A Revista Espírito Livre é uma iniciativa que reune colaboradores, técnicos, profissionais liberais, entusiastas, estudantes, empresário e funcionários públicos, e tem como objetivos estreitar os laços do software livre e outras iniciativas e vertentes sócio-culturais de cunho similar para com a sociedade de um modo geral, está com um novo projeto neste ano de 2009.
A Revista Espírito Livre visa ser uma publicação em formato digital, a ser distribuída em PDF, gratuita e com foco em tecnologia, mas sempre tendo como plano de fundo o software livre. A publicação já se encontra na terceira edição. A periodicidade da Revista Espírito Livre é mensal.
Detalhes da neutralidade
24 de Dezembro de 2013, 17:39 - sem comentários aindaPronto há mais de um ano, o Marco Civil da Internet já deixou de ser votado na Câmara dos Deputados inúmeras vezes. Passou a tramitar em regime de urgência – impedindo que o plenário deliberasse sobre outras proposições –, mas nem assim foi apreciado. Tudo leva a crer que sua votação ficará para 2014. Segundo a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), o projeto será o primeiro assunto a ser debatido pela Câmara no ano que vem.
Faltam motivos para confiar na previsão, mas sobram razões para torcer por ela. O Marco Civil da Internet é uma espécie de Constituição do meio virtual. Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para um ambiente que, em muitos aspectos, ainda carece de segurança jurídica. A despeito disso e do apoio quase unânime que amealhou entre praticamente todos os atores envolvidos com a rede de computadores, o Marco Civil não sensibilizou uma parcela dos deputados – a mais atenta aos interesses de algumas empresas de telecomunicações do que aos dos 100 milhões de usuários de internet no Brasil.
O impasse deu-se sobretudo em relação à neutralidade de rede, princípio segundo o qual a conexão não pode ser degradada ou beneficiada de maneira a prejudicar ou privilegiar um determinado site. Preocupadas em preservar um modelo de negócios, as teles conseguiram que, na semana passada, o projeto fosse alterado para deixar claro que as empresas podem vender pacotes que variam segundo a velocidade e o volume de uso – desde que não violem os demais princípios da lei.
O adendo, em tese, atende à demanda das operadoras sem entrar em conflito com a ideia de neutralidade. Trata-se apenas de cobrar mais de quem mais usa a estrutura da rede. Do contrário, argumentam as teles, os custos seriam repartidos entre todos os usuários.
É crucial, entretanto, que a sociedade mantenha-se vigilante até a aprovação do projeto. A redação da lei precisa ser a mais precisa possível. Qualquer vírgula fora do lugar poderá ser usada para distorcer o conceito de neutralidade a ponto de torná-lo inócuo.
Com informações de Observatório da Imprensa.
Noruega vai digitalizar todos os seus livros e disponibilizá-los gratuitamente
24 de Dezembro de 2013, 17:37 - sem comentários aindaÉ um cenário que começa a ser cada vez mais possível, consultar todos os livros das bibliotecas nacionais de diferentes países através do computador.
Na Noruega, pelo menos, esse cenário não é qualquer coisa de distante. É que, ali, a Biblioteca Nacional está a ser digitalizada na íntegra, com processamento de texto incluído, para que possa ser facilmente alvo de pesquisa na rede, como é possível verificar no sítio da internet da instituição.
É verdade que a Finlândia e o Reino Unido já tinham desencadeado algo de semelhante, como recordava há dias o The Huffington Post, e o Google, por seu lado, tem digitalizado o acervo de bibliotecas e outras instituições em vários países, incluíndo em Portugal, onde começou, em 2008, por digitalizar e disponibilizar livros da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.
Mas a Noruega foi mais longe, ao assinar acordos com várias editoras, permitindo a qualquer pessoa com um endereço IP norueguês acessar a material protegido por direitos de autor. O material isento de direitos de autor estará à disposição de qualquer utilizador da Internet.
Os responsáveis por esta tarefa gigantesca acreditam que vai demorar entre 20 a 30 anos a ficar concluída. As primeiras linhas de trabalho começaram a ser definidas em 2006, pelo que até 2020 a Biblioteca Nacional da Noruega deverá ter digitalizado todo o seu acervo e disponibilizado gratuitamente o seu conteúdo a qualquer cidadão que esteja no território. Diga-se que por lei todos os livros publicados no país, e outras formas de media, têm de ter uma cópia na instituição.
O extenso acervo abarca desde livros da Idade Média até livros, jornais e filmes recentes, que poderão ser consultados e visionados a partir de qualquer computador na Noruega, de forma livre e totalmente gratuita.
Para já, e até 2012, foram digitalizados 350 mil jornais, 235 mil livros e 240 mil páginas de manuscritos, o mesmo sucedendo com outras formas demedia, como programas de rádio ou televisão. Resta dizer que a completa digitalização da Biblioteca Nacional da Noruega não representará a morte da coleção física, que se manterá intacta.
Com informações de Público.pt.
Google não pagará multa por mostrar resultado de pesquisa impedido judicialmente
23 de Dezembro de 2013, 15:25 - sem comentários aindaA Google Brasil Internet Ltda. não terá de pagar multa por descumprir decisão judicial que a obrigava a suprimir de seu site de pesquisa qualquer resultado que vinculasse o nome de um juiz à pedofilia. Por maioria, seguindo voto da ministra Nancy Andrighi, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou a obrigação “impossível de ser efetivada”.
A ministra observou que a liminar que determinava a exclusão dos resultados de busca não fez referência explícita à retirada do conteúdo em cache, ainda que isso constasse do pedido formulado pelo autor da ação. A permanência em cache do conteúdo ofensivo pode ter feito com que o resultado indesejado ainda aparecesse na busca, mesmo após a retirada do ar da página original.
O cache é uma espécie de memória temporária que armazena uma cópia do conteúdo da página original indicada no resultado da pesquisa, para agilizar os resultados de busca. O cache possibilita acesso rápido às páginas buscadas e retém temporariamente os dados, que são periodicamente substituídos por outras versões mais recentes, de modo a haver constante atualização.
“Não há como precisar por quanto tempo cada página fica na memória cache, variando caso a caso com base em diversos fatores, como a quantidade de acessos à página, a taxa de atualização do site, sua estabilidade e a largura da banda”, explicou a ministra Andrighi.
Efeito danoso
A ministra reconhece que a manutenção em cache “prolonga os efeitos danosos à honra e à imagem da vítima”. Assim, estando uma cópia do texto ofensivo em cache, deve o provedor de pesquisa, uma vez ciente do fato, providenciar a exclusão preventiva, desde que seja oferecido o URL da página original, bem como comprovado que esta já foi removida da internet.
Para tanto, deve haver não só um pedido individualizado da parte, mas um comando judicial determinado e expresso no sentido de que a cópia em cache seja removida. Nancy Andrighi considera isso essencial, sob pena de se prejudicar o direito à informação.
“No caso dos provedores de pesquisa virtual, a imposição de deveres subjetivos ou implícitos implicará, potencialmente, restrição dos resultados de busca, o que viria em detrimento de todos os usuários, que dependem desse serviço para conhecer todo o diversificado conteúdo das incontáveis páginas que formam a web”, ponderou.
Publicação indevida
A questão teve origem com a publicação, em 22 de novembro de 2009, de uma matéria na revista Istoé relacionando magistrados à pedofilia. O nome de um juiz era citado. Tratando diretamente com a revista, ele conseguiu a retirada da matéria digital do site da Istoé. No entanto, ao fazer busca com seu nome e o termo ”pedofilia”, o site da Google ainda trazia a versão completa da reportagem.
Em 3 de dezembro de 2009, o juiz ingressou com ação no juizado especial, pedindo que a Google retirasse de seus registros públicos a página original da reportagem, ainda que em cache, bem como de todas as reproduções, ainda que albergadas em outros sites. Pediu também que o Google impedisse em seus mecanismos de busca a associação do seu nome com a matéria ou seu tema.
Astreinte milionária
No dia 4 de dezembro, o juiz obteve uma liminar obrigando a Google, em 24 horas, a retirar das páginas de resultado da pesquisa qualquer referência ao magistrado autor da ação, sob pena de multa diária de R$ 500. No dia 24 de fevereiro de 2010, a multa foi aumentada para R$ 5.000/dia.
A Google ingressou com reclamação perante a Segunda Seção, sustentando que a liminar era teratológica, pois determinava uma ordem impossível de cumprir. Pediu a exclusão da multa total ou sua redução.
Segundo cálculo do relator no STJ, ministro Marco Buzzi, a astreinte alcançaria, quando do ajuizamento da reclamação pela Google, a quantia de R$ 1,4 milhão.
O ministro entendeu que o valor da multa era exorbitante e deveria ser reduzido para 40 salários mínimos, teto para as ações no juizado especial. Mas ele manteve a incidência da multa, por considerar que era possível à Google o controle do conteúdo disponibilizado aos usuários.
“A Google possui ferramentas aptas a remover informações de conteúdo no resultado de busca”, afirmou. “Pode ser uma ação de difícil cumprimento, mas não de impossível cumprimento, como alega”, acrescentou.
Divergência
Divergindo do relator, a ministra Andrighi votou no sentido de afastar por completo a multa. Ela entendeu que a obrigação imposta à Google na condição de site de pesquisa se mostra impossível de ser efetivada, daí decorrendo a teratologia da decisão. Ela chamou a atenção para a diferença entre provedores de conteúdo (que têm controle editorial) e provedores de pesquisa (que não o têm).
A ministra explicou que os provedores de conteúdo têm facilidade para excluir material a pedido dos usuários, mas os provedores de pesquisa, não. É preciso a indicação do URL para que este possa eliminar o aparecimento de resultado indesejado em pesquisa. Com o URL, identifica-se o site, e daí o IP, que localiza o computador de onde saiu o conteúdo. Assim, é possível agir diretamente contra o autor.
Os ministros João Otávio de Noronha, Sidnei Beneti, Paulo de Tarso Sanseverino e Villas Bôas Cueva acompanharam esse entendimento.
Gigante, mas não dona
Em seu voto-vista, a ministra Isabel Gallotti ressaltou que concordava com a posição da ministra Andrighi, no sentido de que os provedores de pesquisa não podem ser obrigados a eliminar do resultado de busca palavras ou combinações de palavras, fotos ou textos, sem que tenha sido especificado pelo lesado o URL da página em questão.
A ordem judicial, na extensão em que foi dada no caso, não foi corretamente dirigida ao responsável pelo dano, afirmou a ministra Gallotti: “A Google, apesar de ser uma gigante do setor, não é a dona da internet. O que se poderia exigir era retirar do resultado da pesquisa aquela página.” Se, após a retirada da página pelo site responsável pelo conteúdo, ele ainda continuar aparecendo no resultado da busca, é cabível voltar-se contra a Google, disse.
A ministra repeliu a argumentação da Google de que a liminar pediria uma ação impossível. Conforme os autos, no dia 21 de janeiro de 2010 já não havia mais referência na busca do Google nem mesmo à página em cache. Assim, a ministra entende que a astreinte no valor de R$ 500 deve ser calculada de 5 de dezembro de 2009 (data em que terminou o prazo de 24 horas concedido pela decisão liminar) até aquela data.
Com informações do STJ.
Gartner diz que, agora, ‘todas as empresas são empresas de tecnologia’
23 de Dezembro de 2013, 15:19 - sem comentários aindaA consultoria Gartner é conhecida por sua habilidade em identificar tendências de futuro e criar “buzzwords” (palavras da moda) para elas. Nesta semana, durante a realização do Gartner Symposium/IT Expo em Orlando, na Flórida, ela anunciou a nova tendência: o nascimento da era da Economia Industrial Digital (Digital Industrial Economy).
A nova definição para os próximos anos foi anunciada durante a abertura do evento feita pelo vice-presidente sênior do Gartner, Peter Sondergaard, para explicar a ideia de que todas as companhias, hoje, são empresas de tecnologia. Temos que nos preocupar com o poder do digital e a mudança fundamental que ele representa para os nossos negócios.
“Todo orçamento é um orçamento de TI. Toda companhia é uma companhia de TI. Todo líder de negócios está se tornando um líder digital. Toda empresa está se tornando uma empresa tecnológica. Estamos entrando na era da Economia Industrial Digital.” Os profissionais de TI vão precisar prestar muita atenção a essa buzzword, porque suas ramificações são profundas e transformadoras em todos os aspectos.
A ideia de Sondergaard é que quando as tendências de mobilidade, social, big data e cloud desenvolvidas nos últimos anos forem utilizadas juntamente com sensores digitais presentes em todos os produtos que usamos, todos os prédios em que vivemos e trabalhamos e até mesmo nas roupas que vestimos, as empresas estarão imersas num mundo totalmente digital.
E isso é um fato que transcende as empresas de tecnologia e os departamentos de TI para tornar-se realidade para todas as empresas e todos os departamentos.
Por conta dessas forças, praticamente qualquer pessoa poderá criar uma ferramenta ou produto que poderá tornar-se disruptivo para um modelo de negócios. As empresas não podem simplesmente ficar sentadas e acreditar que o que quer que tenha funcionado no passado vai continuar a valer daqui para frente porque a velocidade da mudança é estonteante. E com ela a fronteira entre a TI corporativa e a TI de consumo deixa de existir.
Isso já começou com a chamada consumerização da TI. Na medida em que os usuários trazem seus dispositivos digitais e suas experiências pessoais para o ambiente de trabalho, eles exigem uma experiência corporativa semelhante à experiência pessoal. O resultado é uma linha cinzenta entre o que consideramos ferramentas corporativas e o que consideramos puramente consumidor.
“Digital é o negócio. E os negócios são digitais”, afirma Sondergaard. Uma dinâmica similar à que já foi abordada pelo analista da Forrester, James McQuivey, em seu livro Digital Disruption, Unleashing the Next Wave of Innovation (Ruptura Digital, Liberando a Próxima Onda da Inovação). No livro, McQuivey argumenta que há toda uma nova geração de concorrentes que nasceram digitais e que fazem uso indiscriminado dos serviços de cloud encontrando formas de criar novos produtos rapidamente. Como diz McQuivey, qualquer companhia pode ser destruída pela concorrência digital.
Eles não se preocupam em fazer focus groups para criar um novo produto perfeito porque hoje os canais de mídia social fornecem toda a informação e feedback que necessitam da audiência e o modelo de interação rápida apoiado em tecnologias flexíveis de cloud os ajuda a responder rapidamente à demanda.
Ao fazer uma apresentação na conferência E2 em Boston, em junho passado, McQuivey usou o exemplo da escova de dentes. Como você reimaginaria uma escova de dentes num mundo digital? Bom, pra começar, colocaria sensores nela e coletaria dados sobre seus hábitos de escovação, os pontos que está deixando de cuidar, o tempo que gasta escovando etc. Esses dados poderiam ir direto para um repositório na nuvem ou você poderia compartilhá-los com seu dentista e ajudá-lo a cuidar melhor dos seus dentes. E esse é um exemplo pequeno e prosaico do que vem por aí.
E isso nos leva de volta à noção de Economia Industrial Digital que o Gartner está discutindo. Quando você imagina esses sensores em tudo que compramos e quando você pensa que mobilidade não tem a ver só com seu smartphone ou tablet, mas que pode ser encontrada em algum tipo de computação vestível que pode estar no nosso rosto ou nas nossas roupas, e você combina isso com os dados que estão sendo transmitidos no mundo pelos semáforos de trânsito e sistemas de aquecimento e máquinas de refrigerante – qualquer coisa e todas as coisas – você começa a ver como é inevitável que essas tendências tenham impacto em qualquer tipo de negócio, independente do que você venda ou faça.
Enquanto você pensa sobre isso – e você PRECISA pensar sobre isso porque o mundo está mudando na sua frente – considere esses números do Gartner:
- Em 2009 havia no máximo 2,5 bilhões de dispositivos conectados no mundo, combinando 1,6 bilhão de dispositivos e 900 milhões de sensores;
- Em 2020, o Gartner está prevendo que teremos 37,3 bilhões de dispositivos conectados, resultado da combinação de 7,3 bilhões de dispositivos e 30 bilhões de sensores;
Vamos combinar que é preciso olhar qualquer previsão de empresas de consultoria com uma boa dose de soro da verdade. Nesse caso, imaginando que só metade dos números do Gartner se realizem, ainda assim estamos falando de um número gigantesco de dispositivos conectados no mundo comunicando e compartilhando dados de formas que nem imaginamos ainda.
Sondergaard está correto em dizer que “nosso mundo pessoal e a Internet das Coisas estão colidindo e essa colisão vai ter um impacto profundo em como nós fazemos negócios”. Essa mudança vai criar novas empresas e novas eficiências que vão agregar valor a todos os processos. Obviamente o Gartner tem um número aqui também: a empresa prevê que haverá um ganho líquido de US$ 1,9 trilhão como resultado da influência da Internet das Coisas na maneira de fazer negócios.
Se o Gartner está correto, estamos à beira de uma mudança gigante. Já começamos a ver os primeiros sinais dessa mudança na forma da ruptura digital, consumerização e BYOD, mas o que está vindo aí conforme crescemos cada vez mais digitais vai alterar para sempre o jeito de fazer negócios e você precisa pensar nisso hoje, porque 2020 não está tão longe assim.
Fonte: IDGNow
Uma mochila nas costas e uma WebTV no ar
23 de Dezembro de 2013, 15:04 - sem comentários aindaEduardo Lucas, o nosso assistente de câmera e grande colaborador da TV Espírito Livre esteve presente na 12º OID, que ocorreu em Brasília/DF, alguns dias atrás.
Abaixo reproduzimos uma matéria bem bacana sobre a oficina que Eduardo iria ministrar durante o evento. Vale a pena ler.
“Outras das oficinas bastante aguardadas da 12º OID é a de WebTV – Construindo um estúdio de webtv que cabe na mochila. Eduardo Novaes, 28 anos, designer de interfaces formado pela UFES, é o ministrante da oficina, que vai acontecer no dia 11, das 17 às 18h.
Eduardo faz parte da Iniciativa Espírito Livre, uma associação civil sem fins-lucrativos com sede em Cariacica (ES) que leva o software livre à perspectiva midialivrista. Dentre os vários braços da iniciativa está a TV Espírito Livre, uma webtv lançada em setembro de 2013 e da qual ele pretende falar mais na Oficina.
Confira aqui abaixo uma breve entrevista com Eduardo explicando um tanto mais do conteúdo da oficina e de seu ofício.
1) Como funcionará a sua oficina?
A oficina terá como proposta a exposição de materiais, equipamentos, acessórios e softwares utilizados para configuração de diferentes cenários de produção audiovisual para web, com a particularidade de que todos esses componentes tenham, preferencialmente, alternativas de baixo custo; e que sejam versáteis, portáteis e compactos o suficiente para serem transportados numa mochila, facilitando assim o deslocamento, dando agilidade à produção, e ao mesmo tempo garantindo boa qualidade do material realizado.
Com todos os componentes da webtv “descompactados”, os participantes serão convidados a configurar um estúdio de gravação de vídeos e um estúdio de transmissão ao vivo, de forma a reconhecer os equipamentos e softwares envolvidos nos processos, tirar dúvidas sobre as possibilidades, antever e solucionar possíveis dificuldades, e acompanhar os resultados finais obtidos.
Ao final, será proposto aos participantes uma atividade prática, podendo ser a realização de uma cobertura em vídeo da OID, ou alguma outra atividade similar que envolva os conhecimentos compartilhados.
2) Por que é importante construir uma WebTV em uma mochila e quais seriam as possibilidades de uso dela?
A importância principal é fomentar junto aos midialivristas a capacidade de produzir uma webtv com o mínimo de materiais e com recursos limitados. Mostrar que há alternativas interessantes e de baixo custo para configuração de cenários, acessórios, de luz, de som, da captação de vídeo, e que tudo isso não ocupe mais do que o espaço e volume de uma mochila, permitindo assim que possamos atuar em cenários variados, como num estúdio de webtv, numa transmissão de uma palestra, ou numa cobertura móvel e em tempo real.
3) Como aprendeu o ofício que você atualmente exerce?
Sou designer de formação, pela Universidade Federal do Espírito Santo. Durante a graduação, estive envolvido em experiências no campo das mídias livres, especialmente ao longo da minha passagem como pesquisador pelo Labic/Ufes – Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura – onde pude pesquisar e experimentar diferentes possibilidades e formas de linguagens de produção audiovisual pela Internet.
Tive a oportunidade, junto à equipe do Labic, de realizar a transmissão ao vivo de eventos como o Fórum Nacional de Mídia Livre e o Festival de Música Livre (2009), o Encontro Regional dos Estudantes de Comunicação (2010) e a Conferência Estadual de Comunicação (2010), dentre tantos outros eventos regulares do calendário acadêmico da universidade.
Desde 2012, faço parte da Iniciativa Espírito Livre, a partir da qual acrescentamos o software livre à perspectiva midialivrista, e na qual venho realizando a transmissão ao vivo das edições do Fórum Espírito Livre. Desde então, há um esforço pela utilização de softwares, codecs e formatos, livres e/ou abertos na produção dos vídeos.
Em 2013, iniciamos as atividades da TV Espírito Livre, que se propõe à criação de uma plataforma de webtv para disponibilização de programas relacionados ao campo do software livre. No processo de desenvolvimento da TV, todos os softwares envolvidos, na edição, na criação de elementos gráficos, nos processos de captura, são livres. Na mesma medida, todo o material produzido é disponibilizado em licenças flexíveis, e os arquivos-fonte são compartilhados para futuras reutilizações e apropriações por outros criadores de conteúdo.”
Fonte: 12º OID