TV Digital: Broadband TV? Sim, mas com Ginga... propõe a Globo
September 1, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yetPor Cristina De Luca
"Temos aí uma bandeira que gostaríamos que fosse compartilhada por todos os radiodifusores. Que todo o televisor broadband fosse também interativo. Viesse com o Ginga em sua especificação completa", disparou Raymundo Barros, diretor de engenharia da TV Globo de São Paulo, no segundo painel dedicado ao tema Broadband TV na SET 2009, que aconteceu semana passada em São Paulo, revelando uma possível estratégia da emissora diante da tendência de popularização de televisores com acesso direto a conteúdos da Internet também no Brasil.
Sentado ao seu lado, Daniel Petrini, gerente de P&D da Samsung, fabricante do primeiro aparelho a venda no Brasil com o recurso, fez que não ouviu. E, durante sua resposta a uma pergunta da platéia sobre a sobreposição de conteúdos publicitários, evitou tocar no assunto. Mas depois, em particular, limitou-se a responder que a integração do modelo de widgets do recurso Internet@TV com o Ginga não está nos planos da fabricante, no curto prazo.
"Uma coisa não é concorrente da outra, de jeito nenhum. Uma coisa não exclui a outra", afirmou Petrini. "Hoje temos internet TV. Daqui a alguns anos vamos ter Ginga também? Não sei. Esse modelo com internet que já está no mercado não terá Ginga. Se, lá na frente, o cenário Ginga existir, quem quiser interatividade via Ginga terá que comprar um novo modelo", disse.
As falas, além de deixarem bem claras as apostas da emissora e da fabricante com relação ao middleware Ginga e o futuro da interatividade no SBTVD, demonstram também que a internet, na TV, deixou de ser encarada como ameaça para figurar como vetor de novos modelos de negócio.
Partindo de um cenário em que Broadbnd TV não significa acesso full à internet, mas sim acesso a um ambiente controlado oferecido ao telespectador através da mediação de alguém (no caso da Internet@TV um servidor da própria Samsung, que recebe, empacota e redistribui conteúdo do Terra e do YouTube), a Globo sugere que todo conteúdo interativo sobreposto ao vídeo nos canais de TV aberta seja sempre controlado pelo radiodifusor. E que a forma ideal para que isso aconrteça seja através do uso do Ginga.
Assim ficaria mais simples evitar problemas com eventuais widgets não relacionados diretamente aos programas televisivos que estejam sendo transmitidos pelas emissoras. Especialmente conteúdos publicitários conflitantes, que firam os direitos autorais do radiodifusor, dono do conteúdo, conforme explicou também na SET 2009 o advogado Rodrigo Köpke Salinas, do escritório Cesnik, Quintino e Salinas, em outro painel sobre o tema Broadband TV comandando por Fernando Bittencourt, diretor de Enhenharia da Rede Globo. "A sobreposição de conteúdos só é possível se houver autorização do titular do conteúdo", disse ele, reforçando as argumentações das emissoras nesse sentido.
A Globo vai além. Nas discussões internas, o grupo de TV Digital da emissora defende a estratégia de que todos os conteúdos interativos estejam de alguma forma relacionados relacionados ao programa de televisão. Principalmente no caso dos programas ao vivo, como novelas e transmissões de jogos de futebol.
O SBT já pensa diferente. "Achamos que incluir a interatividade casada com um conceito de grade ia complicar", diz Roberto Franco, diretor de tecnologia do SBT. "A ideia do SBT é de que a TV deve ser uma plataforma integrada de acesso a conteúdos, informações e entretenimento. Eu posso oferecer muito desse conteúdo pelo ar e outros através dos canais de interatividade, sem relação direta com o vídeo. Mas não vou botar conteúdos de terceiros sem antes negociar com eles os direitos desse conteúdo", afirma o executivo.
"A plataforma interativa, com ou sem internet, é mais uma forma de agregar valor ao nosso conteúdo", diz ele. "Eu posso caminhar da cabeça para cauda longa e da cauda longa para a cabeça. Agora, que bicho será esse já não sei definir", explica Roberto Franco.
O que importa cada vez mais para os radiodifusores é que o telespectador não precise sair da plataforma TV para zapear, não só entre canais, mas também entre conteúdos de diferentes fontes, que enriqueçam sua experiência de informação e entretenimento.
Pensanso nisso, alguns fabricantes de equipamentos e desenvolvedores de software já trabalham em soluções que combinem o implementações do Ginga com conteúdo Broadband TV. Algo nessa linha poderá estar disponível para o consumidor ainda este ano. Tudo vai depender do comportamento do mercado
Fonte: Convergência Digital
TV Digital: Para a SEPIN, Ginga é o único middleware possível no Brasil
August 31, 2009, by Daniela Fraga da Costa - No comments yetA proposta de alteração no Processo Produtivo Básico (PPB) dos celulares terá, pelo menos, uma contribuição. O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Gadelha, vai sugerir que o tratamento dado ao Ginga no texto proposto seja alterado. Ele quer evitar a interpretação de que com a exclusão do middleware nacional, possa ser inserido outro.
"Estou sugerindo aos meus colegas do MDIC (Ministério do Desenvolvimento) uma mudança na redação. Ao excluir a obrigação do Ginga, pode parecer que estamos permitindo o uso de outros middlewares", avalia o secretário de Política de Informática do MCT em entrevista ao Convergência Digital.
A proposta de Gadelha é para que o texto diga que havendo uma implantação de middleware, este deve ser o Ginga. "Já fiz a proposta e acho que podemos deixar apenas Ginga, para que, se for instalado, possa ser tanto o Ginga-NCL quanto o Ginga-J", explica.
"Caso haja razões técnicas para que a introdução de um middleware nos receptores portáteis não seja aconselhável como na questão dos processadores, podemos deixar como opcional. Talvez alguns celulares mais caros tenham. Se tiver, tem que ser o Ginga", insiste o secretário.
A Consulta Pública sobre o PPB dos celulares foi publicada nesta sexta-feira, 28/08, e, além da questão do Ginga, sugere o adiamento, de 1° de janeiro de 2010 para 1° de julho de 2011, da data de obrigatoriedade dos fabricantes embutirem TV nos aparelhos.
Ainda pela proposta, será reduzido o percentual de dispensa de montagem de placas de circuitos impressos com componentes dos atuais 15% para 10%, a partir de 1o de janeiro de 2010. E para cada 1% de aparelhos fabricados com TV Digital, até o máximo de 5%, percentual equivalente é aplicado à dispensa.
Algumas empresas alegam que o mercado de celulares com TV é peqiueno e, por isso, esse bônus da dispensa não será aplicado na prática. Mas o secretário Augusto Gadelha entende que deve existir algum incentivo para a fabricação desses aparelhos. Para ele, a percepção de que o mercado é pequeno é prematura. "As empresas vão elevar a produção, haverá efeito nos preços. A demanda vai aumentar", acredita.
Ele insiste que a proposta está em consulta pública e que as empresas podem fundamentar sua posição. "Tivemos uma conversa com as empresas. Elas propuseram algumas medidas que consideramos não relevantes e estamos contrapropondo com a consulta", conclui o secretário da SEPIN.
Fonte: Convergência Digital
Ginga terá papel relevante na parceria Argentina/Brasil
August 31, 2009, by mario luis teza - No comments yet
O Ginga será relevante para consolidar a parceria Brasil/Argentina. A afirmação é do assessor da Casa Civil, André Barbosa, que participou, nesta sexta-feira, 28/08, em Bariloche, na Argentina, da assinatura formal da adesão da Argentina ao SBTVD, o padrão nipo-brasileiro de TV Digital. O acordo foi celebrado pelo Presidente Lula e pela presidente Cristina Kirchner. Continua.
"Estamos colhendo os frutos de um trabalho de persistência e vamos, agora, trabalhar em parceria com Argentina e Peru. É um momento decisivo para termos a plataforma na América do Sul", declarou André Barbosa. Segundo ele, haverá uma forte cooperação para o desenvolvimento da tecnologia - tanto na parte de hardware como em software. Sendo que neste último caso, o Ginga terá papel crucial.
"O Ginga é o elemento que nos permite fazer a interatividade na TV aberta. Não estamos falando em interatividade para TV a cabo ou IPTV. É o recurso possível para uma população", enfatizou Barbosa. Com relação à portaria do MDIC - que prorrogou o prazo da produção local de celulares com Ginga e até cogita a possibilidade de exclusão do middleware - o assessor da Casa Civil foi taxativo.
"O Ginga é estratégia de governo. Mas temos que pensar na indústria e há problemas para cumprir a meta que estava anteriormente estabelecida, mas não há qualquer retrocesso. A ideia é avançar como estamos fazendo e, agora, a escala do SBTVD fica muito maior com a adesão da Argentina", completou Barbosa.
O assessor da Casa Civil enfatizou ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está aberto a financiar empresas brasileiras interessadas em investir na Argentina, mesmo que na forma de joint-ventures, mas o capital majoritário terá que ser brasileiro.
Também foi acordada a transferência de tecnologia e a capacitação de pessoal, por meio da replicação do CTIC - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação.
O Centro é o braço operacional do ProTIC, Programa de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (ProTIC). Na prática, o CTIC vai gerir uma rede virtual de competências para pesquisa e desenvolvimento em tecnologias da Informação e Comunicação, incluindo TV Digital no Brasil.
Agora, a proposta é incluir Argentina e Peru, assim como os outros países que aderirem ao SBTVD, nesta grande 'rede' de capacitação. O Japão deverá também colaborar financeiramente e com a doação de equipamentos para a Argentina.
A solenidade de assinatura do acordo entre Brasil e Argentina aconteceu nesta sexta-feira, 28/08, durante a reunião extraordinária da cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O documento foi assinado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo ministro de Planejamento da Argentina, Julio De Vido, e rubricado pelos presidentes Lula e Cristina Kirchner.
Fonte: Convergência Digital
Sistema de TV Digital brasileiro é o mais completo do mundo
August 28, 2009, by mario luis teza - One commentEm debate no segundo dia do Consegi, Hadil da Rocha Vianna, Diretor do Departamento de Temas Científi
cos e Tecnológicos do Itamaraty, afirmou que o sistema de TV Digital ISDBT, desenvolvido através de parceria entre Brasil e Japão, é mais completo que o DVB, europeu, e o ATSC, americano, além de ser mais adequado à realidade brasileira.
Eduardo Castro, gerente executivo de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação - EBC, também participou do debate, comentando a atuação da TV Brasil no contexto digital: "Nós iniciamos a transmissão da TV Brasil no mesmo dia em que foi inaugurado o sistema de televisão digital. E a emissora está caminhando de acordo com a tecnologia. O grande momento da emissora será, sem dúvidas, quando a televisão digital estiver popularizada". Continua.
Para Hadil, o sistema sofre preconceito: "as notícias saem negativas, criticando o preço dos conversores, comparando os nossos aparelhos aos europeus e norte-americanos. Mas a realidade é que nosso sistema é o mais completo. Os demais têm seus méritos, só que estão obsoletos". Eduardo complementou: "as notícias também destacam que o processo de adoção do sistema é muito lento, mas esquecem de dizer que o processo de transição da TV em preto-e-branco para colorida levou mais de vinte anos".
Hadil destacou que o Peru já aderiu ao sistema ISDBT e que Argentina, Paraguai e Equador devem ser os próximos a aderir: "Estes países entenderam que o ATSC é excelente para os Estados Unidos e o DVB para a Europa. Mas para a realidade da América Latina, o ISDBT é o mais adequado, pois somente ele consegue suportar tantas funcionalidades e de forma inteiramente gratuita”.
Antes de encerrar o debate, Hadil anunciou que em breve acontecerá o I Fórum internacional do ISDBT, em Lima, no Peru.
Fonte: Serpro
Argentina adere ao padrão da TV Digital do Brasil
August 26, 2009, by Miguel Matiolla - No comments yet
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, acredita que a Argentina vai aderir ao sistema brasileiro de TV digital e um convênio entre os dois países deve ser assinado já na próxima sexta-feira, 28/08, quando os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner se encontram em Bariloche.
"Provavelmente nesta data será assinado o convênio entre Brasil e Argentina. É um passo muito importante. Se cinco países da América Latina aderirem ao padrão brasileiro, nossa perspectiva é que a produção de aparelhos de TV, hoje de 11 milhões por ano, vai dobrar, chegando a 20 milhões", afirmou o ministro, que integrará a comitiva do presidente Lula.
Apesar do otimismo do ministro com relação à produção nacional de aparelhos de televisão - ele festejou que a maioria dos equipamentos já utiliza plasma ou LCD - Costa reconheceu que o Chile, por exemplo, importa aparelhos do Japão, enquanto a própria Argentina compra televisores do México. Até agora, apenas o Peru adotou o padrão brasileiro de TV digital. Além da Argentina, há negociações em andamento com Chile, Equador e Venezuela.
Fonte: Convergência Digital





