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Ode ao ódio

29 de Outubro de 2018, 15:40 , por Filipe Saraiva's blog - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Ontem, acompanhando a apuração para presidente no 2º turno, chorei. Chorei de raiva. Chorei de ódio.

Ódio porque aquele que levou o pleito representa uma total afronta ao mínimo do que chamamos civilidade. Ele defendeu a ditadura e a tortura, reiteradamente. Prometeu prender ou exilar opositores. Prometeu perseguir professores, artistas, a intelectualidade. Disse que irá enfrentar a imprensa livre. Sua campanha foi baseada fortemente na construção e propagação das mais variadas mentiras. Fez troça com mulheres, negros, homossexuais, nordestinos. Deu a senha para que seus seguidores colocassem em prática, já, o discurso da violência. É a barbárie instalada.

Como pode tantas pessoas concordarem com isso? Como pode aquele seu familiar que se envolve na igreja, na ação social, que sai por aí bradando que a educação é o tema mais importante pro Brasil, ter se empenhado nessa campanha?

O que ele propôs, pouco se sabe. Fugiu de debates e entrevistas mais incisivas. Do pouco que falou, sabemos que os pobres vão pagar caro em termos de emprego, renda, serviços e direitos sociais. Combinado com o ultraliberalismo representado pelo seu futuro ministro da fazenda, podemos esperar ainda mais concentração de renda no país – quando esse é o principal problema que deveríamos enfrentar.

Ainda há aquele grupo de generais ao redor dele. Um grupo que, pelo que declararam, de política e Brasil não sabem nada. General é criado no autoritarismo, ele sabe apenas mandar sem observar qualquer oposição ou contraponto, algo que é a natureza da democracia. Temos uma série de tragédias anunciadas pela frente.

Isso tudo não se trata apenas de um projeto político diferente do que eu acredito. As pessoas elegeram um verdadeiro anti-projeto de nação. Como elas sufragaram isso? Elas não se dão conta que nos próximos 4 anos muitas delas serão alvo das consequências disso?

Chorei de ódio no dia 28 de outubro, mas acredito que esse sentimento conseguiu ser muito menor que o ódio que essas pessoas sentem pelo próprio país.


Fonte: http://blog.filipesaraiva.info/?p=2035

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