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Intervir e deixar fluir.

15 de Junho de 2014, 12:43 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Em ciências da computação há uma estrutura de programação conhecida por “Máquina de Estado”. É assim: Um programa pode assumir diversos estados, por exemplo, estado de espera por algo a ser digitado pelo usuário; estado de cálculo de uma equação; estado de desenhar uma imagem na tela; etc. Então, um programa sempre está num certo estado, esperando por alguma coisa. Quando essa coisa acontece, o programa realiza alguma rotina programática e passa para outro estado. Só para ilustrar: O computador apresenta na tela o conteúdo de uma pasta, listando o nome dos arquivos dessa pasta. Tem um programa que faz isso, que no caso do Windows é o gerenciador de arquivos. Então, o estado é o de mostrar os nomes dos arquivos. Assim que o computador mostra os nomes na tela, ele passa ao estado de espera, para que o usuário faça algo. O usuário pode então abrir, deletar, mover, etc., o arquivo. Assim que o usuário comanda a ação, o programa realiza o desejo do usuário e passa para outro estado, talvez o estado de espera novamente, se tudo ocorreu bem. Isso é um sistema. Pode ser chamado também de um mecanismo de ações. É uma coisa exata, sem nenhuma ponderação moral. É, como o nome indica, uma máquina.
A etiqueta social é mais ou menos assim. Pessoas se encontram e, dependendo das circunstâncias, se cumprimentam ou realizam qualquer interação conveniente. Seguem regras de conduta que se erigiram culturalmente e, no limite, é como se fosse uma máquina. É uma questão de seguir regras. Infelizmente, muitos se pautam por essa “proto-máquina”, desprezando o fato que pessoas não são exatamente programadas e que a sociedade não é um sistema exato. Entre o input e o output há sentidos e sentimentos e as relações desenhadas são de uma complexidade indefinível, a não ser simplisticamente.
Um problema surge quando se evocam regras exatas e relações lógicas ordinárias para tomar decisões e defender ideias e atitudes. Pode-se dizer que tal ou qual pessoa está certa, mas enquanto se trata de certeza matemática, o que acontece é a provocação de sofrimentos. Sofrimentos acima da certeza. Algo que não parece bem certo.
Talvez ainda estejamos embebidos num vício iluminista de achar respostas nos mecanismos, numa dura arena intelectual, como se só nessa dimensão a humanidade devesse viver. Um horrível dever.
Mas existem ainda outras dimensões. Essas, talvez mais familiares àqueles que eram ruins em matemática na escola. Uma delas, muito importante à convivência entre os seres, é a alma das sensações. E sensação não é algo que se explica, ou, quando se tenta, o resultado é paupérrimo.
Acho que felizes são os que compreendem que não se constrói relacionamento como se constrói um edifício de concreto. Que não há leis de causa e efeito como aquelas propostas por Isaac Newton, que possam modelar o encontro das almas. Que o ambiente dos encontros pessoais é completamente misterioso, mais apropriado ao que se convencionou entender por arte.
Arte é uma coisa que flui. Deixar fluir é uma arte. Talvez, sabedoria seja saber deixar e saber provocar. Talvez isso não se aprenda na escola. Talvez seja o resultado de toda uma vida, que nos presenteie com uma satisfação na etapa presente e com uma esperança para a seguinte. E que seja por esse fluxo que aproximemos, cada vez com mais exatidão, o que imaginamos com o que seja possível.
Que saibamos o quanto deixar fluir e o quanto tentar direcionar o fluxo. Mas observemos uma diferença: Seguramente, os desertos são feitos pelo deixar fluir. Já os campos, tornam-se férteis pelas intervenções, pelas atitudes intencionais, pelo fazer humano.
Que continuemos nos aperfeiçoando na arte de tentar. E descobrir.

Fonte: http://estudiolivre.org/tiki-view_blog_post.php?blogId=388&postId=1317

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