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Comunidade do Fórum da Cultura Digital Brasileira

19 de Julho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

O Fórum  da Cultura Digital Brasileira é um espaço público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e insituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado.


Saiba mais sobre o projeto que pretende integrar bases de dados por meio de protocolo livre

30 de Junho de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Já foi citado aqui o Projeto Cervo, do Ministério da Cultura, que pretende disponibilizar na rede de maneira simples e acessível as bases de dados dos acervos públicos ligados ao órgão, como o da Cinemateca, Funarte, Biblioteca Nacional. Esta semana, mais um post sobre o assunto foi publicado no blog criado para relatar o processo, explicando melhor a ideia e objetivo da ação.

Protocolo ou Platafoma?

Publicado por Daniel Prado em: http://culturadigital.br/videoblog/2010/06/29/protocolo-ou-plataforma/


Entrevista com Lincoln de Sousa e Thiago Silva (Jester), sobre a natureza do projeto, premissas, modelos de desenvolvimento e estratégias.

Integrar bases de dados de acervos digitais na tecnologia da informação pode ser comparada, em grau de importância, com a busca pela teoria definitiva na física. Por diversos momentos, desde o início da grande articulação que viria a se tornar a ação de Cultura Digital do MinC sob a coordenação de José Murilo, esse tema foi debatido, revisto e repensado. Dpádua, Jester, Metal e Marcola (equipe pioneira da ação que começou em 2002) confabulavam nessa direção, assim como outros atores em diferentes momentos e cenários.

A descrição do desafio é simples: permitir que uma pessoa consiga estar conectada a ‘todos’ os acervos do mundo. Claro que ‘todos’ significa ‘todos os que quiserem brincar de liberdade’, restando ainda bastante espaço para os proprietários que preferirem permanecer enclausurados em suas ‘exclusividades’.

Desafiar pode até ser fácil, entretanto, tornar possível não é nada simples.

Se em algum momento acreditou-se que o caminho seria a construção de uma plataforma, ao longo do tempo a ideia amadureceu e o consenso, hoje, é que o cerne da questão é mais embaixo. Sob essa ótica, percebeu-se mais viável dar atenção ao protocolo de comunicação entre as bases, para depois pensar as camadas superiores com um protocolo para metadados, ou outros protocolos, se necessário.

O fato é que qualquer plataforma de acervo digital, que queira se conectar com outras plataformas, necessita de um protocolo que permita comunicação em rede mundial. Por que não instituir um protocolo em comum para que qualquer plataforma possa se inserir de forma autônoma e livre em um sistema de comunicação e integração de dados e metadados? Isso seria a aplicação do conceito de federação.

Sistemas federados dessa forma podem oferecer sua base de dados para buscas extremamente qualificadas, permitindo que uma pessoa busque, por exemplo, por “samba” e o resultado traga vídeos do acervo da cinemateca, áudios da funarte, bibliografia da biblioteca nacional, e muito mais.

De que maneira então nossa proposta se diferencia da forma atual de busca informações na rede? Por exemplo, se eu digitar “samba” no google, vou ter vídeo de acervos de vídeo, textos de diversos locais, artigos de acervos de pesquisa, e por aí vai. A diferença está no “acesso”, na autonomia que as pessoas poderão ter em criar suas próprias experiências de busca sobre a rede federada.

Ainda assim, alguém poderia dizer “mas eu posso criar meu próprio mecanismo de buscador na web, assim como o google criou um, assim como yahoo criou… eu já tenho autonomia para fazer isso”. Hoje, quem provê um serviço de busca ou sistema de conteúdos possui autonomia para o desenvolvimento e disponibilidade desses recursos. Porém, o usuário só possui autonomia para escolher qual ferramenta usar e submetido está às limitações de sua escolha. Por exemplo, nos sistemas de busca atuais, o critério de indexação dos resultados é alheio a vontade de quem busca e restrito ao alcance limitado de cada buscador (google, bing, etc). Fatalmente (como acontece na prática), em sistemas de busca, o conteúdo que vemos é o conteúdo que os buscadores escolhem nos expor. Ou o usuário se contenta com os primeiros resultados da busca (poucos são os que acessam páginas mais longínquas de resultados de busca) ou escolhe refazer a busca com outros termos, mas ainda assim continuará refém dos critérios de indexação e cairá na ditadura dos “dez primeiros resultados”. O que estamos buscando é uma realidade em que cada um possa criar seus próprios critérios de indexação e experiências de busca de forma extremamente personalizada e ubíqua.

Na nossa proposta, o protocolo terá o código fonte liberado e poderá ser adotado e aperfeiçoado livremente por qualquer um, e a tendência é de que sejam centenas ou até mesmo milhares de acervos ao alcance de um único clique! Ou até mesmo sem clique nenhum!

Isso porque a busca não é nem deve ser a única forma de se manter informado na internet. Um protocolo unificado permite que conteúdos em diferentes redes sejam relacionados (por tags, metadados ou similaridade). Ainda, com tal integração, uma pessoa poderá programar seu sistema para ser notificado toda vez que algum acervo (qualquer um!), disponibilizar algum conteúdo desejado (de um artista ‘X’ ou de um gênero musical ‘Y’, ou ainda de uma tag qualquer, por exemplo). Isso seria a prática do conceito de notificação.

Além disso, existe uma clareza de que, para uma experiência plena de autonomia na rede, é necessário que o usuário possa transformar e reutilizar os dados encontrados. Imagine um professor preparando uma aula e encontra dois ou três trechos de vídeo, que gostaria de mostrar aos seus alunos. Atualmente, suas opções são bastantes limitadas: ele terá que baixar todos os vídeos e na hora da aula buscar os trechos desejados ao longo dos filmes. Essa solução tem, no mínimo, dois grandes inconvenientes: necessidade de realizar o download do vídeo inteiro (uma ou duas horas de duração; e o trecho escolhido com trinta segundos), e a necessidade de localizar as partes dentro dos vídeos e mostrá-los em sequência (com todos os inconvenientes de localização e o tempo necessário para trocar de filme e de trecho). Seria muito melhor que lhe fosse permitido editar os vídeos online, de forma que ele pudesse editar os trechos em um único (e pequeno) arquivo de vídeo para fazer o download apenas do arquivo remixado, ou mesmo republicá-lo sem a necessidade de fazer um download separadamente. É importante que o protocolo esteja preparado para lidar com essas possibilidades, que refletem a ideia do remix — e ele não está limitado apenas a conteúdos de vídeo. Ou seja: é necessário que o protocolo permita o re-uso de dados, disponibilizando informações acerca de licença de uso nos metadados dos arquivos publicados mas também permitindo o reenvio da informação transformada.

Grupos de Trabalho

O Ministério da Cultura, por meio de sua Coordenação de Cultura Digital, está empenhado em desenvolver essas soluções, por entender que a demanda maior por este protocolo é justamente para atender aos acervos públicos, muitos deles oriundos justamente do sistema MinC como os já citados Cinemateca, Funarte e Biblioteca Nacional. Como todo desenvolvimento aberto e livre, este é um projeto que tem início mas não tem fim e, assim como a própria internet, o desenvolvimento será potencializado pela disseminação viral que ela proporciona.

Todo o trabalho técnico seria guiado por premissas de liberdade e colaboratividade. É nossa intenção também convocar tantos quantos parceiros interessados sejam possíveis para formar grupos de trabalho para formular as bases e traçar as metas desta proposta.

Primeiro Encontro

Uma etapa importante nessa formulação foi o encontro promovido pelo MinC em parceria com a RNP, dentro do fluxo preparatório para o Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais. Este encontro ocorreu no Rio de Janeiro e contou com as sequintes participações:

* Casa de Cultura Digital
* Elo Company
* Ericsson
* Miro Community
* Open Video Alliance
* Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP
* SERPRO
* TV Cultura
* Universidade de São Paulo – USP
* Vodo
* Coordenação de Cultura Digital – SPC/MinC

Neste link tem a documentação do encontro, cujos resultados foram apresentados no seminário presencial do Simpósio.

Segundo encontro:

Após o encontro do Rio, foi detectada a necessidade de se ouvir mais produtores. Este entendimento é consequência da alta representatividade de ‘técnicos’ em comparação com ‘produtores’ no primeiro encontro.

Ainda seguindo o fluxo do Simpósio mas já depois do seminário presencial, visando atender a essas demandas um segundo encontro foi realizado em São Paulo. A documentação que está sendo gerada pode ser encontrada aqui.

Abraços,

Equipe de Cultural Digital SPC/MinC



Bibliotecas físicas e digitais podem e devem coexistir

30 de Junho de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

É preciso agregar novas funcionalidades e serviços particulares às salas de leitura para torná-las atrativas ao público atual. Na paralela, o investimento em digitalização de acervos e distribuição das obras pela internet é fundamental para a ampliação do acesso ao conhecimento. Dessa forma, tanto as bibliotecas reais quanto as virtuais podem coexistir, exercendo funções complementares e distintas. A opinião é do francês Frédéric Martin, coordenador de um dos mais bem-sucedidos exemplos de acervos digitais do mundo: a Gallica, braço virtual da Biblioteca Nacional da França (veja entrevista abaixo):

Entrevista com Frédéric Martin, da Gallica from FLi Multimídia on Vimeo.

Enquanto a BNF abriga cerca de 14 milhões de livro, as obras disponíveis na internet não chegam a um milhão, incluindo nesse número além dos livros, imagens, mapas, arquivos de áudio e outros materiais também digitalizados. São colocados no ar obras de origem francesa, que tem caracteres reconhecíveis pelas máquinas usadas e em domínio público. Martin explica que livros com direitos autorais são catalogadas e indicados para compra em sites das editoras responsáveis. “Não fazemos e-commerce, apenas queremos facilitar a comunicação entre acervos e pessoas, informando que as obras existem e qual o caminho para adquiri-las”, explica.

Martin veio ao Brasil como convidado do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, que aconteceu no final de abril em São Paulo.



Reforma da lei de #DireitoAutoral: melhor para a sociedade, melhor para os autores

29 de Junho de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Não há dúvidas de que é preciso realizar um amplo debate em rede sobre direito autoral. Trata-se de  um dos temas centrais para o desenvolvimento do Brasil, e estamos nos propondo a dialogar em conjunto com o Ministério da Cultura, que já disponibilizou para consulta pública a proposta de  reforma da lei de direito autoral
(http://www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta/), construída em  Fórum Nacional.

Essa é uma pauta transversal a outros temas em debate em nosso país – como o projeto do plano  nacional de banda larga, o marco civil da internet, a regulamentação das lan houses, o software  livre, além dos projetos de cultura e música em andamento.

O fato é que a legislação autoral vigente não compreende que o mundo mudou e que a internet  democratiza a comunicação e, consequentemente, o acesso a conteúdos. Hoje, as relações na  produção de bens culturais mudam constante e consideravelmente a cada momento.

Existem, no Brasil, interesses em criminalizar com muita rigidez a livre circulação de conteúdos,  artísticos ou não, e isso é resultado de uma lei que contempla apenas um lado da questão, bem como  interesses das grandes empresas. Isso quer dizer que, na atual legislação autoral, não existe  possibilidade de uso justo e sem fins lucrativos de obras ou conteúdos em geral, inclusive as que são  financiadas com dinheiro público – que é arrecadado de cada cidadão.

Compreendo que a Internet e os diversos dispositivos móveis mudaram e continuam mudando a  realidade da comunicação e, por essa razão, muitos querem tornar crime a troca de conhecimentos e  de bens culturais. Quem o defende são as gravadoras e os meios de comunicações tradicionais, que  querem manter sua histórica hegemonia na indústria cultural.

Diante de tudo isso, faz-se necessário mudar a legislação por meio de uma amplo debate  participativo, como é proposto pelo Minc. O resultado desse processo deve equilibrar a  remuneração justa do autor e o acesso público aos conteúdos.
O debate aberto é fundamental e, muito embora criticar não signifique declarar guerra, não podemos  fechar os olhos para as distorções negativas da atual lei. É preciso realizar um debate franco, aberto,  responsável e com argumentos. Em inúmeros documentos, inclusive na CPI do ECAD (Escritório  Central de Arrecadação e Distribuição), realizada em São Paulo, constata-se que não existe  transparência e nem fiscalização pública do que é arrecadado e repassado pelo ECAD.

Eis parte da conclusão desse documento: “As oitivas e os documentos obtidos ao longo desta CPI,  todos anexados e fazendo parte integrante do processo, levaram à conclusão primordial de que o  assunto 'direitos autorais' ligados à música encontra-se em estado institucional anárquico, pois o  Estado perdeu o poder de normatização, supervisão e fiscalização que antes possuía, pela Lei no  5.998/73, revogada que foi pela Lei no 9.610/98” (Comissão parlamentar de inquérito constituída  com a finalidade de investigar possíveis irregularidades praticadas pelo escritório central de  arrecadação e distribuição – Ecad, referentes ao eventual abuso, bem como à falta de critérios na  cobrança de direitos autorais finalizada em abril de 2009).

Além disso, a atual lei não permite copiar/xerocar trechos de livros para fins educacionais, o que  torna ilegais todos os serviços de xerox nas escolas e

universidades. Não é permitido copiar músicas  de um CD para o celular, nem mesmo copiar um filme para o computador. Por isso, a consulta  pública é fundamental, e já podemos analisar a proposta disponibilizada pelo Ministério da Cultura  para a reforma da legislação autoral. É possível, inclusive, já destacar alguns pontos importantes:

1 - Cópia privada

Artigo 46 - Inciso I "a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra legitimamente adquirida, desde que feita em um só exemplar e pelo próprio copista, para seu uso privado e não comercial"

Da forma como está apresentada a redação, me parece que teremos problemas na regulamentação desse item. Qual seria o mecanismo para identificar se a obra foi adquirida legitimante e se a cópia foi feita apenas por quem a adquiriu? Como regulamentar? Assim, defendo que a nova lei permita a  livre utilização/cópia de obras protegidas com direito autoral para uso privado, desde que tal uso  não se dê com finalidade comercial.

2 - Conversão de formatos
artigo 46 - inciso II - "II – a reprodução, por qualquer meio ou processo, de qualquer obra  legitimamente adquirida, quando destinada a garantir a sua portabilidade ou interoperabilidade, para  uso privado e não comercial"

Este artigo está muito bom, pois significa que vamos ter a possibilidade de converter os formatos de
arquivos e copiar para nossos dispositivos móveis, como celulares e computadores.

3- artigo 46 inciso XIII
"A reprodução necessária à conservação, preservação e arquivamento de qualquer obra, sem  finalidade comercial, desde que realizada por bibliotecas, arquivos, centros de documentação,  museus, cinematecas e demais instituições museológicas, na medida justificada para atender aos  seus fins;"

Neste ponto, a lei permite que instituições públicas como bibliotecas, museus e cinematecas possam  fazer cópias livremente com o objetivo de preservar o nosso patrimônio cultural, sem precisar pedir  autorização do autor.

4- Fiscalização do ECAD
Artigos 98, 98A e 98B
ECAD, Abramus e todas as associações representativas dos autores passam a ser fiscalizadas pelo  governo. Eis um grande avanço. Proponho que todos os valores arrecadados e repassados sejam  publicados em página eletrônica na internet, para fácil fiscalização pela sociedade. Além disso, é  muito importante que essa fiscalização tenha, inclusive, um conselho gestor eleito pela sociedade.  Nesse sentido, devemos considerar a experiência do Comitê Gestor da Internet no Brasil (Cgibr). O  processo deverá ser público e não apenas estatal.

5 - Jabá
Artigo 110B - "Art. 110-B. O oferecimento, por parte de titular de direitos autorais ou pessoa a seu  serviço, de ganho, vantagem, proveito ou benefício material direto ou indireto, para os proprietários,  diretores, funcionários ou terceiros a serviço de empresas de radiodifusão ou serviços de televisão  por assinatura, com o intuito de aumentar ou diminuir artificiosamente a frequência da execução ou  exibição pública de obras ou fonogramas específicos, caracterizará infração da ordem econômica,  na forma da Lei no 8.884, de 1994."

Mesmo não mencionando a expressão “prática do jabá”, a proposta caracteriza essa prática como  algo ilícito. O jabá constitui-se na prática mais vergonhosa da indústria fonográfica. Além de ser  desleal, cria graves distorções para o pleno desenvolvimento da diversidade cultural, em que nosso  país é rico. Por meio do jabá, quem paga faz acontecer, e quem não paga está excluído. O atual sistema de arrecadação e repasse monopolizado pelo ECAD, somado ao monopólio da  comunicação, cria e torna comum essa prática.

Por tudo isso, a realização de um amplo debate é tão importante quanto urgente. Parece-nos claro que a atual legislação está em descompasso com as mudanças pelas quais a sociedade vem passando, de modo que é preciso unir forças a fim de marcar uma posição sólida e que atenda aos interesses dos autores e, é claro, de toda a sociedade.

Paulo Teixeira Deputado Federal (PT-SP) - http://www.pauloteixeira13.com.br/



Laboratórios de Experimentação em Cultura Digital, as Gangues e a Indústria Criativa

29 de Junho de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Publicado por Ricardo Ruiz em: http://www.culturadigital.br/ruiz/2010/06/28/laboratorios-de-experimentacao-em-cultura-digital-as-gangues-e-a-industria-criativa/

Nas “facções” temidas por Hobbes é possível encontrarmos um caminho a seguir. Uma (e não A) multitude de pessoas agindo transversalmente ao (e não por fora do) Estado, do bem comum, e de outras instituições (e facções), não necessariamente contra qualquer um deles, mas de acordo com suas próprias idéias. Isso é o que eu quero chamar aqui de ‘gangue’. O formato das redes permite para tais gangues unir não somente territorialmente, mas também através de setores, transversalmente, pelas práticas, idéias e objetivos.

J.J. King

Esse texto é uma série de pequenas reflexões a respeito da construção e manutenção de uma Rede de Laboratórios de Experimentação em Cultura Digital, ou RedeLabs, no território brasileiro, levantando considerações econômicas, sociais e ecológicas. Propõe ampliar o debate sobre o tema e também propor algumas possibilidades.

Inevitável, ao se falar em Laboratórios de Experimentação em Cultura Digital, portanto, laboratórios de mídia, focarmos primeiramente (e às vezes exclusivamente) nas questões que envolvem o já escovado conceito de Indústria Criativa. Caracterizado como um efeito do acelerado desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), o termo foi cunhado pelas Secretarias de Cultura do governo britânico de Tony Blair durante a década de 1990, e procurava abarcar os novos (e inúmeros) produtores de conteúdo (música, vídeos, festivais, design, obras de arte, softwares, peças de teatro etc) que afloravam em Londres 1pelas mãos de uma nova classe de trabalhadores intelectuais (chamados na última década de diferentes nomes como New Independents, E-lancers, Multitude, New Barbarians, Bobos, Free Agents, Cibertariado, Netocracia entre outros2) que cada vez mais inundavam o país com empregos e estufavam o PIB nacional de libras esterlinas. Desde então, o termo inunda estudos sobre cultura, comunicação, internet e economia.

No Brasil, durante a mesma década de 1990, o governo de Fernando Henrique Cardoso buscava restaurar o sucateado Ministério da Cultura, extinto durante todo o breve governo de Fernando Collor de Mello3. Acreditando num Poder Público capaz de direcionar os produtos comerciáveis da ainda tão ativa Indústria Cultural tupiniquim, o novo Ministério foi composto em Secretarias responsáveis pelos então “segmentos da cultura”: Cinema e Vídeo, Teatro e Dança, Audiovisual, Belas Artes, Patrimônio Histórico e Bibliotecas. Em 1999, o Ministério da Cultura, em parceria com a Fundação João Pinheiro, lança um estudo que mostra dados empíricos sobre a quantidade e a qualidade dos empregos gerados pelo segmento Cultural no país, bem como do valor agregado ao PIB nacional por este mesmo segmento. Apoiado por suas ideologias neoliberais, o estudo apontava os benefícios de empresas, públicas e privadas, em apoiarem a cultura ao invés de utilizarem formas mais tradicionais do marketing publicitário (anúncios, spots de rádio, comerciais de TV etc). A Lei Rouanet era proclamada então como uma ótima alternativa para a reconstrução dos apoios (através do mecenato) e de uma própria política cultural brasileira.4

Com o novo governo de Luís Inácio Lula da Silva, impulsionado pela administração do ministro pop-star da Indústria Cultural Gilberto Gil, o Ministério da Cultura aposta em potencializar, então com apenas 1% do orçamento desse Ministério (R$ 4 milhões), um conceito mais amplo e antropológico do termo “Cultura”: surge então o programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura – muito mais construído em parceria com diversos segmentos da sociedade civil cultural brasileira do que dentro dos gabinetes modernistas da capital federal. No programa, as “questões referentes à democratização do acesso da produção e à valorização das experiências locais e da diversidade cultural são enunciadas com total clareza e estão sintonizadas com demandas e valores contemporâneos na área cultural. O programa também reformulava os papéis e a atuação do Estado, ao procurar ampliar os espaços públicos de compartilhamento de decisões e execução de políticas com a sociedade, estando, portanto, adequados às proposições de democratização, participação e transparência na gestão dos recursos.”5

A seguinte reflexão era levantada pelos gestores culturais na época:

O Programa tem uma conotação comunitarista6 e prenuncia um novo paradigma de política pública cultural, muito pouco explorado e desenvolvido em experiências concretas de reorganização da atuação do Estado. Esse paradigma pressupõe uma ampla base de organização e de iniciativas autônomas da sociedade civil, que repercuta na dinamização da ação pública estatal. Entretanto, ainda se conhece pouco dessas experiências e é possível que elas ganhem visibilidade ou organicidade a partir de iniciativas como a do próprio Programa Cultura Viva.7

Além de disponibilizar recursos diretamente para centros culturais ou outros lugares produtores e difusores da cultura no País (como terreiros de candomblé, grupos de capoeira, espaços de preservação ambiental etc), o Programa Cultura Viva também concederia Kits Tecnológicos para a produção multimídia utilizando-se de software livre, bem como momentos de encontro e fortalecimento das Redes de afinidades que se formavam e para a troca de conhecimentos, valorizando na mesma superfície plana8 saberes tecnológicos com saberes tradicionais, produção midiática e xamanismo, histórias e estórias.

Conscientemente, o Ministério da Cultura, amplamente apoiado pela sociedade civil, fortalecia uma cadeia de organizações sociais e indivíduos capazes de estabelecer a “Indústria Criativa” no Brasil: produtores de conteúdos midiáticos e atores sociais responsáveis por movimentar a iconoclástica civilização do século XXI. Porém, dentro do próprio Ministério, sabia-se que Indústria Criativa não se tratava apenas em produzir subjetividades – coletivas e individuais – para veiculação e venda de produtos culturais, embora muitas vezes isso fosse encarado como uma constante9. O próprio site do Ministério da Cultura, na seção de Economia da Cultura, anuncia que “Economia Criativa inclui a cultura, a criatividade e o conhecimento em seu processo de produção, independente de ter finalidade cultural.”10 Mais do que apoiar a construção de nós produtores de mídia e conteúdo cultural, o Ministério da Cultura brasileiro funcionava, ele mesmo, e na medida do possível, como uma Indústria Criativa: ao invés de manterem secretarias gestoras de segmentos já tão orgânicos e mesclados da cultura (como Secretaria de Belas Artes, Secretaria de Dança e Teatro etc), apostava em uma rede descentralizada e espalhada de produtores e gestores culturais funcionando em suas localidades e, sempre que possível, colaborando no todo. Ao invés de uma hierarquia rígida e uma linha de produção montada entre todos os atores culturais do país, preferiu um esquema de trabalho mais colaborativo entre todos os atores envolvidos, alterando hierarquias, e uma cadeia de produção que não se encerrava no produto final, ao contrário, potencializava os processos. E, crucialmente, ao invés de apoiar a ferramenta principal da Indústria Cultura, o copyright, estimulava as trocas como ponto culminante no processo cultural, tornando o produto final, assim, no diálogo, na troca de saberes, de informações burocráticas, de afetos. Esse funcionamento criativo do Ministério foi fundamental para a construção e transformação das identidades culturais e tomou um primeiro passo para a consolidação da comunidade cultural da América Latina no século XXI.

Voltemos aos Laboratórios de Experimentação em Cultura Digital e sua possível relação com as Indústrias Criativas. No final de outubro de 2009, em Lisboa, o SUDOE – Programa de Cooperação Territorial do Sudoeste Europeu (que compreende os países de Portugal, Espanha e França) – organizou um seminário intitulado “Promover a Criatividade, a Inclusão Social e o Crescimento: Explorar o potencial das indústrias criativas ”. O folheto de apresentação trazia a seguinte descrição sobre o tema:

As indústrias criativas são, com efeito, um elemento fundamental da nova economia do conhecimento e devem ser utilizadas como maneira essencial de criar valor acrescentado num contexto de crise global. Por outro lado, é fulcral promover um crescimento sustentável, que exige uma melhor integração social e uma utilização mais completa do potencial dos cidadãos comunitários. Neste contexto, o objectivo do seminário seria estudar o modo como a inclusão social e o talento das pessoas podem ser utilizados da melhor forma para explorar o potencial das indústrias criativas, a fim de reforçar a produtividade e a competitividade européia.11

Já em junho de 2010, o programa SUDOE apoiou mais 223 projetos para compor a vasta lista de patrocínios oferecidos pela entidade.12 As prioridades apoiadas são, segundo o site do programa:

  • Inovação : para projetos de inovação tecnológica e manutenção de redes de pesquisa e informação;
  • Ambiente : para projetos focados na preservação do meio ambiente e a geração de energias limpas;
  • Acessibilidade : para projetos estratégicos no desenvolvimento policêntrico das cidades, como nas áreas de transporte, infraestrutura e distribuição demográfica;
  • Desenvolvimento Urbano Sustentável: para projetos que proponham sinergia entre as cidades e o campo e a produção e a valorização do patrimônio cultural.13

Como é possível perceber, a produção midiática – de signos, significados, subjetividades e demais possíveis produções de expressões culturais – é apenas uma parte do amplo emaranhado de empresas, grupos, setores da sociedade, instituições acadêmicas e etc. que compõe o atual quadro da Indústria Criativa do Sudoeste Europeu. Muito mais do que produtores de material comerciável através dos meios, as supostas Indústrias Criativas buscam novas formas de estruturação social, econômica, empresarial etc. O que se busca são novos paradigmas para a análise e o funcionamento da sociedade no século XXI, inflada com a superpopulação, o desgaste ecológico, a concentração de renda, as desigualdades intercontinentais, os abusos de poder e a democraticidade possível com o advento das novas tecnologias. Visualizemos sob este ponto de vista o funcionamento de uma Rede de Laboratórios de Experimentação em Cultura Digital pelo país.

Com isto, é possível citar e analisar brevemente dois exemplos de desenvolvimento, em diferentes áreas de atuação, da Indústria Criativa nacional e a transversalidade com outros países menos fincados nas ferramentas de análises e práticas remanescentes do século passado.

Durante a segunda metade da primeira década do século, um imprevisível golpe foi aplicado contra os meios de comunicação de massa, promovido pela ânsia mercadológica dos mesmos grandes meios: a digitalização do sistema de transmissão de TV (o broadcast). Graças às possibilidades da digitalização, os moduladores dos sinais de transmissão poderiam transportar uma quantidade muito maior de dados na mesma faixa de frequência das ondas magnéticas produzidas pelas antenas de transmissão. Nos Estados Unidos, país ainda tão fincado nos modelos de negócios do século XX, a novidade tecnológica foi usada unicamente para uma satisfação do consumo do broadcast: a melhora da qualidade da transmissão do áudio e do vídeo. O mesmo fato ocorreu no Japão, com alterações apenas nos sistemas de multiplexação e codificação. E na Europa, uma pouca quantidade de interatividade foi permitida nos aparelhos, dada a possibilidade de transmissão também de dados a até 18Mbit/seg. nesse novo sistema de transmissão. No Brasil, um amplo e caloroso debate entre sociedade civil, órgãos governamentais, academia e inúmeras forças econômicas e políticas nortearam a construção das normas para a radiotransmissão digital14. Ao final, mesmo com muito de sua capacidade limitada pelo lobby dos conglomeratos de comunicação de massa, o sistema brasileiro de TV digital apresentava uma novidade: o middleware15 Ginga16. Funcionando sobre um sistema operacional Linux (Fedora 7), trabalha através de sistemas de APIs para a programação de aplicações diversas para a TV. Isso possibilitou que o sistema fosse adotado na grande maioria dos países do hemisfério Sul do planeta (que já adotaram a tecnologia), com suaves diferenças nos sistemas para cada país. A flexibilidade desse conjunto de softwares permite diferentes aplicações para os atuais aparelhos de TV. Na Argentina, toda a capacidade no desenvolvimento de aplicações já estão disponíveis (o que ainda não acontece no mercado brasileiro). No Chile, dado o problema enfrentado por terremotos e tsunamis, os aparelhos de TV rodando o sistema Ginga serão responsáveis por, no risco de tsunamis, se auto ligarem com alarme anti-tsunami e apresentar em sua tela a melhor rota de fuga para o alto das montanhas para cada um dos habitantes, evitando congestionamentos e tumultos17. Na Índia e na África do Sul, busca-se adaptar o aparelho para a circulação de uma maior produção regional nas telinhas. O aparelho ainda possui uma porta de saída/entrada USB, o que amplia para um fator exponencial as possibilidades de criação de aplicações para as TVs localmente ou em redes locais e regionais. Sem o uso do software livre e as consequentes liberdades na propriedade intelectual dos códigos computacionais e sem o fortalecimento de uma rede acadêmica e da sociedade civil contando com diversos atores espalhados pelo país e pensando descentralizadamente, o desenvolvimento de tal ferramenta seria impossível. Obviamente, o mercado de broadcast ainda tem fortemente incrustado em suas raízes a Indústria Cultural e o modelo de comercialização em massa de bens culturais proibidos de cópia e adaptação, mas se alterações forem feitas nos modelos de negócios nesse segmento, serão feitas graças ao sistema de middleware Ginga.

Também na segunda metade da década, um outro exemplo de laboratórios impulsionantes da Indústrias Criativas surge, advindo da ideia de um laboratório de mídia18: Descentro – nó emergente de ações colaborativas. Descentro caracteriza-se por um modo ético, e não moral, no qual se exclui todo juízo a priori ou sistema de julgamento fundado em referências ou reivindicações de qualquer espécie, que pretende atingir, ao invés de um princípio de organização, um plano imanente e emergente que encontre a própria unidade de composição das relações no acontecimento simultaneamente múltiplo e singular, cuja afirmação é expressão da própria potência que cresce sem centro.19 Nascida da necessidade de diferentes atores em mídia e ativismo político se articularem, a associação buscou não seguir nenhum modelo pré-determinado de instituição, e tem em seu estatuto uma tentativa de expressar judicialmente novos formatos de funcionamento institucional: abrangência nacional (uma vez que a desterritorialização ainda não é possível judicialmente); uma hierarquia composta por dois conselhos: um deliberativo e um consultivo, sem a figura de um só presidente ou representante legal; uso intenso das TICs para a comunicação dos envolvidos como listas de discussão e sítios colaborativos, assembleias via IRCs; e divulgação de suas pesquisas e orçamentos em licenças livres na Internet. Acima de tudo, o Descentro propõe, ainda, pesquisar os protocolos necessários para o funcionamento colaborativo de um instituto de pesquisa do século XXI, que utilize de seu objeto de estudo na constante reestruturação de suas metodologias políticas, sociais e econômicas. Desenvolvem ações nos campos da mídia, arte, meio ambiente, valorização cultural, cultura digital, administração de servidores web e articulação política em diversas esferas. Produzem subjetividade em campos tão diversos quanto o da preservação ambiental, da comunicação livre e das metodologias de implementação de políticas públicas. Além disso, seus membros operam abertamente no formato que J.J. King define como uma “gangue”. Segundo ela, uma vez que “(..)em toda parte, poderíamos dizer, as pessoas estão cada vez menos convencidos da eficácia e relevância das organizações com hierarquias de cima para baixo e cada vez mais convencidos da potência dos atores em rede em trabalho transversal (isto é, não “dentro”, mas não fora) entre eles” que “(..) essas condições sob o modelo capitalista nos leva à uma estrutura parecida com a das gangues, (…) reabilitadas como uma forma política ”20. Muito embora contando com um número limitado de associados, outras pessoas que possuem similaridades com o formato estrutural e metodológico do Descentro colaboram com a associação de alguma forma e, mesmo seus membros, se distribuem em diversos outros setores da produção criativa brasileira, bem como outras instituições públicas e privadas, direcionando sempre que possível suas atividades cotidianas para a construção do coletivo.

Esses dois exemplos seriam impulsos para um possível formato de uma rede distribuída de laboratórios de experimentação em cultura digital: uma RedeLab, nós autônomos de pesquisa em áreas que vão do desenvolvimento sustentável à produção midiática e tecnológica, construindo entre eles “protocolos21” de comunicação e operação – como o intenso uso das tecnologias da informação (até mesmo com o uso de algumas plataformas em comum), a generosidade intelectual, o fortalecimento de estruturas mais colaborativas e menos hierárquicas etc. – que permitam a transversalidade entre eles, sem interferirem no funcionamento de cada um. O apoio à uma Rede de Laboratórios em Experimentação em Cultura Digital é também o apoio ao desenvolvimento da Indústria Criativa nacional, e é de suma importância que tais laboratórios usem a criatividade, a cultura e as TICs para a busca de soluções inovadoras para os atuais problemas sociais, políticos, econômicos e ecológicos. É também necessário a compreensão de que uma busca em comum dos laboratórios é sua própria manutenção econômica, que explore além da simplista troca comercial de bens imateriais por dinheiro, sem cair na morosidade do assistencialismo estatal e que valorize, muito além das cifras, a experiência, a alegria e o bem estar – de cada um e de todos.

Além disso, essa Rede de Laboratórios de Experimentação em Cultura Digital deve atentar-se para alguns problemas já levantados nas relações da nova Indústria Criativa. Volker Grassmuck, pesquisador alemão atualmente residindo no Brasil, alerta para quatro problemas inerentes das Indústrias Criativas22:

  1. A exploração individual privada de recursos e saberes públicos;
  2. Uma possível estratégia para cortar os gastos públicos para a cultura e restringir a competição pelos bens criativos conectivos;
  3. Posicionar a forma de trabalho precária de artistas e trabalhadores da web como o modelo de trabalho do século XXI;
  4. Mobilizar o “trabalho grátis” – ou a produção social – (modificação e construção de fases e personagens nos jogos eletrônicos ou usuários da web 2.0) para interesses corporativos.

Contudo, algumas propostas podem ser pensadas desde já para os problemas apresentados, e muitas outras devem surgir trilhando novas soluções:

  1. O uso de licenças alternativas ao copyright são um bom princípio de busca por soluções nessa área. Reconhecimento da autoria coletiva, liberdade de uso não-comercial de obras e etc. Além disso, buscar novas formas de expressão e de integração entre produtores e objetos. Essa nova força socio-político-econômica como motora de novos tipos de relação, menos individualizados, com focos mais positivos nos objetivos e com uma nova visão da arte. Isso passa por não fazer mais sentido a produção privada, através de uma nova relação entre as pessoas e entre elas e seus trabalhos. Trata-se, enfim, de desconstruir o sentido da apropriação privada com uma nova construção interpessoal e entre as pessoas e o fruto de seus trabalhos. Uma nova estética do sensível!
  2. Aqui, o autor se preocupa com a força desse movimento em cortar os custos do Estado com cultura e inovações. Porém, no Brasil vemos já o inverso. O Estado financiou como nunca a produção descentralizada – o mercado criativo – e, ao mesmo tempo, manteve as grande produções culturais e tecnológicas. Aqui, a solução é política, ou seja, nunca deixar que essas forças auto modeláveis, liquidas, substituam a importância do Estado e do financiamento dele e de suas empresas público-privadas.
  3. A busca de uma solução, tanto dos atores envolvidos como dos órgãos públicos responsáveis, que vão desde sistemas previdenciários específicos para o setor, quanto para os formatos de patrocínio, apoios, mecenatos e compra e venda de produção tecnológica e intelectual focados num desenvolvimento econômico e social para o todo. Para isso se faz necessária a desburocratização pra a troca de pequenas quantidades de capitais, encontrando para isso protocolos possíveis dessas trocas (como paypal etc.)23;
  4. Buscar alternativas de retornos possíveis das empresas privadas para o público. Uma vez que as empresas buscam trabalho “grátis” de seus consumidores, políticas podem ser estruturadas para que as mesmas empresas retornem ao público benefícios, que podem ser, por exemplo, o apoio à uma rede laboratórios de experimentação cultural, ou preservação de áreas verdes para a educação ambiental etc.

Acreditamos, portanto, que o apoio à uma Rede de Laboratórios Para a Experimentação em Cultura Digital possa ter como seus objetivos a busca de inovações tecnológicas, políticas, econômicas e sociais para os desafios do nosso século. Para tanto, se faz fundamental a sinergia entre todos os produtores, órgãos públicos, sociedade civil e empresas do setor privado na busca por protocolos e objetivos em comum para o bem comum, sem perderem nunca sua autonomia de produção, estruturação e gestão.

1INDÚSTRIAS CRIATIVAS E A VIRADA CULTURAL, Pedro F. Bendassolli e Thomaz Wood Jr.. Disponível em http://www.cult.ufba.br/maisdefinicoes/INDUSTRIACRIATIVA.pdf

2Richard Barbrook faz um estudo com todos os termos referentes às novas classes de trabalhadores existentes desde o século XIX no seu livro THE CLASS OF THE NEW, disponível para download em http://www.theclassofthenew.net/ e para venda em http://www.metamute.org/en/the_class_of_the_new_1

3IPEA - Política Cultural no Brasil, 2002-2006: acompanhamento e análise . Página 17. Disponível em http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/cardenosdepoliticas/caderno02.pdf

4Pesquisa Economia da Cultura – Resumo – Fundação João Pinheiro. Disponível em http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2007/10/estudo-fund-joao-pinheiro.pdf

5IPEA - Política Cultural no Brasil, 2002-2006: acompanhamento e análise . Página 123.

6Não se trata de comunidade em sentido clássico, ou seja, com grau de homogeneidade, tradicionalidade e territorialidade definida, mas se refere a espaços de solidariedade e convívio e pode englobar a atuação de entidades estatais, associações, organizações governamentais etc.

7IPEA - Política Cultural no Brasil, 2002-2006: acompanhamento e análise . Página 125.

8Para um estudo sobre a superfície e a linguagem, ver Gilles Deleuze – Á lógica do Sentido

9Ana Jaguaribe afirma que a Indústria Criativa é ligada somente à produção de textos, imagens e símbolos. JAGUARIBE, Ana. As Indústrias Criativas: Parâmetros para as Políticas Públicas. In Workshop da UNCTAD sobre as Indústrias Criativas Empreendedoras. São Paulo, 9 de junho de 2004.

10Nanan Catalão – Ministério da Cultura. Disponível em http://www.cultura.gov.br/site/2006/02/16/cultura-e-desenvolvimento/

11SUDOE – Open Days 2009. Folhet prévio à conferência. Disponível em http://ec.europa.eu/regional_policy/conferences/od2009/doc/pdf/le/fold_country/pt.pdf

15Conjunto de ferramentas de software que controlam um hardware específico.

20JJ King – On The Plane Of The Para-Constituted: Towards A Grammar Of Gang Power . Traduzido pelo autor. Disponível em http://www.shiftspace.cc/jamie/gang_grammar.pdf

21Baseada nos estudos da ARPANet de Licklider, J.J. King acredita que, para a transição de uma “massa dominada” para uma “multidude de atores sociais trocando subjetividades” os protocolos são peças fundamentais do processo. Segundo ela, esses protocolos são indispensáveis para a troca entre subgrupos de afinidades e outras forma de organização em rede.

22Palestra proferida no EACH-USP. Folheto prévio disponível em http://www.aepidemia.org/comentarios/industrias-criativas-software-livre

23Boas investigações sobre o tema forma feitas por Leo Germani sobre o livro “Small is beautifull”, de Ernst Friedrich Schumacher em http://pirex.com.br/2006/08/23/small-is-beautiful/

Agradecimentos especiais para Paulo José Pajé Lara e Leo Germani na eterna busca por soluções.



Como criar um blog no Culturadigital.br

28 de Junho de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 1Um comentário


Publicado por: Juliana Bassetti em: http://culturadigital.br/juba7/2010/06/25/como-criar-um-blog-no-culturadigital-br/ com informações e imagens disponíveis por Regina Cunha em http://culturadigital.br/unos/media-tidbits/abc-digital-1/

Passo a passo para fazer o blog no Cultura Digital. Siga instruções abaixo:

- Entre na página http://culturadigital.br

- No canto direito da tela, no alto, clique em “Registre-se” – ao lado do desenho de um cadeado – e preencha os dados solicitados (nome, e-mail, crie nome para login a senha e data de nascimento). Clique em “”Continuar”.

- Vai abrir uma nova janela chamada “Criar uma Conta” com mais dados para preencher. Preencha todos os dados e não esqueça de clicar no quadradinho “Sim, eu gostaria de criar um blog”. Clicando no quadradinho, aparecerão os seguintes dados a preecher:

- URL do Blog (Pra entender o que é URL: a URL da Petrobras é www.petrobras.com.br. Então o que se pede, nada mais é do que você crio o endereço do seu futuro blog dentro do Culturadigital.br.

- Todo blog criado dentro da plataforma do Culturadigital.br começa com http://www.culturadigital.br/

O meu blog é http://culturadigital.br/juba7 Pra você fazer o seu, crie preencha a lacuna “URL do Blog” com a palavra que você quiser, seu nome, nome do projeto, enfim.

- Abaixo, preencha a lacuna “Título do Blog”, que é o nome que você quer dar para o Blog. O meu é “Conexão Amanajé”.

- Em seguida, responda a pergunta “Quero que o meu blog seja visível em mecanismos de busca, e em listas públicas pelo site.:”. Eu coloquei que sim mas você pode optar por não.

- Não esqueça de preencher aquela letrinhas solicitadas no pé da página e, para finalizar, clique em “Completar o Registro”.

Um mensagem deve aparecer dizendo:

“Inscrição completa! Conta criada com sucesso! Para começar a usar este site, você precisa ativar sua conta através do email que acabamos de enviar para seu endereço.”

- Vá para sua caixa de e-mail, o mesmo que você registrou no início do cadastro. Você deve receber em instantes um e-mail do “Cultura Digital” dizendo:

“Obrigada por registrar-se! para completar a ativação de sua conta e blog, clique no seguinte link:”

- Você, então, deve clicar no link que segue abaixo dessa frase. Pronto, seu perfil no Culturadigital.br está pronto.

No mesmo e-mail vem também a seguinte frase:

“Depois de ativar, você pode visitar seu blog aqui:”

http://culturadigital.br/juba7

Pronto. Você acabou de criar, também, o seu blog no Culturadigital.br.

Para acessá-lo, você pode clicar no link direto ou na home page, no canto superior esquerdo, escolhendo a opção painel para cair no administrador, lugar para publicar e gerenciar os posts e comentários:

Agora é só começar a editar o seu blog. Na primeira vez, ele já vem com algo escrito como exemplo. Você vai abrir o blog, acima estará o título que você deu e a frase “Só mais um blog do Cultura Digital”. Não se assunte, isso é padrão. Abaixo, você já terá seu primeiro post escrito como exemplo com os seguintes dizeres:

Olá, mundo!

junho 24th, 2010 by Juliana Bassetti

Bem vindo ao Cultura Digital. Este é o seu primeiro post. Edite ou delete para começar a blogar!

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- Clique em “Edit”, uma nova página abrirá com espaço pra você escrever. Apague o título “Olá, mundo!” e coloque o título que deseja para o seu primeiro post. Apague o texto “Bem vindo ao Cultura Digital. Este é o seu primeiro post. Edite ou delete para começar a blogar!” e escreva o texto do seu primeiro post. Terminou o texto? Clique em no botão azul “Atualizar”, no canto esquerdo superio e pronto, ele já vai estar no ar! Clique em “Visitar o site” para ver como ficou. Para escrever outro post clique em “Edit”. Ele vai abrir seu último post escrito. Não mexa nele. Apenas clique em “Novo Post” no canto superios direito ou em “Adicionar novo” na coluna à esquerda. Escreva o que desejar.

- Por fim, toda vez que você quiser entrar para escrever no seu blog, entre no site http://culturadigital.br, no canto superior esquerdo, coloque seu nome de usuário e senha – ao lado do cadeado. Se você quiser apenas visitá-lo, digite a URL (o meu, no caso é http://culturadigital.br/juba7) como qualquer outro site.

Espero ter ajudado.



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