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Cibermundi

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Cibermundi

27 de Maio de 2009, 0:00 , por Software Livre Brasil - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.

Este blog pretende funcionar como um espaço de discussão das questões relacionadas a cultura livre e colaborativa, representadas aqui sobretudo pelo defesa do software livre, do p2p e pela defesa do anonimato na rede. Ele é gerenciado por uma militante do software livre e aprendiz de historiadora, que desenvolve pesquisas sobre as implicações da cibercultura na contemporaneidade. Me interessa aqui, parafraseando o Wu Ming, atingir, pescar, distribuir, contar e, no fundo, pretender a dignidade para aqueles que defendem a liberdade na rede e fora dela.


Depois do Discografias foi a vez de Legendas Feijó

17 de Abril de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda
Depois de ter forçado o encerramento das atividades da comunidade Discografias, há cerca de duas semanas atrás, a Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM) tirou do ar nesta quinta-feira (26.03) o site Legendas Feijó. O site funcionava há cinco anos e por pressão da APCM foi retirado do ar ontem.
Ao abrirmos o endereço do site hoje é possivel ver a seguinte mensagem:


apcm.org.br nos tirou do ar, enviou um email pro host e este bloqueou o site.

Trocar de endereço e hospedagem custa uma boa grana, não pretendo fazer isso.

Muitos não consideram legendas pirataria, afinal, é quase uma arte (liguistica hehe). É uma pena, ficamos mais de 5 anos no ar...




Será que o Legendas seguirá o caminho da desobediência civil, tal como fez o Discografias ao retornar? Ou essa será mais uma vitória do movimento antipirataria encabeçado pela APCM?





Liberdade na rede ameaçada aqui e no Reino Unido

17 de Abril de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Acabei de ler no IDG Now! que existe uma pressão para que o PL do Senador Eduardo Azeredo seja aprovada na Câmara da Deputados em uma versão modificada, sem os polêmicos artigo 22, que obriga os provedores a armazenar nossas informações por três anos, e o 285-A, que tipifica como crime o acesso a informações protegidas.

O que ocorre é que esses artigos seriam retirados apenas por enquanto. Logo após a aprovação do projeto eles seriam reapresentados em um projeto complementar. No final das contas teríamos os nossos dados, acessos e conteúdos, armazenados por três anos e à disposição do governo. E tudo isso sem que seja discutido com as pessoas diretamente envolvidas, os usuários, que estão na iminência de perderem seus direitos.





No Reino Unido as coisas parecem caminhar para este rumo também. O JB ONLINE noticiou hoje que o governo britânico está estudando a possibilidade de monitorar os sites de redes sociais. O governo está preocupado com a possibilidade de que terroristas possam usar estas ferramentas tecnológicas. As informações repassadas dos sites para o governo seriam, portanto, apenas usadas para combater o terrorismo.

E porque não monitorar os telefonemas e e-mails também?
Tá certo. Conta outra!




Playboy disponibiliza de graça na web suas revistas publicadas entre 1954 e 2007

17 de Abril de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Li hoje no IDG Now! que todo o conteúdo das revistas publicadas pela Playboy entre 1954 e 2007 será disponibilizado de graça na web. Além das fotos, os artigos e anúncios que sairam nestas revistas serão também digitalizados e colocados à disposição dos internautas.




A digitalização das playboys já está sendo feita há cinco anos pela Bondi Digital Publishingh, empresa contratada pela Playboy para digitalizar todo o acervo de fotos e redigitar todos os textos.
Você poderá conferir as revistas através deste endereço: www.playboyarchive.com.

As revistas podem ser folheadas on-line como se fossem realmente folhas de papel. O único problema é que para vê-las é preciso baixar uma plataforma da Micro$oft, o Silverlight.




Software Livre para pessoas com deficiência visual

17 de Abril de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Essa semana recebi um e-mail via lista de discussão CMI enviado pela Elisa. O e-mail contém um artigo sobre um software livre para pessoas com deficiência visual, o NVDA. Estou, portanto, repassando aqui o conteúdo do artigo sobre o NVDA, que é de extrema importância para colaborar na inclusão digital de pessoas com deficiência. Segue abaixo o texto:

"Introdução.

Existem leitores de telas livres e gratuitos para o sistema Windows. Alternativos, portanto, aos leitores tradicionais e de custo alto. Estes, como qualquer tecnologia proprietária, causam freqüentemente dificuldades, quando não inviabilizam devido ao seu alto custo, a contratação de pessoas com deficiência visual por empresas que, naturalmente, preferem contratar funcionários que exijam os menores custos possíveis para desempenharem suas funções. Tais empresas não adotariam sistemas operacionais e tecnologias livres unicamente por causa da necessidade ou preferência de poucos funcionários.


Vamos agora apresentar uma solução promissora nesse ramo: o leitor de telas NVDA, sigla em Inglês para "Acesso Não-Visual ao Ambiente de Trabalho".


Faremos uma introdução descrevendo brevemente o que é, como surgiu, os objetivos do NVDA e, ao final, mostraremos rapidamente como instalar o programa.


Essa introdução é indispensável para situar o leitor no contexto, no funcionamento do projeto e facilitar o entendimento das coisas adiante.


Faremos aqui menções a vários sistemas, softwares e organizações na Internet. Para saber os endereços das mesmas, consulte, por gentileza, as referências ao final deste artigo.


História: Como Surgiu o NVDA?

O NVDA foi iniciado em meados de 2006, pelo jovem australiano Michael Curran, de apelido Mick (pronuncia-se maik). Mick então cursava o segundo ano de bacharelado em Ciência da Computação, mas muito tempo antes ele já percebera as distorções e mazelas que cerceiam o acesso das pessoas cegas, mais especificamente no campo tecnológico.


Sendo ele cego, foi obrigado a comprar um leitor de tela comercial para uso pessoal, profissional e estudantil. Apesar de esse leitor proporcionar acesso relativamente ótimo aos computadores que Mick precisaria usar, com o passar do tempo e convívio com pessoas em situação semelhante mundo afora, pelo menos três problemas ficaram claros para ele:

O alto custo financeiro desses produtos impõe sérias restrições a muitas pessoas, de maneira calamitosa, nas nações menos afortunadas do planeta.

Questão de ordem técnica, diz respeito ao condicionamento dos usuários cegos às políticas e idéias das empresas específicas que desenvolvem o software assistivo. Por mais excelentes que sejam as soluções encontradas por um determinado fabricante de software, cada pessoa em particular, como usuária e também consumidora, sempre ficará insatisfeita com algum detalhe, isso porque essas soluções geralmente são designadas para atender a todos de modo genérico e não específico. Como a licença desses softwares é quase sempre restritiva, torna-se impossível a cada usuário ou grupo de usuários adaptarem o software em questão àquela necessidade em específico.

Finalmente, o principal problema envolve aspectos morais e éticos. No caso que estamos tratando, não é justo que as pessoas cegas tenham de providenciar sozinhas os meios necessários e arcar por si só com os custos das soluções assistivas, para dispor de acesso às mesmas informações que as demais pessoas dispõe proporcionadas pela tecnologia. Sabendo disso, muitos optam por adquirir cópias ilegais desses softwares, o que, por um lado ameniza os gastos financeiros, mas de outro mantém a sujeição desses usuários às políticas do fabricante daquele software, além de ferir a licença outorgada por esse fabricante.

Objetivos e Princípios do NVDA.

Em razão de tudo isso, Mick resolveu abandonar por completo a faculdade de Ciência da Computação e dedicar-se a um projeto capaz de solucionar esses e outros problemas de quem necessita trabalhar em sistemas Windows, que são dominantes entre os sistemas proprietários atuais.

Para atingir esse objetivo, Mick decidiu iniciar o desenvolvimento de um leitor de telas para Windows, estabelecendo alguns princípios básicos a serem seguidos:

O leitor deve ser gratuito, com o fim de facilitar a disponibilidade do mesmo e o acesso de qualquer pessoa aos mesmos sistemas dos demais leitores de tela sem custos adicionais e exorbitantes;

O leitor deve ser licenciado de modo a que qualquer pessoa capaz do mundo possa contribuir para a melhoria e aperfeiçoamento deste, como adaptá-lo às necessidades específicas e redistribuí-lo, se for o caso.

O leitor deve sempre permanecer aberto a novas idéias, sugestões e experimentos provindos de todas as partes do mundo, a fim de não limitar-se ao que já foi tentado nos produtos comerciais similares.

O leitor deve, na medida do possível, seguir um "design" de fácil entendimento para programadores iniciantes, sem deixar de oferecer uma arquitetura poderosa e flexível ao máximo, que permita melhorar e implementar mais recursos e portar o programa para outros dispositivos e sistemas proprietários, quando for o caso.

Mick chamou, então, esse leitor de "Non Visual Desktop Access" ou NVDA, e escolheu como licença a largamente reconhecida e consagrada GPL (sigla em Inglês para "LICENÇA PÚBLICA GERAL GNU"), de autoria da Fundação para o Software Livre e adotada pelos sistemas GNU/Linux e outros.

Como linguagem de programação ele escolheu a Python, uma linguagem de fácil aprendizado e ao mesmo tempo riquíssima em recursos, usada inclusive internacionalmente por muitos professores universitários para introduzir estudantes de ciência da Computação ao universo da programação de computadores.

Conseqüências das Iniciativas Adotadas.

Por fim, Mick e alguns conhecidos fundaram recentemente a NV Access (acesso não visual), organização não-governamental sem fins lucrativos, destinada a desenvolver projetos e tecnologias livres que facilitem a acessibilidade para pessoas cegas e de baixa visão.

Como resultado dessa postura comunitária e cooperativa do autor e dos amigos mais próximos que o ajudaram no começo, após seis meses desde o início do projeto e divulgação do mesmo, o NVDA já contava com um pequeno time compromissado de desenvolvedores e as primeiras traduções para outros idiomas começavam a surgir.

Hoje faz cerca de um ano que Mick tomou a iniciativa e a popularidade do projeto surpreende a cada dia, crescendo como que em progressão geométrica. Já existe tradução para Português do Brasil. As qualidades técnicas de performance, estabilidade e o grau proporcionado de acessibilidade melhoram notoriamente a cada nova revisão lançada.

Como Conhecer e Instalar o NVDA.

Aqueles que necessitem de uma solução aos moldes do NVDA, ou simplesmente querem experimentar, podem instalá-lo em poucos passos:

Acessem esta página:
www.nvda-project.org/snapshots <http://www.nvda-project.org/snapshots> . Aí se encontra a versão mais recente do programa. Recomenda-se sempre instalar uma versão nova, porque ela, geralmente, é mais estável e possui mais recursos que as anteriores.

Não se assuste caso não souber ler em Inglês; acesse o primeiro link da página que se chama "installer", para baixar um instalador automático do NVDA. Essa forma de instalar é ideal para quem não tem ou não sabe se tem um descompactador de arquivos no sistema, ou quer garantir que os arquivos sejam colocados nos lugares exatos.

Salve o arquivo em uma pasta qualquer, vá até ela, execute o arquivo, responda a qualquer pergunta se realmente deseja executá-lo e a instalação começará.

A outra forma de instalar é o segundo link da página acima informada, chamado "zip archive" que baixa um arquivo compactado. Ele é ideal se você prefere escolher com mais segurança a pasta onde quer instalar o programa e deseja fazê-lo de modo mais transparente:

Salve o arquivo e descompacte-o numa pasta vazia. Sugerimos C:\nvda, mas pode ser outra qualquer.

Desligue o seu leitor de telas, caso esteja usando algum e execute o arquivo nvda.exe, pressionando enter ou clicando, a depender do seu caso;

O NVDA toca então algumas notas musicais, começa a falar fazendo algumas perguntas. Basta ir dando continuidade pressionando enter até o final da instalação;

Ao final ele mostra uma janela contendo informações básicas para quem nunca trabalhou com ele. Use as setas para ler.

A voz padrão é o sintetizador Espeak. Você pode trocar de idioma teclando o comando CONTROL+SHIFT+V. Pode escolher também outro sintetizador teclando CONTROL+SHIFT+S.

Referências.

Explicaremos posteriormente o muito mais que se pode fazer com o NVDA, esse leitor fantástico que tantos problemas nos vai resolver. Por ora, você pode ler os documentos referenciados nesse artigo e que são bastante explicativos:

Sítio oficial do NVDA, em Inglês: www.nvda-project.org
<http://www.nvda-project.org>

Sítio brasileiro da linguagem de programação Python:
www.pythonbrasil.com.br <http://www.pythonbrasil.com.br>

Sítio da ONG NV Access, em Inglês: www.nvaccess.org
<http://www.nvaccess.org>

Licença Pública Geral GNU, tradução para Português:

http://www.magnux.org/doc/GPL-pt_BR.txt

Página pessoal de Michael Curran, em Inglês: www.kulgan.net/mick
<http://www.kulgan.net/mick>"





Discografias - O Retorno!

17 de Abril de 2009, 0:00, por Software Livre Brasil - 0sem comentários ainda

Com menos de 24 horas após o encerramento forçado de suas atividades, a comunidade de músicas do orkut, Discografias, volta a funcionar. Ela foi reaberta por novos moderadores e já conta com mais de 7 mil membros.




O tópico que mais recebeu posts na reabertura da comunidade foi o tópico intitulado PROTESTO CONTRA APCM. Até este exato momento ele conta com 298 postagens em apoio ao protesto. O tópico foi aberto com um texto manifesto escrito por um dos usuários da comunidade, Felipe. Neste texto ele propõe aos demais membros a construção de manifestações em cada estado em prol do direito de acessar as músicas. Segue abaixo o manifesto:

PROTESTO CONTRA APCM (leiam tudo, por favor)
.

Eles começaram a guerra e a gente tem força o suficiente pra continuá-la e vencê-la.Como se não bastasse o tipo de música que andam nos empurrando, agora tiram também a possibilidade de procurarmos e encontrarmos boa música. Muitos dos CDs disponibilizados para download estão hoje fora de catálogo em suas gravadoras, as pessoas que querem isso, vão agora pagar uma fortuna em sebos, pois, são raridades, os donos de sebos já sabem quanto custa cada obra que ele possui, são inteligentes, e o preço de um disco de vinil lançado em 1950 é hoje mais caro que um CD que lançou ontem, e qual é o lucro que as gravadoras obtêm com isso? Nenhum. Porém, eles nos tiram a oportunidade de ouvir música. A música é uma arte, e ela não pode simplesmente morrer com uma geração, ainda dizendo dos álbuns que estão fora de catálogos, muitos não possuem nem projeto de remasterização e relançamento em CD e qualquer do tipo.

Não bastando só isso, há também os milhares de adolescentes que não possuem dinheiro pra comprar todos os CDs que querem, e também não vale a pena pagar por um CD sem saber como ele é, pagar por um CD e por fim não gostar, pra isso existia os downloads, eu mesmo quando baixava, quando gostava e me interessava, procurava pra comprar, ou em vinil ou em CD, porém, eu não trabalho ainda, não tenho dinheiro pra bancar a arte que tanto amo, a música, e eles estão tirando esse direito da gente, o direito de ter cultura.

Estão tentando nos fazer seres que não pensam, desprovidos de cultura e de arte porque as músicas que eles empurram para meninas dançar em boates são músicas que denigrem a imagem da própria mulher, músicas que às vezes fazem apologia as drogas e ao crime, e isso eles não proíbem, milhares de vendedores ambulantes ganhando dinheiro com algo pirata eles também não proíbem, e é agora que a pirataria vai crescer, quem pirateia tem suas fontes, eles não vão deixar de fazer os milhares de CDs piratas por conta que uma comunidade deixou de existir, eu mesmo me candidataria a doar o meu acervo pra eles piratearem, só pra sacanear com essa gente que nos tira o direito de ouvir música.

Em tempos de ditadura, artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Raul Seixas, Geraldo Vandré, entre outros, eram caçados pela censura por causa de letras inteligentes, ainda em 80, bandas como Legião Urbana e RPM tinham suas músicas proibidas de radiodifusão e execução pública, letras inteligentes e não de apenas revoltas adolescentes, hoje músicas que possuem como frase: ‘se a buceta ta doendo eu vou meter na sua bunda’ e ‘vai rolar um adultério’ fora muitas outras tocam por aí numa boa.

Eles enfim conseguiram fazer o queriam, a ditadura é agora e não há anos atrás, conseguiram fazer uma geração que não fala quando vê descaradamente um político roubando dinheiro do povo, uma geração que não protesta contra seus direitos e tudo o mais, que assiste a tudo na poltrona em frente a TV e dá risada como se fosse algum filme de comédia, algum programa de cunho humorístico ou coisa e tal.

Venho através desse dizer minha proposta e tentar contar com a ajuda de vocês pra que isso mude, a proposta é a seguinte: Encontrarmos um representante em cada estado e marcarmos encontros, combinando dia, local, sairmos nas principais avenidas e coisas do tipo com cartazes e prol do nosso direito de ouvir música. Pode parecer bobagem, mas não podemos nos manter calados diante do que está acontecendo, e nem podemos ficar apenas discutindo via internet, não, eles não ouvirão, a APCM conseguiu o que queria, uma repercussão nacional pra mostrar que a comunidade saiu do ar, pra mostrar que a tal APCM trabalha, agora é a nossa vez, vamos mostrar que temos todo o direito de ouvir música, e que compartilhar cultura não é crime, crime é vender cultura, como vendedores ambulantes fazem.




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