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27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Porto Alegre: uma cidade livre

1 de Julho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

O uso da internet e do software livre como um meio para que o cidadão seja um agente transformador da sociedade foi tema de debate realizado nesta sexta-feira (1), durante o fisl12. Mediados pelo embaixador Associação do Software Livre, Sady Jacques, representantes governamentais falaram sobre Porto Alegre como um exemplo da construção de Cidades Livres.

Porto Alegre respira a democracia digital. No ano em que a Organizações das Nações Unidas (ONU) definiu que a internet deve ser um direito fundamental, a capital gaúcha se destaca no Brasil por promover a inclusão digital há quase 30 anos. Newton Braga Rosa destacou o fato de o município ter sido o berço do Fórum Social Mundial e promover o próprio fisl há 12 anos.

Para o secretário da Governança da Prefeitura local, Cézar Busatto, com a inclusão digital “cada cidadão é um governante da cidade como um todo”. Uma ferramenta que já está sendo utilizada nesse sentido é o site PortoAlegre.cc, uma rede social que depende essencialmente da colaboração cidadã para a melhoria da cidade.

O presidente Procempa, André Imar, acredita que a sociedade deve preservar dois bens: a vida e a liberdade, que é a razão existência do fisl. “Para que essa liberdade ocorra, os ambientes têm que cobrar espaços para que essa democracia ocorra”. Enquanto ele vê Porto Alegre como um exemplo de democracia digital, considera inadmissível o cerceamento da internet em outras regiões do país.



Democracia digital no mundo real

30 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

HoffmannCom o tema computação em nuvens e democracia, Carlos A.K. Hoffmann, CEO da Polis Tecnologia, falou sobre o processo democrático dentro e fora do espaço virtual, em  palestra realizada nesta quinta-feira (30), durante o fisl12.

Segundo Hoffman, a democracia digital consiste em mecanismos que permitam a formulação de uma melhoria para a sociedade. Essa webdemocracia está apoiada na transparência, por parte do governo, no debate e na interação dos cidadãos.

Um exemplo de transparência na rede é o site do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), no qual a sociedade visualizar o dinheiro que é gasto e investido pelo governo. "Mas o que fazer com essas informações?". Hoffman apontou que, apesar de os números estarem expostos, não são todos que têm tempo e conseguem entender esses dados para questioná-los e saber se está certo, ou não.

Para Hoffmann, a informação pública deve estar mais acessível para as pessoas, e a webdemocracia consiste em ações colaborativas, como o PortoAlegre.cc, espaço aberto para que os cidadãos debatam os problemas da cidade. Nas eleições de 2010, por exemplo, os porto-alegrenses se mobilizaram nessa rede, reclamaram junto à prefeitura e conseguiram que o lixo espalhado pela campanha eleitoral de 2010 fosse recolhido das ruas. “A internet nos ajuda a colaborar e trocar informação. A ação concreta acontece no mundo real”, disse Hoffmann.

A computação nas nuvens entra nessa discussão democrática, pois suas ferramentas interativas, APIs, difusão no uso e escalabilidade, facilitam a interação entre os cidadãos no processo de democratização. O desafio para a comunidade do software livre, e da sociedade em geral, é se engajar, debater, colaborar e fazer essa mudança no processo democrático. “A democracia não acontece sozinha, ela tem que ser permanentemente conquistada”, concluiu Hoffman.



Palestrante aponta os desafios para se mudar o mundo com o software livre

30 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

IsmaeIsmaell Castagnet, administrador de sistemas e docente de programação, veio do Uruguai para questionar e debate se software livre é ou não suficiente para mudar o mundo. A sua palestra aconteceu nesta nesta quinta-feira (30), no fisl 12.

Entre os desafios para promover essa mudança, Castagnet apontou problemas como encontrar pontos de união em comunidades diferentes de software livre, incentivando com que esses grupos aprendam a trabalhar juntos para solucionar algumas discussões, como a questão das patentes.

Na visão de Alexandre Oliva, que palestrou na quarta-feira (29) sobre o GNU/Linux, patentear ou não o software livre feito pelas comunidades é uma opção. “Software livre não é obrigação, é liberdade. Se tiver vantagem de compartilhar, compartilha. Campartilhar não é uma obrigação, é uma liberdade”, explanou Oliva.

Segundo Castagnet, citar empresas como Google e IBM como exemplos de êxitos de software livre depende do contexto: se isso vai ser abordado fora da comunidade, dentro de empresas que usam esses programas, ou, com as pessoas que não têm um conhecimento aprofundado sobre o assunto.

Esse debate ainda deve ser levando a diante, pois o intuito não é chegar à alguma conclusão, mas provocar mais reflexões acerca desse movimento “Eu uso, eu gosto, eu promovo mas não é suficiente. É algo que como comunidades temos que promover mais, apŕender mais”, concluiu Castagnet.

No Uruguai, ainda não existe uma política oficial do uso de software livre. Um projeto de lei foi apresentado para a administração pública, mas não chegou a ser votado. No entanto, a comunidade uruguaia está tentando reverter esse panorama com iniciativas como a MontevideoLibre e o Hackerspace Montevideo, fundado recentemente.



Empresa nas nuvens

29 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Já pensou em usar cloud compunting dentro da sua empresa? Os prós e contras de abrigar os dados dentro das nuvens foram apresentados pelos analistas de sistemas do Banco do Brasil, Fulvio Longhi e Lucio Camilo Oliva, em palestra nessa quarta-feira (29), no fisl12.

O cloud compunting consiste em armazenar dados em servidores interligados que podem acessados em qualquer lugar do mundo. Um exemplo é o SaaS (Software as a Service) que é utilizado pela web, como o Google Docs e o Microsoft Sharepoint Online, que não precisam estar em um ambiente físico para ser acessado.

Segundo os palestrantes, uma das principais vantagens de se usar o cloud computing é que o usuário paga apenas memória que usa. Na cloud pública, o usuário paga por um serviço que é compartilhado com outros usuários, o que diminui a segurança. Já na híbrida, o servidor é, ao mesmo tempo, compartilhado e individual. Nesse caso, o usuário pode resolver problemas pontuais no modo privador, e os de interesse geral, no público.

A rede mais segura é a privada, na qual as configurações são apenas de um usuário e é mais segura, pois todas as máquinas estão fisicamente apartadas. Apesar de ter todos os dados virtualizados, a empresa tem seus custos elevados, pois pelo fato de ter um hardware próprio, é preciso manter o serviço de infraestutura com profissionais para a manutenção.

Por enquanto, a enterprise cloud está sendo utilizada em ambiente de desenvolvimento, para mensusar se a infraestutura dos servidores vão suportar os dados. Atualmente, as empresas que fornecem a enterprise cloud são Oracle, IBM e a HP, que lançou lançou em junho de 2011.



Hackers debatem firmware livre no fisl12

29 de Junho de 2011, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Por Marjorie Luz

EncontrodehackersApós 20 anos da criação do GNU/Linux, o “software livre” ainda não é totalmente livre, realidade que deve ser mudada por programadores e usuários. Esse foi o tema debatido por Rodrigo Silva, Felipe Sanches e Alexandre Oliva, no Encontro de Hackers GNU+Linux-libre: desafios estratégicos para o Software Livre, realizado nesta terça-feira (29) durante o fisl12.

Para uma sala com “overbooking” de público, os palestrantes abordaram a distribuição de firmware não-livre. O firmware é um conjunto ações que são programadas nos hardwares dos computadores. O driver da Intel, por exemplo é livre, mas o firmware, não. Segundo Felipe Sanches, fundador do Hackerspace de São Paulo, pode parecer inocente, mas a principal razão pela qual as empresas não liberam o firmware porque os usuários não pedem. “O fabricante tem demanda, e como ninguém pede, eles não abrem”, apontou.

A discussão também girou em torno da propagação do movimento. Para Sanches, a sociedade precisa entender os motivos pelos quais a comunidade faz software livre, e conhecer mais sobre os seus direitos na rede.

Quando Ismael Castagnet, fundador do Hackerspace do Uruguai, questinou como os palestrantes enxergam o cloud compunting, a resposta veio em tom de brincadeira: “onde há nuvem há tempestade”, falou Alexandre Oliva, secretário da Fundação Software Livre da América Latina. Para ele, a computação em nuvem é pior do que a proprietária, uma vez que não é possível estudar o código fonte, copiar e distribuir o programa, e nem mesmo ter acesso aos dados, o que representa um perigo. “Software livre rodando na nuvem é a mesma coisa que software livre rodando em software proprietário”, concluiu Oliva.