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Scribus

7 de Dezembro de 2009, 0:00 , por Desconhecido - | Ninguém está seguindo este artigo ainda.
O Scribus é um aplicativo de Desktop Publishing de código aberto. Versões nativas do programa estão disponíveis para Linux, Unix, Mac OS X , OS/2 e Windows, possuindo recursos avançados de layout, similares aos encontrados no Adobe PageMaker, QuarkXPress e no Adobe InDesign.

Videos tutorias sobre deskop publishing com software livre

15 de Fevereiro de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

TutorFree é Um blog que sempre acompanho e considero ótimos os vídeos tutorias do autor. Veja pela tags no blog, para cada um desses softwares:

Scribus Inkscape Gimp Office

Também vale destacar outros endereços sobre o Scribus:

Gostaria ainda de sugerir:

 



Desktop Publishing com software livre

14 de Fevereiro de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Esse artigo, também, está publicado em: Passos para gerar um impresso no Linux.

O objetivo é uma explicação detalhada do uso do software livre na pré-impressão de publicações em gráficas.

Introdução:

Vamos usar alguns programas, como o Inkscape, o Gimp, o LibreOffice e o Scribus. Para perfeita compreensão, vamos classificar cada um:

Primeiro de tudo, vamos definir o formato da revista. Vamos fazer uma revista no tamanho A5, usando uma página A4 aberta, para que possamos imprimir em nossa impressora deskjet.

Vamos definir o corpo da nossa revista!

Já que estamos na fase da definição dessas características, que vão ditar todo o restante do processo, vamos determiná-las no Scribus.

Definindo o formato, margens e disposição das páginas.

tutorialscribus001.jpg

A página na tela, pronta para começar a trabalhar.

tutorialscribus002.jpg

Definindo as Guias, importantíssimo para uma boa diagramação.

tutorialscribus003.jpg

Uma coisa que pouca gente se preocupa, na hora de produzir um impresso, são os aspectos visuais principais do trabalho. Com isso acabam perdendo muito tempo. No Linux então, se tudo não for bem definido com antecedência, pode ter certeza que você vai ter um trabalhão para corrigir depois.

Vamos fazer essa revista então como um folhetim, de 4 páginas, formato A4 em paisagem. Vamos fazer usando o texto qualquer. Vamos pegar ilustrações e imagens e compor a "revistinha".

Agora é a parte do texto.

tutorialscribus004.jpg

Mas... por que usar o OpenOffice para digitar os textos se eu posso fazê-lo diretamente?!

Simples! No OpenOffice que você tem várias funções para correção de texto, textos automáticos etc... Afinal ele é um programa para processamento de textos.

Ao escrever, na maioria das vezes, é necessário se dedicar a ideia escrita e não ao seu aspecto visual. É melhor separar as coisas mesmo.

Depois de definido o Texto, vamos ao trabalho com a diagramação dele no Scribus...

Veja como são formados os blocos de texto. Aqui, como queremos fazer uma revistinha, é preciso levar em conta a dobra da página e o sentido da leitura, assim temos que a primeira página dobrada é a segunda metade da primeira página aberta, a segunda página dobrada é a primeira metade da segunda página aberta, a terceira página é a segunda parte da segunda página aberta e a quarta página dobrada é a primeira metade da primeira página aberta.

tutorialscribus005.jpg

Antes de importar o texto do OpenOffice, vamos definir o Estilo de parágrafo.

Aqui definimos muitas coisas, como Capitulação, distancia entre parágrafos, recuos, kerning, famílias de fonte, cores etc. Facilitando a vida de de quem trabalha com vários tipos de texto.

tutorialscribus006.jpg

Agora sim, selecionamos a terceira coluna de texto da primeira página, que é aquela qual será o começo da primeira página dobrada. E nela usamos a opção "obter texto".

tutorialscribus007.jpg

Usando agora a ferramenta de conexão de textos, vamos fazendo o fluxo de leitura, clicando a sequência de como o texto flui de uma coluna para outra, inclusive de uma página para outra.

tutorialscribus008.jpg

A próxima fase é definir os elementos gráficos que irão compor o trabalho, como fundos, retângulos, ilustrações e imagens.

Uma coisa importantíssima: Vamos fazer uma ilustração para o Logotipo de Revista.

Sabemos que vamos usar uma folha A4, em formato paisagem dobrada ao meio. Ou seja, cada página da revista vai ser do tamanho A5 no fim.

Por esse motivo, vamos ter ciência que temos uma área de 148x210mm aproximadamente, para cada página.

Ao criar uma ilustração vamos usar como base esse tamanho, já que é o tamanho do impresso.

Levar isso em conta ajuda muito na hora de saber qual o tamanho que vamos exportar o arquivo em bitmap para não precisar re-escalonar o desenho, perdendo qualidade se acabarmos exportando em baixa resolução o desperdiçando processamento e memória exportando em resolução alta demais.

No Inkscape vamos fazer duas coisas. A primeira é um logotipo cheio de efeitos para a primeira página, a outra é uma miniatura simples desse logo, apenas com o contorno. Uma será exportada em bitmap, a outra em vetor.

Assim, no Inkscape, configuramos a página para o formato A5.

tutorialscribus009.jpg

Elaboramos o logotipo cheio de efeitos, degradês e sombras, coisas que PRECISAM, leiam bem, PRECISAM ser exportadas para bitmap, já que um dos maiores problemas em se reproduzir ilustrações corretamente é o de coisas como degrades, transparências e sombras (drop shadows) não serem bem reproduzidas ou nem saírem no impresso.

tutorialscribus010.jpg

Agora vejam a vantagem em se trabalhar tendo em mente todos os aspectos do impresso. Basta selecionarmos a resolução desejada (300ppi o caso) para exportar um arquivo de ótima qualidade, já no tamanho correto para impressão.

tutorialscribus011.jpg

Agora criamos o quadro de imagem no Scribus e importamos o PNG exportado (em RGB, diga-se de passagem) pelo Inkscape.

tutorialscribus012.jpg

Nem é preciso se preocupar muito com o tamanho desse quadro, depois de importar a imagem basta selecionar - ajustar quadro a imagem, usando o botão direito sobre o quadro.

tutorialscribus013.jpg

A outra parte feita no Inkscape será o vetor simples do logotipo. Criamos a o logo e ajustamos a página ao tamanho do desenho dessa vez, já que vamos salvar o próprio SVG.

Lembrem-se de salvar o SVG como SVG Plano, para que não hajam problemas de compatibilidade com o Scribus, isso vale para exportar o SVG para ser usado no CorelDraw ou Illustrator por exemplo.

tutorialscribus014.jpg

Agora importando o SVG diretamente para o Scribus, basta posicioná-lo corretamente. Ele já está no tamanho correto para a diagramação.

tutorialscribus015.jpg

Outra bitmap feito no Inkscape agora é usado como decoração do cabeçalho, nenhum segredo, basta criá-lo também no tamanho do impresso que não haverão problemas com resolução.

tutorialscribus016.jpg

Próximo passo, as imagens:

No Gimp, vamos abrir uma imagem qualquer... e fazer um pequeno efeito de nada...

Primeiro abrimos a imagem e ajustamos os níveis... coisa básica mesmo.

tutorialscribus017.jpg

Depois vamos fazer esse efeito de inverter as cores de parte da imagem... sempre funciona.

tutorialscribus018.jpg

Novamente com o Quadro de Imagens, vamos importar a foto.

tutorialscribus019.jpg

Note que nos campos de propriedades é possível ajustar bastante coisa, assim como a resolução da imagem diretamente...se colocarmos 300ppi em resolução, ele já vai ajustar o tamanho automaticamente! Clicar com o botão direito na imagem e selecionar "Ajustar Quadro à Imagem" é sempre necessário após o ajuste de resolução.

Coisa importante!!! Caso você tenha seu sistema baseado em gerenciamento de cor, então você precisa ativar o gerenciamento de cores no Scribus também! Através do menu de preferências.

tutorialscribus020.jpg

Aqui você consegue selecionar os perfis ICC instalados (no Linux estão em /usr/share/colors/icc) e fazer o SoftProof, que é a simulação do resultado de impressão na tela. Mas note que para isso seu monitor precisa ter sido medido, bem como seus dispositivos de entrada, como os scanners.

Nessa parte você pode também pedir para que o Scribus alerte sobre qual cor do seu trabalho está fora do Gamutt atingido pelo dispositivo ao qual você pretende enviar o trabalho. Mostrando que determinada cor NÃO vai sair impressa da maneira que você vê. O resultado é esse:

tutorialscribus021.jpg

Com tudo determinado, agora é a hora de preparara o arquivo para impressão... ao clicar tanto em imprimir, quanto visualizar impressão ou fechar em pdf, o Scribus executa o Pré-Flight, que vai dar uma geral no arquivo e ver se tem alguma coisa que vá causar um possível problema. Como resoluções baixas demais, links de imagem faltando ou excesso de texto nos quadros (texto for da página), transparências quando se usa PS ou PDF versão 1.3 ou abaixo etc...

tutorialscribus022.jpg

Aqui a pré-visualização da impressão... note as opções de ativar cada um dos canais CMYK.

tutorialscribus023.jpg

Aqui somente com o Ciano ativado.

tutorialscribus024.jpg

Magenta

tutorialscribus025.jpg

Amarelo

tutorialscribus026.jpg

e Preto

tutorialscribus027.jpg

Perceberam que, em nenhum momento foi citado CMYK no Inkscape ou no Gimp? As imagens importadas estão totalmente em RGB, somente RGB, é na hora da impressão que o Scribus se encarrega de separar as cores, aplicando ou não os perfis necessários para a conversão, mais próxima o possível, da capacidade de reprodução do dispositivo de saída.

Por último, as opções do fechamento de PDF, selecionado a saída para impressora, várias opções aparecem, inclusive a de selecionar perfis ICC para as imagens, caso eles não tenham sido determinados antes. Ou mesmo aproveitar, ou não, o perfil já existente de uma imagem em CMYK.

tutorialscribus028.jpg

No fim, esse seria o fluxo de qualquer trabalho gráfico feito no Linux.

Revistas, Jornais, Embalagens, Livros, catálogos...todos seguem um fluxo bem parecido, somente mudando a quantidade de trabalho que se gasta em cada uma das fases.

Nota do autor: Não olhem esse tutorial sob um enfoque de design daquilo que está sendo apresentado. Afinal, eu não sou um profissional de arte...

Apêndice

PNG: Portable Network Graphics

É um formato de Bitmap (imagem). Exatamente como JPG ou GIF, porém com uma diferença drástica, ele não possui perda de qualidade e ainda tem um ótimo nível de compactação.

O único problema dele é que demora mais para carregar na memória.

RGB: Red - Green- Blue

É a famosa característica do comportamento da Luz, descoberta por Sr. Isaac Newton.

O espectro visível de luz se divide em refrações distintas, que podem ser observadas e medidas por determinadas frequências.

Descobriu-se então que existem três frequências de irradiação de luz que, se combinadas com diferentes intensidades, podem formar praticamente todas as cores visíveis aos nossos olhos.

Por exemplo, um facho de luz Vermelha emite apenas a luz vermelha, agora se jogarmos um facho Azul no mesmo local, a cor que aparece é a Magenta.

Essa descoberta tornou possível a criação de projetores de imagens, filtros de separação de cores (a base do início da produção gráfica e da fotografia) a emissão de raios catódicos (Televisores) e, enfim, a representação virtual de uma imagem em uma tela de computador.

Quando você vê uma imagem no seu monitor ela está representada por pontos (pixels) cada ponto tem um valor correspondente de R, G e B, que variam de 0 (preto) a 255 (valor máximo) possibilitando 256³ cores possíveis.

Veja nesse esquema simplificado como as cores por emissão de luz se combinam. Essa tipo de obtenção de cores se chama Síntese Aditiva.

tutorialscribus029.jpg

CMYK: Cyan - Magenta - Yellow - Black (Key)

Agora que falamos da obtenção de cores através da emissão de luzes, vamos falar da obtenção de cores através da mistura de tintas e sua aplicação em suportes, como telas, paredes ou papéis.

Todas as cores impressas, pintadas ou aerografadas. são baseadas no esquema chamado: Síntese Subtrativa.

Ela é exatamente o oposto da Síntese Aditiva, onde fachos de luz se misturam e causam a ilusão da sensação de cor. Na Subtrativa, pigmentos de diversas cores podem ser misturados e através da observação deles de uma determinada distância, esses pigmentos se misturarem e formarem a ilusão da sensação de cor não através da emissão, mas sim da reflexão da luz.

Sendo através da reflexão, as cores são filtradas do espectro de lux branca do ambiente pelos pigmentos e pelos veículos das tintas, os quais retornam aos nossos olhos novamente como difrações de R,G e B.

Assim, as cores básicas da Síntese Subtrativa seriam as cores secundárias da Síntese Aditiva, e vice versa. Sendo Ciano, Magenta e Amarelo essas cores.

Como na Síntese Aditiva, o Branco é o resultado da soma das três cores básicas (RGB) na Síntese Subtrativa, o Preto seria o resultado da soma das cores das tintas.

Porém, esse processo ainda não é tecnologicamente alcançado, por uma limitação das próprias condições de impressão, dos tipos de pigmentos usados, dos suportes e outros fatores diversos. Isso quer dizer que misturando Ciano, Magenta e Amarelo deveríamos obter o preto, mas não é isso o que acontece, se obtém sim, um Marrom-Café bem escuro, mas não o Preto.

Com isso nasceu a necessidade de se usar uma nova separação baseada em Ciano, Magenta e Amarelo, porém adicionando o Preto como uma cor chave (Key), aquela que vai dar contraste e balanceamento a todas as cores.

Veja o esquema teórico da Síntese Subtrativa:

tutorialscribus030.jpg

Relação RGB - CMYK

Agora sim, dá pra explicar o que vem a ser arquivos em RGB e arquivos em CMYK.

Quando temos imagens armazenadas no computador, elas geralmente têm sua representação colorimétrica através do RGB. Quando for criada a linguagem de impressão PostScript, a qual seria responsável por dar saída aos dispositivos de geração de filmes e chapas, Percebeu-se a necessidade de se converter as imagens para a representação CMYK.

Porém, os aplicativos de fechamento de arquivo não tinham dentro deles a capacidade de converter automaticamente esse esquema de cores, portanto, era necessário fazer isso antes da diagramação. Então nasceram funções dentro dos programas de imagem que convertiam e criou-se os jargões de Arquivos em RGB e arquivos em CMYK.

Pois bem, o que vem a ser essa conversão e porque ocorrem problemas quando ela não é feita?

Como se percebeu, cada cor RGB tem seu oposto em CMYK, as cores que se complementam.

Para criar uma chapa em ciano por exemplo, é feito um cálculo para se obter o ciano que será necessário, para isso, ponto a ponto a imagem é lida e Ciano é (em porcentagem) o contrário do Vermelho

C = 1 - R

O mesmo acontece com o Magenta e com o Amarelo

M = 1 - G

Y = 1 - B

Essa conversão é básica e é facilmente obtida na hora de se fechar os arquivos. Porém, antes do Scribus, o que acontece se você colocar uma imagem em RGB em uma diagramação? A cor Preta fica sem um canal próprio, assim a imagem fica com uma aparência horrível, sem contraste e o preto vira um Marrom-Café escuro, devido às limitações técnicas já citadas.

Para isso é necessário um novo cálculo, para obter o Preto, que chamaremos de K (cor chave, "Key Color")

K = menor entre (C,M, e Y)

C = C - KM = M - KY = Y - K

Pronto. A cor já está convertida em CMYK. E é essa conversão que está embutida nos arquivos de imagem CMYK.

Fora do Scribus, os outros aplicativos de fechamento vão requerer que as imagens e os objetos estejam no formato CMYK para que a impressão seja correta.Mas isso é somente causados pelos seguintes fatores.

Má Cultura:

  • Interesse em manter as coisas do jeito que estão
  • Continuar vendendo programas que convertam para CMYKPortanto não existe razão para continuar brigando com o Gimp e como Inkscape por geram imagens apenas em RGB, o Scribus é o aplicativo responsável pelo fechamento e ele faz isso automaticamente.

SVG (Scalable Vector Graphics)

Diferente de imagens em bitmap, que descrevem seu conteúdo através de um mapa de bits, ponto a ponto, existe um tipo de arquivo que descreve o seu conteúdo através de cálculos matemáticos, descrevendo como são feitas as retas, as curvas, os preenchimentos, os textos, os degradês e os mais diversos elementos da composição.

Esses são os arquivos vetoriais. São geralmente adotados por programas de ilustração e de desenho.

O SVG é um formato padrão, recomendado pelo W3C e utilizado pelo Inkscape.

NOTA: Um outro detalhe, ao importar um SVG para o Scribus, não é interessante deixar que ele converta automaticamente as cores para CMYK. O ideal é ir em Editar > Cores e converter as cores RGB em CMYK na mão, porque algumas marcas dependem de um padrão correto dos pigmentos de cores.

Trabalhando com CMYK

Quanto a conversão da informação em CMYK existem diversos fatores, não basta converter a imagem pra visualiza-la em CMYK se o padrão ICC do seu monitor e da sua impressora não estão ajustados.

O Scribus já suporta 100% o ICC e o Gimp, também, tem gerenciador de cores com suporte aos perfis ICC há algum tempo, apenas para o preview; sendo que existe a previsão do Gimp passar, também, a ter nas próximas versões.

Ambos utilizam o LittleCMS para o gerenciamento de cores.

Contudo, em ambos os casos parece que a precisão é somente voltada à impressão, sendo a visualização na tela é meramente aproximada, embora bem aceitável. Para realmente visualizar CMYK na tela, é preciso ter:

  • Monitor de alta qualidade
  • Processo de impressão controlado
  • Provas digitais de alta definição
  • CMS (color managment system) totalmente calibrado (monitor, scanner e impressoras)

O Inkscape, também possui gerenciador de cores para visualização das imagens como serão impressas, além do CMS, onde se pode selecionar as cores CMYK baseadas em um perfil de cores carregado. O Inkscape só não dá saída CMYK.

O Linux prove ótimo suporte ao CMYK, ele por enquanto e acessado via linha de comando, através do programa ImageMagick.

convert arquivo.svg -colorspace cmyk -intent <intencaodereenderizacao> -profile perfillimpressora.icc arquivo.png

Isso e mais do que suficiente para converter uma imagem do Inkscape de RGB para CYMK.

Mas, porque esse suporte não fica embutido dos programas se é tão simples?!

A Equipe do Gimp defende que a conversão em CMYK deve ser feita apenas na hora da impressão, não durante a edição do arquivo, porque no monitor, CMKY é uma conversão ilusória, sem sentido, pois nunca pode-se obter a emissão subtrativa através de uma síntese aditiva de cores.

Nota do autor: CMYK é importante só na hora de separar os arquivos em chapas diferentes... O resto é simulação... O RGB é o melhor meio de se referenciar a cores no computador. Ponto passivo. Mas quando for imprimir, aí é outra história.

Uma das principais criticas ao uso do Gimp e do Inkscape, são eles nativamente trabalharem somente com o RGB.

Mas eles apresentam o ciano X magenta Y amarelo Z preto W nas suas paletas, mas a separação de cores fica a cargo de programas específicos, como o Scribus ou que façam reticulagem.

O Scribus é quem tem realmente um suporte ao CMYK porque é o único que precisa ter.

Ainda sim, antes de colocar as imagens produzidas no Inkscape ou no Gimp dentro de uma página editada no Scribus, é preciso converte-las em CMYK..., porque ele gera o chamado PostScript (ps, eps ou pdf) que é uma linguagem de descrição de páginas adotada pela maioria dos sistemas de impressão.

O Scribus, precisa trabalhar em CMYK, porque é ele quem imprime.

Reticulando com o Ghostscript

O Ghostscript, é um programa de código livre, capaz de substituir caríssimos RIPS, gerando uma saída reticulada, pronta para virar chapa.

Para instalar, no Ubuntu, basta procurar pelo pacote ghostscript na Central de Programas Ubuntu ou no Synaptic; caso prefira instalar pelo linha de comando no Terminal, use o comando:

sudo apt-get install ghostscript

O uso do Ghostscript é somente pelo Terminal:

gs -sDEVICE=pngmono -r300 -sOutputFile=ripagem.png teste.pdf

Trabalhando em DTP no Linux

Alguns conselhos para um bom trabalho em DTP no Linux:

  • Cria suas ilustrações no Inkscape e evite exportar para PS, exporte tudo como png
  • Trate suas imagens no Gimp e salve-as em png
  • Dê um simples comando, chamado convert (do programa ImageMagick) para converter em .tif

convert imagemdoinkscape.png -colorspace cmyk imagemdoinkscape.tif

convert imagemdogimp.png -colorspace cmyk imagemdogimp.tif

Após esse processo, se pode usar as imagens no Scribus e proceder o fachamento de sua diagramação.

Visualizando níveis de CMYK

No Gimp, Selecione sua imagem, escolha Filtros > Cores > Decompor

Existem várias opções, selecione CMYK e mande separar canais por camadas.

Feito isso, vá em Imagem > Modo > RGB

Vá no Menu Camadas e verá que existe o negativo de cada chapa da foto.

Em cada camada aplique uma máscara, nas opções da máscara, diga para copiar escalas de cinza da imagem, faca isso para os 4 canais.

Feito isso, crie uma camada branca (simula o papel) e jogue ela para o fundo.

Preencha a imagem (e não a máscara) de cada uma das chapas com a cor daquela camada (preencha com preto a camada do preto, com amarelo a camada do amarelo e assim por diante).

Depois de preencher, mude o modo de cada camada para Multiplicar

Agora, de aplicar mascara em cada uma das camadas

Pronto! Agora é só selecionar Camadas > Cores > Curvas para brincar em cada canal CMYK.

Todo esse processo equivale ao plug-in Separate, que pode ser baixado e usado no Gimp.

Esse plugin separa a imagem nos tão aclamados canais CMYK, mas ainda assim a imagem será salva em RGB, porém, com a vantagem de ter aplicado o perfil ICC desejado e feito a sua correção das cores...

Ainda sim, antes de passar a imagem para o fechamento, é necessário alterar o espaço de cor da imagem com um simples comando de linha pelo Terminal, usando o programa ImageMagick:

convert colorspace cmyk imagem.tif imagem.tif

Gerando arquivos .pdf para gráficas pelo Scribus

Deixe 5mm de sangria na caixa de diálogo para criação de novos documentos.

Após, siga os passos abaixo:

  • Vá em Arquivo/Exportar/Salvar como PDF

  • Normalmente será aberto o Verificador pré-publicação; se não houve quaisquer erros nele, avance
  • Na janela que abrirá depois Salvar como PDF, escolha o nome do arquivo de saída, e verifique abaixo disso se vc quer que seja tudo colocado num PDF só, ou se vc prefere que seja um arquivo em PDF por página, marcando ou não essa opção

  • Verifique que a qualidade de compressão está em "máxima"
  • Vá na aba fontes e clique em incorporar todas as fontes, pra ter certeza de que teu documento abrirá sem erro de fonte faltando quando chegar na gráfica

  • Depois disso, vá na aba cor e, em intenção de saída escolha impressora; isso indicará o Scribus a incorporar o perfil CMYK no documento (normalmente o Coated Fogra 27)

  • Depois, vá na aba pré-impressão e deixe marcados os itens Miras de corte, barras de cor e miras de registro

  • Na mesma aba, um pouco mais abaixo, deixe marcada a opção usar sangrias do documento e verifique que são do mesmo tamanho que vc indicou quando criou o documento (os tais 5mm)

  • Agora é só clicar em salvar e ele criará teu PDF pronto pra gráfica

Fonte e adaptação

http://listas.softwarelivre.org/pipermail/inkscape-brasil/2011-April/012026.html

Sugestões

 Segue uma relação de dicas disponibilizadas por usuários em diversos locais.

Vídeos tutoriais

Leituras recomendadas

Fontes e adaptação

 Notas

  • No tópico deste tutorial, situado no link supracitado, o autor, disponibiliza o conteúdo: "Mas, é claro, se quiserem se utilizar do conteúdo deste tópico sintam-se a vontade."

  • Todo esse material apenas foi wikificado das respectivas fontes citadas.

  • Toda a informação contida nesse wiki é de responsabilidade do autor, então considere que suas respectivas informações técnicas devam ser levadas em consideração.

  • Esse wiki foi submetido a um parecer nas listas de discussão:

 Créditos

Autor: Theomagus (Orkut)

Data: 30/09/2010

Mantenedor(es): RicardoJorge



Tratamento de imagem no Scribus

11 de Fevereiro de 2012, 0:00, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

Um ótimo recurso presente no editor de página Scribus é o tratamento de imagem. Naturalmente, não é tão completo quanto um programa específico de tratamento de imagem; mas facilita e muito a finalização de um arquivo, dentro do próprio paginador e sem a necessidade de recorrer a softwares externos. Mas o Scribus, oferece também a [...]



Tags deste artigo: desktop publishing scribus