TV Digital: Band e RedeTV vão à Justiça pela multiprogramação
July 7, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
Com o interesse manifesto de virem a oferecer multiprogramação na TV Digital, a Band e a RedeTV, por meio da Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra), entidade que representa as duas emissoras, ingressaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta segunda-feira, 06/07, com ação onde pedem que seja suspensa a restrição às emissoras comerciais de utilizarem o Sistema Brasileiro de TV Digital para oferecerem mais de um canal aos telespectadores.
A ação é, na prática, um pedido de tutela antecipada para que sejam suspensos os efeitos do artigo 10.3 da Portaria 24/2009, do Ministério das Comunicações, que trata da Norma Geral para Execução dos Serviços de Televisão Pública Digital.
O artigo questionado - último do texto - limita a multiprogramação às TVs públicas, ao definir que "a multiprogramação somente poderá ser realizada nos canais a que se refere o art. 12 do Decreto no 5.820, de 29 de junho de 2006 [trata dos quatro canais digitais a serem explorados diretamente pela União], consignados a órgãos e entidade integrantes dos poderes da União". Para a Abra, o tratamento não pode ser diferenciado.
"O próprio ministro das Comunicações declarou que não era contra a multiprogramação. Esperávamos que ele modificasse a portaria ou, como prometeu, que encaminhasse o assunto ao Congresso Nacional. Como nada disso aconteceu, entramos com a ação", justifica o vice-presidente da Abra, Frederico Nogueira, em entrevista ao Convergência Digital.
O executivo sustenta que durante a escolha do padrão de TV Digital, a opção daquele com maior poder de compactação - o MPEG4, do padrão japonês, e não MPEG2, usado na Europa e nos Estados Unidos - foi fortemente influenciada pela possibilidade de as emissoras usarem a ferramenta para oferecerem multiprogramação.
Segundo Nogueira, apesar da ação ser da Abra, entidade que congrega Band e RedeTV, há outros interessados em oferecer mais de um canal. "O presidente da Record já disse que tem interesse, a MTV também, assim como a TV Gazeta. A própria Globo diz que quer gerar uma programação diferenciada no oneseg (TV Digital no celular), mas isso também não será possível da maneira como está colocado", lamenta o vice-presidente da Abra.
O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, já declarou que há temores jurídicos de se permitir a multiprogramação pelas emissoras comerciais, pois a lei impediria uma mesma concessionária de gerar dois sinais em uma mesma localidade. Para Nogueira, no entanto, esta restrição não existe. !Não concordamos com essa avaliação e entendemos que não há amparo legal para isso", afirma.
Costa prometeu que o Ministério das Comunicações teria uma regra específica para as emissoras comerciais pouco tempo depois de publicado o decreto que definiu a multiprogramação para as TVs públicas. Depois voltou atrás e adiou o tema, alegando que ele seria discutido em profundidade durante a Conferência Nacional de Comunicação, pré-agendada para acontecer em dezembro. Isso porque o governo quer maturar um pouco mais o debate. Até lá, as TVs públicas estão liberadas para fazer a multiprogramação.
Outro argumento utilizado contra a multiprogramação nas TVs comerciais é o receio de que os canais sejam 'alugados' a terceiros. Para Nogueira, da Abra, essa questão poderia ser facilmente superada com regras específicas. "Se for assim, que se ponha a proibição com regras, mas não ao ponto de limitar a multiprogramação", sustentou.
Fonte: Convergência Digital
TV Digital: Universidade da Paraíba libera beta do OpenGinga
July 3, 2009, by Miguel Matiolla - One comment
O Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), coordenado pelo professor Guido Lemos, anuncia a liberação da primeira versão beta do código-fonte do software OpenGinga, implementação de referência do Ginga-J para PCs com Linux, já com as primeiras implementações de funcionalidades da nova API JavaDTV, definida em conjunto pelo Fórum SBTVD e a Sun Microsystems.
Distribuido sob licença GPL para uso não comercial. o OpenGinga é resultado de projetos anteriores da UFPB e segue sendo desenvolvido, atualmente, por integrantes do projeto GingaCDN, parte do projeto Ginga FrEvo, no âmbito do ProTic, em parceria com a empresa Mopa Embedded Systems, que já trabalha no desenvolvimento de implementações do middelware Ginga para conversores fixos e móveis.
Para quem chegou agora, o OpenGinga é uma plataforma de software para desenvolvimento de middlewares compatíveis com o Ginga, o padrão do Sistema Brasileiro de TV Digital. A idéia é permitir que os desenvolvedores de aplicações para TV Digital tenham um contato inicial como um ambiente que emula um terminal de acesso (Set-Top Box), de forma a difundir o middleware entre desenvolvedores de aplicações, sem a necessidade de um terminal de acesso.
Guido Lemos explica que esta é a primeira versão do OpenGinga liberada para o público. Durante os próximos meses, com o fim da consulta pública do Ginga-J na ABNT e a publicação da especificação, novas funcionalidades serão lançadas. Objetivo é ter, o quanto antes, uma implementação de referência do Ginga-J, incluindo a integração com elementos de hardware de forma a permitir a exibição de vídeos de alta definição e recepção de sinais de TV Digital por radiodifusão.
Uma primeira oficina com esta versão OpenGinga já com as APIs JavaDTV foi realizada no 10o Fórum Internacional de Software Livre, semana passada, em Porto Alegre.
Quem quiser ir se familiarizando com a tecnologia pode fazer o download do programa no site do projeto (http://www.openginga.org).
Fonte: Convergência Digital
TV Digital: Articulações para uso de WiMAX 700 MHz como canal de retorno avançam
July 2, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
O Ministério da Ciência e Tecnologia e a Casa Civil trabalham na elaboração de um White Paper, a ser apresentado ao WiMAX Fórum, em setembro, a tempo de ser apresentado na WiMAX Conference, no fim de outubro, em Taiwan, descrevendo o modelo proposto e a viabilidade de desenvolvimento e produção de um chip a ser embarcado no conversor para uso do WiMAX na frequência de 700MHz como canal de retorno da TV Digital.
Por conta disso, a Casa Civil, na figura de seu assessor especial da ministra Dilma, André Barbosa, já iniciou as discussões no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (ProTIC). O intuito é assegurar recursos públicos para a criação de um consórcio de universidades brasileiras interessadas em desenvolver a tecnologia no menor espaço de tempo, com maior qualidade.
"Queremos fazer com essa questão do canal de retorno o mesmo que já fizemos com outros aspectos da TV Digital, mobilizando as universidades e centros de pesquisa do país", explica.
Esse consórcio, segundo André Brabosa, tem grandes chance de ser apoiado pelo WiMAX Fórum, do qual participam grandes empresas como a Motorola, a Intel, etc. Tudo dependerá do quanto o Brasil avançará na proposição até setembro.
"Acreditamos que temos condições técnicas de resolver essa questão, provar que há viabilidade para o desenvolvimento e escala para produção", atesta André Barbosa.
Já faz algum tempo que o WiMAX Fórum decidiu apoiar o desenvolvimento de produtos para a freqüência de 700 MHz. A idéia é expandir as possibilidades de padrões tecnológicos abrindo, assim, novas oportunidades de mercado.
Também já há algum tempo, a entidade anunciou planos de ter um laboratório de certificação credenciado no Brasil, a exenplo do que já acontece em outros países da Europa e da Ásia.A Casa Civil já arregaçou as mangas. Resta saber o quanto de apoio terá na empreitada.
Sabe-se que um primeiro rascunho do paper já está circulando entre membros da equipe inicial do projeto que, sabidamente, envolve pesquisadores da USP e Unicamp, com apoio da Intel.
Fonte: Convergência Digital
Cristina de Luca:TV Digital, Brasil e Japão preparam ingresso do Peru no Grupo Técnico de Cooperação
June 22, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
O Japão é favorável. O Brasil acredita que, indiretamente, pode aumentar a atratividade do padrão Nipo-Brasileiro em outros países da América Latina, como o Equador, cuja delegação participa entre hoje a quarta-feira (dias 22 a 24 de junho) se um seminário técnico informativo sobre o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, promovido pelo Fórum SBTVD. Por isso, dos dois já acataram e começaram a preparar o ingresso do Peru no Grupo Técnico de Cooperação (GTC) que trata da harmonização das das normas brasileiras e japonesas de TV Digital, com ênfase nos pontos comuns do ISDB-T Internacional .
"A próxima reunião do GTC será em Lima, no Peru", informa Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD. "Nela começaremos a discutir uma estrutura que permita a participação de outros países", explica.
A intenção é que outros grupos que decidam adotar o padrão nipo-brasileiro possam, caso queiram, se beneficiarem também dos avanços técincos gerados a partir dos trabalhos do GTC.
Além de externar o desejo de trabalhar em conjunto com o Brasil eo Japão, formando um grupo que incentive a adoção do padrão nipo-brasileiro por todos os países da América Latina e sediar o próximo encontro do GTC, a delegação peruana que esteve no Brasil no início do mês pretende criar no país um fórum semelhante ao Fórum SBTVD, para conduzir a migração da TV analógica para a digital no país vizinho.
Sobre o Equador
A delegação em visita ao país é A delegação é formada por executivos da rede de televisão Canal Uno e representantes da Gama TV, da TC Televisión, da RTS Red Telesistema, da Telerama, TV Satelital e da coordenadoria da General de TV Satelital. Na agenda, além do seminário restrito ao grupo de radiodifusores, visitas a universidades, emissoras e fábricas de equipamentos.
Fonte:Convergência Digital
TV digital é um dos temas do III Encontro de Software Livre (ENSOL).
June 19, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
Prossegue nesta sexta-feira (19), na Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, o III Encontro de Software Livre (ENSOL). O evento, que vai até domingo (21), este ano tem como tema: "Liberdade no Extremo" e se consolida no calendário de eventos de Tecnologia da Informação (TI) mais importantes do mercado.
Nesta sexta-feira (19), o destaque será a palestra sobre o "Desenvolvimento Colaborativo de Software para Televisão Digital: Open Ginga um estudo de caso", com o professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Guido Lemos, no auditório principal da Estação, a partir das 11h, logo após o credenciamento dos inscritos.
O palestrante apresentará os projetos de desenvolvimento colaborativo de software para televisão digital FLEXTV e OpenGinga, os problemas encontrados, soluções adotadas e lições aprendidas. A experiência com os projetos executados serviu de base para a proposta do GingaCDN, cujo objetivo é de estruturar uma fábrica de software baseada em tecnologias Web.
Na sala 1 da Estação Ciência, o palestrante Mauricio Linhares vai falar sobre o "Melhoramento nas Performances de Aplicações da Web". De acordo com Maurício Linhares, existem diversas formas de melhorar a performance de uma aplicação web, mas a maior parte delas se baseia na alteração do código que está atualmente sendo executado, o que nem sempre é uma opção para todos os casos. "Felizmente, com um pouco de criatividade, conhecimento sobre o protocolo HTTP e algumas pequenas alterações é possível melhorar consideravelmente a performance de uma aplicação", comentou Linhares.
Na palestra, Linhares apresentará técnicas simples que fazem uso das possibilidades definidas no protocolo HTTP para aumentar a performance da aplicação alterando pouco ou nada do que o usuário já fez. Serão mostradas um conjunto de dicas fáceis de serem implantadas e que podem desafogar os servidores.
Na sala 2 da Estação Ciência, a partir das 14h, o palestrante Leandro Almeida falará sobre "Single Packet Authorization - Aumentando a segurança no SSH". Muitos administradores necessitam acessar suas redes remotamente e, na maioria das vezes, este acesso é feito via protocolo SSH. O simples fato do SSH utilizar a criptografia não impede que diversos tipos de ataques possam ser lançados, como por exemplo, Main the middle, Dos, Brute Force e Engenharia Social.
A palestra tem como principal objetivo apresentar o Single Packet Authorization, uma técnica relativamente nova, que é utilizada através do software livre fwknop - FireWall KNock OPerator. A instalação da aplicação também fará parte da palestra, além de um cenário prático com máquinas virtuais.
Enquanto isso, na sala dois, também às 14h, Igor Sobreira, vai ministrar palestra sobre o tema: "Python - Programando em alto nível". Para quem desconhece, Python é uma linguagem de programação de propósito geral, de alto nível, elegante e divertida de programar. A tipagem dinâmica, o alto nível de reflexão e metaprogramação, a natureza multiplataforma, dentre outras qualidades, tornam Python uma ferramenta bastante poderosa e flexível. Essa palestra vai apresentar esse cativante "mundo Python", com alguns exemplos simples e funcionais.
Às 17h, Flávio Ribeiro vai ministrar palestra sobre Python nos Celulares. O Python vem em um constante crescimento em vários nichos da tecnologia, e nos celulares não é diferente. Um port do interpretador Python para smartphones está vindo como principal solução para o desenvolvimento ágil de aplicações móveis.
Rodrigo Vieira, um dos organizadores do evento e membro da G/LUG, disse que este será um dos maiores eventos de software que a cidade de João Pessoa vai presenciar. Até o momento, são 939 inscritos de todos os Estados do país. A expectativa dos organizadores é de que este ano cresça ainda mais o interesse das pessoas por softwares livres, a exemplo do Linux.
Fonte: Prefeitura de João Pessoa





