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Tela cheia

Estudantes da USP criam bicicletário eletrônico com Software Livre

16 de Agosto de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Estudantes de engenharia da USP demonstraram um novo sistema de compartilhamento de bicicletas baseado em software livre com Linux e Ruby on Rails.

O equipamento dispensa qualquer interação humana além do cadastro inicial. Para retirar uma bicicleta o usuário deve encostar um cartão especial e digitar uma senha no terminal semelhante a um caixa eletrônico. Feito isso, ele escolhe uma das bicicletas paradas, que é então indicada com uma luz verde e liberada para uso. Ao se estacionar em qualquer estação, o veículo é automaticamente reconhecido e a devolução registrada.

Para orientar o ciclista, um mapa na tela indica onde estão as outras estações e, como o sistema opera online, também informa quais têm poucas vagas ou estão com problemas técnicos. As duas estações demonstradas no sábado se conectavam à central usando Wi-Fi, e quem quisesse testar o sistema podia fazer o cadastro na hora desde que fosse aluno da USP, já que a configuração exigia o uso da carteira interna da instituição. Isto porque o sistema depende da tecnologia RFID presente na carteirinha da USP.

Esta tecnologia é amplamente usada em crachás para registro de ponto, e bastam alterações de software para que o sistema seja compatível com os bilhetes eletrônicos usados em transporte, como o Bilhete Único de São Paulo, explicou Villar. É neste cartão que reside uma das diferenças do PedalUSP para o SAMBA, sistema similar vendido por uma empresa brasileira e já em operação em cidades como o Rio de Janeiro. No SAMBA, a bicicleta é liberada com uma ligação, e a senha é digitada pelo telefone, geralmente o celular do usuário.

No PedalUSP, o telefone não é necessário, e a senha é digitada diretamente no terminal. "Com isso, a liberação fica mais rápida e o sistema se torna mais adequado para o uso de transporte em vez de lazer", relatou Matsumoto. Nos testes da Geek, o sistema funcionou bem. Depois de encostar o cartão, aparecem instruções claras na tela, e a retirada é rápida. Mas em uma época em que tudo é touch screen, usar um teclado para navegar no mapa da tela causa estranheza.

"Touch screen é possível, mas além de caro, é muito mais suscetível ao vandalismo", disse Matsumoto. Perguntado sobre medidas contra roubo e vandalismo, os estudantes dizem que já foram feitos testes, mas que esperam o uso mais amplo dentro da USP para fazer uma avaliação adequada. Apesar dos protótipos funcionais, o início da operação ainda não tem uma data definida.

"Estamos em busca de um patrocinador que viabilize a implementação e a operação do sistema", contou Matsumoto. "Temos todo apoio da prefeitura do campus, e já há estudos para orientar onde fazer as primeiras instalações", complementou.

Fonte: http://www.terra.com.br


Tags deste artigo: estudante ciclista furusho pedal bicicleta bicicletário usp engenharia wi-fi

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