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Blog da Ka Menezes

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Licenciado sob CC (by)
Vamos lá minha gente. Se é pra viver, tem que ser de verdade, e não no arremedo. Então, vou começar o exercício de viver o Noosfero, migrando meu blog para a Comunidade Software livre.

Fri, 10 May 2013 17:06:21 +0000

10 de Maio de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

São várias as oportunidades em que ouvimos a seguinte frase:

“os professores resistem às tecnologias na escola”

O tempo de convivência com o GEC me fez questionar isso, e é interessante perceber quando situações da vida cotidiana nos mostram que realmente, essa afirmação precisa ser questionada.

Ao ser convidada a participar de um encontro na semana pedagógica do Município de Baixa Grande, Bahia, fui informada de que haveria cerca de 10 participantes na minha oficina cuja foco era discutir Educação e Tecnologias.

Qual não foi minha surpresa quando, ao chegar no laboratório da escola onde ocorreria o encontro, havia 10 computadores e 28 participantes.

Vários professores relataram que os laboratórios em suas escolas de origem estavam desativados, ou simplesmente, não existiam. Mesmo assim, eles estavam lá, interessados naquela discussão que, a principio, parecia tão longe do contexto imediato.

Contudo, com um pouco mais de conversa, comecei a perceber que havia sim, muita curiosidade sobre o tema pois há computadores, celulares e smartfones nas mãos dos alunos, filhos e sobrinhos de cada um daqueles professores.

Isso me fez despertar para um lado da vida docente que geralmente deixamos de lado: ali temos mães, pais, tios e tias, preocupados com o suas famílias e não apenas focados em seus alunos ou suas escolas.  Creio que isso explique um pouco o boom de participantes na minha oficina. Se há um discurso hegemônico que afirma que os professores resistem às TIC, atualmente, há a formação de uma situação social, para além da escola, que empurra esses profissionais a tentar compreendê-las.

Baixa Grande fica localizada a 252 KM de Salvador e a internet é uma curiosidade e ao mesmo uma preocupação.  Como diria Lèvy, a cibercultura é o veneno e o remédio de nossos tempos. Portanto, me deparei com um grupo de pessoas interessadas em compreender esse universo, suas possibilidades e principalmente seus riscos.

Isso me fez pensar que, como formadores de professores, precisamos trabalhar essas dimensões, sem deixar que o medo seja o tônus de interesse dos professores.  E como fazer isso?

Tento construir essa resposta a cada encontro com professores, a cada evento, a cada conversa. Mas penso que é fundamental centrar esforços na compreensão de que as tecnologias em rede tem um forte potencial colaborativo que pode e deve ser usado para se produzir o bem.

O Wiki que produzimos na oficina pode ser encontrada aqui.




Por que eu choro, mesmo sabendo que o final vai ser feliz?

1 de Maio de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

As pessoas que convivem comigo sabem o quanto eu invisto meus sentimentos até nas pequenas coisas. Uma conversa, um livro, um filme… eu não leio ou assisto simplesmente. Eu vivo, eu sinto. Eu torço para que tudo dê certo. Eu penso sobre aquilo por dias e dias.

Não sei se é um defeito ou uma virtude, mas eu sinto intensamente os conflitos, os dilemas e os dramas de cada situação e de cada personagem. Talvez por isso eu não goste de novelas televisivas. Elas me parecem muito encenadas, artificiais, fajutas e o mais profundo dos dramas fica assim, superficialmente arrastado. Obviamente há uma ou outra exceção, como a cena em que Carolina Dieckmann tem os cabelos raspados na novela “Laços de Família”. Cena forte, intensa, triste e belíssima. Mas, via de regra, não gosto de novelas, prefiro a linguagem dos filmes e, mais atualmente, a dos desenhos animados.

E é de uma cena de desenho que quero falar. Prometi que nunca mais assistiria a Toy Story 3 porque, da primeira vez em que vi essa cena, eu chorei. Da segunda vez, eu chorei. E apesar da promessa, mais uma vez assisti e mais uma vez eu chorei.

Se comparado aos outros dois, esse é, de longe, o mais dramático. Ele aborda sentimentos controversos, dentre eles, amizade e separação, lealdade e abandono, mágoa e ressentimento. A cena que me causa essa reação coloca tudo isso em questão.

Por uma série de fatores, Wood se separa dos seu amigos, depois luta para resgatá-los. O desafio é permanecer juntos. Todos sabemos que tudo vai dar certo, que todos serão felizes, afinal é um desenho animado para crianças! Mas quando, rumo à fornalha, Jessy olha para o Buzz e pergunta “o que vamos fazer agora?” o olhar do Buzz já diz tudo. E o sentimento que ali é mostrado me desmantela completamente.

E o que fazer nessa hora?

Aqueles amigos inseparáveis simplesmente dão as mãos.

Eu simplesmente choro…




Filosofias Ianescas…

11 de Abril de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda
Claro e escuro
Ian: – ali tá escuro.
Marcius: – no escuro tem as mesmas coisas que tem no claro.
Ian: – mas no claro não tem escuro.
Marcius: …

——————

Pinóquio

Ian observa uma moto elétrica numa revista de compras:

- queria uma moto de polícia…

(silêncio, ainda olhando para a revista)

- queria ser grande.

(silêncio, agora olhando pra mim)

- queria ser um menino de verdade…

—————

Preguiçosa

- Olha ali uma formigona.

Com ar de espanto, completa:

- ela não tá carregando nada!

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Crise… (mais uma vez)

25 de Março de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

não sei quem sou.
não sei o que me tornei.
não sei mais o que  quero da vida.
Não sei o que quero de mim.
Mas sei o que quero dos outros. Quero respeito.
e se possível, quero um pouquinho de amor.
para isso, preciso ser respeitosa.
para isso, preciso me fazer respeitar
Só que, quando achei que eu estava amando,
eu me desrespeitei ao tentar me tornar algo que o outro queria, mas que não sou.
me tornei algo que eu não respeito
algo que eu não amo
por causa disso, me perdi dos outros
e me perdi de mim.




Não quero que o Bruno apague a sua voz

5 de Março de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Não quero que o Bruno apague a sua voz

Eu tenho vários parentes que são militares. Eu tenho amigos que são militares. Pessoas que eu realmente amo e respeito fazem parte de instituições políciais civis, militares, federais. Posso dizer que são pessoas de bom coração, com forte senso de justiça e de amor pelo próximo. Mas isso não muda o fato de que esse rapaz que eu nem conheço, Bruno Silva, tem razão.

Pensar as forças armadas como instituição é não perder de vista as atrocidades históricas cometidas em nome de governantes insanos. A exemplo das ditaduras militares, de guerras, e de massacres que são executados pelas forças que deveriam, a princípio, zelar pela vida. Por isso, o Bruno tem razão. Não importa se é um bom pai, uma boa mãe, um bom filho, sob o jugo institucional das forças armadas, se morre ou se mata porque alguém manda que seja assim. E obviamente, esse alguém não está em nenhuma das duas pontas do revólver.

——
Prezado Bruno, tomei a liberdade de copiar aqui seu texto e sua imagem tal como você colocou no Facebook, porque é algo que eu quero preservar.

Bruno Silva Pes
Sábado

” Ha algum tempo eu realizei uma pintura em um muro AUTORIZADO, na qual eu expressava alguns de meus sentimentos. Dias depois alguns militares “gentilmente” pediram à dona da casa para que apagasse pelo menos a escrita, pois eles se sentiram ofendidos…
Sendo assim eu resolvi me expressar de novo no mesmo local colocando outras palavras, pois é um direito meu de me expressar e não sofrer repressão, pelo que me lembro a ditadura ja acabou ha algum tempo….
E aviso que não me calarei perante nenhuma intimidação do estado, pois sou um cidadão e no direito de um, entendo que o questionamento deve existir sempre…”




A sociedade em que vivemos e o direito da mãe em estar com o filho (e vice-versa)

27 de Fevereiro de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Das experiências que tive com comunidades indígenas de Minas Gerais, a relação que os adultos construiam com as crianças sempre me chamou atenção, especialmente porque grande parte do meu convivio se deu em momentos formativos com professores indígenas, realizados em salas de aula. Era muito comum haver crianças, grandes e pequenas, rodeando o espaço, fazendo parte dele. Os bebês, via de regra, com as mães, pendurados em seus peitos, agarrados no colo, mas com os olhinhos atentos para todos lados. As mães, agora professoras, saiam de suas comunidades para participar desses encontros, e lá não havia os pais, as avós, os outros filhos. Então, era de se esperar que as crianças fossem tão inseparáveis de suas mães como eram os materiais de estudo que a mãe-professora carregava.

Nas bolsas, não era incomum encontrar apostilas, roteiros de estudos e apetrechos de bebê. E nas salas de aula, a criança era percebida, era aceita, sem nenhum rebuliço, sem dispersão. A não ser, por parte dos formadores, dos professores que não eram índios. Tudo isso me faz inferir que a criança não desestabiliza o ambiente, mas a reação dos adultos à presença das crianças, sim.

Afinal, quem é fica olhando para os pequenos e falando em tatibitatis? Quem é que se espanta a cada balbucio, a cada sorriso, a cada olhar? Quem é que se incomoda com um choro como se fosse algo de outro mundo? Nós nos deslumbramos com as crianças, especialmente quando elas estão fora do seu contexto, ou melhor, quando estão no contexto do adulto. Muitas são as pessoas que não conseguem passar indiferentes pela presença de uma criança.

Penso que isso mostra que muitos de nós não somos indiferentes as esses seres pequenos e curiosos. Alguns ficam felizes ao conquistar o menor olhar, o menor sorriso. Por outro lado, há outros que se incomodam, que julgam, e que preferem não serem expostos à presença de crianças nos ambientes adultos sobre os quais tem domínio, e isso traz certas implicações para a vida prática de algumas mães que precisam participar desses espaços.

Contudo, não penso que a naturalidade com a qual os professores indios lidavam com a presença das crianças seja uma especie de indiferença, pelo contrário, penso que seja o reconhecimento do direito da criança de estar com a mãe e o reconhecimento do direito da mãe de estar ali.Atividade com a turma estágio em educação infantil

Por isso, acho que não tem nada a ver com indiferença.

Por outro lado, vamos trazer a conversa para nossa sociedade não india, brasileira, de poder sócio-aquisitivo mediano e que não conta com o apoio de babás: é errado uma mãe levar sua criança para os ambientes adultos dos quais ela faz parte e não pode ou não deseja se afastar?

Não estou aqui falando de ambientes que exponham as crianças a riscos, estou falando de ambientes educacionais. Estou falando da mãe estudante, que tem créditos a cumprir, trabalhos a entregar, textos a ler… estou falando da mãe-estudante que, cuida do filho, trabalha e ainda por cima, estuda. Podem ser barradas, constrangidas ou mesmo advertidas por levarem consigo seus livros, suas reponsabilidades e seus filhos?

Tenho uma opinião sobre isso, mas não quero me precipitar. Por isso, prefiro deixar para o próximo post…




Alguns vídeos para se discutir TIC nos dias de hoje

20 de Fevereiro de 2013, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Estou preparando uma oficina para discutir os Desafios das Tecnologias na Educação com alguns professores do município de Baixa de Grande/BA, e a primeira coisa que me passou pela cabeça, já me repensar a própria ideia de “planejamento”: devo preparar o que eu acho que eles precisam ou mostro aquilo que gosto dentro tema?

Para não correr o risco de artificiliazar o momento, optei pela 2ª. Assim, poderemos, quando já reunidos, abrir as brechas para aquilo que os professores quiserem dentro do tema.

Então, entre minhas pesquisas, encontrei alguns vídeos bem elucidadativos de coisas que gosto e nas quais acredito, e que vale a pena ser discutidas com educadores.

Um dele é a palestra de Alberto J. Azevedo sobre “ser Pirata”

O outro é o tradicional vídeo “o que é software livre” ou vídeo das massinhas, do Educanal, produzido com apoio do GEC/UFBA, grupo de pesquisa do qual faço parte:

O último é uma produção cheia de metáforas sobre a criação do computador.

Há vários outros dos quais gosto muito… acho que vou montar um canal no Youtube depois. Agora, deixa voltar pro planejamento!

Baixa Grande: ai vou eu!




Mapa de pensadores e paradigmas

2 de Agosto de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Depois de quase um século sem atualizar nadinha no blog, estava organizando meus antigos guardados digitais e eis que encontro um material que havia digitalizado a muito mais de um século.

Trata-se de um mapa com as principais correntes epistemológicas e pensadores de maior influência na sociedade ocidental. O quadro ajuda a posicionar nossas leituras no tempo histórico em que as correntes de pensamento e os paradigmas foram se constituindo.

Engraçado que ele faz um pouco mais de sentido agora que na época da graduação. E viva o tempo!

Adptado pelo Prof. João Valdir Alves de Souza (FaE/UFMG) – espero que não esteja em Copyrigh…




Pequena experiência literária

27 de Maio de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Motivados pela comemoração de dois anos do nosso bebê, meu companheiro e eu fizemos uma pequena história para registrar o momento.

Essa é uma obra de ficção muito verdadeira porque traz expressões genuínas de uma criança cheia de vida.

Texto de Alves Grapiúna, também conhecido como Papai. Ilustrações de Kaikam, alcunhada Mamãe.

Para retornar, avançar ou parar a reprodução de slides, posicione o cursor sobre a imagem para exibir os botões de controle.

Clique para exibir o slide.


CTS: Muito mais que uma sigla

14 de Maio de 2012, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Curso CTS com professores Walter Bazzo

Ainda maravilhada com as ideias do professor Walter Bazzo, registramos o encontro com a presença do Ian e Cia, em pleno dia de sábado.

Bazzo traz uma perspectiva sobre Ciência, Tecnologia e Sociedade, que em nada se relaciona com o que a sigla CTS vem transmitir. O professor propõe superar o enfoque de área de estudo ou de disciplina, mesmo que seja necessário criar uma disciplina para introduzir os estudos em determinados espaços. A CTS de Bazzo é muito mais uma forma de ver e analisar o mundo.

Enquanto meu post fica assim incompleto – porque a vontade de escrever está maior que o tempo que tenho agora – quem quiser saber mais acessa http://www.nepet.ufsc.br/tecdev/.