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Pirates of Silicon Valley: State of exception and dispossession in Web 2.0

31 de Julho de 2011, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Resumo vagabundo, parágrafo a parágrafo, dos primeiros 18§ de Pirates of Silicon Valley: State of exception and dispossession in Web 2.0
by Peter Jakobsson and Fredrik Stiernstedt.
First Monday, Volume 15, Number 7 - 5 July 2010) Online em http://firstmonday.org/htbin/cgiwrap/bin/ojs/index.php/fm/article/view/2799/2577

 

Amanhã (quem sabe?) termino o resto.

 

 

1. Web 2.0 = adsense, flickr, wikipedia, torrent, napster. paradoxo é q alguns são bem vistos outros perseguidos como estimuladores da pirataria

2. mas... diferenção não é tão clara. se vc tiver o logo certo e lema corporativo correto a pirataria é escusada. isso viria de poder social derivado da expectativa de crescimento econômico

3. todos esses serviços dependem de trabalho do usuário (prosumer), apropriado em nome da inteligência coletiva, mas a diferença é q coisas como google books são legitimadas pelo Estado

4. processo de "destituição de posse" é parcialmente bancado pelo estado e sistema legal. ameaça ao commons não é só o cercamento. quem e em que circunstâncias faz é importante. 2 lados de uma mesma moeda, cercamento e destituição de posse

5. crítica à web2.0 à falta de controle dos usuários a aspectos de sua participação. sempre criticam o muito copyright, falta ver q a ausência de copyright tb pode ser um problema, sendo vista como sempre positiva. "The fact that the meaning of copyright, as well as the relationship between copyrights and cultural commons can change depending on context has been somewhat of a blind spot for critical internet studies"

6. apresentará 3 casos de "pirataria bancada pelo estado": youtube, gmail/google/adsense, facebook (q usa capital da "social trust" para arrecadar mais-valia(excedente).

7. momento atual da net é de exceção, suspenção da lei. a partir de agambem, exceção é momento para incluir novos domínios, "tentativa da sociedade de confinar o externo". Agamben, then, understands the state of exception as that which creates and defines the “very space in which the juridico-political order can have validity.”

8. Para Agamben, modernidade é estado de exceção. "Today it is not the case that a state of exception is actually objectively present (in a legal sense), but rather that governance through administrative measures, which are only pragmatically legitimized, has become paradigmatic for contemporary government." coexistência entre lei e exceção, então não tem contradição entre copyright + forte e o q descrevemos.

9. se aceitamos essa moldura teórica de estado de exceção, então a web2.0 pode ser teorizada como um projeto bancado pelo estado p/ nova ordem digital. repensar cercamentos: "In Web 2.0 everything is free and available, so how can we then refer to enclosures? We argue that in the state of exception enclosures are constructed, not to shut people out, but rather to let them take part in the ongoing dispossession of their rights and their autonomy." VER ESSA CITAÇÃO DE HARVEY

10. marx, boyle e new enclosures

11. interpretação alternativa ao enclosure: acumulação reside na separação entre seres humanos e meios de produção, às vezes necessitando de labor às vezes não. então introduz conceitos de harvey, accumulation by dispossession e perelman, advanced accumulation

12. harvey: accum. by disp. é a acumulação de capital por outros meios que não o mercado, por força fraude opressão (no nosso caso dominância tecnológica e abandono da lei). harvey fala de outros commons (água, terra), pra aplicarmos na web2.0 precisamos de movimento diferente, por imaterial (ou seja, não podemos ser despossuídos disso). "The argument we will develop in this article is that the instrumentalized social production of Web 2.0 does not so much dispossess us of the means of production as such, but our sense of ownership of ourselves and the autonomy of our imagination." <-- forçado isso, não?

13. no primeiro enclosure, marx via uma dialética de liberdade (do feudalismo) e exploração (trabalho). = internet <-- bela comparação/analogia

14. participação na web2.0 obrigatória (estranho esse § pq no mercado tb, senão morre-se. outro sentido de mandatory/obligatory?) "Somewhat paradoxically, the essence of the informational enclosure is openness. Although the enclosure is not without its restrictions, it strives for informational and communicative excess through promoting freedom and openness, and ***enhancing certain types of communication***."

15. Fazer as coisas para sobreviver ou por diversão, esse conflito, como base da acumulação primitiva ou das forças de dispossession.  "It is a process and a mechanism that carries out the perpetual incorporation of new realms of human productivity into capitalism"  (o sentido parece ser como a diversão é usada para acumulação primitiva).

16. youtube. tanto sucesso q foi preciso aceitá-lo. usado pela unesco. "At the same time, however, it should be fairly obvious to anyone that there is only a very fine line separating the respectability of YouTube from the pariahs of the digital economy: pirates, file–sharers and p2p networks"


17. viacom processa youtube em 2007. youtube responde dizendo q viacom upa no youtube e eles não conseguem diferenciar o q é legal do q é pirataria. isso é mostra de como youtube cria valor.  falta de controle é o sucesso do youtube. a audiência não cria, ripa para o youtube

18. mas não é só da indústria cultural q vive o you tube, vive da vergonha alheia (diria que a vergonha alheia virou um gênero cultural), da violação da privacidade,  da ilusão de ser estrela do ordinário



Fonte: Rafael Evangelista

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