Ir para o conteúdo
ou

Software livre Brasil

 Voltar a Blogosfera d...
Tela cheia Sugerir um artigo

Nelson Pretto: Pontos de cultura e educação

25 de Março de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
Visualizado 178 vezes
A educação está em debate. Após as conferências estaduais, chegou o momento da Conferência Nacional de Educação que acontece em Brasília de 28 de março a 1º de abril. São inúmeros pontos a serem considerados, inclusive porque necessário se faz avaliar o que foi o Plano Nacional da Educação (2000/2010) que previa, por exemplo, estarem hoje no ensino superior 30% da população jovem de 18 a 24 anos. Longe ficamos desta meta, com apenas 13%, apesar de todo o investimento feito nas universidades públicas nos últimos anos.
Mas esse é apenas um - importante, claro - dos aspectos de tantos outros que necessitam ser tratados.
Tenho dito, até com insistência, que o maior problema das políticas públicas federais (e vale ipsis litteris para as estaduais) é que se continuarmos a fazer composição dos governos atendendo aos partidos políticos que loteiam os cargos, cada ministério (e secretaria) continuará fazendo a sua política específica, querendo aparecer mais do que os outros. Na educação, um grande problema para a efetivação dessas políticas é a dificuldade que o MEC tem em "falar" com os demais Ministérios e, consequentemente, com as políticas públicas de Cultura, de Comunicações e de C&T, para citar apenas alguns. São diversos os aspectos a considerar, mas quero aqui aproveitar o período da realização da Teia 2010, evento que reúne integrantes dos quase 3 mil Pontos de Cultura do Brasil, para enfatizar a relação da educação com a cultura. Uma correta e importante política do MinC - os Pontos de Cultura - está efetivamente mexendo com o país, promovendo o fortalecimento da cultura "vinda de baixo", com especial destaque para a questão da cultura digital. Essa turma está produzindo como nunca. Vídeos, filmes, fotografia, rádio, artesanato, enfim, produzindo culturas, num plural pleno, que pode efetivamente transformar a nossa triste e injusta realidade. Esse conjunto, que é muito, muito maior que a soma das partes, está agigantando cada grupo, trazendo para os processos de produção cultural algo que está, cada dia mais, sendo esquecido nesta nossa sociedade consumista e individualista: as ideias de colaboração e generosidade. A rede está montada. A Teia cobre o país, e a TV Brasil, só para se ter um exemplo, mostra uma pequena parte disso no programa Cultura Ponto a Ponto, expondo e enaltecendo essa maravilhosa diversidade.
Mas a educação escapa!
Lamentavelmente não consegue ver isso. As Escolas não falam com os Pontos de Cultura e estes não falam com as Escolas. Nos Pontos, as experiências de uso de softwares e licenciamento livres e abertos contribuem para um enorme avanço na busca da autonomia do país, e as escolas, se aproveitassem essa expertise, poderiam trazer para o seu interior esses ricos processos criativos de produção.
Com isso, estariam formando outras teias, trabalhando de forma intensa na busca da produção coletiva de recursos educacionais abertos, com professores, alunos e comunidade envolvidos no processo, favorecendo o acesso de toda a população aos bens científicos e culturais produzidos em nosso país e no mundo.
A leitura dos documentos básicos do CONAE (www.conae.mec.gov.br) evidencia que pouca referência se faz ao uso de software livre e nenhuma aos recursos educacionais abertos. Isso, seguramente, pode ser um indicativo do tamanho do desafio que ainda teremos pela frente.
Fonte: http://nelsonpretto.livejournal.com/50874.html

0sem comentários ainda

Enviar um comentário

Os campos são obrigatórios.

Se você é um usuário registrado, pode se identificar e ser reconhecido automaticamente.