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27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Licenciado sob CC (by-sa)

Essas publicações são um espelhamento do que eu publico no meu blog, a teia. O endereço de acesso é: http://teia.bio.br/blog.


Novo sítio do projeto Software Livre Educacional no ar

20 de Março de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

 

É com grande alegria que eu anuncio que o novo sítio do projeto Software Livre Educacional (do qual sou um dos coordenadores), acaba de entrar no ar. O antigo era baseado em Drupal (como a teia) e, apesar de funcionar muito bem como divulgador de atividades, era pouco interativo, pois seguia mais a linha "publicação/comentário". O novo é baseado no CMS de redes sociais Elgg e permitirá uma atuação muito mais direta dos seus integrantes.

O projeto Software Livre Educacional (ou SLEdu, como é mais conhecido entre seus membros), surgiu com o propósito de traduzir e documentar softwares livres utilizáveis na área de educação. A idéia é quebrar um pouco o paradigma técnico e começar a produzir material didático para o uso dessas ferramentas. E pretendemos dinamizar esse objetivo com o uso do novo sítio.

Ele funcionará como qualquer outra rede social, permitindo a publicação de artigos de blog, documentação na forma de páginas e a criação de grupos e associações entre usuários. A diferença é que o seu conteúdo será totalmente livre e aberto para qualquer pessoa, mesmo os não participantes do projeto.

Interessados em conhecer o sítio ou participar do projeto podem visitar a nova página. Quem quiser atuar mais diretamente, pode também participar das nossas listas de discussão. Para isso, basta visitar a página com a relação das listas, cadastrar-se em uma delas e, após aprovação, apresentar-se, dizendo seu nome e proposta de atuação. Mais uma vez, a participação de todos é livre.



Quer colaborar com uma pesquisa sobre números aleatórios? É bem rápido e os resultados serão divulgados (em inglês).

12 de Março de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda



GCompris, o caso português e o desenvolvimento do software livre

9 de Março de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

 

No dia 7 de março desse ano, o Expresso, um jornal português fez uma denúncia de que havia encontrado 80 erros de português no Magalhães, um Classmate da Intel que está sendo distribuído nas escolas portuguesas (aos moldes do projeto UCA - Um Computador por Aluno, aqui no Brasil). Isso provocou um verdadeiro rebuliço por lá, especialmente na comunidade de software livre portuguesa. Por que? Os erros foram encontrados na tradução do GCompris para o português de Portugal. 

A coisa ganhou proporção, com direito à réplica da Caixa Mágica Software, que desenvolveu a distribuição Caixa Mágica, que vai nesses computadores e tréplica do Expresso, que pode ser vista nessa reportagem, juntamente com outros links sobre o assunto (de quebra, tem também uma nota sobre o assunto no BR-Linux).

Resultado? Foi feito o lançamento de uma nova versão do GCompris (que, coincidentemente, já estava agendada para ontem, há duas semanas) com as correções. Infelizmente o governo já havia demandado a retirada do GCompris de todos os computadores...

O que tivemos aqui foi uma sucessão de erros que serviram pra mostrar como as pessoas (e, especialmente algumas empresas) ainda não entenderam muito bem o modelo de desenvolvimento do software livre.

Primeiro, pelo pouco que eu acompanhei do processo do Magalhães em Portugal, o governo o anunciou como a oitava maravilha do mundo, um equipamento que iria revolucionar as escolas portuguesas. Resultado? Tornou-se um alvo fácil para críticas. Afinal, quanto maior o alarde, maior o estrago quando se encontra alguma falha. Segundo, a empresa Caixa Mágica Software não se deu ao trabalho de avaliar o que estava vendendo. Isso pode parecer uma afirmação forte, mas é exatamente isso. Uma distribuição GNU/Linux não é um produto único, monolítico. Ela é a reunião de dezenas (ou milhares) de softwares, cada um vindo de um lugar, com equipes e rotinas de desenvolvimento diferentes e que, na maioria da vezes, têm em comum somente o fato de funcionarem no GNU/Linux. Dá muito trabalho manter uma distribuição, especialmente se o seu objetivo é vendê-la, e, pior ainda, se ela for vendida para a área educacional, onde erros podem provocar um grande estrago. Por fim, os erros de português realmente existiam. O próprio responsável pela tradução assumiu isso na lista de discussão do GCompris. Mas é interessante destacar que esses erros já estavam lá há algum tempo (segundo o tradutor) e ninguém nunca se deu ao trabalho de corrigi-los. Nem a Caixa Mágica Software, que mantém a distribuição Caixa Mágica desde 2004.

O mais asustador é que essa não preocupação com o que se vende é mais comum do que se pensa. Aqui no Brasil existem vários casos de empresas que fazem isso - algumas ainda pior: desenvolvem distribuições para projetos do governo e, ao término do contrato, param de mantê-la, deixando os seus usuários na mão.

Essa (suposta) ausência de responsabilidade é um dos grande equivocos no qual os "vendedores de software livre" incorrem. Muitas dessas empresas ainda estão acostumadas com a lógica do software proprietário, em que o produto está (teoricamente) "pronto". O desenvolvimento do software livre é muito mais dinâmico. Empresas que querem trabalhar com ele, têm que levar isso em consideração. Infelizmente a maioria só vê os softwares livres como uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil e acabam cometendo o mesmo erro que a empresa portuguesa: vendem algo que não conhecem.

Ironicamente, esse evento serviu para mostrar que o software livre não é uma "caixa mágica". Ele é o produto do esfoço de várias pessoas. E como tal, está sujeito a erros, afinal de contas, os seres humanos têm essa mania de não serem perfeitos.

P.S.: Caso alguém encontre erros na tradução do GCompris para o nosso português, por favor, antes de publicar no jornal, entre em contato comigo para eu tentar corrigir, ok? 



Chyrp, um blog pra quem gosta de simplicidade

7 de Março de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

 

Tumblelog é uma modalidade diferente de blog, focado na publicação ágil e na variedade de mídias (além de textos inclui também fotos, vídeos e áudios). O enfoque na agilidade é reforçado pela ausência de comentários e pela possibilidade de publicar a partir de vários meios, inclusive mensagens eletrônicas. Um dos serviços mais famosos de tumblelog (e que acabou virando sinônimo do mesmo), é o Tumblr.

Procurando um software livre para montar um "blog de bobagens" - um local onde eu pudesse fazer publicações rápidas de coisas que normalmente ficariam deslocadas aqui na teia - encontrei o Gelato, um software de tumblelog que está associado ao sabros.us, que é o gerenciador de marcadores sociais que eu uso na Biosfera. No início ele me atendia razoavelmente bem. Contudo, a ausência de opções de personalização (ele permitia somente mudar os temas) e o péssimo gerenciamento de comentários (que o transformou em um verdadeiro "hotel de spams") começaram a me incomodar e resolvi procurar outro programa.

Foi aí que conheci o Chyrp. Ele não é uma aplicação de tumblelog, mas sim de blogs. Entretanto sua estrutura básica é tão simples que ele é perfeito pra esse tipo de atividade.

Instalar o Chyrp é muito fácil. Basta baixar o arquivo, descompactá-lo no diretório onde ele vai ficar, renomeá-lo para o nome mais adequado, criar um banco de dados e acessá-lo pela Internet. A partir daí, ele irá abrir a página de configuração. Nessa página você irá indicar as configurações do banco de dados, título, descrição e fuso horário do seu blog e os dados da conta de administrador. Após clicar no botão "Install", seu blog já estará pronto para publicar. Na tela seguinte ele dá algumas dicas de uso, apontando os endereços de onde é possível baixar módulos, temas e feathers (um termo utilizado pelo programa, cuja tradução literal é penas). E é justamente esse último item o grande diferencial do Chyrp.

Os feathers são diferentes tipos de conteúdo que podem ser instalados no blog. É um conceito simples, mas bastante poderoso. Usando as feathers é possível deixar o blog pronto para receber qualquer tipo de conteúdo (e mídia). Você não precisa se preocupar com nenhuma formatação extra. Isso fica a cargo do Chyrp. Por exemplo, imagine que você quer colocar o trecho de uma conversa de bate-papo no seu blog. Se isso for colocado como uma publicação normal do blog ele vai mostrar um bloco de texto comum, entretanto, se você usar um feather de bate-papo, ele irá colorir e formatar o texto de modo a destacar a conversa. O Chyrp vem com dois feathers básicos: texto e página (como todo blog), mas existem vários outros que você pode baixar a partir do sítio oficial. Inclusive um dos disponíveis lá chama-se Tumblr pack e é justamente um pacote com as sete opções de publicações do Tumblr: áudio, bate-papo, link, foto, citação, texto e vídeo. Ou seja, o seu Chyrp fica com a cara Tumblr (com a vantagem de ter, nativamente, suporte a comentários e pingbacks). Além disso, existe também uma série de módulos e temas, que permitem uma personalização ainda mais fina do seu blog. E a instalação desses itens é bem fácil. Basta baixar os que lhe interessarem e descompactar nos diretórios correspondentes (feathers, modules ou themes). Feito isso, é só entrar na interface administrativa do programa e habilitá-los.

Para os programadores (e aspirantes), algumas boas notícias. Além de ser livre e, portanto passível de alterações, o Chyrp é muito bem documentado e possui uma API de intereração. Isso significa que é possível fazer outros programas "conversarem" com ele. Por exemplo, é possível publicar ou obter publicações remotamente. Infelizmente ainda não é possível fazê-lo por e-mail, mas nada impede que esse recurso seja adicionado no futuro.

Por essas e outras, esse software é uma opção interessante para quem quer manter um blog/tumblelog simples ou mesmo um mais elaborado, mas com pouca complicação. Ele não possui o componente social presente nas hospedagens de serviços, como o Tumblr, mas para uso pessoal ele é ótimo. Ah, e para vê-lo funcionando como um tumblelog, basta visitar o Papo de Aranha



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