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27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos.

Haddad diz que militares ignoram soberania e que Brasil virou protetorado dos Estados Unidos

3 de Agosto de 2019, 12:58, por #BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


Em artigo publicado neste sábado (3), na Folha de S.Paulo, Fernando Haddad comenta o livro “Forças Armadas e Política no Brasil" (2005), de José Murilo de Carvalho, relançado em 2019 com textos inéditos.

"O autor nota que cinco das nossas sete Constituições, inclusive a atual, atribuem papel político aos militares, como se a República precisasse de uma bengala e a democracia não pudesse resolver os problemas nacionais nos seus próprios termos", observa Haddad.

Candidato à presidência em 2018, Haddad cita novo capítulo do livro que relembra a postagem do general Villas Bôas às vésperas do julgamento do pedido de habeas corpus a favor do ex-presidente Lula no STF, em abril de 2018.

"Embora a mensagem do general falasse de respeito à Constituição, na realidade a agredia, pois pressionava um poder da República a contrariá-la", escreve.

O livro, segundo Haddad, retoma o papel que os militares desempenharam nos golpes de Estado de 1937 e 1964. "Depois da leitura, impossível não conjecturar sobre as semelhanças e diferenças com o momento atual", comenta.

Entre as semelhanças, "assim como Getúlio (quando os militares lhe retiraram o apoio) e Jango, Lula parece ter sido vítima de um sentimento antipopular refratário à promoção da incorporação das massas via participação no mercado e na política. Soberania popular é um conceito que não foi plenamente assimilado pelos militares", escreve Haddad.

Em relação às diferenças, o ex-prefeito de São Paulo cita "a deturpação do conceito de soberania nacional, reduzida à ideia de defesa do território. Os militares parecem totalmente entregues a agenda ultraliberal de Guedes, que anunciou a pretensão de vender todas as empresas estatais brasileiras e de abrir unilateralmente o nosso mercado".

"Pelo jeito, restará ao povo deste novo protetorado americano vender bijuterias de nióbio em Angra dos Reis", ironiza Haddad.
Com informações do Brasil247
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Lula: precisamos compor forças com a sociedade para enfrentar a destruição do País

2 de Agosto de 2019, 11:20, por #BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


O governo Bolsonaro mostra a cada dia que veio para destruir o país e desmontar as conquistas da sociedade, o que coloca desafios para as forças do campo progressista. A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), visitou hoje (1º) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, e ao sair da visita falou das mobilizações que vão crescer diante dos desatinos do governo, com as declarações impróprias do presidente.

“O ex-presidente Lula disse que está firme e preocupado com a situação do país sempre e também sempre dizendo que o que temos no país é uma situação crítica, de destruição do país, que nós temos de enfrentar isso, e compor forças na sociedade”, afirmou a deputada, que fez a visita junto com o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e com o deputado estadual por São Paulo Emídio de Souza.

Gleisi destacou que o mês de agosto será intenso em agenda política e convocou a sociedade para apoiar e participar dessa agenda. “Agora em agosto temos um calendário de mobilizações importantes, que têm a ver com pautas da sociedade e com a pauta do movimento Lula Livre. Não tem como lutar por um Brasil melhor e pela democracia, enquanto tivermos a injustiça com o presidente Lula”, disse. “Em 5 de agosto começamos com um ato pela saúde, em Brasília, em defesa do SUS e dos recursos para a saúde. Será um grande ato no Museu Nacional de Brasília.”

Ela lembrou que será realizado, também na segunda-feira (5), um ato importante em São Paulo, o Ditadura Nunca Mais. O ato é chamado pela Frente Povo Sem Medo, e é de desagravo do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, “e de todos aqueles que tombaram perante a ditadura”, destacou a deputada. “Vamos mostrar para Bolsonaro e essa turma que nós vamos defender a democracia.”

Na próxima quarta-feira (7), será lançado em Brasília um plano de emergência contra a crise. Participam o ex-candidato à Presidência Fernando Haddad, mais as bancadas de oposição, e as lideranças na Câmara e no Senado, Fundação Perseu Abramo e os governadores do partido. “O PT sabe o que fazer, tem proposta para isso, nós discutimos durante a campanha e vamos lançar esse programa”, afirmou Gleisi. “Vamos mostrar qual o caminho temos de seguir para gerar emprego, renda e tirar o povo do sofrimento”, destacou.

No dia 13, será a vez de grandes mobilizações pela educação e contra a “reforma” da Previdência. “É importante que todos estejam nas ruas nesse dia. Esse ato precisa repetir o sucesso que tivemos nas manifestações dos dias 15 e 30 de maio”, afirmou, lembrando a mobilização dos estudantes. “Vamos mostrar que não estamos coniventes, contentes, e queremos mudanças no tratamento das políticas públicas nacionais.”

“No dia 14, teremos um grande ato em Brasília, que é a Marcha das Margaridas. As nossas mulheres trabalhadoras rurais, o movimento sem terra, os agricultores familiares, vão estar em Brasília. Nós estimamos que reuniremos mais de 50 mil pessoas, lutando pelas pautas da agricultura e do povo brasileiro”, afirmou ainda a deputada.

Ela também frisou que até o final de agosto será lançada a Frente Nacional Parlamentar e Popular pela Soberania do Brasil, em um grande ato que faremos com diversas forças políticas. “Não dá pra gente assistir ao Brasil sendo desmontado do jeito que está. As nossas riquezas sendo entregues, Petrobras, Eletrobras, e a Amazônia, do jeito que está sendo feito. E não tem país soberano, se seu povo está sofrendo, se o povo está desempregado, passando fome.”
Com informações do 247

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Tudo dominado: Globo, Record e SBT formam a rede de proteção de Moro e Bolsonaro

28 de Julho de 2019, 12:44, por #BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


"Globo, Record e SBT deixaram o jornalismo de lado para formar uma rede nacional com noticiário único, pautado somente por seus interesses comerciais e políticos, assim como fizeram durante a última campanha presidencial", avalia o jornalista Ricardo Kotscho, do Jornalistas pela Democracia

O sujeito liga para um Disque-Denúncia qualquer e avisa que um carro está sendo roubado na esquina da casa dele.

Em vez de mandar uma patrulha atrás do ladrão, a polícia resolve investigar o autor da denúncia.

É isso que está acontecendo no Brasil bolsonariano, com essa história rocambolesca dos hackers fajutos de Araraquara, para esconder o que já foi apurado e denunciado pelo The Intercept e outros veículos sobre o modus-operandi do ex-juiz Sergio Moro e seus procuradores amestrados.

Mas essa blindagem só é possível porque as três grandes redes de TV do país formaram uma rede de proteção, que esconde o mais importante _ o conteúdo tóxico dos diálogos de Moro com os procuradores da Lava Jato _ para noticiar à exaustão o modus-operandi dos hackers tabajaras.

Globo, Record e SBT deixaram o jornalismo de lado para formar uma rede nacional com noticiário único, pautado somente por seus interesses comerciais e políticos, assim como fizeram durante a última campanha presidencial.

Varia apenas a forma de manipular as notícias, com as características de cada emissora, mas o resultado é o mesmo.

Record e SBT são mais escrachados. Fazem questão de assumir o papel de porta-vozes do governo e se vangloriam disso.

Já a Globo, como de costume, é mais sofisticada, mais sinuosa, dá um ar de seriedade olímpica aos Bonners do JN, e não perde a chance de publicar editoriais sobre a sua “isenção e imparcialidade”, como se todo mundo fosse idiota.

Daqui a 50 anos, quem sabe, se ainda existir, a Globo vai pedir desculpas ao país, como fez por ter apoiado o golpe de 1964 e a ditadura militar, e escondido a campanha das Diretas Já, em 1964, pela redemocratização do país.

Até lá, muitos de nós já terão morrido e os mais jovens nem se lembrarão do que eles fizeram em 2019, para avacalhar e colocar em risco a jovem democracia brasileira, ameaçada pela ditadura da Lava Jato, de braços dados com o boçalnarismo em marcha.

A grande farsa só será desmascarada, se nas próximas revelações da Vaza Jato aparecerem os diálogos de Moro e os dallagnois com seus chefes e jornalistas, em que eram acertadas de comum acordo as pautas e as edições.

É esse o grande medo dos empresários da mídia e dos seus profissionais, que para garantir seus empregos foram assessores de imprensa da República de Curitiba, não repórteres.

Sem se importar com nada disso, Silvio Santos acha graça da grande pantomina e até se sente honrado por sua rede ser chamada de SBT – Sistema Bolsonariano de Televisão.

A Record do bispo Edir Macedo e sua igreja, apoiadores de primeira hora, só quer saber das verbas oficiais de publicidade do governo, que ajudou a eleger, para investir em novos templos e fiéis, a serviço do seu próprio projeto de poder.

Posso estar enganado, e geralmente estou, mas diante de tanta hipocrisia, omissão e mentira, acho que até os Bonners já estão um pouco incomodados com a desfaçatez do noticiário que são obrigados a ler todas as noites.

Por mais que se disseminem as redes sociais, a maior parte do eleitorado, que não lê jornais nem tem acesso fácil à internet, ainda se informa pelo Jornal Nacional e suas contrafações mambembes da Record e SBT.

É a desinformação que garante ainda o apoio de um terço da população ao mito Bolsonaro e ao herói Moro, os protagonistas da grande tragédia bufa.

Tenho certeza que milhões de pessoas pelo Brasil afora já não conseguem entender como a polícia está investigando o denunciante do carro roubado e nada informa sobre o ladrão _ no caso, os muitos criminosos que, em nome do combate à corrupção, destruíram empresas e empregos, e faturaram alto com a fama de heróis.

Com a grande mídia (e suas raras exceções), o Judiciário e o Legislativo irmanados na defesa do governo e da Lava Jato, e a oposição batendo cabeça, sem achar o rumo, está tudo dominado.

Por isso, eles têm um grande objetivo em comum: não deixar Lula sair da cadeia tão cedo.

Esse é o grande pavor dos que deram o golpe de 2016 e levaram o país para o fundo do buraco, primeiro com Temer, e agora com o inacreditável capitão Bolsonaro.

Para garantir esse domínio absoluto, danem-se as leis, o Estado de Direito e a Constituição. Vale tudo.

E vida que segue.

Com informações do Brasil 247
#BlogueDoSouza - Democratização da Comunicação, Reformas de Base e Direitos Humanos.



OAB e Psol pedem que Justiça preserve mensagens apreendidas que Moro quer destruir

27 de Julho de 2019, 12:45, por #BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


PT também reagiu e ingressou com notícia-crime contra Sérgio Moro no STF; partido defende perda de cargo

Nesta sexta-feira (26), parlamentares do PT e do Psol recorreram ao sistema de Justiça, em Brasília (DF), para questionar a possibilidade de destruição das mensagens apreendidas com supostos hackers presos no âmbito da operação Spoofing, deflagrada na terça-feira (23) pela Polícia Federal (PF).

A iniciativa dos parlamentares é uma das reações que surgiram diante dos novos desdobramentos do escândalo apelidado de “Vaza Jato”. Na quinta (25), o jornal Folha de S. Paulo revelou que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, estaria avisando a diferentes autoridades supostamente hackeadas que iria destruir o conteúdo apreendido com os suspeitos presos, que são acusados de praticar crimes cibernéticos. O ministro argumenta que seria necessário preservar a identidade das pessoas envolvidas.

Apesar de a PF ter divulgado nota oficial, no mesmo dia, afirmando que o material será preservado e que a decisão final sobre o destino dos conteúdos cabe à Justiça, a iniciativa do ministro deixou opositores em estado de alerta. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e, portanto, está sob a alçada de Moro.

O líder do Psol na Câmara dos Deputados, Ivan Valente (SP), recorreu à Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão administrativo do Ministério Público Federal (MPF), por meio de uma representação. O parlamentar pede que o MPF solicite ao Judiciário “medidas urgentes” para impedir a eliminação do material.

“Ele não tem poder pra fazer isso. É uma ilegalidade, é criminoso esse ato de mandar destruir as provas. Acho que essa atitude dele é uma espécie de confissão de culpa. Ele não quer que haja alguma comparação entre o que está sendo divulgado por vários órgãos de imprensa, como Folha, Veja, Band News, com o que foi arrecadado pela Polícia Federal”, disse Valente ao Brasil de Fato, em referência às matérias publicadas por diferentes veículos a respeito da Vaza Jato.

À PGR, o deputado também pede que sejam feitas oitivas de delegados da PF para apurar de que forma dados sobre processos sigilosos estariam sendo compartilhados com o ministro da Justiça. Ao todo, a PF abriu quatro inquéritos em meados de junho deste ano para investigar o caso da Vaza Jato. O processo judicial corre em segredo, por isso o repasse das informações gerou críticas.

“Nesse caso, o próprio ministro é investigado, a partir das denúncias feitas pelo site Intercept, por violação do Estado democrático de direito, dos princípios constitucionais, do Estatuto da Magistratura e do Código Penal brasileiro, então, ele não pode ter acesso a esses materiais”, complementa o líder do Psol.

Na representação, o deputado aponta que o ministro pode ter cometido crimes de responsabilidade, prevaricação, violação de sigilo funcional, advocacia administrativa e destruição de documento público.

Notícia-crime

Já o PT optou por protocolar uma notícia-crime contra Sérgio Moro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a apuração de possível ocorrência dos crimes de abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e supressão de documento.

O partido defende que Moro seja afastado do cargo. O documento é assinado pela presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, e pelos líderes das bancadas da sigla no Senado e na Câmara, Humberto Costa (PE) e Paulo Pimenta (RS), respectivamente.

Caso o STF determine a apuração do caso, a PGR deverá ser provocada para se manifestar a respeito, uma vez que a investigação não é feita diretamente pelo Judiciário, e sim pelo MPF.

Em entrevista ao Brasil de Fato nesta sexta antes do ajuizamento da peça, o senador Humberto Costa criticou o fato de Moro ter buscado diferentes autoridades supostamente hackeadas para avisar que o material apreendido seria destruído. Segundo a imprensa, foram procurados ministros do Supremo, do STJ e os presidentes Jair Bolsonaro (PSL), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), estes últimos da Câmara e do Senado, respectivamente.

“Ele está aproveitando uma investigação à qual não teria acesso, na minha opinião, pra intimidar outras autoridades do país, que é uma maneira de dizer ‘olha, eu sei o que você conversou, recebeu e enviou’. Isso demonstra que Moro hoje é claramente um criminoso e precisa ser afastado do Ministério pra não continuar cometendo crimes”, sustenta o líder do PT.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também foi um dos focos de reação aos desdobramentos da operação. Na noite desta sexta, o Conselho Federal da entidade ingressou, junto à 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, com pedido para que o ministro Sérgio Moro, autoridades policiais e demais interessados nas investigações “se abstenham da tomada de quaisquer medidas que possam levar ao comprometimento da integridade do material probatório coligido na Operação Spoofing”.

O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, pede que sejam expedidas ordens judiciais nesse sentido e solicita ainda medida cautelar para impedir que autoridades ajam para eliminar provas da operação. O objetivo, segundo a instituição, é “postular a adoção de todas as medidas necessárias para a proteção da cadeia de custódia das informações e para garantia de amplo acesso dos advogados aos elementos e prova”.

A entidade aponta ainda que a indicação do ministro de que as mensagens seriam eliminadas fere a competência do Supremo Tribunal Federal (STF), "que pode eventualmente ser chamado a apreciar os fatos, uma vez que há possíveis autoridades atingidas pela invasão sujeitas a prerrogativa de foro, como no caso de ministro do Superior Tribunal de Justiça".

Na argumentação exposta na peça, a OAB afirma, entre outras coisas, que o presidente do STJ, João Otávio Noronha, disse à Folha que teria recebido diretamente de Moro a informação sobre a destruição das mensagens. O magistrado seria uma das autoridades que teriam sido hackeadas.

A OAB também afirma que “qualquer intromissão” de Moro é “imprópria” porque somente o Poder Judiciário tem a prerrogativa de definir os rumos desse tipo de material, especialmente em caso de procedimento que tramita em segredo de Justiça. A Ordem pede ainda à Justiça para ser incluída, na condição de assistente, no inquérito da Operação Spoofing.

PT

Segundo Ariovaldo Moreira, advogado de um dos presos pela operação Spoofing, seu cliente, o DJ Gustavo Henrique Elias Santos, teria dito em depoimento à PF que um dos outros acusados, Walter Delgatti Neto, tinha a intenção de vender ao PT o conteúdo das mensagens rastreadas. Em nota divulgada à imprensa, o partido chamou de “criminosa a tentativa de envolver o PT” no caso.

“É mais uma tentativa de cortina de fumaça pra acobertar a verdade. Isso me lembra muito o episódio de 1989, no sequestro do empresário Abílio Diniz, em que a polícia vestiu a camisa da campanha do Lula em um dos sequestradores pra tentar envolver o PT no sequestro, e depois se viu que aquilo era uma mentira. A história se repete – naquela [ocasião], entra como tragédia e hoje como farsa”, apontou o deputado Wadih Damous (PT-SP) ao Brasil de Fato.

“Isso é uma coisa absolutamente ridícula. Não só o PT não tem nada a ver com isso como não tem nenhum interesse em comprar qualquer tipo de informação. E o que eles têm que fazer é responder o conteúdo dessas matérias que vêm sendo divulgadas [pela imprensa]. Na verdade, Moro está querendo fugir da sua responsabilidade”, critica Humberto Costa, destacando que o ministro e os membros do MPF envolvidos no escândalo não negaram expressamente o conteúdo das mensagens.

Magistrados

Os desdobramentos da operação Spoofing repercutiram também entre magistrados. Nesta sexta, o juiz federal Jorge Antonio Maurique, do Tribunal Regional Federal 4 (TRF-4), afirmou à Folha que, se o conteúdo vazado pela imprensa for verdadeiro, “é muito ruim para os envolvidos”.

“Impressiona que não haja indignação no mundo jurídico com o conteúdo, e sim com a forma. Veja que o conteúdo não foi contestado expressamente pelos envolvidos. (…) Por causa de mensagens vazadas a jornalistas, o governador de Porto Rico acaba de renunciar. Lá só importou o conteúdo”, disse o magistrado.

O ministro Marco Aurélio Melo, do Superior Tribunal Federal (STF), também havia se manifestado. Na quinta (25), ele disse que "cabe ao Judiciário decidir [o destino das mensagens], e não à Polícia Federal” e que “há uma responsabilidade civil e criminal no caso de hackeamentos que precisam ser apuradas”.

Imprensa

Na quarta (24), por meio de uma mensagem no Twitter, o ministro Sérgio Moro associou a prisão dos suspeitos ao conteúdo que vem sendo divulgado pelo Intercept nos últimos meses. O material indica a existência de um suposto conluio entre procuradores da Lava Jato e Moro quando este atuava como juiz federal em Curitiba (PR), de onde o então magistrado respondia por processos da operação.

"Parabenizo a Polícia Federal pela investigação do grupo de hackers, assim como o MPF e a Justiça Federal. Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime", disse o ministro pela rede social.

A declaração ajudou a endossar o discurso de apoiadores da Lava Jato que questionam a credibilidade das matérias publicadas pelo Intercept. A suposta associação entre os presos e a equipe do site foi negada pelos jornalistas do veículo. “Nunca falamos sobre a fonte. Essa acusação de que esses supostos criminosos presos agora são nossa fonte fica por sua conta [Moro]”, disse editor-executivo do site, Leandro Demori.

Para críticos da operação, a tentativa de associar os presos à equipe do Intercept sugere uma espécie de cartada de Moro para envolver os jornalistas diretamente no processo judicial. O movimento seria uma forma de colocar a imprensa na berlinda e ajudar a descreditar a narrativa que hoje atiça os ânimos do ministro e seus apoiadores.

“O fato de hackear telefone certamente é um ato ilegal e precisa ser investigado e punido. Isso não tem nada a ver, não elimina a validade e a autenticidade do que tem sido divulgado. Nós estamos num Estado democrático de direito, em que são preservados o sigilo da fonte e a liberdade de imprensa. A tentativa do Sérgio Moro é de impedir divulgação e de criminalizar a atividade jornalística”, critica Ivan Valente.

O deputado Wadih Damous aponta que, se o material do Intercept for alvo de um mandado judicial no âmbito da operação, por exemplo, os rumos do processo tenderiam a gerar um maior comprometimento do ministro.

“Se há uma busca e apreensão desse material, vão ser dois defeitos correlatos. Primeiro, vai demonstrar a veracidade de tudo aquilo que foi revelado [nas mensagens atribuídas a ele], ao contrário do que Moro e seus associados dizem. Segundo, a alegação de que se trata de prova ilícita, no meu ponto de vista, também cai por terra, porque é um material que será formalizado num inquérito, então, o conteúdo dele vai poder – e deverá – ser investigado”, analisa o petista.

Ministério da Justiça

O Brasil de Fato tentou ouvir o ministro Sérgio Moro a respeito das iniciativas do PT e do Psol junto ao sistema de Justiça, mas não houve retorno. Ele ainda não fez manifestação pública a respeito do pedido feito pela OAB.

Do Brasil de Fato

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Glenn desmonta farsa e prova que sua fonte não é o "hacker de Araraquara"

26 de Julho de 2019, 12:08, por #BlogueDoSouza - 0sem comentários ainda


A fonte que entregou os diálogos da Operação Lava Jato ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, negou em conversa no dia 5 de junho que também tenha sido responsável pela invasão ao Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O diálogo foi repassado a Veja pelo próprio Greenwald.

Na mensagem, o norte-americano pergunta à fonte se ela havia lido uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a invasão ao celular do ex-juiz. O título da matéria dizia que o hacker usou aplicativos do aparelho e trocou mensagens por seis horas. “Posso garantir que não fomos nós”, responde a fonte, em mensagem transcrita de forma literal.

“Nunca trocamos mensagens, só puxamos. Se fizéssemos isso ia ficar muito na cara”, acrescenta a fonte em outra mensagem, antes de criticar o método de ação empregado contra o ministro. “Nós não somos ‘hackers newbies’ [amadores], a notícia não condiz com nosso modo de operar, nós acessamos telegrama com a finalidade de extrair conversas e fazer justiça, trazendo a verdade para o povo.”

Segundo Greenwald, o primeiro dos contatos com a fonte ocorreu no início de maio. Ou seja, um mês antes da denúncia feita por Moro.

O jornalista disse ter sido apresentado à fonte por um intermediário e destacou que todos os contatos foram feitos virtualmente. Greenwald também afirmou desconhecer a identidade do hacker, que teria extraído todo material do Telegram de Dallagnol.

“A fonte me disse que não pagou por esses dados e não me pediu dinheiro algum em troca desse conteúdo”, disse o jornalista.

O material divulgado pelo Intercept foi compartilhado com VEJA e a Folha de S.Paulo, que também publicaram reportagens sobre irregularidades da Lava Jato.  - 247
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