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Sobre Política e Aranhas - Por Flávia Amâncio

4 de Agosto de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Estava pensando sobre política. E depois de algumas reflexões, cheguei a conclusão que o "fazer" política é parecido ao processo das aranhas em "fazer" a teia. E depois, pesquisando sobre como as aranhas constroem suas teias percebi que existe um tipo de aranha que caracteriza a política atual: é a viúva-negra. Ela produz um tipo de teia com desenhos irregulares, difíceis de se identificar. Totalmente individualizada.

Não se parece geometricamente com uma construção. Exatamente como na política atual. Não estamos construindo nada para o coletivo. Cada construção da teia política é pensando na projeção política “teiológica” de cada um. Existem algumas raras, raríssimas exceções.


Bem, temos outro tipo bem conhecida, a chamada aranha caranguejeira, produz a teia densa e no chão que serve como esconderijo. Todas tem um objetivo, prender suas presas, morar nelas e ter um ninho nupcial. Há algo na política que passa por esse processo, primeiro você tem um processo de encantamento, enamorarmento, passa a “fazer” a política por ideologia, utopia, sonhos, bem coletivo, lutar pelos menos favorecidos, pela poesia da política, depois alguns começam a morar nessas teias, começam a gostar, percebe que muitos sonhos são irreais nessa empreitada.

O que vale mesmo é a negociação, é jogar o jogo que rola, e aí começa a fazer o processo de mumificação das ideologias e tudo o que regia a política ideológica, o bem comum. E passamos para o processo de identificação com os que antes não fazem parte da nossa teia porque temos que fazer parte do processo. Temos que operacionalizar. Então vamos tecer como as viúvas-negras. Traficar influência, negociar postos de trabalhos, favorecer possíveis cabos eleitorais, e muitas ferramentas operacionais que antes não constavam em nosso “modus operandi”.


Por fim, as coitadas das aranhas e suas teias devem estar tristes agora pelo fato da comparação.

 

por Flávia Amâncio - Educadora de Conceição do Coité- BA, formada em Letras (UNEB) e Pós Graduada em Estudos Literários (UNEB).


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