciosos), o que torna seu valor de mercado variável. Já os cabos podem conter cobre, zinco, alumínio e até vidro, dependendo da função para a qual foram fabricados.

No meio desse lixo, o técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza monta computadores com peças usadas. “É difícil conseguir uma memória RAM de 1 GB funcionando. Mas posso chegar a essa mesma capacidade juntando quatro pentes de 256 MB”, exemplifica. Seu trabalho exige paciência. “Esse disco rígido está bom, mas falta a placa. Até encontrá-la, o HD vai ficar parado aqui, neste pilha”, explicou:  “Uma hora a gente encontra a placa certa."

  • Técnico de manutenção eletrônica André Rangel Souza, do Cedir, desmonta máquinas doadas e monta computadores com peças usadas

Os PCs remanufaturados, que serão emprestados a ONGs até voltarem ao Cedir para o descarte, têm gravador de DVD, placa de rede, de vídeo, 120 GB de capacidade de armazenamento, 512 MB de RAM, monitor, teclado e mouse. Dez máquinas dessas já foram montadas no local e estão prontas para serem usadas em iniciativas como as de inclusão digital.

Aqueles que quiserem levar seus eletrônicos usados para o centro, a partir de 1º de abril, devem antes agendar a visita pelos telefones (11) 3091-6455 ou (11) 3091-6454 – os funcionários já respondem às dúvidas dos interessados pelo e-mail cedir.cce@usp.br. A coleta refere-se apenas ao lixo eletrônico de pessoas físicas; não serão aceitos equipamentos de empresas.

5 toneladas, R$ 1.200
A ideia da criação do centro de descarte surgiu depois que funcionários do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP fizeram a coleta do lixo eletrônico existente dentro do próprio CCE, em meados de 2008. Na ocasião, os cerca de 200 funcionários do centro também levaram equipamentos de suas casas, e o resultado foram 5 toneladas de produtos descartados.

Quando ofereceram esse lixo para empresas de reciclagem, eles se assustaram ao descobrir a quantia paga por todo o montante: apenas R$ 1.200.“As empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco for metais preciosos, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explica Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE

Veja estas outras noticias publicadas no site UOL sobre o assunto:

“Percebemos que havia algo errado nesse mercado e, em janeiro de 2009, cinco pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology] vieram ao Brasil para nos ajudar a identificar o problema”, contou ao Tereza Cristina Carvalho, diretora do CCE. “A questão é que as empresas de reciclagem trabalham com um único tipo de material. Se o foco dessa organização for metais preciosos, por exemplo, ela não vai se interessar em pagar por todo o plástico dos computadores descartados”, explicou.

Foi então que se pensou em montar um centro que separasse os componentes, para que eles fossem reutilizados e vendidos de forma independente. Tereza afirma que um computador desmontado pode valer de R$ 24 a R$ 40 (contra R$ 1,2 mil de 5 toneladas de equipamentos que não estavam adequadamente separados). Completo, cada PC pesa cerca de 10 kg.

Quando o centro for aberto ao público, a estimativa é receber de 500 a 600 máquinas por mês, e o dinheiro arrecadado com a venda será usado para a manutenção do próprio Cedir.

Tamanho do problema
A organização não governamental Greenpeace estima de 20 a 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas no mundo a cada ano. Ainda de acordo com a ONG, o chamado e-lixo (e-waste, em inglês) responde hoje por 5% de todo o lixo sólido do mundo, quantia similar à das embalagens plásticas. Com a diferença de que, quando descartados de maneira inadequada, os eletrônicos podem ser mais nocivos.

Esses equipamentos contêm centenas de diferentes materiais – um celular, exemplifica o Greenpeace, tem de 500 a 1 mil componentes diferentes. Na composição de muitos deles há metais pesados, como mercúrio, cádmio e chumbo, que podem poluir o ambiente e prejudicar a saúde das pessoas. Para ficar longe do problema, muitos países ricos exportam seu lixo eletrônico para nações pobres.

Fonte: Site uol

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Tags deste artigo: lixo eletrônico reciclagem residuos eletrônicos descarte cedir crianças na africa zinco cobre e aluminio reuso

44 comentários

Enviar um comentário
  • Person minor(usuário removido)
    25 de Fevereiro de 2010, 9:49

    reciclagem na USP

    Interessante a proposta da USP. Mas, não é nada inovador e nem difícil, tanto que a usp disponibilizou apenas 3 funcionários para tal atividade. Criar um pólo desses em guarulhos não seria difícil do ponto de vista técnico, o problema seria arrumar um lugar para armazenar essa grande quantidade de computadores "recicláveis". Se a prefeitura de Guarulhos tentar fazer algo similar acho que fluiria...


  • Foto do jesu minorJesulinux
    25 de Fevereiro de 2010, 11:21

    Reciclagem na usp e em Guarulhos

    Thiago;
    Aqui em Guarulhos tem uma ong chamada Oxigênio, que faz recondicionamento de computadores em parceria com o governo federal que já montou vários centros de recondicionamentos em diversas regiões do brasil. Estes computadores são enviados para entidades ou pequenas prefeituras que querem montar telecentros.

    Só não sei ainda o que eles fazem com os residuos que sobram desse reaproveitamneto, como eles encaminham as sobras.

    Proponho até marcarmos juntos, uma visita ao espaço aqui de guarulhos e ao espaço da usp, deppois uma palestra com a equipe da rede metareciclagem e depois desta visão elaborarmos uma proposta coletiva do MLS para a prefeitura de guarulhos.
    Se você puder e quiser pode coordenar este trabalho.


  • Person minor(usuário removido)
    10 de Março de 2010, 3:09

    Reciclagem

    Olá jesulino,
    A palestra com a equipe da rede metareciclagem seria com qual equipe, a da oxigenio ou da USP? Na verdade essa questão de lixo eletronico não me interesso muito não, a não ser que seja usada para inclusão digital na formação de pessoas. Mas podemos conversar mais sim sobre isso... vou pensar algo depois te escrevo,
    abs


  • E7d56161c46eb39911f66f44ee2927c0?only path=false&size=50&d=404claudiana (usuário não autenticado)
    15 de Abril de 2010, 13:50

    reciclagem eletronica

    Aqui em Guarulhos tem uma ong chamada Oxigênio, que faz recondicionamento de computadores em parceria com o governo federal que já montou vários centros de recondicionamentos em diversas regiões do brasil. Estes computadores são enviados para entidades ou pequenas prefeituras que querem montar telecentros.

    Só não sei ainda o que eles fazem com os residuos que sobram desse reaproveitamneto, como eles encaminham as sobras.

    Proponho até marcarmos juntos, uma visita ao espaço aqui de guarulhos e ao espaço da usp, deppois uma palestra com a equipe da rede metareciclagem e depois desta visão elaborarmos uma proposta coletiva do MLS para a prefeitura de guarulhos.
    Se você puder e quiser pode coordenar este trabalho.


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