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Moderna escrita

27 de Janeiro de 2011, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Essa obra é parte de uma carta para uma amiga.

A vida, por vezes, nos leva até dias que não sonhamos.
Sonhos aqueles talvez incompletos, sonhos agora tornado fatos.

Vida... ela nos traz de volta a encontros inesperados.
Embora, decerto factíveis, encontros estes, talvez, não-cabíveis.

Escrever literalmente não é mais tão simples como um dia fora.
Agora é arte, verso ou prosa, coisa de artista que filosofa.

Um trabalho que tudo acelera, que o mundo transforma, que minha alma estressa, minha escrita deforma e inventa novas realidades.
Realidades estranhas... por horas, infactíveis e divertidas. Mas de fato realidades inventadas.

Assim inventamos, cada um seu sorriso, cada dois uma outra vida.
Sempre estamos a inventar, nem que seja para contrariar uma regra, uma convenção.

Regras... sempre nos vemos envoltos por elas, prazos, limites.
Adoro regras, sigo-as bem até quando não preciso reconhecer quem as inventou.
Ao saber... impossível não questionar, assim sou.

Códigos... não, não são códigos. Palavras claras, talvez puladas e ressaltadas de um único pensar.
Pensar que aqui está a me inquietar, por isso escrevo.

Escrevo pouco sobre maravilhas que vivi e as pedras que encontrei. Mas para quê?
As paisagens vistas só merecem ser revistas e, talvez, não transcritas.
As pessoas conhecidas só merecem ser reencontradas.

Cada dia moderno que se suscede vivemos uma nova ficção.
Pessoas mais distantes, tarefas mais difíceis, dependemos mais do artificial.
Tendências fáusticas que inventamos.

Tenho simplificado a vida, visto mais os amigos, abraçado mais os queridos e sorrido dos desamores.
Vivi anos pelo melhor para os outros, a vida... esta sim, me ensinou a viver por mim.

Agora que a carta deixou de ser rima, talvez vire carta.
Porque a rima da vida não pára, não separa, não espera.
Não tem validade nem idade, não tem nem mesmo neutralidade.

Autor: Amadeu A. Barbosa Júnior
Data: 27/01/2011
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Tags deste artigo: reflexao poesia vida

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