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Blog da Ka Menezes

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Licenciado sob CC (by)
Vamos lá minha gente. Se é pra viver, tem que ser de verdade, e não no arremedo. Então, vou começar o exercício de viver o Noosfero, migrando meu blog para a Comunidade Software livre.

Estudar, trabalhar e amar…

6 de Abril de 2015, 12:59, por Coisas da Ka - 0sem comentários ainda

Estudar, trabalhar e amar… isso sim poderia render um best seller.

Talvez a escrita desse best seller demorasse muitos anos, e sairia um pouco fragmentada, faltando uma ou outra parte. Talvez algumas partes viriam com manchas de tinta ou riscos coloridos de hidrocor.

(Certa feita, um texto de um estudante desapareceu e quando o encontrei, estava com “correções” feitas pelo meu filho, na época com 3 anos de idade.)

Tem horas que não é fácil fazer essas coisas todas ao mesmo tempo. Muitas vezes já me senti irritada por não conseguir fazer uma leitura teórica por 1 hora ou escrever um resumo de meia página, sem interrupções. E é ai que entra o amar.

É preciso discernimento, compreensão e paciência. Afinal, precisamos lidar com nossas escolhas. Felizmente, tem sido possível passar um bom tempo com minha criança – escolha que, infelizmente, poucas mães podem ter nos dias de hoje. O fato de ter acesso  à tecnologias em rede contribui imensamente para que uma boa parte do meu trabalho e dos meus estudos possam ser feitos em casa. Então, tento me organizar com essa estrutura conectada, me fazendo presente em lugares nos quais fisicamente não posso estar. Mas, ao mesmo tempo, é preciso aprender a lidar com a fragmentação e dispersão do tempo profissional e acadêmico e com as perdas que advém dessa fragmentação.

Frequentemente luto contra a ansiedade, a irritação e a decepção. E para isso, repito: é preciso amor. Amor às pessoas que estão conosco e amor a nós mesmos, pois acredito que não podemos nos punir pelas nossas escolhas. Precisamos, ao contrário disso, compreender nossos limites – e os dos outros – e buscar fazer o MELHOR possível diante das condições que encontramos ou que nos são dadas.

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Volta às aulas na FACED: por mais cores, mais sons e mais vida na sala de aula!

28 de Março de 2015, 15:12, por |||||||||||||||||||||||||||||||| Práxis Vivida - 0sem comentários ainda

  Aí, estamos na sala de aula, ocupando a função de professor|a, e observamos alguns estudantes de cabeça baixa, olhos e dedinhos no celular, outros com canetas coloridas, riscando o caderno, sem sequer olhar para os lados – afinal as cores das canetas devem ser mais sedutoras que as paredes da sala. O mais óbvio […]



Tecnologia: a palavra é feminina, a área nem tanto

13 de Março de 2015, 15:03, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda
Publicado originalmente no site do GEC em 13/03/2015 por kamenezes.

by Karina Menezes

Quando comecei na área tecnológica, deixei o ambiente de vendas para trabalhar com manutenção de hardware e implantação de redes. Lembro-me da expressão dos clientes ao se depararem com a imagem “do técnico” toda vez que eu aparecia para fazer um atendimento local. Mesmo ostentando uma caixa de ferramentas e metros de cabos de rede debaixo do braço, frequentemente me perguntavam com cara de espanto: onde está “O” técnico?

Margaret Hamilton escreveu essa pilha de código para o projeto Apollo que levou o homem à Lua.

O preconceito e a equidade de gêneros no mundo do TI foi um dos tema debatidos na Campus Party Brasil 8 em São Paulo. Mubarik Ilam, do WhatsApp e Gabriela Viana, da Xiaomi e Laura González-Estéfani, do Facebook deram seus depoimentos e impressões sobre o quanto as mulheres são mais cobradas que os homens mesmo quando realizam funções similares e ainda assim – acrescento – recebem salário muito inferior, conforme pesquisa veiculada no site Convergência Digital, chegando a 77% de diferença. Apesar de a afirmação “lugar de mulher é onde ela quiser” circular em diferentes mídias, redes sociais e ser fortalecida por discursos ativistas, na área de tecnologias frequentemente somos estigmatizadas, desvalorizadas e vitimadas, às vezes com violência.

Recentemente li um artigo escrito pela jornalista  Ana Freitasespecialista em comportamento e cultura digital, no qual ela relatava situações de extremo desrespeito a que são submetidas pessoas de sexo feminino ao adentrarem fóruns e chans comuns ao universo nerd brasileiro. Na análise da Ana, esses espaços se transformaram em centros de treinamento e incentivo à misoginia e ao machismo.

Essa situação mostra o quanto a presença das mulheres no desenvolvimento tecnológico mundial é desconhecida. Histórias como a de Margareth Hamilton (responsável pelo desenvolvimento do software de controle de vôo do programa Apolo, na década de 60); ou de Ada Lovelace (matemática e escritora inglesa que escreveu o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina) permanecem no limbo, como se tudo que hoje existe tivesse sido criado por máquinas e não por gentes.

Na Campus Party Brasil 8, diversas iniciativas incentivaram a presença das mulheres no mundo da TI, buscando, ainda, dar visibilidade para outras ações com esse mesmo objetivo. Dentre essas iniciativas, destaco o trabalho e as reflexões da meninas do MNT – Mulheres nas Tecnologias, que já confirmaram presença no Fisl16, e do Grupo Womoz – Women & Mozilla.

Há mulheres envolvidas com tecnologias a muito tempo, mesmo que a história não faça jus a elas. O site Ada traz um post com o nome de 17 mulheres que contribuíram para o desenvolvimento da internet desde a década de 40. Vale dar uma conferida, divulgar e continuar trabalhando para tornar a área tecnológica uma área também de mulheres, também feminina como é a palavra “tecnologia”.


Referências

Nerds e machismo: por que mulheres não são bem vindas nos fóruns e chans. Disponível em http://www.brasilpost.com.br/ana-freitas/nerds-e-machismo-porque-m_b_6598174.html?1422906690

http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2015/02/06/campus-party-mulheres-buscam-mais-espaco-e-menos-preconceito-no-mercado-de-ti/#sthash.cL3OZIcR.dpuf FILS16 anuncia a participação do grupo mulheres nas tecnologias




DANÇANDO NA ESCOLA: UMA PROPOSIÇÃO SIGNIFICATIVA CRÍTICA PARA FORMAÇÃO CIDADÃ.

16 de Dezembro de 2014, 14:14, por |||||||||||||||||||||||||||||||| Práxis Vivida - 0sem comentários ainda

((((( – Didática I – ))))) Prezadxs colegas, Com base na formação cidadã e na metodologia de como tornar todo conhecimento construído coletivamente em sala de aula significativo para vida do educando e para minha formação, enquanto aspirante à docência, vos apresento a seguinte pesquisa: A pesquisa esta vinculada ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação […]



“Não queremos que nos xinguem na escola”

9 de Dezembro de 2014, 20:26, por |||||||||||||||||||||||||||||||| Práxis Vivida - 0sem comentários ainda

Quando nos debruçamos a estudar a área de Educação começamos a ouvir [e a repetir] algumas afirmações que quase se parecem mantras, como por exemplo, “é preciso partir do saber do aluno”, “é necessário identificar seus conhecimentos prévios”, “a aprendizagem tem que ter significado”… e por ai vai. Essas afirmações, originadas de pesquisas e teorias […]



Didática, emoção e gratidão

21 de Novembro de 2014, 3:43, por |||||||||||||||||||||||||||||||| Práxis Vivida - 0sem comentários ainda

Hoje, segui em companhia da Prof. Lícia Beltrão para o Teatro Castro Alves para assistir o espetáculo “Di’versos Corpos e Danças” em celebração dos 30 anos da Escola de Dança da FUNCEB e da semana da Consciência Negra. Na porta do teatro, aguardamos a chegada dos estudantes de nossas respectivas disciplinas, para entregar-lhes os ingressos. […]



Arte de ensinar e computação… feito à mão!

7 de Novembro de 2014, 15:13, por |||||||||||||||||||||||||||||||| Práxis Vivida - 0sem comentários ainda

Depois de passar 10 dias sem acesso à internet, usando um computador emprestado, sem acesso à scanner ou impressora, fui conversar com uma turma de estudantes de Ciências da Computação da UFBA, sobre educação, ensino e tecnologias. Considerando que as limitações digitais eram muitas, decidi fazer a apresentação à mão. Isso mesmo. À mão, mais […]



Didática 1 e 2, momentos em fotografias de celular

24 de Outubro de 2014, 22:21, por |||||||||||||||||||||||||||||||| Práxis Vivida - 0sem comentários ainda

A qualidade das imagens deixa a desejar, mas os momentos não. [prometo adquirir uma câmera decente em breve :D] Se quiser contribuir com fotos, venha ser autor/a com a gente [Quero ser autor/a]. Se você desaprova a veiculação de sua imagem nesse espaço, por favor entre em contato através do campo de comentários.Arquivado em:Diversos



Filosofias Ianescas: a criança e o alface faminto

27 de Agosto de 2014, 18:29, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Ian foge do alface monstro gigante

Ian foge do alface monstro gigante

Estávamos numa típica cena mãe-com-filho-pequeno-fazendo-compras-no-supermercado: Ian dentro do carrinho, misturado com as compras, enquanto eu me direcionava para a parte de verduras.

Ele, olhando para as frutas, falando pelos cotovelos sobre um monte de coisas (Ian fala tanto e por tanto tempo que às minha cabeça tem dificuldade de assimilar) quando eu interrompo o seu quase monólogo, dizendo:

- Ian vou comprar as verduras para fazer uma salada. Você bem que devia comer verduras…

E me aproximei das verduras, enquanto ele ficava dentro do carrinho, próximo à gondola das laranjas. Então, escuto de lá, em alto e bom som:

- Mamãe, eu não posso comer verduras…

Já prevendo essa resposta negativa, nem me dei ao trabalho de olhar para trás e continuei escolhendo os produtos.

Ele continuou:

- … eu sonhei que um alface estava correndo atrás de mim.

Então, já achando graça e com um inofensivo alface nas mãos, eu olho pra ele e pergunto:

- Como é, Ian? O alface correu atrás de você?

- É sim mamãe. Era um alface monstro gigante e ele queria me comer…

Tá certo. Tá explicado. Vou tentar com cenouras da próxima vez.




Não se trata apenas da Creche-UFBA, mas do tipo de universidade que está sendo projetada para os próximos anos.

18 de Maio de 2014, 22:19, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Fiquei em dúvida se escrevia essa carta, assim como ainda estou em dúvida se devo ou não divulgá-la. Porém, preciso partilhar a angustia que sinto em relação à Creche da UFBA, pois desconfio que a postura dos candidatos em relação à isso pode revelar o projeto que cada um tem para o futuro da Universidade.

Fui estudante da pós-graduação na FACED/UFBA, período em que nasceu meu filho. Divido com meu companheiro – também estudante e recém-professor da UFBA – os cuidados com nosso pequeno, que esse mês fará 4 anos de idade. Acredito na educação pública, motivo pelo qual me empenhei em mantê-lo na creche UFBA e atualmente, procuro alguma escola municipal que o receba (isso não está fácil pois a Educação Infantil em Salvador ainda está carente de políticas mais efetivas para ampliação das vagas). Manter um filho na creche UFBA foi uma oportunidade única e maravilhosa, mas esteve longe de ser um processo suave. Apesar da qualidade pedagógica, do cuidado responsável, do zelo e da afeição que a creche direciona a nossas crianças, uma mãe ou pai mais mais atentos conseguem perceber que aquele espaço tem sido deixado de lado nos últimos anos. Ao que parece, a creche não esteve na agenda da atual Reitoria. Não me venham falar das reformas ou dos pregões de fraldas e comida (obviamente, o mínimo necessário é atender a essas demandas fisiológicas e a integridade das crianças). Eu quero que falem sobre reconhecimento e autonomia.

Quero que falem do reconhecimento da creche como espaço de ensino pesquisa e extensão – tal como enfatizado pela resolução Resolução CNE/CEB nº 01 de 10 de março de 2011, que o então Pró-Reitor da PROAE não encaminhou, apesar do prazo de quase 2 anos para que isso fosse feito e apesar das solicitações de professoras da creche e da própria presidente da ANUUFEI (Associação das Unidades Universitárias Federais de Educação Infantil)

Quero que falem do reconhecimento da creche como direito das mães e pais, especialmente para aqueles que, como eu, não tem família próxima para dividir os cuidados com a criança, para aqueles que não podem pagar por uma creche privada, visto que a oferta de vagas na rede municipal Salvador não atende a demanda social. Percebam: quero que falem do DIREITO e não do favor, não da assistência, pois essa visão da Educação Infantil, já está por demais superada!

Falo, mais enfaticamente, do reconhecimento da creche como um direito da criança, conforme previsto na nossa legislação. Alguns podem dizer: mas a Educação Infantil é responsabilidade do município e não compete à União diretamente. Ouvi pessoas afirmando que a creche deve ser municipalizada. Porém, saibam que a possibilidade de manter creches PÚBLICAS vinculadas à Universidades foi resultado de lutas de professores universitários, através da ANUFEEI. Mas a ÚNICA creche universitária que não foi regularizada junto ao MEC foi a creche UFBA. Então, gostaria que me explicassem: por que todas as outras universidades conseguiram fazer, e a UFBA não? Por favor, não podemos aceitar que foi a burocracia (a UFAL, por exemplo, assumiu a regularização Ad-Referendum). Penso que regularizar a creche UFBA era uma decisão política da Reitoria que consistia em dialogar com os envolvidos e reconhecer a CRECHE em sua importância e autonomia.

E por falar em autonomia, é exatamente isso que a Creche perde. A regularização a vincularia a uma unidade acadêmica da UFBA, permitindo a percepção de verbas próprias, a realização de concursos públicos para professores e servidores. Possibilitaria a ampliação das vagas, não sendo mais exclusiva para filhos de estudantes desasistidos, servidores e professores, mas teria o dever de acolher os filhos desses e da comunidade envolvente. Seria sim um espaço realmente público, socialmente referenciado e um espaço privilegiado de ensino, pesquisa e extensão, afinal, continuaria sendo A CRECHE UFBA. E sendo A creche UFBA regularizada e fortalecida, poderia firmar parcerias com o município de Salvador e com outros, contribuindo ainda mais para a Educação Infantil na Bahia.

Da forma como hoje se encontra, a creche está no limbo. E tudo que eu gostaria de entender é até quando e por quê? Minha angustia é fortemente vinculada à existência da Creche, porém, pergunto se todos possuem clareza sobre os rumos que tomarão cada instituto, cada unidade, cada projeto que a UFBA hoje abriga. Afinal, o destino da Creche também me parece estar no limbo, e isso já faz tempo.

Espero, sinceramente, que as questões que aqui levanto possam trazer algum tipo de reflexão para os nossos candidatos e para todos nós, sobre o tipo de universidade que se pretende projetar.

Muito respeitosamente me despeço e agradeço àqueles/as que partilharam comigo essas inquietações.

Karina, mãe do Ian.

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