Turma da Mônica entra na era da interatividade da TV Digital

August 26, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

HelpNesta quarta-feira, 26/08, um dos ícones do mercado de quadrinhos do Brasil mostrará, em pessoa, no stand do Fórum SBTVD, porquê é importante inovar e apostar no futuro para diversificar.

Ao completar 50 anos de carreira, Maurício de Sousa, um dos maiores produtores culturais com mais de 1 bilhão de revistas vendidas até hoje - quem não curtiu as histórias da Turma da Mônica nos últimos anos? - anunciará parceria com a HIRIX Engenharia de Software, dona da HXD, especializada em desenvolvimento de conteúdos para TV Digital, para lançar, já em 2010, uma solução interativa  - com histórias em quadrinhos, passatempos educacionais e jogos, entre outros recursos.

"A interatividade da Turma da Mõnica está em desenvolvimento há um ano para o middleware Ginga, aderente as normas do ISDB-T, mas também poderá ser portado para outras plataformas. Entre elas, o IPTV, das teles, tão logo a confusão regulatória se resolva", explica Salustiano Fagundes, CEO da HXD/Hirix.

As atualizações de conteúdo poderão ser feitas pelo ar ou pela internet em um modelo de negócio que pode envolver emissoras de TV, fabricantes ou provedores de conteúdo web. O produto será lançado comercialmente em 2010, quanto a interatividade na TV Digital brasileira já será uma realidade, com a chegada de receptores com middleware no mercado.

"A gente está conversando com vários players: indústrias, emissoras e até provedores de conteúdo Web", disse o execvutivo, ressaltando um dado importante: "Maurício de Sousa é um patrimônio nacional e suas histórias passam valores éticos e educativos muito positivos, refletindo o que existe de melhor em todos nós. Ficamos muito felizes pela sensibilidade que ele teve ao visualizar nos recursos que a interatividade traz uma forma de levar entretenimento e educação de alto nível para crianças de todo o país".

Tem mais: a parceria expõe o Brasil internacionalmente. Isso porque o trabalho também tem como alvo o sucesso dos mais de 300 personagens da Turma da Mônica em paises como  Itália, China, Portugal, Inglaterra, Dinamarca, Suécia, França e Espanha entre outros. "A temática tratada na obra do  Maurício é universal e temos certeza de que será muito bem assimilada  por crianças de qualquer parte", sustenta Salustiano, da HXD.

Fonte: Convergência Digital



TV Digital: Publicação da norma Ginga-J só em setembro

August 26, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

 Por Cristina De Luca

Tvdigital_gingaNa melhor das hipóteses. Tudo vai depender da disposição da entrada do assunto na pauta das próximas discussões do Fórum SBTVD. "Se dependesse só de mim, botava em discussão já na próxima reunião. Mas isso quem decide é o Frederico, presidente do Fórum", disse nesta terça-feira, 25/08,Guido Lemos, coordenador do trabalho de desenvolvimento da norma no Módulo Técnico da entidade.

A intenção de muita gente, especialmente dos radiodifusores, era anunciar a publicação da norma Ginga-J pela ABNT durante a SET 2009, que acontece desta terça-feira até sexta-feira, 28, em São Paulo. Mas um pequeno impasse político impediu que isso acontecesse.

Atendendo a uma solicitação dos fabricantes de receptores, discute-se agora se a norma deve ou não manter APIs opcionais como a da versão 2.0 do JMF (Java Media Framework) da Sun, usada para fazer captura de video e áudio, reprodução de arquivos de mídia e distribuição de áudio como vídeo via streaming. E que permitiria, por exemplo, o streaming da TV para o celular. O pleito é a retirada dessa funcionalidade. O que não atrapalha em nada o funcionamento do Ginga-J. Preocupada com futuros usos do middleware, a academia é contra a retirada.

Semana passada, a expectativa era a de que o assunto entrasse na pauta da última reunião do Fórum SBTVD, realizada ontem. Mas isso não aconteceu.

"O Frederico achou melhor dar um tempo maior para gente discutir mais o assunto", disse Guido. "Espero que esse discussão não demore. Acredito que uma única reunião seja o suficiente para resolver a questão e destravar o mercado", completou.

Hoje, teoricamente, ninguém pode vender middleware porque a norma ainda não foi publicada. Na prática, quem passear amanhã pelos stands da SET Brodcast&Cable com o mínimo de atenção, verá que o número de empresas preparadas para oferta de produtos aumentou consideravelmente em comparação à SET 2008.

"A preocupação real com a demora é que hoje, para que esse pessoal consiga manter a agenda de lançamento de produtos para o Natal, já deveríamos estar trabalhando no guia de operações e no set de testes de conformidade, que garantirão que as aplicações rodem redonda em todas as implementações do middleware disponíveis", afirmou Guido.

"Testes das implementações de middleware são fundamentais. Na prática, tudo isso que está sendo mostrado aqui na SET tem problema decompatibilidade. E é normal que tenha. É uma questão de ajuste", me disse um desenvolvedor de aplicações.

Um painel da SET 2009 tratará especificamente desses assuntos nesta quarta-feira, 26/08, às 11h30.

Nesta terça, 25/08, o assunto interatividade foi tratado em quatro painéis. Em dois deles _ o sob a ótica dos receptores e o sob a ótica da transmissão das aplicações interativas _ deu para perceber a evolução do tema entre indústria e radiodifusores. Há muito mais gente interessada no tema e trabalhando efetivamente nele.

 Perguntas objetivas, do tipo "é possível  alterar o tempo de ciclo de alguns objetos da aplicação interativa no carrossel de dados?",  "é possível imaginar o envio de aplicativos diferentes durante um intervalo comercial?" ou "já foram feitos testes para saber a taxa ideal de envio de aplicações, em função da limitação de processamento dos receptores?", demonstraram claramente essa evolução.

Fonte: Convergência Digital



TV Digital: Publicação da norma Ginga-J no site do Fórum SDBTVD libera o mercado

August 26, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

 Por Cristina De Luca

Tvdigital_ginga"Estão querendo me pressionar. Não vamos resolver esta questão da versão 2.0 do JMF no grito, nem na correria. A publicação da norma Ginga-J na ABNT não é obrigatória. Nem impedimento para o início de venda dos produtos no mercado. Tanto que a LG vai começar a vender essa TV Time Machine Digital com o Ginga já em setembro", afirmou enfaticamente Frederico Nogueira, presidente do Fórum SBTVD, após a cerimônia de abertura da SET 2009.

Segundo Frederico, desde a votação da norma Ginga-J no Fórum, e a publicação do texto que foi submetido à consulta pública na ABNT, que inclui a versão 1.0 do JMF, os fabricantes com produtos praticamente prontos já poderiam pôr produto no mercado. Porque não o fizeram?

"Porque ninguém pode esperar que dois meses depois de publicada a norma, já exista produto pronto. Mesmo entre aqueles mais adiantados", disse ele.

E quanto ao discurso de emissoras e fabricantes presentes ao Fórum, de que só não têm produto hoje no mercado porque a norma ainda não foi publicada? Eles mentem?

"O que pode estar acontecendo é que muitos deles estejam esperando uma definição sobre a versão 2.0 do JMF. É um direito deles", diz Frederico.

O executivo garante que questões como segurança para interatividade, fundamental para viabilizar aplicações de home banking, também já têm regras definidas em grupos de trabalho do Fórum SBTVD. E poderiam estar em uso hoje.

Quanto aos trabalhos de elaboraçãoo de uma suíte de testes e do guia de operação, Frederico reafirma que até o fim do ano já estarão terminados. Eles assegurarão que as aplicações interativas sejam compatíveis com todos os receptores aderentes ao padrão Ginga.

Mas o executivo descarta a existência de um selo de conformidade para o Ginga, como acontece com dispositivos one seg. "Nosso selo padrão é o DTV. Para usá-lo, o fabricante precisa declarar estar em conformidade com as normas e ser membro do Fórum SBTVD", explicou. "Este selo será suficiente para assegurar ao consumidor que aquele receptor com Ginga é compatível com as aplicações que as emissoras estarão transmitindo", garantiu.

E promete fiscalização rigorosa. "Não gosto de fazer publicidade disso, mas já chegamos a determinar a retirada de produtos do mercado por falta de conformidade com as normas SBTVD", afirmou.

Segundo o executivo, o Fórum SBTVD trabalha com a possibilidade de definir uma data simbólica para marcar o início da interatividade no padrão brasileiro, como foi 2 de dezembro de 2007 para o início das transmissões digitais.

"A dificuldade é saber quando todos estarão prontos, para que isso aconteça", disse.

Provavelmente no início de 2010?

"No Natal já teremos muita gente colocando produtos no mercado. Emm 2010, há uma portaria do MDIC que estabelece que televisores acima de determinado tamanho saiam obrigatoriamente de fábrica com conversores. Estamos pressionando o governo para que incluam obrigatoriamente o Ginga também", revelou o executivo.

O governo, segundo eles, está sensível a esta questão. E já trabalha com a possibilidade de incentivos ficais, na linha do programa "Um computador para todos" também para o segmento de TV Digital.

Fonte:
Convergência Digital



TV Digital: o maior desafio da interatividade, agora, é o mercado

August 20, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

Tv_digitalAlguns dos muitos desafios que radiodifusores e indústria têm pela frente, relacionados à introdução da interatividade na TV digital, ganham novo impulso neste segundo semestre de 2009. Dizem respeito aos procedimentos de teste e certificação, capazes de minimizar os riscos de interoperabilidade e continuidade dos serviços. Mas embora sejam todos relevantes para o ritmo da massificação da interatividade no país, nenhum deles é considerado impeditivo para que produtos comecem a ser desenvolvidos, e o mercado da interatividade incie-se de fato,como chegou a ser a indefinição em torno da  norma Ginga-J com o Java DTV.  

Até mesmo o atraso na publicação da própria norma Ginga-J pela Associação Brasileira de Normas Técnicas _ a consulta pública já terminou há um mês _ não preocupa quem possui produto pronto para chegar ao mercado no Natal. Ou antes, até. A disponibilidade de produtos no mercado é apenas uma questão de tempo. E a forma como será feita, sim, ditará o sucesso ou não da interatividade na TV aberta.

A norma Ginga-J

A intenção dos radiodifusores era ter a norma Ginga-J publicada na semana que vem, durante a SET 2009, evento que acontecerá na capital paulista. E isso pode acontecer, de fato, salvo não se consiga superar um pequeno impasse político na próxima reunião do Forum SBTVD, segunda-feira, dia 24 de agosto. Atendendo a uma solicitação dos fabricantes, agora, discute-se se a norma deve ou não manter APIs opcionais como a da versão 2.0 do JMF (Java Media Framework) da Sun, usada para fazer captura de video e audio, reprodução de arquivos de mídia e distribuição de audio como video via streaming. E que permitira, por exemplo, o streaming da TV para o celular. O pleito é a retirada dessa funcionalidade, para que sua especificação seja melhor discutida e trabalhada. O que não atrapalha em nada o funcionamento do Ginga-J.

Os trabalhos técnicos do Fórum SBTVD apontaram para a necessidade de colocar a versão 2.0, mais recente, como opcional para permitir essas implementações multiplataforma.Os fabricantes são contra. Querem que essa opcionalidade seja retirada e na norma seja mantida apenas o JMF 1.0 (cujo primeiro release é de 1997). Se for assim, a medida impacta diretamente a construção de aplicações que utilizam recursos multimídias avançados (vídeo e som) e cria uma desagradável restrição para os desenvolvedores de interatividade.

Consta que a retirada da opção pela versão 2.0 do JMF preocupa alguns setores do Fórum,  como software e academia, que temem que isso gere um engessamento da norma. Parte da academia considera que a retirada do JMF pode zerar a participação brasileira na parte Java do Ginga. E parte do pessoal de software, de que esse detalhe possa vir a ser usado para atrasar a publicação da norma, gerar mais ruído e confusão em torno da interatividade. Todo o desgaste técnico e político sofrido pela interatividade tem contribuído para formar uma imagem distorcida e negativa.  

Você tem um roteador wireless em casa, não tem? Com velocidade "n"? Ela é draft até hoje, sabia? E nem por isso você deixa de usar. A grosso modo, é disso que estamos falando, ao discutir JMF 2.0 ou não. Uma vez definido o uso do Java DTV, o ecossistema de TV Digital já começou a trabalhar na interatividade.

Tanto que, a exemplo do que aconteceu na última edição, a SET Broacast deste ano, 2009, que acontece semana que vem em São Paulo,  será  palco novamente de alguns experimentos de interatividade. Vários produtores de middleware e de aplicações estão desenvolvendo  trabalhos em parceria com as emissoras para apresentar durante o evento.

Próximos passos

A disposição do Fórum SBTVD de concluir até o final do ano as especificações do middleware Ginga para receptores fixos (incluindo conversores embutidos nos aparelhos de TV), complementando as especificações de interatividade já publicadas com outras normas como as de segurança e de canal de retorno, para procedimentos de teste e para guia de operações do Ginga, conforme  antecipou Ana Eliza Faria e Silva, coordenadora do Módulo Técnico do Fórum SBTVD e coordenadora da Comissão de Estudos Especial em TV Digital da ABNT, em material de divulgação da SET 2009, também é um forte indicativo de que esse mercado da interatividade já anda.

Todos esses novos assuntos estarão em discussão no painel "Normas SBTVD: onde está o risco da não compatibilidade', mediado por Ana Eliza dia 26 de agosto, às 11h30. "Vamos abordar aspectos relacionados à compatibilidade e interoperabilidade", diz ela.

O maior desafio

Importante é ter em mente que para que a interatividade vire realidade na TV Digital, estão em jogo questões muito maiores que essas discussões de normas e certificações. O mercado será o palco onde todas essas coisas vão acontecer ou não. O consumidor é rei e tem o poder de alavancar ou enterrar de vez qualquer onda tecnológica. Já vimos isso acontecer antes. O governo tem poder de indutor ou não, através de incentivos à produção e ao consumo.

Se governo, radiodifusores e indústria de hardware e software não fizerem ações corretas e ágeis (e muitos crêem que ainda há tempo para isso), o SBTVD corre sérios riscos de estrear a interatividade para um mercado de alto poder aquisitivo que não terá mais interesse em utilizá-la, bonbardeado que vem sendo pela oferta a oferta cada vez maior de plataformas/conteúdos para IPTV e o aparecimento de novos disposítivos convergentes, que em vez de rivais, poderiam ser complementares à oferta de serviços e modelos de negócio.

O maior trunfo a interatividade do SBTVD ainda é a grande penetração de televisores nas residências brasileiras (só perde para o fogão), aliada às dificuldades do acesso banda larga a velocidades compatíveis com aplicações IPTV na maioria dos municípios brasileiros. Cenário que tende a mudar, no longo prazo.  Outro, é a gratuidade do conteúdo.Serão suficientes? Até quando?

Fonte: Convergência Digital



Governo analisa lei que obriga 5% dos celulares a terem TV digital

August 19, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet

Celular_tv_conteudoRepresentantes dos principais fabricantes de celular do País discutem a obrigatoriedade do sinal digital, que entra em vigor em 2010.

O governo vai analisar a possibilidade de flexibilizar a obrigatoriedade de que os fabricantes de telefones celulares produzam aparelhos capazes de receber sinal de TV digital no Brasil a partir de janeiro de 2010. O assunto será avaliado ainda em agosto.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), na semana passada, representantes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica e dos fabricantes LG, Samsung, Sony Ericsson, Nokia, Motorola, Flextronics, Governo do Amazonas e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) se reuniram com o MDIC para discutir o assunto.

Os representantes da indústria informaram ao governo que não há condições de cumprir a meta de 5%, porque estimativas de mercado apontam que a demanda por aparelhos capazes de receber sinal de TV digital é de 0,5%. "Se houver demanda, vai haver produto, a briga entre as empresas pela liderança é monstruosa. A obrigação não vai incentivar este mercado", afirma uma fonte ouvida pela Computerworld que esteve na reunião em Brasília.

Atualmente, Semp Toshiba, LG e Samsung oferecem produtos no mercado capazes de receber o sinal de TV digital. Mas nem essas empresas já estariam cumprindo a exigência do governo, porque, segundo a fonte, a produção não atinge 5% do total fabricado por elas, já que não há demanda no mercado por um produto com esses recursos.

O caminho alternativo seria oferecer novos benefícios fiscais para as empresas que optassem por fabricar aparelhos do tipo. Na visão do entrevistado, obrigar os fabricantes a produzir esses celulares provoca instabilidade, já que as empresas podem perder os incentivos fiscais se não cumprirem a meta em determinado mês, por exemplo. "Se mantiverem a obrigação duas empresas estão fora. Fabricar sem o PPB (Processo Produtivo Básico) é praticamente inviável", diz a fonte.

A determinação foi publicada no Diário Oficial da União em 30/12/2008, por meio das portarias interministeriais nº 236 e nº 237, dos Ministérios do Desenvolvimento Indústria e Comércio, Comunicações e Ciência e Tecnologia. O texto determina que 5% da produção total das empresas que fabricam celular no Brasil deverão contar com essa funcionalidade. As companhias que descumprirem a exigência perderão incentivos fiscais como suspensão da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e da redução do Imposto sobre Importação (II).

Os documentos tratam, respectivamente, do PPB para terminal portátil de telefonia celular e do PPB de aparelhos industrializados na Zona Franca de Manaus. O PPB é uma das contrapartidas que devem ser cumpridas pelas empresas para a obtenção de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus e da Lei de Informática. As empresas que descumprissem a exigência das duas portarias estariam desrespeitando o PPB e, por isso, perderiam o benefício.

Fonte: IDG NOW