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Campanha Presidencial de Dilma Rousseff by Terra

7 de Janeiro de 2011, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Neste post eu recuperei alguns momento importantes da campanha presidencial vitoriosa de Dilma Rousseff que saíram no portal terra.

Boa leitura!

 

Marcelo Branco sugere setor de mídias sociais para governo Dilma

No primeiro dia como presidente eleita, Dilma tuitou: “É uma honra e uma grande emoção ser escolhida para presidir meu país. Prometo a cada brasileiro e a cada brasileira minha total dedicação.” O tweet foi feito na última segunda (1) e, pelo menos até a publicação deste post, o perfil @dilmabr não teve mais atualização.

O aparente abandono após a campanha deixa uma dúvida na cuca daqueles que acompanham o Twitter: como Dilma vai usar as mídias sociais no seu governo? O ex-candidato tucano José Serra, que demonstra ter familiaridade com o Twitter, já anunciou que segue na rede de microblogs, por exemplo.

Para tentar sanar as incertezas, conversamos com Marcelo Branco, que coordenou a campanha de mídias digitais da petista, para saber como vai ser o uso no Planalto das mídias sociais. Ele foi pontual: “Eu defendo que [o Twitter @dilmabr] seja usado, e que seja até melhor usado do que foi na campanha.”

Só que isso não depende mais de Branco. Ele revela que seu trabalho como estrategista de mídias digitais para Dilma encerrou com a votação e que não vai compor a equipe do governo. Mas explicou que há uma “sensibilização” por parte da equipe que elegeu Dilma para que se use mais as mídias sociais.

Branco disse que vai ajudar “no que puder para que as mídias sociais sejam usadas ao máximo, mas agora isso depende das pessoas que vão entrar.” O entusiasta das redes foi categórico sobre como isso foi feito até agora: “Precisa ser necessariamente muito melhor do que o usado durante o governo Lula.”

Depende de quem?

Se as mídias sociais vão ser usadas ou não na gestão de Dilma, isso depende, além do interesse da presidente, de dois setores de comunicação: a Secretaria de Imprensa da Presidência da República e a Secretaria de Comunicação Social, responsáveis por  iniciativas como o Blog do Planalto. Mas Branco vai além, e acha que mais do que jornalismo e publicidade, as secretarias têm que criar um setor de mídias sociais.

Um país que recentemente passou a utilizar as redes sociais no trabalho de comunicação do governo foi a Argentina. Além do perfil oficial da presidente Cristina Kischner, a instituição conta com espaços como um canal no YouTube:

Pelo canal "Casa Rosada", no YouTube, o governo argentino sobe vídeos de discursos e declarações oficiais. Para Marcelo Branco, a iniciativa é "referência"

#Dilmanarede é a principal herança

Em setembro, Branco anunciou que a plataforma #dilmanarede, que virou ponto de encontro da militância petista na web, iria continuar depois da campanha. “Temos uma estrutura mínima de jornalistas para manter o blog funcionando, para fazer a cobertura da transição até a posse“, explica.

A ideia é que a Dilma possa usar o espaço como presidenta para ter expressão na rede.” A forma como o projeto vai ser utilizado dentro do governo ainda deve ser decidida até janeiro. É esperar para ver.

Balanço da campanha

Na conversa, Marcelo Branco também fez um balanço da campanha petista. Além dos pontos já comentados pela TwitCam no último domingo (1), ele destacou que o grande desafio foi fazer campanha na internet quando o principal eleitorado de Dilma não tinha acesso à tecnologia. ”Passamos por uma superação. As bases que apoiam o governo são os excluídos digitais.”

Branco aproveitou para lembrar alguns eventos que foram destaque nas mídias digitais, entre eles o DilmaFactsByFolha e o episódio da capa da revista Época. Ambas foram reações de militantes a publicações sobre a então candidata Dilma.

Para ele, enquanto a campanha de Serra tinha um fluxo de informação que ia dos grandes meios de comunicação para os eleitores, a campanha de Dilma fazia o caminho contrário. “Muitas vezes pautamos a grande mídia“, lembra.

No geral, Branco considera o resultado bastante positivo. “Para a mídia convencional, a mídia social entrou como um intruso e incomodou as velhas estruturas“, sentenciou.

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Este é o último post do blog #eleições2010, que cobriu a campanha eleitoral nas mídias sociais. A equipe que atualizou o blog durante toda a campanha agradece as leituras e os comentários em nome do Portal Terra. Esperamos que tenham gostado do trabalho!

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Filipe Speck

Cerca de uma hora antes da confirmação da vitória petista, o estrategista de mídias digitais da campanha de Dilma Rousseff promoveu uma discussão online para escolher a “hashtag da vitória”.

Durante a transmissão, Marcelo Branco fez um balanço da campanha e agradeceu a todos os que participaram da mobilização nas redes sociais.

Ele acompanhou a apuração final dos votos e elogiou o trabalho das campanhas adversárias, coordenadas, na internet, por Soninha Francine (José Serra) e Caio Túlio (Marina Silva).

Aos que tentaram associar a eleição de Dilma ao Dia das Bruxas, o estrategista explicou que as bruxas são o símbolo da resistência feminina: “Por que elas foram queimadas?”, perguntou.

Em clima de festa, Branco ressaltou o desempenho do trabalho: “Para nós, a missão foi cumprida”.
Antes de partir para a comemoração, a escolha foi divulgada:

E logo, logo, já estava ela nos Trending Topics do Brasil:

Mas o convite final foi mesmo para sair às ruas e comemorar, pelo menos, esta foi a opção do coordenador.

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Ana Bicca

Nesta quarta (27), o Twitter amanheceu parabenizando o presidente Lula pelo aniversário de 65 anos. Ao atingir a primeira posição dos Trending Topics no Brasil e no mundo, a hashtag #luladay reuniu tweets com felicitações ao atual presidente e, claro, ajudou a impulsionar a campanha da candidata petista.

Segundo Marcelo Branco, #luladay é a expressão do dia:



Por volta das 2h, houve um pico devido ao número de mensagens tuitadas e, pelo que mostra o gráfico, a tendência é que o número de ocorrências aumente ao longo do dia.

De onde veio

A hashtag comemorativa partiu dos militantes do PT. Na tarde da última terça (26), o coordenador de mídias digitais da campanha de Dilma Rousseff, Marcelo Branco, avisou aos usuários por meio de uma TwitCam que a hashtag a ser usada no dia do aniversário do presidente seria #luladay.

Na TwitCam, que começou às 18 horas, Marcelo foi questionado sobre o porquê de usar uma hashtag em inglês. Ele explicou que Lula é figura internacional e a linguagem da internet é o inglês.

Na mesma TwitCam, Marcelo retomou o assunto dos possíveis filtros que o Twitter faz nos termos que chegam aos Trending Topics, tema que foi abordado neste bog. Segundo Branco, a empresa Twitter não respondeu quais são os critérios usados para fazer com que um termo entre na lista dos assuntos mais comentados do momento.

Por conta disso, a coordenação da campanha optou por usar termos e hashtags alternadas. Isso vem se tornando visível quando vários novos termos pró-Dilma entram nos Trending Topics nos últimos dias - como foi o caso do #dia31vote13 e, hoje, do #luladay.

Mas não foi só a hashtag que se espalhou no Twitter. Para o aniversariante, até Twibbon foi feito em sua homenagem.

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Ana Bicca e Filipe Speck

Marcelo Branco já pensa no pós-campanha

Publicado às 10:51 3 comentários

A 16 dias das eleições, a rede social de apoio à Dilma Rousseff busca ser o principal ponto de encontro da militância petista na web, agora e depois da votação.

Focada na busca por votos e na conquista dos indecisos, a plataforma batizada de #dilmanarede foi inaugurada há cerca de um mês. Nesta reta final, porém, os organizadores anunciaram uma série de funcionalidades que deixaram o espaço ainda mais parecido com outras redes sociais já existentes, como o Facebook, por exemplo.

De acordo com o texto que explica as novidades apresentadas nesta semana, na comunidade “Onda Vermelha”, a criação de um chat e a possibilidade de acompanhar as atividades de seus amigos por meio de uma página batizada de “Mural” visam tornar o contato entre os participantes mais próximo e as conversas, mais instantâneas.

Marcelo Branco, coordenador da campanha de Dilma na internet e idealizador da rede, explica que, ao contrário do que pode parecer, a intenção não é competir com as plataformas já existentes como Orkut, Facebook e Twitter, que já fazem parte do cotidiano dos militantes na rede. A ideia é servir de apoio para o trabalho da militância e proporcionar um ambiente seguro e livre de adversários, em que as atividades são norteadas pelo objetivo comum de eleger Dilma. “Já é o principal espaço da campanha na internet”, assegura.

Mas a atividade dos cerca de 2.500 participantes distribuídos em 140 comunidades não se restringe à nova plataforma. Branco ressalta que os chats e as comunidades servem de espaço para articulação de intervenções em outras redes. ”As redes públicas como o Orkut e o Facebook são o principal espaço de disputa com outros públicos”, argumenta.

#dilmanarede no pós-campanha

Marcelo garante que o aprimoramento da ferramenta continua, inclusive, para depois da campanha, caso a ex-ministra do presidente Lula seja eleita. “É um espaço de protagonismo do público, bem diferente do espaço institucional”, disse.

Nanni Rios

O embate entre o estrategista de mídias digitais da campanha de Dilma Rousseff, Marcelo Branco, e a @RedeMobiliza, perfil oficial da campanha de José Serra nas redes sociais, está esquentando no Twitter. Após o episódio do meme CALA BOCA DILMA que viralizou na rede de microblogs e permanece nos Trending Topics há quase 72 horas, Branco disse em seu Twitter que o fenômeno era falso.

Para ele, o bordão era mantido na lista de assuntos mais comentados porque, supostamente, um robô tucano estava retwittando as mensagens e, com isso, inflando artificialmente a estatística.

A @RedeMobiliza não deixou a acusação sem resposta, convocou seus seguidores a mostrar ao petista que não havia robô e, com isso, defender que o fenômeno era orgânico. Vários followers aderiram ao chamado e se juntaram à nuvem de ironias em resposta a @MarceloBranco sobre o assunto no Twitter.

Em seguida, a @RedeMobiliza substituiu seu avatar tradicional por uma imagem em que aparece um robozinho e anunciou a troca com um tweet pra lá de irônico:

Ironia: @dilmabr costuma cumprimentar seus followers com #oiinternautas, bordão de Dilma no início da campanha online

Em entrevista ao Terra nesta quinta (12), Marcelo Branco afirmou que o “Cala boca Dilma” é uma fraude alimentada por adversários da petista - os quais ele não especificou. ”Não vamos fazer nenhuma resposta, pois nossa campanha é propositiva e está baseada em comentários positivos sobre a nossa candidata”, disse.

Mas parece que a @RedeMobiliza gostou da brincadeira:

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Nanni Rios

Retweets automáticos podem prejudicar candidatos

Publicado às 09:07 4 comentários

Políticos que retwittam elogios podem irritar o público ou ganhar a antipatia dos seguidores, mesmo que a intenção seja dar uma moral para quem está apoiando o candidato. Ainda assim, encontramos alguns perfis que são dedicados exclusivamente a essa prática: @rt_serra, @rt_dilma e @RTcasagrande40.

De robô para pessoas

O perfil @rt_dilma rastreia e retwitta mensagens que contenham a expressão “Dilma”. Marcelo Branco, estrategista de mídias digitais da campanha de Dilma Rousseff, conversou com a gente declarando que esse perfil não tem vínculo algum com a campanha oficial da candidata petista. Ele esclareceu que @rt_dilma é apenas um robô. Segundo Branco, “essa não é uma boa prática na política, pois é preciso conversar com pessoas reais e um robô poderia prejudicar a imagem do candidato”.

Soninha Francine, estrategista de mídias digitais de José Serra, nos informou que desconhecia o perfil @rt_serra até o momento do nosso contato. Questionada sobre que tipo de impacto este perfil poderia ter na campanha, a conselheira do tucano avalia que esse tipo de ação tem chances de atrapalhar “porque pode levar as pessoas a pensar que é ligado à campanha de alguma maneira”. Mas  Soninha se preocupou em ponderar: “pode não ter influência nenhuma. Tudo que der, na internet, a impressão de ser super positivo ou super negativo precisa ser relativizado”.

RT Casagrande: um caso à parte

Diferentemente dos dois perfis que retwittam mensagens com os nomes dos presidenciáveis, o perfil @RTcasagrande40 é administrado pela equipe de campanha do candidato ao governo do Espírito Santo pela coligação “Juntos pelo Futuro”.

Júlio Valentim, o homem das mídias digitais de Renato Casagrande (PSB-ES), ressaltou que o perfil de retweets foi uma estratégia encontrada por eles para não irritar os seguidores: “uma das coisas que mais incomodam o usuário do Twitter é o ‘flood’ (excesso de tweets) causado por retweets de mensagens de elogios”. Dessa forma, Valentim considera que é possível homenagear quem está contribuindo para a campanha sem irritar os seguidores do perfil principal.

Valentim ainda ressaltou que o perfil @RTcasagrande40 é alimentado manualmente, ao contrário de @rt_serra e @rt_dilma. “Não teria sentido o trabalho com robôs, uma vez que nosso foco é a interação humana”, avalia o estrategista.

Robôs também podem ter bons usos

Embora os três assessores de mídias digitais tenham considerado a ação com robôs uma estratégia furada, a iniciativa independente do @rt_dilma e do @rt_serra tem um lado bom. Por serem alimentados por um filtro impessoal e aleatório, dar uma olhada ocasionalmente nestes perfis pode nos colocar frente a mensagens que talvez não víssemos em nossa própria timeline.

O recurso utilizado do aplicativo Twitterfeed nos perfis @rt_dilma e @rt_serra é atribuído a varrer e publicar mensagens que contenham a expressão “Dilma” e “Serra”, certo? Mas aos olhos humanos, o filtro robótico está sujeito a erros. Afinal, nem toda Dilma é Rousseff, assim como nem todo Serra é José.

 


Thalles Waichert

Bastou o Terra divulgar a notícia de que Dilma Rousseff não participaria do primeiro debate online da internet brasileira que Marcelo Branco, estrategista de mídias digitais da campanha da petista iniciou, em seu perfil pessoal de Twitter, uma mobilização pela mudança deste cenário.

A reação nas redes sociais não se limitou ao barulho provocado por Branco.

No Orkut, comunidades de apoio aos três candidatos convidados ao debate que acontece na próxima segunda-feira (26) registraram manifestações de surpresa e crítica à ausência de Dilma ao primeiro debate entre presidenciáveis das Eleições 2010, comunicada   pela coordenação de campanha aos quatro portais participantes.

(clique nas imagens abaixo para ampliar)

Em seu perfil, o @dilmabr, a petista não se manifesta há cerca de 20 horas. Marina Silva e José Serra ainda não comentaram o episódio em seus tweets pessoais.

Seguimos acompanhando a movimentação nas redes sociais.

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Atualização: Por volta das 18h desta quarta (21), a candidata Dilma Rousseff se manifestou pelo Twitter sobre sua ausência no #DebateOnline. “Estou com presença confirmada em pelo menos cinco debates, quatro em TV, um em internet. Sempre que possível, incluímos na agenda. Mas às vezes não dá”, disse ela por meio de seu perfil oficial, o @dilmabr.


Ana Brambilla

Na abertura da caravana, participantes exibem celulares e notebooksApesar de o PT não ser mais um partido novato e de já ter alcançado os principais cargos eletivos, a imprensa ainda é apontada como uma das principais inimigas da sigla. Por isso, a utilização das mídias sociais é considerada fundamental na campanha deste ano. Esta foi a tônica do início dos debates na edição gaúcha da Caravana Digital, ocorrida na noite desta sexta-feira (16), em Porto Alegre.

O encontro foi aberto por Tarso Genro, candidato ao governo do estado no Rio Grande do Sul. “Precisamos cavar novos espaços de divulgação da nossa informação, por isso a grande importância da redes sociais”, analisou o ex-ministro.

A caravana, que tem como objetivo mobilizar militantes do partido através de ambientes como Orkut e Twitter, já passou por 22 capitais. Um dos personagens centrais desta série de eventos é o estrategista da campanha em mídias digitais de Dilma Rousseff, Marcelo Branco. Dono de uma postura irreverente dentro e fora da rede, Branco é um ativista da ampla utilização de plataformas de UGC como forma de contato entre candidatos e eleitores.

Logo que chegamos ao local da caravana, em Porto Alegre, os telões exibiam o clip Dilma Boy, novo hit da campanha da petista. Paródia feita por um usuário de uma música da estrela pop americana Lady Gaga, o Dilma Boy popularizou o bordão “Ela é amiga do homem”, se referindo a Lula.

Os olhos de Branco brilham como os de um pai coruja quando fala do vídeo: “Os apoiadores da campanha passaram a ser um elemento importante na formação de opinião. Eles têm a possibilidade de construir os próprios conteúdos, com sua própria voz, com seu próprio texto, sua própria imagem. Nós tivemos o exemplo, nessa semana, do Dilma Boy, um vídeo produzido de forma independente por um garoto de 25 anos do interior de Goiás e que hoje é o ‘webhit’ da internet brasileira. Certamente isso mostra que os apoiadores sabem dar uma linha para campanha e nós estamos atentos a isso”.

Questionado sobre a dificuldade de Dilma estar presente em todos os espaços a que se propôs, como o Orkut, Branco afirma que o objetivo da campanha nas mídias sociais nunca foi centralizar na figura da candidata as ações na rede. Para ele, o objetivo seria utilizar os espaços já criados pelos próprios usuários.

Ainda que parte da imprensa gaúcha estivesse presente para cobrir o evento e que um caminhão estacionado em frente ao local transmitisse o encontro pela web, os participantes ocuparam-se em reportar o que acontecia lá dentro através de notebooks, celulares e outros dispositivos móveis conectados. Nem mesmo o anúncio da gravidez da esposa do deputado Beto Albuquerque, que estava na mesa, ficou de fora das twittagens.

Durante o evento, as ocorrências para a hashtag #caravanadigital no Twitter cresceram visivelmente, confirmando que mobilizações presenciais ainda podem ser bons estimuladores mesmo para ações digitais. A dúvida que fica é: outra onda de twittagem só na próxima edição da Caravana?

Ocorrências para #caravanadigital no serviço Blablabra.net


Willian Araújo

 

Durante o encontro da #caravanadigital em São Paulo, na manhã deste sábado (19), o estrategista da campanha de Dilma na internet, Marcelo Branco, reiterou que é a própria candidata quem atualiza seu Twitter. Segundo ele, não há manual de conduta para atuar nas redes sociais e a única orientação que Dilma recebeu foi sobre a importância de ser ela mesma na rede.

Mas a pergunta que não quer calar é: por que a @dilmabr não interage com seus followers no Twitter? Basta uma olhada na timeline para perceber.

Para se comunicar desta forma, Dilma poderia continuar usando a TV, o rádio e até mesmo seu blog oficial. Mas o Twitter não funciona assim. Basta fazer uma busca por TO:dilmabr no Twitter Search para encontrar muita gente tentando interagir com a candidata. Gente, aliás, que tem ficado sem resposta pelo microblog.

Intrigada, resolvi jogar a questão-título deste post ao especialista da campanha por meio do meu perfil pessoal no Twitter. Direto da #caravanadigital, ele me respondeu (pela transmissão ao vivo, pude vê-lo twittando).

Oras, conversar na rede é como conversar ao vivo, com a vantagem de que na rede o público é muito maior. Logo, não interagir no Twitter é o mesmo que ignorar a audiência.

Se ambientes como o Twitter foram pensados para haver diálogo - caso contrário não se chamariam nem “redes” nem “sociais” - quem se dispõe a ter um perfil no microblog já abriu um canal de conversa. Senão perde o sentido!

Os motivos que fazem Dilma não conversar pelo Twitter podem ser vários. Um deles, talvez, seja a falta de tempo. Marina Silva, por exemplo, também interage muito pouco e José Serra só aparece para seus followers de madrugada. A agenda cheia, muitas vezes, não permite que eles dêem mais atenção ao microblog. Mas para este problema, os próprios twitteiros dão a dica:

Sem interação, a proximidade sugerida pela presença do candidato nas redes sociais cai por terra e a informação de que é a própria Dilma quem atualiza seu perfil não chega a ser um mérito.

Tirar um tempo todos os dias para responder aos followers deveria fazer parte das estratégias de comunicação das campanhas. Caso contrário, é a velha campanha tradicional.

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Nanni Rios


Tags deste artigo: terra dilma rousseff dilma militância redes sociais

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