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7 de Dezembro de 2009, 0:00 , por Vicente Aguiar - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Desgaste de Bolsonaro no exterior reflete na mídia dos EUA

30 de Junho de 2019, 23:14, por Feed RSS do(a) News - 0sem comentários ainda

O texto cita o último escândalo, dos 39 quilos de cocaína encontrados no avião da comitiva presidencial. A publicação também menciona os vazamentos contra o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e as dificuldades em avançar com sua agenda no Congresso.

 

Por Redação, com Reuters – de Washington

“Ele está perdendo!”. É com esse título que o jornal norte-americano The Washington Post abordou, nesta sexta-feira, “o desafio de Jair Bolsonaro diante de escândalos de cocaína e vazamentos, e do trabalho da oposição”.

Bolsonaro vive o pior momento de seu governo, antes mesmo de completar os primeiros seis meses no poderBolsonaro vive o pior momento de seu governo, antes mesmo de completar os primeiros seis meses no poder

O texto cita o último escândalo, dos 39 quilos de cocaína encontrados no avião da comitiva presidencial. A publicação também menciona os vazamentos contra o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e as dificuldades em avançar com sua agenda no Congresso.

“Em vez de consolidar o poder, em seus primeiros seis meses, o líder direitista às vezes pareceu oprimido por ele, expondo a inexperiência executiva de um homem que rapidamente saltou das margens da vida política brasileira para seu centro”, explica o correspondente Terrence McCoy, que assina a matéria.

Confusão

“Enquanto ele salta de um escândalo a outro, os analistas e até mesmo alguns dos seus defensores questionam se ele terá a perspicácia política necessária para cumprir o mandato que obteve após a avalanche eleitoral de outubro passado”.

O The Washington Post também demonstra o temor de que Bolsonaro possa radicalizar sua postura diante dessa “confusão e falta de vitórias legislativas”.  A economia brasileira “está novamente flertando com a recessão”, complementa.



Defesa reforça pedido de liberdade para Lula diante delação forjada

30 de Junho de 2019, 23:14, por Feed RSS do(a) News - 0sem comentários ainda

O empreiteiro Léo Pinheiro incriminou o ex-presidente Lula, no caso que o levou à prisão.

Por Redação – de São Paulo

 Alvo de uma prisão política há mais de um ano, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva questiona, agora, a delação premiada do empreiteiro Léo Pinheiro e acusa o Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba de forjar a peça acusatória. A nova leva de mensagens vazadas à agência norte-americana de notícias Intercept Brasil aponta o crime cometido. As evidências serão anexadas ao processo que pede a imediata libertação do líder petista.

Leo Pinheiro mudou seu depoimento acerca do ex-presidente Lula, para incriminá-lo

Pinheiro incriminou o ex-presidente, no caso que o levou à prisão. O depoimento foi tratado com desconfiança pela Operação Lava Jato durante quase todo o tempo em que se dispôs a colaborar com as investigações, “segundo mensagens privadas trocadas entre procuradores envolvidos com as negociações”, afirma reportagem do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, parceira da agência Intercept.

Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, somente passou a ser considerado merecedor de crédito “após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento tríplex de Guarujá (SP) que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista”, acrescenta.

A reportagem aponta que Léo Pinheiro apresentou a versão usada para condenar Lula apenas em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações com a Lava Jato. Os diálogos examinados pela Folha e a Intercept ajudam a entender por que as negociações da delação da empreiteira, até hoje não concluídas, foram tão acidentadas — e sugerem que o depoimento sobre Lula e o tríplex foi decisivo para que os procuradores voltassem a conversar com Pinheiro, meses depois de rejeitar sua primeira proposta de acordo.

Pinheiro, na realidade, teria sido levado a incriminar Lula “para ter sua delação aceita”, conclui.



General Santos Cruz dispara contra Bolsonaro e filhos: ‘Fofocagem desgraçada’

21 de Junho de 2019, 14:26, por Feed RSS do(a) News - 0sem comentários ainda

Segundo o general Santos Cruz, que exerceu o comando das tropas brasileiras, no Haiti, se alguém “fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante”.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Em sua primeira manifestação pública após a demissão da Secretaria de Governo da Presidência da República na semana passada, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz acionou o gatilho da metralhadora e não poupou críticas ao governo do ex-capitão Jair Bolsonaro (PSL).

O general Santos Cruz já exerceu comando de tropas brasileiras no Haiti, pelas Nações UnidasO general Santos Cruz já exerceu comando de tropas brasileiras no Haiti, pelas Nações Unidas

A atual gestão deveria parar de perder tempo com “bobagens” para focar no que é importante, disse o general, em entrevista a uma publicação semanal das Organizações Globo.

— Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco — acrescentou.

Sobre as críticas das quais foi alvo por parte de Olavo de Carvalho, avaliou que há um limite.

— Discordâncias são normais, mas atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias. Tem de aproveitar essa oportunidade para tirar a fumaça da frente para o público enxergar as coisas boas, e não uma fofocagem desgraçada — criticou.

Ofensas

Ainda segundo o militar, que exerceu o comando das tropas brasileiras, no Haiti, se alguém “fizer uma análise das bobagens que se têm vivido, é um negócio impressionante”.

— É um show de besteiras. Isso tira o foco daquilo que é importante. Tem muita besteira. Tem muita coisa importante que acaba não aparecendo porque todo dia tem uma bobagem ou outra para distrair a população, tirando a atenção das coisas importantes. Tem de parar de criar coisas artificiais que tiram o foco. Todo mundo tem de tomar consciência de que é preciso parar com bobagem — atirou Santos Cruz.

Para o militar, “não é porque você tem liberdade e mecanismos de expressão, Twitter, Facebook, que você pode dizer o que bem entende, criando situações que atrapalham o governo ou ofendem a pessoa”.

— Você discordar de métodos de trabalho é normal, até publicamente. Discordâncias são normais, de modo de pensar, modo de administrar, modo de fazer política, de fazer coordenação. Mas, atacar as pessoas em sua intimidade, isso acaba virando uma guerra de baixarias — concluiu.



BCs de todo o mundo se livram do dólar em suas reservas cambiais

21 de Junho de 2019, 14:26, por Feed RSS do(a) News - 0sem comentários ainda

Segundo o último relatório do BCE dedicado ao papel do euro nas transações internacionais, em 2018 a cote-parte do dólar nas reservas dos bancos centrais em todo o mundo foi de apenas 61,7% – um mínimo histórico desde a criação União Económica e Monetária da UE em 1999.

 

Por Redação, com Sputniknews – de Moscou

 

A cota-parte do dólar nas reservas internacionais globais atingiu seu mínimo em 20 anos, informa o último relatório do Banco Central Europeu (BCE). A agência russa de notícias Sputniknews explica o que significa essa tendência e por que cada vez mais bancos centrais decidem reduzir seus investimentos em títulos norte-americanos.

Em tese, os EUA podem imprimir dólares suficientes para cobrir o serviço da dívidaEm tese, os EUA podem imprimir dólares suficientes para cobrir o serviço da dívida

Segundo o último relatório do BCE dedicado ao papel do euro nas transações internacionais, em 2018 a cote-parte do dólar nas reservas dos bancos centrais em todo o mundo foi de apenas 61,7% – um mínimo histórico desde a criação União Económica e Monetária da UE em 1999, enquanto a cota-parte das outras moedas está crescendo gradualmente.

Cotação

O BCE enumera três razões para a queda do interesse pelos ativos denominados em dólares. Volatilidade e reversão de fluxos de capitais A primeira é a volatilidade nos mercados financeiros e a reversão de fluxos de capitais transfronteiriços, que fez com que os países emergentes com grandes reservas internacionais (incluindo Argentina, Índia e Turquia) realizassem intervenções no mercado cambial para estabilizar suas divisas nacionais.

Vendendo dólares, os bancos centrais reduzem a cotação do dólar frente a suas moedas nacionais, seguindo o princípio da oferta e da demanda: quanto mais dólares há à disposição, mais baratos eles ficam.

Entre março e setembro de 2018 eles venderam reservas no valor de cerca de US$ 200 bilhões (cerca de R$ 770 bilhões), denominadas principalmente em dólares, reduzindo assim a cota-parte da moeda estadunidense nas suas reservas.

Diversificação

A diversificação é o princípio fundamental da teoria moderna do portfólio. Não é de surpreender que os bancos centrais por todo o mundo também queiram diversificar suas reservas para se protegerem dos fatores negativos.

Nos últimos tempos, o problema que mais preocupa alguns grandes países é a introdução de sanções unilaterais por parte de Washington. Por exemplo, após a introdução de vários pacotes de sanções, a Rússia, que já no início do ano passado foi um dos maiores detentores de títulos do Tesouro dos EUA, decidiu se livrar da maioria dos seus ativos em dólares, apostando em euros e yuans.

Apenas em um ano (de abril de 2018 a abril de 2019), Moscou vendeu cerca de 87% dos seus títulos do Tesouro dos EUA e ficou fora da lista dos 30 maiores detentores de dívida pública estadunidense publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA.

Guerra comercial

A China, o maior detentor estrangeiro de títulos do Tesouro dos EUA, também reduziu seus investimentos nesse ativo em meio à escalada da disputa comercial com Washington.
Vale ressaltar que em abril de 2019 o volume dos títulos da dívida pública estadunidense nas reservas internacionais chinesas atingiu seu mínimo, desde maio de 2017, de 1,11 trilhão de dólares (cerca de R$ 4,26 trilhões) em comparação com 1,12 trilhão de dólares (R$ 4,3 trilhões) no mês anterior.

Os últimos dados do Departamento do Tesouro dos EUA revelaram uma tendência absolutamente nova: mesmo os aliados mais próximos de Washington se estão livrando dos títulos da dívida pública dos EUA.

Por exemplo, em abril de 2019, o Reino Unido encabeçou a lista de maiores vendedores dos títulos estadunidenses, se livrando de títulos no valor de 16,3 bilhões de dólares (R$ 62,6 bilhões).
Além disso, o Japão, o segundo maior credor dos EUA, também vendeu títulos no valor de 11,07 bilhões de dólares (R$ 42,5 bilhões).

Desdolarização

Em geral, os investidores estrangeiros estão vendendo seus títulos da dívida pública dos EUA por 12 meses consecutivos – um prazo recorde nos tempos modernos.

De acordo com o BCE, se livrando do dólar os bancos centrais e fundos soberanos estão aumentando o volume dos ativos denominados em outras moedas de reservas tradicionais: euro, iene japonês e libra esterlina.

Mais uma tendência importante é o interesse crescente nos investimentos em moedas não tradicionais: o dólar australiano, o dólar canadense e, principalmente, o yuan chinês.

Ouro

Outra tendência é a compra massiva de ouro pelos bancos centrais por todo o mundo: em 2018 eles compraram 74% mais ouro que em 2017 (as compras somaram 651,5 toneladas), enquanto no primeiro trimestre de 2019 os bancos centrais compraram 145,5 toneladas de ouro, ou seja, 68% mais do que no mesmo período de 2018.

Tudo isso significa que o nosso mundo está se tornando cada vez mais multipolar: se há 10 anos o dólar dominava incontestavelmente o sistema financeiro global, hoje em dia a situação está mudando: a divisa estadunidense enfrenta concorrência por parte dos novos adversários e em breve, possivelmente, iremos testemunhar o aparecimento de uma nova ordem econômica global.



Greenwald aceita convite para falar no Senado sobre escândalo da Vaza Jato

18 de Junho de 2019, 15:30, por Feed RSS do(a) News - 0sem comentários ainda

Greenwald tem publicado uma série de conversas vazadas nas quais o ex-juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, supostamente intervém no andamento das investigações conduzidas pelo procurador da República Deltan Dallagnol, e membros diversos da força-tarefa da Operação Lava Jato, junto ao Ministério Público Federal.

 

Por Redação – de Brasília

 

O Conselho de Comunicação Social do Senado aprovou, nesta segunda-feira, o convite ao editor do The Intercept, Glenn Greenwald, que o aceitou, prontamente, segundo apurou a reportagem do Correio do Brasil. Na audiência, marcada para o dia 1º de Julho, o jornalista poderá falar sobre as publicações recentes da agência norte-americana de notícias Intercept Brasil.

O jornalista Davi Emerich (ao microfone) foi favorável ao convite para que Greenwald falasse aos senadores, mas propôs que outros jornalistas também fossem chamadosO jornalista Davi Emerich (ao microfone) foi favorável ao convite para que Greenwald falasse aos senadores, mas propôs que outros jornalistas também fossem chamados

Greenwald tem publicado uma série de conversas vazadas nas quais o ex-juiz federal Sergio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública, supostamente intervém no andamento das investigações conduzidas pelo procurador da República Deltan Dallagnol, e membros diversos da força-tarefa da Operação Lava Jato, junto ao Ministério Público Federal. O principal objetivo seria o de prejudicar a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Conselho

Nos diálogos (aos quais, o ministro em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, disse “não reconhecer autenticidade”), ficaria evidenciada a condução política da operação contra o PT e o ex-presidente Lula, segundo a agência de notícias chefiada por Greenwald. A iniciativa de chamá-lo partiu do representante da sociedade civil no Conselho, o advogado Miguel Matos.

— Não podemos fechar os olhos para o que vem ocorrendo neste país. É algo de uma gravidade extrema, e intimamente ligado também à nossa atuação neste conselho. O imbróglio em torno do que vem sendo divulgado pelo The Intercept é algo sem precedentes na história brasileira. E Greenwald tem dito que vem sofrendo inúmeros atentados ao livre exercício do jornalismo. É preciso então que ele venha aqui e esclareça o que vem acontecendo. A liberdade de imprensa é a garantidora do Estado democrático de direito, não podemos fechar os olhos para o que está se passando — afirmou Matos.

Debate

O jornalista Davi Emerich também foi favorável ao convite a Greenwald, mas advoga que o CCS não poderia ignorar, neste momento, a conjuntura política que divide o país. Por isso, solicitou que outros jornalistas também fossem chamados, visando que a audiência não se tornasse “manca” num debate público.

A partir daí, a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, sugeriu a participação do jornalista Claudio Dantas, do site de ultradireita O Antagonista. E o presidente do CCS, o cientista político Murillo de Aragão, sugeriu ainda a participação na mesa dos jornalistas Daniel Bramatti (presidente da Abraji — Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e Maria José Braga (presidente da Fenaj — Federação Nacional dos Jornalistas e também conselheira do CCS), além do ex-ministro do STF, Carlos Ayres Brito. Todos os nomes foram acatados pelos demais membros do conselho.