Ir para o conteúdo
ou

Software livre Brasil

Twitter do CulturaGovBr

getaddrinfo: Name or service not known

Tela cheia Sugerir um artigo
 Feed RSS

Comunidade do Fórum da Cultura Digital Brasileira

19 de Julho de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

O Fórum  da Cultura Digital Brasileira é um espaço público e aberto voltado para a formulação e a construção democrática de uma política pública de cultura digital, integrando cidadãos e insituições governamentais, estatais, da sociedade civil e do mercado.


Transmissão participativa: Lawrence Lessig fala sobre vídeo online

22 de Fevereiro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Nesta quinta-feira, 25 de fevereiro, às 20h, o Professor de Direito em Harvard e um dos fundadores da Creative Commons Lawrence Lessig falará sobre vídeo e internet livre em debate promovido pela Open Video Alliance, nos Estados Unidos. A fala de Lessig será transmitida via webcast ao vivo no endereço: http://www.openvideoalliance.org/lessig e seguida de uma sessão de 30 minutos de perguntas e respostas interativas.

O evento será moderado por Elizabeth Stark, da Open Video Alliance. As questões poderão ser enviadas no chat e pelo uso da hashtag #wireside no Twitter. Na Casa da Cultura Digital a conversa será transmitida em uma sala, aberta aos interessados nas discussões sobre vídeo livre. O bate-papo é sobre copyright na era digital e o papel (e importância) de um conjunto de “regras” de uso justo que permita a utilização limitada de materiais em copyright sem requerer permissão dos detentores do direito, o que é essencial para comentários, críticas, atualização de notícias, remix, pesquisas, ensino e material de apoio escolar em vídeo.

A Casa da Cultura Digital fica na rua Vitorino Carmilo, 459, Barra Funda, próximo ao metrô Marechal Deodoro, em São Paulo. A confirmação de presença deverá ser enviada a Andressa Vianna no email venivideoverso@gmail.com.



Porque o google buzz ignora a privacidade da minha lista de contatos

22 de Fevereiro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Ultimamente tenho lido várias posts de pessoas que estão deixando de usar os serviços do google. Certamente a polêmica entrevista com Eric Schmidt (já comentada nesse blog) foi a gota d'água para a maioria dessas pessoas. Esse post de Alexandre Oliva, porém, aponta um outro motivo não menos importante ligado ao recém inaugurado google buzz.

Alexandre cita dois casos de "invasão de privacidade" promovidos pelo uso do google buzz. O primeiro é um relato de uma mulher cujo ex-marido teve acesso a comentários que ela fez no google reader para seu namorado.  O segundo é sobre jornalistas que tiveram sua lista de informantes publicada.

Me intrigou mais o segundo caso. O que aconteceu foi o seguinte: minha lista de contatos do gmail é um dado privado do qual só eu tenho acesso através de uma senha. A lista de contatos do google buzz, porém, é um dado público. Ao aceitar o uso do google buzz o usuário torna pública uma parte considerável (todos aqueles que também usam o google buzz) da sua lista de contatos privada. Não posso acreditar que os engenheiros do GOOGLE não tenham pensado nisso antes de lançar o programa. Que vantagem o google leva em publicar minha lista de contatos?

Uma possível resposta seria promover o próprio buzz: se mais gente estiver conectado com você via google buzz, mais interessante é o produto e maior a chance de você usá-lo. Mas isso não explica a importância da lista de contatos ser pública.

Meu palpite tem a ver com uma nova outra aplicação do google que me parece muito mais promissora do que o buzz: o google social search. A idéia do google social search é fazer buscas nos blogs de pessoas publicamente associadas a você direta ou indiretamente. Uma pessoa está ligada diretamente a você  de diversas formas: se você a segue no twitter ou no last.fm e sua conta do google está associada a uma dessas contas, se você segue algum blog dela etc.. Uma pessoa está ligada indiretamente a você se você está ligado diretamente a alguém que está diretamente ligada a você. Finalmente, uma forma de uma pessoa estar ligada publicamente a você é você segui-la pelo google buzz.

O sucesso do social search depende fundamentalmente da construção desse grafo de relações públicas entre pessoas. Infelizmente, para o google, pouca gente hoje segue blogs e menos gente ainda se deu ao trabalho de associar sua conta do google a sua conta do tweeter. Aí entra o buzz. Ao se tornar usuário do buzz você está automaticamente publicizando parte de sua lista de contatos e dando essa informação valiosa para o google.

Eu entendo que o social search será uma mega aplicação web. Uma dessas que não conseguimos mais viver sem. Porém, mais uma vez o google mostrou que, para ele, oferecer uma grande aplicação justifica o desprezo da privacidade de seus usuários. Repito, se você busca privacidade, talvez você não devesse estar usando serviços do google.



Ginga: Clube NCL de portas abertas

10 de Fevereiro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda
Clube NCL

Clube NCL

O Clube NCL, repositório de aplicações multimídia interativas escritas em NCL/NCLua, finalmente, abre suas portas. A partir de hoje, o Clube passa a aceitar o cadastramento de sócios brasileiros e estrangeiros que concordarem com os termos de uso publicados.

Em resumo, o “sócio” do Clube se responsabiliza totalmente pelo conteúdo NCL por ele submetido, escolhendo uma das licenças Creative Commons para seu compartilhamento.

Ao visualizar ou baixar um conteúdo NCL do Clube, todo visitante (sócio ou não), se compromete a seguir os preceitos descritos pela respectiva licença Creative Commons escolhida pelo autor daquele conteúdo.

A Comunidade Ginga é peça-chave para o sucesso do Clube. Todos estão convidados para colaborar, enviando seus conteúdos NCL e discutindo possíveis melhorias e novos serviços a serem oferecidos. Aguardamos seu comentário sobre o Clube no Fórum TVD em Geral da Comunidade Ginga.

Texto: Administração Ginga



CD.br: Sobre o Plano Nacional de Banda Larga

8 de Fevereiro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Plano Nacional de Banda Larga – PNBL

Posicionamento da Coordenação de Cultura Digital (SPC/MinC) / Rede CulturaDigital.BR

Avaliação do Cenário

Até o momento, o desenvolvimento da infra-estrutura e dos serviços de acesso banda larga à Internet conforme implementado pelas empresas atuantes no mercado têm evoluído, mas não da maneira como seria desejável, apresentando velocidades de conexão e qualidade de serviço abaixo dos padrões internacionais.

O mercado tende a atuar onde há desempenho econômico, e é preciso levar em conta o fato de que quase 50% da população brasileira ainda pertence às classes D e E, o que constitui uma barreira colossal para qualquer serviço com preços e tarifas definidos livremente pelas empresas, como é atualmente o caso.

Por isso, a formulação de um Plano Nacional de Banda Larga é uma excelente notícia: a importância que essa nova forma de relacionamento com o mundo adquire para os diversos aspectos da vida cultural, social e econômica, tornou a Internet uma ferramenta diária para diferentes tarefas ou funções, do lazer ao trabalho, assim como na possibilidade de livre acesso às novas plataformas de disponibilização de conteúdos públicos de educação, C,T&I, e de todas as dimensões da cultura.

Assim, entendemos que é preciso pensar o acesso à Internet como uma decorrência dos direitos fundamentais à liberdade de expressão, à informação, à cultura e à educação. Universalizar a banda larga é um imperativo ético dos nossos tempos.

Sobre o Processo de Formulação do PNBL

A formulação de uma proposta complexa como o Plano Nacional de Banda Larga demanda enorme articulação entre diversos setores, da engenharia de redes aos cálculos de custos nas diversas cadeias produtivas envolvidas, e por isso entendemos que torna-se difícil realizar as etapas iniciais de tal processo de maneira aberta e colaborativa na rede.

Entretanto, o MinC considera fundamental que se realize uma etapa de consulta pública sobre a proposta, de forma que todos aqueles que não participaram do processo de formulação tenham a oportunidade de se manifestar e se fazer ouvir na consolidação final do Plano.

Olhando da perspectiva da Cultura, podemos dizer que os serviços e aplicações que irão surgir nos próximos anos, especialmente aqueles relacionados a circulação de conteúdo audiovisual — os quais exigem o transporte de grandes volumes de dados — apresentam necessidades bem específicas. Trata-se de uma decisão estratégica levar em conta estas especificidades no momento em que estamos definindo um plano que irá formatar o ambiente digital brasileiro do século 21.

Além de engenharia e economia, é fundamental que se reflita sobre os desdobramentos dinâmicos da cultura digital, ou mais especificamente, sobre a cultura de uso das redes que se desenvolve no país. Em nossas reflexões e conversas com os diversos coletivos que atuam no setor, e no contato com parceiros internacionais, fica claro que a dinâmica da cultura digital brasileira é única, e deve ser tratada como tal.

Portanto, contamos com a sensibilidade de todos os envolvidos no processo de construção do PNBL, para que contemplem um momento de debate público para o projeto.

Diretrizes específicas

Em relação ao plano apresentado sugerimos 3 diretrizes que o setor de Cultura Digital, organizado na rede social culturadigital.br, considera fundamentais para um melhor aproveitamento das oportunidades que se apresentam neste momento para a formulação de projetos públicos envolvendo as tecnologias digitais e as redes.

1. Utilizar a rede pública para a conexão de prefeituras, a custos bem acessíveis, assim viabilizando às prefeituras ofertar o acesso à população, explorando novos arranjos de parceria público-privadas. Torna-se possível uma política nacional para as cidades digitais apoiada no protagonismo local, não só interligando os órgãos de governo, mas também plugando infra-estruturas de acesso comunitárias, e viabilizando projetos de acesso wireless público. Surge a possibilidade também de se criar serviços especiais para fomento à inovação, e cobrança diferenciada por conexões com velocidades mais altas, implementando modelos já conhecidos de subsídio cruzado.

2. Utilizar a rede pública para conexão de órgãos e iniciativas de educação e cultura –- escolas, bibliotecas, museus, pontos de cultura (mídia livre, livro e leitura) e espaços multi-uso MaisCultura — com redes de alta velocidade. Estes espaços tem a vocação de promover o uso qualificado das possibilidades da rede, explorando iniciativas de aproveitamento coletivo dos recursos de conexão. Uma vez ativados, estes equipamentos culturais podem hospedar servidores livres / públicos (em sintonia com a proposta de servidores livres em formulação pela Coordenação de Cultura Digital), e tambám atuar como pontos de distribuição para outras conexões públicas.

Os items 1 e 2 acima trazem como decorrência natural a possibilidade de se fomentar arranjos inovadores para a conexão da última milha (kilometro ou metro), que pode envolver soluções como redes mesh, utilização de faixas liberadas do espectro electromagnético para projetos de acesso wireless, e soluções envolvendo infra-estruturas comunitárias / compartilhadas de acesso.

3. Classificar a banda larga como um serviço público essencial, com status semelhante ao da telefonia fixa e aos fornecimentos de água e energia elétrica. Como serviço público, torna-se possível estabelecer obrigações de universalização, de preços e tarifas. É importante destacar que esta diretriz também está presente nas resoluções da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), e vale refletir se o dispositivo para esta definição do cenário estaria melhor situado no âmbito da regulamentação do Marco Civil da Internet.

Considerações Finais

Neste momento em que se discute a formatação do PNBL, é hora de garantir que o Estado assuma a responsabilidade pelo acesso residencial à Internet. Independente de possíveis variantes regulatórias, um princípio fundamental que deve nortear o PNBL deve estar ligado à definição do serviço : a decisão política de universalizar o acesso à banda larga passa por assumi-la como um direito dos cidadãos e, consequentemente, um dever do Estado.

Brasília, 04 de fevereiro de 2010

CulturaDigital.br

Este documento constitui subsídio preparado pela Coordenação de Cultura Digital (da Secretaria de Políticas Culturais / MinC) para a participação do Secretário Executivo do MinC, Alfredo Manevy, na reunião de ministros de estado sobre o Plano Nacional de Banda Larga – PNBL, realizada em 04/02/2010 — quinta-feira passada.

O posicionamento é formulado com base nos  (1) conteúdos do grupo e do blog relativo ao eixo infra-estrutura do ‘Fórum da Cultura Digital Brasileira’, nos (2) relatórios de Diogo Moyses, curador do processo colaborativo e das atividades relativas ao tema no ‘Seminário Internacional CulturaDigitalBR’, e (3) nas colaborações relativas ao tema ‘banda larga’ no âmbito dos debates para a formulação colaborativa do Marco Civil da Internet no Brasil.

Trata-se de utilização pioneira, por parte do Ministério da Cultura, do poder da articulação de redes sociais como a CulturaDigitalBR para a formulação de documentos pontuais relativos às políticas públicas específicas.



Fórum Social e o Dialógo Interplanetário de Cultura Livre

5 de Fevereiro de 2010, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Dos dias 25 a 29 de janeiro participei em Porto Alegre do Fórum Social Mundial com minha irmã. O fórum como um todo foi bastante prejudicado pelo fato de não possuir uma agenda unificada e, ao mesmo tempo, ter ocorrido espalhado por toda grande Porto Alegre. Com excessão do primeiro dia em que acompanhei o movimento de economia solidária na marcha de abertura em Porto Alegre, acabei ficando todos os dias em Canoas participando do Diálogo Interplanetário de Cultura Livre. Vou relatar brevemente o evento nas próximas linhas:

26 manhã: o professor Christophe Aguiton falou sobre cultura livre em termos gerais. Ele definiu alguns eixos principais do assunto e focou principalmente no que ele chamou de "novos individualismos".

26 tarde 1:  o professor Pablo Ortellado contextualizou históricamente o evento. Depois falaram o Sebastian da radio La Tribu e a professora Marilina Winik ainda sobre cultura livre.

26 tarde 2: O tema foi direito autoral. O professor Guilherme Carboni faloi sobre como as leis brasileiras tratam o tema. Me interessou aprender que para participar da OMC os países tem de aceitar diversas normas de direito autoral. O ministro da cultura em exercício José Vaz deu uma passada no evento para falar algumas palavrinhas sobre planos do governo com relação a direitos autorais. Segundo ele, esse assunto ficou em segundo pois estavam focados na lei Rouannet, mas que logo o governo deve olhar para o assunto com mais cuidado.

27 manhã:  O Renato Rovai contou a história da revista Fórum. O Alejandro (la tribu) e o Fernando (TV Antena Negra) falaram um pouco sobre a nova lei argentina de audio-visual. Minha impressão é que a defende a democratização dos meios de comunicação, mas não aponta os caminhos. Finalmente, a Carol do intervozes falou da CONFECOM e do esforço dos grandes meios de comunicação em boicotá-la.

27 tarde: O tema foi novos modelos de negócio. Um palestrante apresentou o red panal (um site de criação de música colaborativa). Em seguida o Fernando Anitelli contou a história do Teatro Mágico e de como eles se libertaram da dependencia das gravadoras. Por fim, o Allan de Rosa falou sobre a editora Toró e seus 10.000 exemplares produzidos e vendidos na periferia de São Paulo.

28 tarde: O grupo todo se reuniu para planejar um encontro de cultura livre a ser realizado ano que vem em São Paulo. Discutimos desde possíveis datas, formatos e formas de financiamento.

Veja outros materiais sobre o evento:



Tags deste artigo: cultura digital