TV digital chega a João Pessoa
June 18, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
Capital da Paraíba é a 20ª cidade brasileira a transmitir sinais de alta definição.
A chegada da TV Digital à cidade de João Pessoa (PA) foi formalizada nesta quarta-feira (17/06), quando o ministro das Comunicações, Hélio Costa, recebeu os representantes de três emissoras de TV locais para a assinatura da consignação de canais de TV Digital, em Brasília (DF).
A capital da Paraíba é a vigésima cidade brasileira a transmitir sinais digitais de alta definição. Em pouco mais de um ano e meio, o sinal digital já cobre 15 capitais e quatro cidades polo brasileiras. A meta do governo, segundo o ministro Hélio Costa é levar o sinal digital a todas as capitais até o fim do ano.
A Assinatura dos Termos de Consignação dos Canais Digitais para Emissoras de Televisão foi realizada junto às emissoras Televisão Cabo Branco Ltda, afiliada da Rede Globo, Empresa de Televisão João Pessoa Ltda, afiliada da Rede Record, e Televisão Tambaú Ltda, afiliada do SBT.
A TV Cabo Branco já transmite o sinal digital em caráter experimental e, a partir da quarta-feira, passa a transmitir em caráter definitivo a sua programação digital.
Fonte: Idgnow
Brasil quer sistema nipo-brasileiro de TV digital na América do Sul
June 17, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
O governo do Brasil está trabalhando para criar um sistema regional sul-americano de TV digital com base no modelo nipo-brasileiro. A estratégia é centrar forças de imediato nas negociações com os governos da Argentina, Chile e Equador para depois, em um segundo momento, ampliar as investidas para outros países da América do Sul. Para reforçar o lobby, a Embaixada do Japão reunirá amanhã, em Brasília, embaixadores de países sul-americanos para apresentar o padrão japonês de TV digital com as inovações tecnológicas desenvolvidas no Brasil.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que é provável a adoção do sistema nipo-brasileiro pela Argentina e Chile, o que, na opinião dele, tornará mais fácil a adesão dos demais países da região. Neste caso, Costa considera inclusive a possibilidade de o Uruguai e a Colômbia voltarem atrás na opção já feita pelo padrão europeu.
"Estamos concentrando nossos esforços na Argentina, Chile, Equador e Peru, partindo do pressuposto de que, se você sensibilizar esses países, na verdade, você praticamente cria um sistema regional e seria muito mais fácil para os outros países aderirem", afirmou o ministro em entrevista à Agência Estado.
Com a eventual criação do sistema regional, o mercado de televisores e de conversores digitais pode dobrar de tamanho para o padrão nipo-brasileiro. A demanda brasileira é de 10 milhões de aparelhos por ano e a de toda a América do Sul é de cerca de 20 milhões. "O Brasil está de olho neste mercado", afirmou o ministro.
Por enquanto, só o Peru seguiu o Brasil e adotou o padrão japonês. A previsão de Costa é de que a Argentina anuncie sua opção pelo sistema nipo-brasileiro logo depois das eleições parlamentares deste mês. O que pode estimular, na avaliação dele, uma decisão na sequência também pelo Chile.
Costa disse que, na viagem que fez ao Chile em abril, pôde constatar que já há uma opção técnica pelo sistema nipo-brasileiro, com apoio de parlamentares, radiodifusores e indústria. Faltaria apenas uma decisão política. As negociações com o Equador e com Cuba, segundo Costa, também estão avançadas e com o Paraguai já foram iniciadas.
A Venezuela, por sua vez, chegou a anunciar que adotaria o sistema chinês, mas Costa confia na "boa relação" entre os dois países para convencer o governo venezuelano a integrar o sistema regional. "Nossa proposta é uma proposta bolivariana de integração latino-americana da TV digital", afirmou.
O Uruguai, segundo Costa, ainda não tomou nenhuma medida para implantar a TV digital, o que, em tese, permite uma mudança de decisão. "O Uruguai, no mínimo, vai ter que pensar duas vezes se vai continuar", afirmou. A mesma situação ocorre com a Colômbia. Costa disse que recebeu informações do governo colombiano de que está disposto a voltar a conversar com o Brasil sobre o assunto.
Para convencer os países vizinhos, o governo brasileiro aposta na possibilidade de reverter os ganhos de escala na produção para baratear o preço dos aparelhos. Atrativos tecnológicos, como mobilidade (televisão pelo celular) e alta definição de sons e imagens, também são usados como argumento.
Costa, que foi o principal defensor do sistema japonês no processo que antecedeu a decisão pelo Brasil, em 2006, diz que o padrão americano não oferece mobilidade e que o padrão europeu não tem alta definição. "Quem vai querer ver a Copa do Mundo (de futebol) sem uma imagem límpida e cristalina?", questiona. Costa ressalta ainda o fato de que o sistema japonês não implica em pagamento de royalties.
fonte: yahoo tecnologia
EUA encerra transmissões de TV analógica nesta sexta
June 12, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetÀ meia-noite desta sexta-feira, todas as emissoras de TV aberta e a cabo norte-americanas vão encerrar suas transmissões analógicas e colocar os Estados Unidos no mapa dos primeiros países a ter a TV digital como realidade diária. As transmissões de tevês norte-americanas passarão a ser digital, mas estima-se que pelo menos três milhões de domicílios vão amanhecer sem tevê, segundo a Associação Americana das Emissoras de TV (NAB, da sigla em inglês). São donos de TVs analógicas que não compraram os conversores (vendidos entre US$ 50 e US$ 80 no país) ou mesmo proprietários de tevês de alta definição que desprezaram o fato de que seus aparelhos precisavam de equipamentos extras, como cabos para transmissão digital ou antenas especiais. Entre os sem-tevê, segundo estimativas do governo, deverão estar telespectadores mais velhos e os que não falam inglês (e preferem os canais em espanhol já disponíveis na tevê norte-americana, que não veicularam as campanhas oficiais sobre a TV digital). Além de os mais pobres (que não possuem TV a cabo e cujos aparelhos são analógicos com antena externa) e moradores de áreas rurais. Há ainda 440 mil domicílios que entraram no programa do governo que subsidia a compra dos conversores (com até US$ 40 de desconto, dependendo da tevê), mas ainda não comparam os aparelhos. Ainda que esta fatia de 2,5% do mercado de tevê norte-americano despreparado para a realidade digital esteja abaixo das estimativas, o fato é que se espera, no sábado de manhã, um festival de telefonemas para as empresas de serviços especializadas em consertos e reparos de tevê. É que muitas casas compraram os conversores, mas ainda é incerto se a tradicional antena para os sinais analógicos vai funcionar a contento com os sinais digitais. A maioria dos telespectadores norte-americanos, no entanto, deverá fazer a transição sem maiores problemas.
Anote aí: o ProTIC vai muito além da TV Digital
June 9, 2009, by PSL-Brasil - No comments yetDepois de esperar quase dois anos pela institucionalização do Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (ProTIC), agora,a meta é não perder tempo na definição da formação do seu Comitê Gestor, formado por integrantes da Casa Civil da Presidência, dos ministérios de Ciência e Tecnologia, das Comunicações e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além da Finep e do BNDES. "Difícil dizer uma data, mas espero que já tenhamos a constituição definida em um mês", afirma Augusto César Gadelha Vieira, Secretário de Políticas para Informática, Ministério de Ciência e Tecnologia. Segundo o decreto publicado na úçtima sexta-feira, 05/06, que criou oficialmente o ProTIC, caberá ao MCT o "apoio administrativo e técnico e dos meios necessários à execução dos trabalhos do comitê gestor".
Para assumir essa função, o MCT criou o CTIC - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação , dentro da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, como uma unidade de custo.
O ProTIC
E o que é exatamente mais esse programa? Algo criado exclusivamente para incentivar o desenvolvimento da TV Digital no país? "Não é só para TV Digital, é para toda a área de TICs, embora seja de fato uma herança da negociação da TV Digital", diz Gadelha.
"Quando assinamos o memorando de entendimento com o Japão, havia lá a identificação de um centro de Desenvolvimento de TV Digital no Brasil. Inicialmente, pensou-se em fazer um Instituto de Televisão Digital. Mas estamos falando de um segmento que, na verdade, comporta várias tecnologias que não são aplicadas apenas a ele. São tecnologias de informação e comunicação", continua Gadelha.
Para ele, se chegou a conclusão que "criar uma espécie de CPqD das TICs seria um esforço grande, demorado, que precisaria da autorização do Congresso, realocação competências existentes no Brasil nas Universidades, centros de pesquisas e empresas para esse centro, fora as discussões grandes de onde sediá-lo... Vários estados estavam querendo o centro. Com tudo isso, a criação física do centro seria contraproducente", salienta Gadelha.
Diante disso, o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital decidiu que seria mais interessante, a criação de um centro de articulação das competências existentes no país para o segmento, reconhecendo que ele envolveria tecnologias, as quais não precisariam estar limitadas ao escopo da TV Digital, de interesse imediato, mas estivessem ligadas a todo o segmento da informação e da comunicação.
"Criamos então uma rede virtual e mecanismos de condução e coordenação desse ambiente distribuído de pesquisa e desenvolvimento. o ProTIC foi criado então para institucionalizar esse processo e facilitar a liberação de recursos por parte do BNDES, da Finep, do CNpq e assim por diante, como já acontece hoje com outros programas de incentivo como o ProNex", reforça Gadelha.
O ProtIC, portanto, dará a base legal para alocação de recursos e para governança. O seu comitê gestor, formado inicialmente só por membros do governo, definirá na prática a alocação de recursos para o desenvolvimento de tecnologias prioritárias para o país.
Como o ocorrido com o Comitê Gestor da Internet, há praticamente quinze anos atrás, que precisava institucionalizar ações já correntes na Fapesp e na RNP e cuidar da governança da Internet, o PtoTIC chega para institucionalizar ações já em andamento na RNP.
O CTIC
Mais adiantado, o braço operacional do ProTIC, o CTIC, não ficou parado nos últimos dois anos, esperando a formalização do programa. Ainda em 2008, fez um edital que já resultou na formação de seis redes de competência para o desenvolvimento de tecnologias e produtos a serem licenciados pela indústria atuante no Brasil nas áreas de codificação, transmissão, recepção, acesso, interatividadee middleware.
Ao menos cinco dessas redes _ a de middleware (maior delas), terminais de acesso, microeletrônica (o famoso SoC - System on Chip), H264 e antenas inteligentes _ já estão em pleno funcionamento, segundo Nelson Simões, diretor geral da RNP, após a primeira liberação de recursos este ano."O ProTIC nos dá mais segurança para prosseguir com essas ações", afirma o executivo da RNP.
A rede do middleware Ginga envolve mais de 19 instituições, coordenadas plea PUC-Rio, segundo o professor Luis Ferando Soares, encarregadas do desenvolvimento de produtos e do aperfeiçoamento do sistema criado no país, reconhecidamente o mais avançado hoje, no mundo.
"Estamos tratando de criar uma comunidade no país bastante ativa, para gerar confiança de todos no middleware e garantir a sua evolução", diz Gadelha.
Essa rede do middleware está encarregada da resolução de três pontos:(1) a criação de um conjunto de ferramentas para o suporte a autoria e difusão de dados em conformidade com o middleware Ginga; (2) o desenvolvimento do middleware Ginga para plataformas ligadas a Internet, visto que grande parte das emissoras também disponibiliza seus conteúdos nessas redes; (3) e a demanda por mecanismos que facilitem a instanciação do Ginga em diversas plataformas, sistemas de comunicação e dispositivos, notadamente de seu núcleo comum (Ginga-CC).
E subdividiu seus trabalhos em dois projetos: GingaRAP (tecnologias de suporte a autoria de aplicações) e GingaFrEvo (desenvolvimenyto de um framework de evolução da tecnologia Ginga, onde está alocado o projeto Ginda CDN, do qual já falamos aqui).
Do GingaRAP sairão a GingaSuite (suite de ferramentas integradas para autoria e difusão de dados em conformidade com o ambiente declarativo do Middleware) e o Ginga-WAC (um conjunto de módulos para autoria e anotação colaborativa de conteúdo no lado do cliente, integrado a outras ferramentas; e um conjunto de boas práticas para avaliação de acessibilidade de conteúdo e da interação para TV digital2).
Do GingaFrEvo sairão evoluções do Ginga propriamente dito, como o GingaMPB (distribuição e Recepção de Conteúdo Ginga-NCL em Multiredes; o GingaCDN (desenvolvimento de componentes do middleware Ginga _ Ginga-NCL, Ginga-J e Ginga-CC _ e de ferramentas para seu uso; o GingaForAll (arquitetura e ferramenta para concepção de linhas de produtos do Ginga-CC) e o GingaAiyê (especialização do Ginga-CC para aplicações não convencionais).
O ProTIC e o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital
Ah! Que fique bem claro. O comitê gestor do ProTIC não é e não será um substituto do Comitê de Desenvolvimento do Governo Federal, criado no início do processo de implantação da TV Digital no Brasil.
"O Comitê de Desenvolvimento quem convoca é o Ministro das Comunicações. É ele o coordenador. Ele é importante para a tomadas de decisão que fortaleçam, politicamente, ações que deverão ser conduzidas pelo Fórum SBTVD com relação a propriedade intelectual, controle de cópias, etc", explica Gadelha.
TV Digital: Sai, enfim, o decreto que cria o ProTIC
June 5, 2009, by PSL-Brasil - One commentLevou mais tempo do que o esperado - é aguardado pelo mercado desde agosto de 2008, mas o governo publicou nesta sexta-feira,, 05/06, no Diário Oficial da União, o decreto que cria o Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, o ProTIC. Com o objetivo de incentivar projetos de pesquisa, o programa quer dar especial atenção ao Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. Segundo o decreto, o ProTIC contará com um comitê gestor, formado pela Casa Civil da Presidência, pelos ministérios de Ciência e Tecnologia, Comunicações e Desenvolvimento, além da Finep e do BNDES. Esse comitê gestor vai estabelecer os critérios para aprovação e aplicação dos recursos do programa.
Caberá ainda a esse comitê gestor promover estratégias de articulação de programas, projetos e atividades desenvolvidas nas áreas de atuação do ProTIC; propor diretrizes para o estabelecimento de redes de colaboração em pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias digitais, em particular sobre TV Digital, e promover a cooperação internacional.
Na prática, a gestão ficará com o Ministério da Ciência e Tecnologia, responsável pelo "apoio administrativo e técnico e dos meios necessários à execução dos trabalhos do comitê gestor do ProTIC".
As despesas também correrão pela dotação orçamentária do MCT, além do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT e do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações - FUNTTEL. O ProTIC também poderá receber recursos adicionais do CNPq, da FINEP e do BNDES, bem como de outras instituições nacionais e estrangeiras.





