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Figurinhas do Software Livre

8 de Maio de 2013, 0:00 , por Mariel Zasso - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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Em 2012, as quatro principais salas de palestras do FISL receberam os nomes de quatro dentre os muitos mascotes que ilustram as movimentações das comunidades SL. Para cumprir a difícil tarefa de eleger os mais representativos, escolhemos os mascotes de diferentes sistemas operacionais livres descendentes do UNIX: GNU/Linux, FreeBSD e OpenBSD.

Saiba quem são as quatro estrelas fictícias que já fazem parte da nossa rotina e imaginário.

 

TUX, "o pinguim do Linux"

 

Desenho original de Larry Ewing, feito no GIMP. O pinguinzinho fofo tem centenas de versões na internet

Não precisa nem ser um nerd nato para fazer a associação: o pinguim virou um símbolo do GNU/Linux. Desafiamos você a contar quantas dessas aves do pólo sul aparecem coladas, estampadas, rabiscadas, e até mesmo circulando por aí, em carne e pelúcia, durante os quatro dias de FISL.

Conta a lenda que o mascote mais fofo da comunidade foi um sugestão do próprio Linus Torvalds, que além de salmão e programação de baixo nível, simpatiza com pinguins - apesar de ter lembrado deles justamente por ter sido mordido por um.

Um pinguim gordinho e amigável, com expressão de satisfeito, não era bem o que aquele grupo da vanguarda do SL, discutindo na lista Linux-kernel, em 1996, queria como mascote. As ideias iniciais seguiam uma linha mais agressiva, uma águia, quem sabe um tigre. Mas o tempo mostrou que Linus tinha razão: um pinguim fofo e simpático, satisfeito após comer uma porção de peixes, é algo que todos querem levar para casa.

 

GNU is not Unix

 

A versão densa e simplificada do GNU original da Gnu.org, atribuída a Etienne Suvasa, foi vetorizada por Aurélio Heckert.

 

Os iniciados já sabem: citar o sistema "Linux" é cometer uma gafe, uma incorreção não só técnica como histórica. Como Richard Stalmann e seus seguidores fazem questão de esclarecer, o correto é "GNU/Linux", já que o Linux é apenas uma parte, ainda que fundamental - o kernel - que permitiu que o sistema idealizado pela Free Software Foundation tornasse-se, enfim, operacional.

Da intenção de criar um "sistema de software completamente compatível com o Unix", mas sem utilizar-se do código fonte deste, surgiu o acrônimo recursivo GNU - "Gnu is Not Unix". Daí para o uso do mamífero de mesmo nome como mascote não foi preciso nem discutir.

O referido bicho tem nome de origem africana. Embora faça parte da vida de um gnu acabar eventualmente como presa de leões, hienas e cães selvagens nas savanas, uma mãe gnu é capaz de enfrentar, a coices e chifradas, até mesmo o rei da selva se sua cria estiver em perigo. Qualquer semelhança com a defesa do software livre não é mera coincidência.

 

Deamon, o diabinho do FreeBSD

 

O Deamon com tênis coloridos é uma compilação de Poul-Henning Kamp para artes de vários artistas.

O simpático demônio do BSD é um símbolo cheio de significados implícitos. Ele também é chamado de Beastie, "besta", - que, em inglês, lembra o som da sigla B-S-D. E para quem não sabe, deamons,nos sistemas UNIX, são softwares que operam nos bastidores, realizando várias tarefas sem intervenção humana.

A versão original foi desenhada por Phil Foglio, posteriormente redesenhada por John Lasseter, e embora o diabo não seja um mascote exclusivo do FreeBSD, a versão do companheirinho vermelho de cara marota e tênis coloridos desenhado por Poul-Henning Kamp ficou marcada como o ícone de um sistema que é lembrado por sua estabilidade.

 

Puffy, o baiacu do Open BSD

 

 

O baiacu que ganha roupa nova a cada versão do Open BSD é "vestido" por Ty Semaka e Theo de Raadt

 

Originalmente, o OpenBSD usou também o diabinho criado por Phil Foglio, e demorou para chegar até o baiacu - em inglês, pufferfish. Mas depois que chegou, Puffy caiu nas graças da comunidade e continua ganhando roupagens inéditas a cada nova versão do sistema.

Ty Semaka e Theo de Raadt são os artista encarregados de tomar emprestado algum tema atual que toque o universo nerd e adaptá-lo ao maravilhoso mundo de Puffy, que já vestiu o avatar da revista MAD, de Super-homem, e até mesmo Indiana Jones. Além de um Puffy de roupa nova, cada lançamento do OpenBSD inclui também músicas em seus cds, canções especialmentes criadas por alguns dos membros da banda canadense The Plaid Tongued Devils, do qual Semaka também faz parte.

 

Em 2009, Karlisson Bezerra criou a arte do fisl9 que homenageou os mascotes de dezenas de comunidades SL. Esta página é nossa homenagem a ele e a todos os designers que lutam pelo uso e a difusão do software livre.

 

*Publicado originalmente no Caderno de Programação do fisl13.


Tags deste artigo: mascotes softwarelivre fisl fisl14 tux gnu puffy deamon linux gnu/linux freebsd openbsd