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Paulo Marcos

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Comentário de Paulo Marcos* - Luto cultural II

9 de Novembro de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Penso que o prefeito não precisa demitir a superintendente. Desistir dessa ideia. Ela resolveu se manifestar. Disse que a responsabilidade não é dela, fala que sou mal informado e incompetente.

LutoA cultura do município está de luto. Usei esta frase num comentário postado ontem aqui sobre a falência da Orquestra de Coité. Disse também que Superintendência de Cultura não teve habilidade para tratar da questão e isso deixou a titular muito brava.

Leia aqui o texto anterior - Comentário de Paulo Marcos: A cultura coiteense está de luto.

Em nenhum momento destratei a gestora. O texto não é uma reportagem do Calila Notícias. É um comentário e está assinado por mim com base na situação da Filarmônica.

Enviei o e-mail hoje para Marialva Carneiro de Carvalho, Superintendente de Cultura, oferecendo espaço para entrevista e disse que estou tratando da administração pública. A questão não é pessoal, informei.

Ela enviou o seguinte comentário:

Nome: Marialva Carneiro de Carvalho
Mensagem: Raimundo e Valdemir


"Muito me admira vocês, meus amigos particulares de tantos anos, que me conhecem e sabem do meu senso de responsabilidade, permitirem que uma criatura 'mal resolvida e mal informada' escreva neste site (LUTO) um texto falando mal de mim e do meu trabalho que ele muito pouco conhece.

Acabamos de implantar o Sistema Municipal de Cultura que nos permitirá trabalhar a cultura como ela merece (Conferências de Cultura, Conselho Municipal de Cultura, Fundo Municipal de Cultura e Plano Municipal de Cultura com a implantação dos mesmos estamos trabalhando).

A Diretora do Centro Cultural não sou eu e sim Marize.

Que repórter mal informado e incompetente é esse?

Fiquem com Deus. A amiga de Sempre, Marialva".

A superintendente não falou sobre a questão central que é a falência da orquestra. Nenhuma linha sobre a decisão política do atual governo.

Sobre a gestão do Centro Cultural, a superintendente disse que não é diretora, ou seja, a culpa não é dela é de outra pessoa. Não estou buscando culpado e sim soluções. A culpa não seria da política cultural adotada? O Centro Cultural não é um instrumento do Sistema de Cultura? Não há integração entre direção do Centro e a   Superintendência? Manter o Centro Cultural sem uma política estruturada é uma escolha do governo municipal, portanto da pasta que gerencia a política cultural. 

Evelina Dagnino (2005) defende que é crucial que as políticas culturais se refiram à construção da participação e da cidadania e que incluam a sociedade civil como co-partícipe. Historicamente o município de Coité sempre foi administrado por governos que nunca buscaram fugir do clientelismo e tratavam as decisões no campo da política cultural com enfoque centralizador. Assim, por não considerar devidamente a multiplicidade de atores sociais envolvidos, esses governos não conseguiram ir além de gestões burocráticas da política cultural. Em resumo a prefeitura executa duas ou três festas no ano apresentadas como Cultura.

Não tenho nenhum problema pessoal nem questões mal resolvidas. O governo municipal de Coité tem e muitos. A Orquestra Filarmônica Genésio Boaventura divulgou nota à imprensa dizendo que estava fechando as portas. "Por falta de apoio público da atual Administração Municipal necessário à sua sobrevivência, se despede, com tristeza, da comunidade de Conceição do Coité, que tanto soube prestigiá-la"

O Calila Notícias através de seus diretores poderá ter outra visão e decisão, inclusive de tirar o texto do ar. As rádios de Coité fazem isso sempre. Já vi este filme várias vezes. No meu site a postagem continuará no ar.

Vamos para o debate superintendente. Coité precisa de uma cultura de movimento que é, por assim dizer, a negação do poder como o reconhecemos nos nossos dias. Um poder corporativo, muitas vezes autoritário ou mesmo corrompido como o que já víamos na história do lugar.

O principal, entretanto, é tratar-se de um poder defasado em relação aos movimentos sociais, dos quais seus integrantes muitas vezes nem fizeram parte, mas utilizaram, à sua maneira, como degrau de sustentação.

Agindo dessa forma o governo municipal poderá oferecer respeito ao seu povo e receber apoio em suas realizações. Uma cultura de movimento em Conceição do Coité, em certa medida, colocaria em pauta as contradições do próprio organismo social e a sua superação.

*Paulo Marcos
Radialista, estudante, morador e eleitor coiteense
e-mail: pm@paulomarcos.com


Tags deste artigo: bahia filarmônica coité brasil cultura orquestra

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