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Estadão: Uma festa cada vez mais politizada

13 de Janeiro de 2010, 0:00 , por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
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domingo, 10 de janeiro de 2010 16:54
por
Rafael Cabral

A Campus Party, a maior festa de tecnologia do País, acontece entre os dias 25 e 31 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Conversamos com Marcelo Branco, organizador do evento e também do Fórum do Software Livre, para saber o que mudou nesses três anos da festa no Brasil e quais as novidades da edição deste ano.

No terceiro ano de Campus Party no Brasil, você já nota mudanças no comportamento dos frequentadores?
Sim. Na primeira edição, os frequentadores ainda não conheciam a festa, o que acabou gerando aquele estereótipo de ‘festa para fazer downloads em alta velocidade’, que nunca se concretizou. O evento caiu como uma luva no Brasil, pois havia uma grande demanda. Ao contrário da Campus Party da Espanha, onde a maior comunidade é a dos games, nós temos forte presença do pessoal do software livre, de blogueiros e dos envolvidos com web 2.0. Já no começo, carregávamos na discussão de temas sociais, como a liberdade da rede e a inclusão digital, e o interesse do pessoal só cresceu.

Qual a intenção de trazer o Kevin Mitnick, o mais famoso criminoso virtual dos EUA?

Muitos brasileiros, por falta de oportunidades, enveredam por esse caminho, então acho que o caso dele acaba servindo de exemplo. Ele é um ex-cracker que foi preso, se regenerou e hoje trabalha em uma empresa de segurança. É uma oportunidade de desmistificar a figura dos hackers, que foram os criadores da internet e cuja cultura está na base da rede.

O Scott Goodstein, estrategista da campanha Obama, vem mostrar um exemplo de sucesso de marketing 2.0 ou prenunciar o que virá neste ano eleitoral?
Os dois. Foi a presença do Obama na rede que garantiu a vitória dentro do Partido Democrata e que ajudou nas eleições. Com a mudança da lei eleitoral brasileira, a política vai tomar conta da rede na disputara presidente. Precisamos aprender com eles, que começaram com tudo isso. Essa vai ser uma campanha 2.0.


A festa está mais politizada?
Sim, mas pelas nossas características. Tanto na primeira festa quanto na segunda edição, a manifestação contra a lei de controle da internet do senador Eduardo Azeredo foi bastante marcante. Foi um projeto que passou por unanimidade no Senado, com todos os partidos votando a favor, e que nós conseguimos barrar através de ações que fizemos na Campus Party e também fora dela. Desde então, esses temas políticos só ganharam mais espaço.


Com a Lei Azeredo declarada inconstitucional e o Marco Civil caminhando, o clima deve ser mais otimista?
Não há dúvida. Vamos focar nesses temas que podem mudar radicalmente o caminho da rede por aqui, assim como nas oportunidades para o desenvolvimento do País. São quatro os projetos que vamos priorizar: o Marco Civil, a renovação da Lei de Direito Autoral proposta pelo Ministério da Cultura, a inclusão digital de deficientes e o controle da pedofilia, e, por fim, a universalização da banda larga. Queremos ver todos aprovados. Podemos virar referência de cultura digital, em um momento em que o mundo vive um fechamento. O Brasil pode virar exemplo.

Com esses projetos aprovados, o Brasil será exceção ou líder em cultura digital?
Líder, sem dúvida. Na economia, já somos a bola da vez, e isso também pode acontecer com a tecnologia. Em países como os EUA, essas reformas são mais difíceis, porque eles se beneficiaram muito dessa lógica do intermediário e têm um lobby forte. Já nós nunca ganhamos nada com isso. O Brasil tem que apostar no que é novo. Se der certo, vai ser um salto do século 19 para o 21. Não temos nada a perder.

 

O cracker mais famoso do mundo

Kevin Mitnick começou suas trapaças ao burlar um cartão de ônibus para não precisar pagar passagem e só parou quando foi preso em 1995 por invadir sistemas de operadoras de celulares e provedores. Depois de cinco anos na cadeia, Mitnick hoje trabalha em uma empresa de segurança. Ele foi convidado para a festa de 2009 para falar sobre sua trajetória e dar dicas de como se proteger de ataques.

 

Primeira eleição 2.0 do Brasil

A campanha de Barack Obama inaugurou o marketing 2.0 na política, e o estrategista Scott Goodstein era o responsável por ela. Com as mídias sociais, o atual presidente americano venceu a briga interna em seu partido e ganhou fôlego para a corrida presidencial, além de inflar a sua arrecadação e ficar mais próximo de seus eleitores. Uma palestra essencial neste ano eleitoral com novas regras para a internet.

Campus Party 2010 - O que vem por aí?

A Campus Party deste ano foi dividida em quatro áreas temáticas, que terão atividades durante as 24 horas do dia: ciência, criatividade, entretenimento digital e inovação. Além das palestras internacionais, a festa contará também com mesas para discutir temas que vão da robótica à realidade aumentada (que entra na programação pela primeira vez). Além delas, a Campus Party continua com setores dedicados ao software livre, desenvolvimento de web, design, fotografia, vídeo e música.


Além disso, a conexão disponível para os campuseiros mais interessados em se acabarem de tanto baixar conteúdo segue em velozes 10 Gbps, repetindo 2009.
O cadastro deve ser feito no site do evento. A entrada custará R$ 140, com mais R$ 15 para quem acampar por lá.

Fotos: Paulo Pinto/AE (20/01/2009), Marcio Fernandes/AE (12/12/2008) e Divulgação


Tags deste artigo: campus party estadão link estadão scott goodstein marcelo branco obama

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