
Quando Fernando, vocalista do Teatro Mágico, subiu no palco instalado nas Docas, não imaginava que logo depois assistiria um dos shows mais emocionantes que já presenciei. Sem os companheiros de banda, Fernando segurou sózinho o espetáculo. O mais impressionante é que o Teatro Mágico não toca nas rádios, não paga "jaba", não integra a lista de queridinhos da Globo, mas a multidão conhecia suas letras e cantava alto sem nenhum constrangimento. O Teatro Mágico é um fenômeno da rede. Mostra como a Internet está permitindo superar o controle da indústria de intermediação.
Quando achava que o show ia acabar, subiu no palco o GOG, certamente o maior rapper do país. Improvidando junto com uma brilhante rapper da argentina, fizeram uma recombinação musical ao vivo. A galera delirou. Jamais imaginei que assistiria um remix do Teatro Mágico com Gog. Sensacional.
Ao final, Gustavo, Fernando, do Teatro Mágico, e Gog combinaram com o pessoal do Greenpeace de visitar hoje o barco que os ambientalistas utilizam nas lutas contra a devastação da Amazônia.









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