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Redes Sociais: Vamos almoçar

20 de Maio de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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SÃO PAULO - Na rede social, você finge estar em contato com amigos.

Não sei ao certo o que vai matar os sites de mídia social. Isso é difícil de prever, especialmente agora quando eles ocupam o tempo das pessoas e são o assunto das conversas. Nos Estados Unidos, as maiores redes sociais são Facebook e MySpace, que oferecem um espaço interativo no qual as pessoas podem se comunicar e reencontrar amigos que provavelmente jamais veriam outra vez em toda a vida. Agora, com esses sites, elas podem fingir que voltaram a ser parceiras, mesmo que seja apenas no computador.

Muito dessas práticas tem origem numa síndrome americana, talvez universal — aquela em que velhos amigos, quando se encontram, repetem uns para os outros: “vamos almoçar um dia desses”. Você sabe como é isso. Enquanto circula numa feira de tecnologia, encontra o Fred Santos, um cara com quem você trabalhou 15 anos atrás e que agora é o presidente da Santos Communications. Você adoraria parar e bater um longo papo com ele. Alegres com o reencontro, vocês trocam cartões de visita e prometem se ver em breve: “Vamos almoçar!”.

Você volta para casa, e esquece. Nunca telefona ou escreve ao amigo, nem ele. Se você for ultraresponsável, vai enviar ao Fred um e-mail dizendo que foi bom encontrá-lo e poderá até repetir o mantra: “vamos almoçar”. Mas vocês nunca farão isso. As redes sociais alteraram um pouco esse cenário, permitindo que você de fato permaneça em contato — ao menos no computador — e num estado permanente de “vamos almoçar” com várias pessoas com quem não vai sentar-se à mesa nem dentro de um milhão de anos. Por alguma razão, os americanos adoram estar nesse contínuo estado de limbo. Observando essas coisas, chego à conclusão de que eles são muito antissociais, e preferem ficar em casa, com a desculpa de que têm muita coisa para fazer. É por isso que o Facebook é tão popular.

O sociólogo canadense Marshall McLuhan sustentava que os meios de comunicação, em si, têm mais efeito sobre o indivíduo que o conteúdo que transmitem. Ele morreu em 1980, e não viu o fenômeno dos computadores e da internet. Tratase de meios que estão exercendo um efeito sobre aqueles que os usam. Essa influência é boa ou má? Eu diria que é má, mas posso estar errado.

Pode-se argumentar que os computadores são o primeiro meio interativo e por isso representam o primeiro mecanismo com que os usuários mantêm relacionamento. Portanto, quando você se reaproxima de velhos amigos no Facebook, é o PC que age como intermediário. De alguma forma, você se tornou dependente dessa máquina. Agora, parece que as pessoas preferem as salas de bate-papo online e os sites de namoro à velha paquera fora de casa. Outra vez, o computador é o intermediário.

Será que só eu acho isso um tanto perturbador? Mas há algo ainda pior: é todo mundo só falar nisso. Além de gastar um tempo excessivo nas redes sociais, as pessoas consomem o resto do tempo falando nelas! Embora funcionem para um “vamos almoçar” de mentira, se você pensar bem, essas redes não representam nada de vida social. Obviamente, não posso frear nenhuma tendência ruim desses sites, mas posso fazer uma coisa: almoçar, de verdade, com velhos amigos. E isso já é um começo.

John C. Dvorak, da INFO


Tags deste artigo: furusho dvorak twitpic twitter orkut facebook myspace

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